Natal, Rio Grande do Norte – Brasil

Morro do Careca, na praia de Ponta Negra (2005) - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Morro do Careca, na praia de Ponta Negra (2005).

6 idas a Natal explicam a minha paixão por essa cidade maravilhosa do Rio Grande do Norte. Sim, as praias são muito bonitas, o natalense é muito amigável, a comida típica é sensacional, o forró é sem frescura universitária, o artesanato é de primeira, os passeios são incríveis, etc. etc. Para ser sincero, menti ao citar as comidas típicas e o forró. Não que sejam ruins, são realmente excelentes. O problema – que é só meu – é que odeio frutos do mar, carne-de-sol, buchada, macacheira cozida, entre outros, assim como odeio o bendito do forró. Portanto, não tenho autoridade para criticar. Mas para quem gosta é um prato cheio e meus amigos companheiros de viagem assinam em baixo.

Dica importante - Blog Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaJá fui a Natal de diversas maneiras: de carro com meus pais, em excursão de ônibus, pela CVC, pela TAM Viagens e por conta própria. Digo conta própria quando viajo sem me ater a um pacote já montado. Em uma dessas viagens, comprei as passagens e hospedagem sem depender de vôo fretado, grupo de pessoas etc. E essa foi a melhor opção. Em um pacote pela CVC, por exemplo, com o valor que paguei por uma viagem de 7 dias, em outra viagem por conta própria deu para passar 12 dias e ainda ficou R$ 300 mais barato. Isso mesmo, 5 dias a mais por R$ 300 a menos, com passagem, traslado e hotel de mesma qualidade. Fica dada, então, minha dica de roteiro independente de pacote.

Além de suas vantagens culturais, Natal é bem barato. Beber uma cervejinha ou comer um tira-gosto na praia sai muito em conta. Para quem gosta de uma caipi ou de uma água de coco (atento à higiene!), o mesmo. Em alguns restaurantes, pode-se comer um prato sofisticado sem desembolsar muito. E a noite não fica para trás. Os bares oferecem todo tipo de atração. É certo que a fama da cidade em relação à prostituição e corrupção de menores não é das melhores. O problema existe sim, mas cabe ao turista não fomentar esse tipo de comércio, certo?

Por enquanto, Natal não é uma capital muito violenta. Torço pela manutenção da paz na cidade, que confesso ser um dos seus maiores atrativos.

Em algumas temporadas (de janeiro a abril, por exemplo) a cidade costuma receber muitos estrangeiros, especialmente da Itália, Espanha, Portugal e países nórdicos. Ultimamente esse número tem diminuído devido à política ruim de incentivo ao turismo, mas acredito que a situação será revertida. De certa forma, Natal se estruturou de maneira a oferecer serviços de alta qualidade a esse público, sem perder suas qualidades regionalistas e nem desprezar o turista brasileiro. Ali todos são muito bem-vindos e bem tratados. Eu sempre fui.

PONTA NEGRA

Na praia de Ponta Negra, a mais famosa da região urbana de Natal, o que mais gosto de fazer é me esticar nas espreguiçadeiras e ficar olhando para o mar, fazendo uma linha bem à toa. É impressionante como consigo esvaziar a cabeça. Às vezes, para fazer isso, conto com a ajuda de umas caipis ou de um Martini Rose. Isso mesmo, pode ser barango o que for, mas o Martini Rose – que tenho certeza de que me serviram Contini Rose – tem gosto e cor de bronzeador da década de 70. Lembra-me muito minhas tias, que se lambuzavam de Tan-O-Tom e se esticavam ao sol de meio-dia. Destaco que naquela década o Tan-O-Tom tinha fator proteção ZERO. Muito saudável, assim como o Martini Rose (ou Contini Rose).

De cabeça vazia, em Ponta Negra (2007) - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

De cabeça vazia, em Ponta Negra (2007).

Se você não quiser ficar de cabeça vazia, não se preocupe. A praia é agitada e possui um astral muito bom. Às vezes passam uns carrinhos de venda de CDs piratas tocando um axé muito chato (detesto axé), mas eles também tocam músicas bacanas. Se o axé te incomodar muito, faça como a gente em 2010: pedimos ao vendedor de CDs para deixar o carrinho ali do nosso lado por meia hora, tocando as músicas que escolhemos, como se fosse um jukebox ambulante. Demos um trocado a ele e foi compesador para ambos os lados. Se você gosta de axé, poderá ser compensador também :-). Mas toque bem baixinho, por favor!

Ponta Negra - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Eu, Cris e o Japa e o “Jukebox ambulante”, em Ponta Negra: nossa solução contra o axé (2010).

Se esvaziar a cabeça ou agitar não for um atrativo para você, outra solução é fazer como os gringos: ler um livro.

O cartão postal de Ponta Negra e também de Natal é o Morro do Careca. Em 1986, quando visitei a cidade pela primeira vez, era permitido escalar os 107 metros do morro a pé, uma subida bem íngreme e cansativa. Lá de cima a vista era fantástica. Via-se a Praia de Ponta Negra de um lado e uma imensidão de dunas do outro, com o mar bem no fim do horizonte. No final dos anos 90 essa visitação foi proibida, com a finalidade de se preservar a vegetação às margens do morro e de se evitar que sua areia desça, diminuindo, consequentemente, sua altura.

Em Ponta Negra encontram-se muitos vendedores ambulantes, mas não são insistentes e nem grosseiros. Desses ambulantes, podem-se destacar alguns pedintes que se tornaram figuras folclóricas, como a senhora que coloca a mão no rosto e pede esmola ou o senhor com uma prótese de perna improvisada, que colhe doações junto a assinaturas para poder comprar uma perna mecânica mais digna. Segundo os frequentadores daquela praia, ele já comprou casa, carro e tudo mais com essas doações, menos a perna mecânica.

Ah, as espreguiçadeiras podem ser alugadas nos quiosques ao longo da praia. Cada quiosque tem um número diferente e praticamente todos alugam sombreiros grandes ou pequenos e espreguiçadeiras e cadeiras com mesinhas, tudo dependendo da demanda do turista cliente. Nem todos os quiosques possuem chuveiro. Se a areia ou a água do mar te incomodam, procure um quiosque com chuveiro.

CITY TOUR

Como toda capital turística, Natal oferece uma série de passeios. Quando se viaja de pacote, no traslado do aeroporto ao hotel as operadoras oferecem um tour gratuito pela cidade. Nesse passeio, os turistas conhecem parte da cidade, o Forte dos Reis Magos e a praia de Pirangi do Norte, onde situa-se o maior cajueiro do mundo. O cajueiro não só é o maior, como é inacreditavelmente gigante, cobrindo um perímetro de aproximadamente 500m.

As operadoras utilizam esse tour para vender os outros passeios. Se você não comprar algum passeio durante o tour e se arrepender mais tarde, não se preocupe. Em Ponta Negra, por exemplo, existem várias empresas que vendem esses pacotes, que costumam ser até mais baratos.

Forte dos Reis Magos - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Élcio e Clarice, no Forte dos Reis Magos (2006).

Forte dos Reis Magos - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

No Forte dos Reis Magos (2006).

No Forte dos Reis Magos (2005).

Élcio e o maior cajueiro do mundo - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Élcio e o maior cajueiro do mundo. O cajueiro compreende toda a área verde da foto (2005).

O tronco do maior cajueiro do mundo - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

O tronco do maior cajueiro do mundo (2005).

GENIPABU

O passeio de que mais gosto é o de bugue ao Parque Turístico Ecológico Dunas de Genipabu. Nele, o turista é apanhado na porta do hotel por volta das 9 h e retorna no final da tarde.

Com suas praias, dunas e lagoas, Genipabu localiza-se no município de Extremoz, que fica a 20 km do centro de Natal. Se você tiver que escolher um entre todos os passeios oferecidos em Natal, escolha esse. É muito emocionante, tanto pela beleza quanto pela aventura.

Os bugues partem de Natal. À direita está a Ponte Newton Navarro, sobre o Rio Potenji (2010).

Travessia de bugue em balsa sobre o rio Ceará-Mirim - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Travessia de bugue em balsa sobre o rio Ceará-Mirim (2010).

Quando fomos a Natal em 2006, pedimos ao bugueiro para que nosso passeio nas dunas fosse “com emoção”, que é aquele em que as manobras são mais radicais. Infelizmente estávamos com uma senhora desconhecida no carro e ela pediu o contrário. O que nos matou de raiva foi que as filhas dela foram em outro bugue e gozaram de muita adrenalina. Já em 2010, o bugueiro caprichou ao ponto de eu achar que íamos capotar. Creio que hoje em dia o passeio “com emoção” não é mais permitido. Tivemos sorte. E as filhas da Dona também.

Passeio pelas dunas de Genipabu - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Passeio pelas dunas de Genipabu (2010).

Passeio pelas dunas de Genipabu - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Passeio pelas dunas de Genipabu (2010).

Uma das paradas do passeio de bugue é para visualizar a Lagoa de Genipabu, que fica em área de proteção ambiental. A vista é fascinante! O banho na lagoa está proibido, sob alegação de que existem jacarés em suas águas. Viche!

Parada dos bugues para ver a Lagoa de Genipabu - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Parada dos bugues para ver a Lagoa de Genipabu (2010).

Vista da Lagoa de Genipabu - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Vista da Lagoa de Genipabu (2010).

Homenagem de um potiguar ao turista brasileiro, em Genipabu - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Homenagem de um potiguar ao turista brasileiro, em Genipabu (2010).

Além das manobras do bugue nas dunas, o passeio também conta com outras atrações radicais: o esquibunda ou skibunda, que é uma prancha de madeira que desliza do topo do morro de areia até cair na água e o aerobunda, na Lagoa de Jacumã, que é uma tirolesa que desce do alto da duna até a água.

Esquibunda (2006 e 2010).

Aerobunda, na Lagoa de Jacumã (2006).

Não radical e nem menos interessante é o passeio de dromedário. Mas sou a favor de poupar os animais, embora os dromedários suportem o calor muito mais do que a gente. E ali estava quente! Ah, por falar em quente, segue uma dica, que é mais um lembrete:

Dica importante - Blog Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivause protetor solar de boa qualidade, roupas leves, bonés, chapéus ou equivalente e óculos escuros. Os óculos são fundamentais, pois em Natal a claridade é constante devido às muitas dunas e ao sol intenso, e isso pode ser um problema para os olhos. Ao passear de bugue, lembre-se que ficará exposto ao sol praticamente todo o tempo, portanto, mais filtro solar. E cuidado para o boné não voar. O meu voou. Felizmente estávamos no final do passeio de bugue e o sol estava fraco. Se eu tivesse que depender dos meus ralos cabelos…

Passeio de dromedário em Genipabu - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Passeio de dromedário em Genipabu (2010).

Agora chego na parte mais bonita do passeio: as Dunas Douradas. Aliás, estou sendo injusto, pois bonito é muito pouco. Paramos para tirar algumas fotos e olhei para aquela imensidão de areia que mais parecia um infinito. Talvez fosse o lugar mais bonito em que já estive. Segundo nosso bugueiro, nas Dunas Douradas foi filmado a cena do último capítulo da novela O Clone.

Dunas Douradas - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Dunas Douradas (2010).

Dunas Douradas - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Dunas Douradas (2006).

PIPA

A Praia de Pipa localiza-se no município de Tibau do Sul, a 85 km de Natal. É o principal balneário do litoral sul do Estado do Rio Grande do Norte, que inclui, ainda, praias como Ponta do Madeiro e Praia do Amor.

Quando fomos a Pipa em 2006 não achamos lá grandes coisas. O estranho é que todo mundo que já havia ido lá sempre tinha ótimas referências. Somente quando retornamos em 2010 é que entendi o porquê da nossa indiferença. O guia de 2006 era péssimo! Não nos orientou sobre outras partes da cidade, que são sensacionais, nos enfurnando em um restaurante picareta à beira da praia, de onde ele deveria ter ganhado alguma comissão.

A cidade é bem charmosa e seus estabelecimentos, como bares restaurantes e lojinhas, são muito bem estruturados e de boa variedade. Para quem gosta de um agito, dizem que à noite é melhor ainda.

O passeio a Pipa começa a ficar muito interessante assim que se chega às falésias de Cacimbinhas, que são formadas por uma areia avermelhada (provavelmente misturada com terra) e que têm uma vista “felomenal” para o mar. É um contraste de vermelho, verde e azul inexplicável. Um pouquinho adiante, descemos até a praia de Ponta do Madeiro para ver os golfinhos, que nadavam bem próximo à areia. Tomamos uma cerveja, comemos bala delícia (???) e voltamos à BR para seguir o passeio.

Falésias em Cacimbinhas - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Falésias em Cacimbinhas (2010).

Praia de Cacimbinhas vista de suas falésias - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Praia de Cacimbinhas vista de suas falésias (2010).

Falésias em Cacimbinha - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Falésias em Cacimbinhas (2006 e 2010).

Praia de Ponta do Madeiro - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Praia de Ponta do Madeiro. Descemos e tomamos uma cerveja (2010).

Conforme eu disse anteriormente, o guia de 2006 foi um babaca. O bar em que ele nos instalou parecia ser o fim da cidade, mas em 2010 descobrimos (todo mundo já havia descoberto) que dali para frente seguia um litoral de areia avermelhada e formações de pedras maravilhosos, em direção à Praia do Amor. No meio do caminho encontramos alguns bares à beira mar que são muito alto-astral e em um deles aproveitei para tomar uns “bons drink“.

Praia de Pipa - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Praia de Pipa (2010).

Deque na Praia de Pipa e uns “bons drink” (2010).

Praia do Amor - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Praia do Amor, em Pipa (2010).

Formações de pedras na Praia do Amor - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Formações de pedras na Praia do Amor, em Pipa (2010).

A Praia do Amor tem esse nome devido ao seu formato de coração, que é melhor observado do Chapadão, local que fomos por meio do “Tratrem”, uma lotação semitosca meio trator e meio trem. Mais uma vez, indacreditável a vista. Quando estávamos no Chapadão, um avião da aeronáutica passou bem pertinho. Aliás, em Natal veem-se muito esses aviões, que pertencem à base aérea daquela cidade.

"Tratrem", no passeio ao Chapadão da Praia do Amor - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

“Tratrem”, no passeio ao Chapadão da Praia do Amor, em Pipa (2010).

Chapadão da Praia do Amor - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Chapadão da Praia do Amor, em Pipa (2010).

Avião da base aérea de Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Avião da base aérea de Natal, que passou bem perto do Chapadão (2010).

NOITE EM NATAL

A noite de Natal é muito boa. No Alto de Ponta Negra, próximo ao Hotel Belo Mare, localizam-se os melhores bares e restaurantes da cidade. Alguns estabelecimentos são temáticos e apresentam uma boa variedade de atrações. Ali destaca-se o Taverna Pub, situado nas dependências do albergue Lua cheia, cuja arquitetura faz uma alusão à era medieval. Vale uma visita ao interior do albergue/castelo e uma noite no pub para curtir suas bandas de rock, pop, anos 70, 80 e 90, samba etc. A carta de coquetéis é bem diversificada, o que me apetece muito, obrigado.

O único problema do Alto de Ponta Negra é o movimentado mercado da prostituição. Alguns estabelecimentos já apresentam medidas para evitar o problema, porém a situação ainda é delicada. Não me incomodo com os personagens desse lado obscuro, mas enquanto isso ocorrer, a cidade irá impedir que outros turistas potenciais frequentem a região.

Taverna Pub, no Alto de Ponta Negra - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Taverna Pub, no Alto de Ponta Negra (2006).

BAÍA FORMOSA

Em 2005 compramos um pacote para Baía Formosa, um município localizado no litoral sul do Estado, na divisa com a Paraíba. O nosso pacote incluiu um passeio de bugue não tão aventureiro como aquele nas dunas de Genipabu, mas que passou por locais muito interessantes, como a Mata Estrela, que é uma mancha de mata altlântica preservada, e fez uma parada na Lagoa da Coca-Cola, cujo nome se deve às suas águas avermelhadas, não venenosas como a deliciosa bebida homônima.

Município de Baía Formosa - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Município de Baía Formosa (2005).

Passeio de bugue em direcão à Lagoa da Coca-Cola - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Passeio de bugue em direcão à Lagoa da Coca-Cola (2005).

Lagoa de Coca-Cola - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Lagoa da Coca-Cola (2005).

Lagoa da Coca-Cola - Natal - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Lagoa da Coca-Cola (2005).

 Outra parte do passeio é o Rio Guaju, na Praia do Saji, fronteira com a Paraíba. O local é bem tranquilo e, como não poderia deixar de ser, muito bonito.

Rio Guaju, na fronteira do Rio Grande do Norte com a Paraíba - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Rio Guaju, na fronteira do Rio Grande do Norte com a Paraíba (2005).

Vista do Rio Guaju, na Praia do Saji, fronteira do Rio Grande do Norte com a Paraíba - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Vista do Rio Guaju, na Praia do Saji, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba (2005).

Divisa com a Paraíba - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba (2005).

COMPRAS EM NATAL

O artesanato de Natal é muito interessante, embora não se difira muito daqueles das outras capitais nordestinas. Dentre os principais locais para compras, destaco o Centro de Turismo de Natal, um espaço com 38 lojas voltadas para o artesanato potiguar, nas quais podem-se encontar peças decorativas, bordados, roupas, acessórios, castanhas, doces e outras lembranças da cidade, como camisetas, garrafas de areia colorida etc. O local também possui em seu interior uma galeria de arte, um restaurante e uma lanchonete. O prédio foi construído no século XIX. No início, funcionava como abrigo para mendigos e orfanato e mais tarde tornou-se uma prisão. Em 1976 foi todo recuperado e se transformou no Centro de Turismo de Natal. O prédio localiza-se no alto de uma duna no bairro de Petrópolis, de onde se tem uma bela vista do mar e do rio Potenji. Ah, às quintas feiras o centro promove o concorrido Forró com Turista. Como você já deve ter percebido, tô fora! 🙂

Mas o melhor lugar para se comprar artesanato é o Shopping do Artesanato Potiguar. Com 212 lojas, é o maior shopping do gênero. Localiza-se no bairro de Ponta Negra, na Av. Engenheiro Roberto Freire, 8000. Os preços são bons e a variedade de produtos é muito grande. Vale a pena dar uma passadinha por lá.

Por falar em compras, nunca vi uma cidade tão cheia de shoppings! E não estou falando de artesanato.

MARACAJAÚ

Em 2007 fomos a Maracajaú, uma pequena vila de pescadores localizada ao norte de Natal, conhecida por suas praias, dunas, lagoas e pelos parrachos (recifes de corais).

O mar de Maracajaú possui águas cristalinas e é um dos melhores lugares para a prática do mergulho no Brasil, o que faz dos parrachos a principal atração desse passeio. O local está a cerca de 7 km da costa e cobre uma área de aproximadamente 13km². As visitações ao local são feitas durante o período da maré baixa por meio de barcos, quando a barreira de corais protege o local de ondulações e correntezas e os parrachos transformam-se em um imenso aquário de piscinas naturais.

Ali fizemos um mergulho livre de snorkel. Como as águas são rasas e límpidas, achamos desnecessário o mergulho utilizando o cilindro, que necessita de um pouco de treinamento e preparação. De snorkel ou cilindro, o local é maravilhoso. Nosso passeio só não foi mais bonito porque naquele dia choveu um bocado.

Élcio, após mergulhar de snorkel nos parrachos de Maracajaú - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Élcio, após mergulhar de snorkel nos parrachos de Maracajaú (2007).

Meu mergulho de snorkel nos parrachos de Maracajaú - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Meu mergulho de snorkel nos parrachos de Maracajaú (2007).

Natal é isso e muito mais, uma cidade tão simples e ao mesmo tempo tão extravagante. Neste post não falei do centro da cidade, de seus monumentos ou mesmo de sua história. Talvez eu poste sobre esses locais quando fizer outra viagem, porque certamente voltarei lá.

Qualquer dúvida ou dica sobre Natal, pode escrever para contato@fuievouvoltar.com que terei o imenso prazer de compartilhar todas as minhas experiências.

Grande abraço!

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

contato@fuievouvoltar.com

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Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. Amei essas dicas estou montando o meu roteiro e pretendo ir por conta propria, já tenho uns passeios definidos, queria saber se fez pipa no bate e volta ou se ficou alguns dias e se possível indicar o local que ficou hospedado.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Michelle! Muito obrigado! 🙂 Fui a Pipa num bate e volta, mas lá é muito bacana e sugiro que você passe pelo menos uma noite na cidade. Infelizmente, não sei de um hotel para te indicar. Mas pesquise no TripAdvisor.com por “Praia da Pipa”. Nos resultados, verifique o que as pessoas comentam sobre os hotéis e/ou pousadas, levando em consideração os preços e as localizações, obviamente. Abraço e ótima viagem!

  2. Claudia

    Olá Michelle, não sei se ainda está em tempo, mas quando fomos a Pipa ( 2012 ) nos hospedamos no Pipas Bay, é um hotel simples, mas bem centralizado, e o mais interessante: o restaurante do hotel fica na areia da praia.Café da manhã muito bom, e quartos e banheiros muito limpos. E a simpatia dos atendentes , que conta muito em uma viagem.
    Espero ter ajudado.

  3. vander

    Boa noite,Alessandro!!

    estarei indo para a praia de ponta negra em Natal esse fds estarei ficando lá 7 dias , e gostaria de saber se é permitindo levar cooler ou bolsa térmica com cerveja nos quiosques na praia , como aqui nas praias de SP que é permitindo você utilizar as cadeiras e os guarda sol dos quiosques quiosques a areia com seu próprio cooler consumido só os alimentos do quiosque

    • Alessandro Paiva

      Oi, Vander! Não sei te informar ao certo, mas não vejo empecilho, uma vez que você paga pelas cadeiras e sombrinhas. Abraço!

  4. Bruna

    Olá Alessandro!
    Muito útil suas dicas😉 como faço p comprar esse passeio de bugue???

    • Alessandro Paiva

      Oi, Bruna! Obrigado pelo comentário 🙂 . Não vou a Natal há muito tempo, então não sei te informar o lugar preciso para se comprar o passeio do bugue. Mas não deve ter mudado. Na praia de Ponta Negra, existem algumas pequenas agências de turismo vendendo o pacote. Até nas areias da praia você poderá encontrar vendedores ambulantes de passeios oferecendo alguns pacotes. Não se esqueça de pedir desconto, pois a concorrência é grande.

      Abraço e ótima viagem!

  5. Desculpe, É a Minha Opinião

    Não viaje para Natal – RN a não ser que tenha muito dinheiro para gastar. Nem sei por onde começo… Bom, sou de outro estado, e vim a trabalho e preciso ficar aqui um ano. Cheguei em janeiro deste ano. A princípio achei um sonho, o lugar é maravilhoso, e isso continuo achando até hoje. Porém, não vejo a hora de voltar para a civilização. Não sou daqui, e não tenho sotaque tititi daqui. Por isso, uma água de coco que custa 2 reais, pra mim, sai a 5 reais, e para alguém de fora do país 15 reais. Tiraram o aeroporto de dentro da cidade, e passaram para outro município, resumindo, esteja preparado para pagar 120 reais de taxi para chegar até ponta negra. Os passeios de bug pra quem é da cidade, custam 50 reais, e para quem é de fora, 500. As barracas de praia cobram 5 reais para vc sentar, mas para quem é de fora, 15, fora que tem dois cardápios, um pra gente com sotaque, e outro pra gente sem sotaque, rs os preços sobem uma média de 150%. Quando cheguei e fui conhecer pessoas, vieram me perguntar o que faço, onde ia morar, qual empresa eu trabalhava, etc. No início eu achei que era hospitalidade, como o pessoal do Rio, Minas, Goiás, Distrito federal, mas o tempo foi passando, e percebi que as pessoas aqui estão interessadas em saber se você pode oferecer algo, a grande maioria que encontrei em diversos lugares e instituições de segmentos diferentes, é interesseira e invejosa, falam MUITOOO da vida um do outro aqui, é muito estranho. Tanto as mulheres, quanto os homens a meu ver, parecem querer ter um relacionamento extra conjugal, aqui é o maior índice de traição e separação de alguma cidade que já morei, tive a oportunidade de meninas novas de 16, 17 anos, já ouvi uma dúzia conversando por conta de meu trabalho, sonham em se casar com um gringo, ou com um homem casado (ao menos em três grupos que tive a oportunidade de trabalhar) dizem assim: Pode ser velho, ou o que for, tendo dinheiro… Pasme, com estas palavras.
    No trânsito onde não se tem faixas pintadas nas principais avenidas, e as pessoas dirigem no meio de duas faixas, entram em uma via onde os carros estão a 80km/h a 20 por hora, e quem estiver atrás que freie, os taxistas e motoristas de ônibus daqui no trânsito? kkkk A maioria esmagadora que vi, não sei realmente se algum dia cogitaram a hipótese de ler um código de trânsito. Fora que aqui ninguém nunca dá passagem para ninguém e seta não significa nada, não se tem educação no trânsito, as pessoas buzinam alto por qualquer motivo umas para as outras a TODO MOMENTO, ao lado de hospitais sem nenhuma restrição. Se você estiver na frente de uma pessoa potiguar em uma fila do supermercado, (a grande maioria delas) se quiser passar onde você está, optaria em te dar um cutucão e passar (as mais educadas) ou simplesmente te empurrar e passar. (A expressão:Com licença? definitivamente não foi inventada aqui). Os bairros onde tem terrenos baldios ou lagoas de captação de água de chuva (todos), todas as semanas o governo manda um trator limpar, e as pessoas jogam lixo na rua a luz do dia. Todas as semanas tem lixo pra duas carretas, só no terreno perto do condomínio onde estou residindo.
    Não digo 100% da população, mas os 90% que eu tive contato morando aqui esses 5 meses, são pessoas difíceis, donas da razão, acham que sabem de tudo, mal educadas e aproveitadoras. Essa foi a minha experiência, é minha opinião. Fico pasma, pois é tão perto de Recife, e o povo daqui é tão diferente do povo pernambucano, com culturas tão diferentes.
    Aqui é um bom lugar para se vir com bastante dinheiro, alugar um carro com GPS (por que dão informações erradas aqui) ir visitar as praias paradisíacas, e depois, voltar para a civilização. Estou em contagem regressiva para ir embora e depois não voltar nem para passear. Converso com casais de amigos que moram aqui de são de SP capital, Ribeirão Preto,Goiás, França, Minas, e Brasília, e essa opinião e impressões são unânimes. Boa sorte ao visitar Natal. Não vou deixar meu endereço de e-mail pessoal, por que acho que sofreria apedrejamento aqui.

    • Alessandro Paiva

      Uma pena… Amo Natal, amo o povo de lá, amo as praias, o astral etc. Tive ótimos momentos. Problemas com os lugares e com as pessoas enfrentamos até nas cidades temos raízes firmadas. Torço para que você encontre um ótimo lugar para morar. Abraço, boa sorte e muito obrigado.

    • carmen

      Quando não somos felizes, não deveríamos estragar a felicidade dos outros.

  6. Desculpe, É a Minha Opinião

    Esqueci de uma coisa, o esgoto daqui, não é totalmente tratado, e nem tampouco o aterro sanitário é eficaz. Veja se as praias estão próprias para banho, algumas onde ocorre contaminação, tem um medidor para te dizer se a quantidade de impurezas está “aceitável”. rs

    • Stéphanie

      Sinceramente, não sei o que te responder, mas vou responder mesmo assim.
      Sou de Recife, reconheço as qualidades e os inúmeros defeitos de minha cidade, parecida com Natal em alguns aspectos. Porém pior em muitos outros.
      Já fui a Natal algumas vezes, tenho família lá e amigos que se mudaram à trabalho para a cidade e não pretendem voltar para o lugar de onde vieram.
      Não é comum a pessoa fazer um relato como esse seu. Acredito que você teve muita má sorte, ou a sua energia não estava boa, o que acabou atraindo péssimas energias (sim, eu acredito no quântico).
      Vc falou tão mal das pessoas e da cidade, mas talvez não tenha parado para cogitar se o erro não estava na sua atitude, no seu comportamento. Talvez tenha sido um pouco esnobe. Ninguém gosta de gente esnobe. As pessoas do nordeste são hospitaleiras, curiosas sim, fofoqueiras – não necessariamente. Costumam acolher muito bem quem vem de fora, mas não quem vem com ar de superioridade, quem vem com sotaque diferente querendo ridicularizar o nosso.
      Com relação ao esgoto e aos problemas de infraestrutura da cidade, não se esqueça que está no Nordeste, uma das regiões mais pobres – INFELIZMENTE! Com relação ao trânsito e aos aproveitadores (existentes em TODAS as regiões turísticas do país, diria até do mundo), não se esqueça que está no Brasil! Alguns problemas são inerentes à nossa cultura, ao nosso “jeitinho”.
      Veja bem, não estou querendo defender os errados, nem apoiar as pessoas que te trataram mal. Muito menos me enquadro no perfil das pessoas que vc descreveu. Gostaria apenas que vc relaxasse a fim de poder olhar as pessoas e a cidade por outro ângulo. Talvez assim pudesse aproveitar o tempo que ainda lhe resta na cidade.
      Fique em paz! Afinal, não há nada melhor do que viver em paz!

  7. Stéphanie

    Estava lá por esses dias, Alessandro.
    Vim dar uma olhadinha no post a fim de ver suas sugestões..rs
    A cidade é realmente muito agradável. Já fui algumas vezes, mas sempre por poucos dias. Quero poder curtir mais as praias da próxima vez…rs

  8. DINARTE GRILO

    Nada nesse mundo é unanimidade em preferência,nem mesmo o cartão postal do Brasil (Rio de Janeiro),com todas mazelas inerentes à todas cidades turísticas brasileiras(violência, e pobreza),no entanto quando se está insatisfeito em alguma cidade aonde mora, a tendência desta pessoa é mudar-se para outra cidade,não entendo esta pessoa que criticou Natal,cidade que muitos amam (nativos,ou não),Se ele veio a Natal

    para trabalhar,na certa no seu estado de origem ,não encontrou vaga na sua função(fofoqueiro ,e recalcado).

    • Alessandro Paiva

      Pois é, Dinarte. Amo Natal, amo o povo de lá e voltarei sempre que puder. Abraço e obrigado pelo comentário 🙂

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