Um roteiro praticamente a pé em Buenos Aires

Casa Rosada iluminada - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Casa Rosada iluminada.

Assim como eu, o Élcio, a Clarice e o Lenir fizemos, todo brasileiro deveria ir a Buenos Aires pelo menos uma vez na vida. É importante, sim, valorizar o que o Brasil tem para oferecer, mas como um taxista de lá nos disse, somos vizinhos e somos um só, portando devemos prestigiar um ao outro.

Nosso passeio durou sete dias. O Élcio montou um pacote pelo Decolar.com e a viagem ficou bem econômica. Como diria o Lenir, “Parabiéns” ao coleguinha. Os traslados foram por nossa conta, mas como andar de taxi custa pouco em Buenos Aires, esse valor não fez muita diferença no orçamento. Embora o taxi tenha sido barato, preferimos fazer um roteiro em que dispensamos qualquer forma de locomoção que não fosse a pé, e isso foi o tchan da nossa viagem. Batemos as canelinhas por toda cidade; conhecemos vários locais e descobrimos outros improváveis; vimos pessoas de todo o tipo; sentamos em bares, cafeterias, restaurantes e lojas; tudo isso a pé. É claro que algumas vezes isso era inviável, como sair à noite, mas se você quer conhecer uma cidade e sentir sua essência, o negócio é bater perna. E essa andança nos deu a impressão de que o passeio durou um mês. O que foi bom, durou muito.

Dica importante - Blog Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaSe você for a Buenos Aires, não se esqueça de ter um mapa em mãos, contendo os nomes das ruas e linhas de metrô. A cidade é bem planejada e a gente não se perde. Antes de viajar, pesquise no Google Maps sobre cada atração, marque-as no seu mapa, faça um roteiro aproximando esses pontos e siga tranquilo. Nada irá detê-lo, exceto a dor na planta dos pés de tanto andar.

PRIMEIRO DIA – sábado, 24/09/2011

A chegada

Chegamos à noite ao Aeroporto Aeroparque Buenos Aires (AEP), que fica a 15 minutos do centro da cidade. Pegamos um taxi e rapidinho estávamos no hotel Ritz Hostel, localizado no cruzamento da Avenida de Mayo com 9 de Julio. Esta, com seus 140 metros de largura e 20 pistas, é uma das avenidas mais largas do mundo – senão a mais larga – e a principal de Buenos Aires.

Av. 9 de Julio vista da sacada do hotel Ritz Hostel - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Av. 9 de Julio vista da sacada do hotel Ritz Hostel.

Fizemos o check-in no Ritz e, com a mesma roupa que estávamos, caimos na rua e procuramos um lugar para comer e se divertir, é claro. Meio desconfiados, sentamos no Danila Resto Bar, um cocktail bar/restaurante do outro lado da 9 de Julio, próximo ao hotel. Ali começou nosso encanto pela cidade e pela vida noturna. Comemos bife de chorizo e outras coisitas de lá, e é ovni que tomei um bom drink. O Danila não tinha nada de mais, mas foi uma amostra de como seria nossa trajetória portenha noturna (e etílica) pela cidade. Tim-tim!

SEGUNDO DIA – domingo, 25/09/2011

Obelisco, Plaza de Mayo, Porto Madero e San Telmo

No dia seguinte não acordamos muito cedo, ao contrário do que manda a boa prática turística. Isso porque Buenos Aires começa a funcionar a partir das 10h (graças a Deus!). Como em todos os hotéis medianos da cidade, o café da manhã do nosso compreendia duas medialunas (croissant), frutas, torradas, geléia, manteiga, doce-de-leite, suco, café, leite, achocolatado e água. Até digno. De estômago forrado, começamos a nossa jornada pelo principal cartão postal de Buenos Aires, o Obelisco.

Obelisco - Buenos Aires - Alessandro Paiva

Obelisco visto da Av. 9 de Julio e da Corrientes

Do Obelisco seguimos até a Plaza de Mayo, onde estão localizados, entre outros monumentos, a Catedral Metropolitana, o Cabildo, a Pirámide de Mayo e a Casa Rosada. No caminho, precisamente na Calle Suipacha 323, encontramos um muro com uma pintura intitulada “Sandro y Los de Fuego”, uma homenagem do Governo a Sandro, um dos primeiros roqueiros argentinos. Além da dimensão e cores fortes, o mural se destaca pelas mensagens deixadas pelas fãs ao artista, falecido em 2010. Achei meio Roberto Carlos, mas bacana assim mesmo. Para ser sincero, tirei a foto porque achei o cigano parecido com meu cunhado Tião.

Muro com pintura em homenagem a Roberto Sánchez (Sandro) - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Muro com pintura em homenagem a Roberto Sánchez (Sandro).

Catedral Metropolitana - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Catedral Metropolitana.

Cabildo de Buenos Aires - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cabildo de Buenos Aires.

Lembro-me que, quando fui a Buenos Aires pela primeira vez, em 1987, ao redor da Plaza de Mayo havia algumas marcas de contorno humano, como aquelas feitas em perícias de assassinato. Essas marcas faziam parte do movimento das Mães da Praça de Mayo e simbolizavam os filhos desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983). Hoje, não sei por quê, não existem mais. Lembro-me, também, que o guia turístico disse que a Casa Rosada tem sua cor atribuída ao fato de que na mistura das tintas, na época de sua construção, era utilizado sangue de vaca para baratear o custo. Que nojo!

Pirâmide de Mayo e Casa Rosada - Buenos Aires - Alessandro Paiva

Pirámide de Mayo e entrada da Casa Rosada

Chegamos a entrar na Casa Rosada, mas a fila do tour guiado era muito grande e tivemos que nos contentar apenas com o salão de entrada e algumas pinturas relativas à história argentina.

Vista lateral da Casa Rosada - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Vista lateral da Casa Rosada.

Da Plaza de Mayo descemos até o Parque Colón. Dali seguimos pela Avenida Ingeniero Huergo, passamos diante do prédio do Ministério da Defesa, muito bonito, por sinal, e chegamos a Puerto Madero.

Parque Colón e Ministerio da Defesa - Buenos Aires - Alessandro Paiva

Estátua de Cristóvão Colombo, no Parque Colón, e prédio do Ministério da Defesa

Antes de viajar, pesquisei sobre Puerto Madero e a maioria das pessoas indicavam um passeio noturno por suas redondezas. Indico, também, o passeio diurno, pois, assim, é possível visitar a Fragata Presidente Sarmiento, que é o primeiro navio da Argentina, atualmente utilizado como museu. Para o Lenir, a fragata foi a melhor atração de Buenos Aires.

Passeio em Puerto Madero: Fragata Presidente Sarmiento e grua

Também em Puerto Madero localiza-se a moderna Puente de La Mujer (Ponte da Mulher), uma das cinco pontes que liga Madero Leste a Madero Oeste. Foi inaugurada em 24 de agosto de 2001, pouco tempo depois da reinauguração de Puerto Madero.

Puente de la Mujer - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Puente de la Mujer.

Puerto Madero - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Puerto Madero.

Dica importante - Blog Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaA caminhada por Puerto Madero é muito bacana, mas cuidado com o sol! Não se esqueça do protetor solar, porque eu, mesmo utilizando um fator de proteção alto, acabei queimando o pescoço e a lisa cabeça. Parabiéns, mineiro desprevenido!

De Puerto Madero seguimos até a Plaza Dorrego, em San Telmo. Ali acontece, todos os domingos a partir das 10h, a Feria de San Pedro Telmo. Sensacional! Foi meu passeio preferido. Mas antes de começarmos nosso trajeto por essa famosa feira de antiguidades, visitamos o Museo Penitenciario Argentino Antonio Ballvé, localizado na rua Humberto Primo 378. Nesse museu encontram-se peças históricas da atividade penitenciária argentina.

Museo Penitenciario Argentino Antonio Ballvé, em San Telmo - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Museo Penitenciario Argentino Antonio Ballvé, em San Telmo.

Após a visita ao museu, almoçamos pela primeira vez na cidade. Adivinha o que pedimos? Exatamente, bife de chorizo con papas fritas. Posso estar prestes a falar asneira, mas infelizmente a culinária argentina não oferece grande variedade de pratos. A batata frita deles parece ser o nosso arroz com feijão. Em muitos lugares elas são servidas um pouco encharcadas e, como quase todos os pratos, sem sal. Acho que os argentinos devem ficar horrorizados com o tanto de sal que os brasileiros sapecam na comida. Chega a sujar a mesa. Mas, sinceramente, com ou sem sal, encharcada ou não, a comida argentina é deliciosa. Lembrando que, para quem gosta de carne bem passada, é bom avisar ao garçom, pois o ponto de lá é mal passado.

Dica importante - Blog Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaAproveitando o assunto comida – que muito me gusta –, em alguns restaurantes argentinos se cobra “cubiertos”, uma espécie de couvert. É a entrada composta por alimentos que integram o serviço, como pão, manteiga, pastas, azeitonas. E nem adianta reclamar. Mesmo que você não consuma esses alimentos, vai ter que pagar. Se você não está disposto a pagar, antes de se instalar na mesa pergunte ao garçon se o restaurante cobra essa taxa. Os cubiertos NÃO excluem a possibilidade do cliente pagar a gorjeta ou “propina”, como eles chamam por lá. A gorjeta não é obrigatória, mas se o garçom for bom, por que não?

Bife de chorizo com batatas fritas - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bife de chorizo com batatas fritas.

Almoçamos e seguimos pela Feria de San Telmo. Ali encontram-se antiguidades de todo o tipo. Embora eu tenha comprado apenas uma garrafa de servir água com gás (antiga, é claro), além das antiguidades a feira também encanta pelo movimento instenso dos 10 mil visitantes e pelas atrações ao ar livre, como shows de tango, performances de músicos etc.

Barraca de garrafas antigas de servir água gaseificada - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Barraca de garrafas antigas de servir água gaseificada, em San Telmo.

Barraca de antiguidades - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Barraca de antiguidades em San Telmo.

Casal argentino dança tango ao ar livre - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Casal argentino dança tango ao ar livre em San Telmo.

Da Plaza Dorrego a feira segue interminavelmente pela rua Defensa. Nesse trajeto encontramos vendedores ambulantes, mercados e lojas bem interessantes, quase todos voltados às antiguidades. Devo reforçar que a feira funciona SOMENTE aos domingos, portanto, se você for a Buenos Aires, procure ter um domingo disponível no seu roteiro. IMPERDÍVEL!

Calle Defensa - Buenos Aires - Alessandro Paiva

Calle Defensa e venda de algumas bugigangas antigas.

Saímos da Defensa e passamos por alguns locais não menos interessantes. Tiramos fotos de igrejas, prédios e tudo mais e retornamos ao hotel para um breve descanso, pois já era noite e precisávamos de energia para seguir adiante.

Quando eu contei que iria a Buenos Aires, todo mundo me dizia: “Você vai ao Café Tortoni, né?”, ou “Não deixe de ir ao Café Tortoni” e por aí afora. Fomos ao Café Tortoni! Imaginei que lá me sentaria para tomar um café ou comer um doce e iria embora feliz da vida. Mas não foi bem assim. Ao chegarmos no café, nos deparamos com uma pequena fila e uma certa formalidade dos recepcionistas. Não demorou muito e entramos. O café é maravilhoso e apresenta um cardápio bem variado. Porém muuuuito caro. Vale uma visita, mas se você é pobre como nós e tiver seus pesos argentinos contados, vai ter que se contentar com um café espresso ou uma água mineral. E cuidado! Um jovem garçom pode tratar você mal e trazer a conta, mesmo que ainda não a tenha pedido, e também cobrar a gorjeta como se fosse sua maior obrigação. É, não vou mentir, foi isso que aconteceu. A Buenos Aires FUI E VOU VOLTAR, mas não ao Café Tortoni, que estará fora do meu roteiro pobre, mas limpinho.

Café Tortoni - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Café Tortoni.

Saimos do café e procuramos por um bar para jantar e tomar uns drinks. Saí de Belo Horizonte com uma lista gigantesca de bares, mas, não sei por quê, não procurei ir a nenhum deles naquele dia. Falta de expediente! Sabe o que aconteceu? Rodamos, rodamos e rodamos e acabamos no Danila. Deveríamos ter pedido ao recepcionista do hotel por uma indicação bacana, mas essa ideia tivemos somente no dia seguinte.

TERCEIRO DIA – segunda-feira, 26/09/2011

Plaza del Congresso, Palacio de Aguas Corrientes, El Ateneo, Cemitério de La Recoleta, Plaza de las Naciones Unidas, Torre Monumental, Rua Florida e Plaza Serrano

Esse dia foi bem movimentado. Andamos igual pobre na chuva! Começamos nosso passeio pela Plaza del Congresso. Ali encontram-se, principalmente, o Palacio del Congresso, uma das vinte versões da escultura El Pensador, de Rodin, e a Confitería del Molino.

Palacio del Congresso - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palacio del Congresso.

Embora seja indiscutível o requinte arquitetônico e artístico dos monumentos daquela praça, grande parte deles – e isso se aplica a muitos dos monumentos da cidade – está em más condições de manutenção. O prédio da Confitería del Molino, por exemplo, encontra-se abandonado, com algumas partes num certo grau de deterioração, embora tenha sido considerado Monumento Histórico Nacional em 1997. Os jardins da praça estão descuidados e a poluição visual de cartazes e faixas de protesto também não ajuda.

El Pensador e Confiteria del Molino

El Pensador, de Rodin, e Confitería del Molino

Pelo menos isso tem conserto e estou certo de que as autoridades argentinas estão trabalhando para resolver o problema. Independentemente desse certo descaso, a arquitetura em estilo neoclássico dá a Buenos Aires uma elegância de dar inveja a muita cidade europeia. Dá inveja inclusive em mim 🙂

Por falar em arquitetura neoclássica, não tem quem não repare nas cúpulas dos prédios de Buenos Aires. Quando se faz o primeiro passeio pela cidade, o turista dana a tirar fotos das cúpulas e quer saber que prédio imponente é aquele. Mas a viagem vai passando e em cada esquina tem um assim, chegando a ficar sem-graça (inveja de novo)! Queria que minha cidade tivesse mais cúpulas.

Cupulas em Buenos Aires - Alessandro Paiva

Cúpulas dos edifícios em estilo neoclássico

Saímos da Plaza del Congresso e seguimos pela Avenida Callao. Nossa próxima atração seria o Edifício Lavalle, que fica na rua de mesmo nome. Quando montei o roteiro, uma das sugestões que apareceram na internet foi esse prédio. Peguei o endereço (que passaram errado!) e fomos atrás do bendito. Mas os números da Calle Lavalle passavam e nenhum sinal de prédio bacana. Rodamos, rodamos, rodamos e desistimos. Essa rodação mudou um pouco o nosso trajeto e acabamos descobrindo o Palacio de Aguas Corrientes, na Avenida Córdoba. Na verdade, a visita ao palácio foi sugerida em algum site de turismo, mas achei que os meninos não iriam gostar e arranquei fora do roteiro. CARA NA POEIRA! Todos adoraram! Nos dais atuais o prédio abriga escritórios da Aysa, a companhia de água de Buenos Aires, e o Museo del Agua y de la Historia Sanitaria, que exibe, entre outros, uma importante coleção de centenas de privadas de todas as épocas e faz uma mostra dos sistemas sanitários.

Palacio de Aguas Corrientes - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palacio de Aguas Corrientes.

A rodação que mencionei anteriormente prova que turismo a pé é a melhor coisa para o viajante. Se naquele dia a gente tivesse pegado um metrô, táxi ou ônibus, perderíamos atrações espontâneas como o Palacio de Aguas Corrientes e tantas outras coisas. Portanto, tênis macio, palmilha grossa e pé na estrada! Mas tênis macio mesmo, porque as plantas dos pés dos quatro mineiros estavam moídas. Ah, e o Edifício Lavalle que tanto procuramos ficava operto do Obelisco. Bem que o Élcio disse que havia visto tal prédio antes. E não era nada interessante. Juro que em Belo Horizonte tem um igualzinho e de mesmo nome.

Do Palacio de Aguas Corrientes seguimos até a livraria El Ateneo Grand Splendid. Puts, bunidimais! Antigamente, o prédio abrigava o teatro Grand Splendid, que teve seu projeto arquitetônico original conservado, sendo adaptado para uma livraria. Hoje, as sacadas do teatro funcionam como espaço de leitura e o palco virou uma cafeteria. Muuuuuito bacana!

Livraria El Ateneo Grand Splendid - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Livraria El Ateneo Grand Splendid.

Lenir, Clarice e eu, na livraria El Ateneo Grand Splendid - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Lenir, Clarice e eu, na livraria El Ateneo Grand Splendid.

Da livraria seguimos até o Cementerio de la Recoleta. Foi o ponto mais interessante da nossa viagem. Não foi a melhor atração de Buenos Aires, nem para os meninos e muito menos para mim, mas a visita ao cemitério provou que viagens em que se visitam muitas cidades, sem focar nas peculiaridades e detalhes que cada uma tem para oferecer, não deixam aquela sensação de que entramos no espírito (sem trocadilhos com cemitério, por favor) daquele povo.

Entrada do Cementerio de la Recoleta - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Entrada do Cementerio de la Recoleta.

No cemitério aconteceu o seguinte: os meninos olharam cada tumba, o nome de cada defunto, o número de caixões e poder aquisitivo de cada família etc etc. Dobraram todas as esquinas do cemintério. Chegou a um ponto que eu já estava achando tudo muito repetitivo e resolvi me separar do grupo. Vi a tumba de Evita Perón e em seguida sentei-me à sombra e curti uma musiquinha no meu iPod. Aliás, curti um álbum inteiro e um pouco de outros álbuns. E nada dos coleguinhas voltarem. Vi guia turístico passar por mim três vezes com três grupos de visitantes diferentes. Nada dos bunitos voltarem. Depois de umas três horas, apareceram. Acharam o cemitério sensacional, fotografaram cada detalhe e voltaram felizes da vida. Ou seja, aproveitaram a atração ao máximo e hoje conhecem o cemitério como ninguém. Isso não seria possível se nossa excursão fosse passageira, daquelas em que se pega um ônibus e faz um city tour corrido. Concluindo, o cemitério é realmente muito bacana e as tumbas são espetaculares de tão bonitas e grandes. Dá até para morar (tô fora!). Meus funestos amigos recomendam :-).

Cementerio de la Recoleta - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cementerio de la Recoleta.

Do cemitério seguimos para a Plaza de las Naciones Unidas para ver a Floralis Genérica, um monumento em fomato de flor, feito de alumínio e aço inoxidável e com 23 metros de altura. À noite, a flor se fecha e tem seu interior iluminado de vermelho, voltando a abrir-se pela manhã. No caminho até a praça, atravessamos a Avenida del Libertador e a Presidente Figueroa Alcorta, passamos pela Universidad de Buens Aires Abogacía (escola de direito), onde os estudantes REALMENTE estudavam na entrada da universidade, exceto um, cujo cigarro emanava um cheiro de cigarrinho de artista.

Avenida Presidente Figueroa Alcorta - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Avenida Presidente Figueroa Alcorta – carros não seguem pela faixa.

Universidad de Buenos Aires Abogacía (escola de direito) - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Universidad de Buenos Aires Abogacía (escola de direito).

Floralis Genérica, na Plaza de las Naciones Unidas - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Floralis Genérica, na Plaza de las Naciones Unidas.

Da Plaza de las Naciones Unidas seguimos para a Plaza Fuerza Aerea Argentina. Dessa vez tivemos que pegar um taxi, pois o trajeto a pé tomaria um bom tempo do nosso dia. Lembrando que andar de Taxi em Buenos Aires sai bem em conta, embora temos preferência por andar a pé.

Na Plaza Fuerza Aerea Argentina localiza-se a Torre Monumental, antiga Torre dos Ingleses, construída por residentes britânicos em Buenos Aires para comemorar o centenário da Revolução de Maio. Do outro lado, mais adiante na Calle Florida, está o Edifício Kavanagh, construído em 1936. Na época de sua construção, o Kavanagh, que tem 120 m de altura, era considerado o mais alto da América do Sul. Achei o prédio bem contemporâneo, considerando a época em que foi construído.

Torre Monumental e Edificio Kavanagh - Buenos Aires - Alessandro Paiva

Torre Monumental e Edificio Kavanagh

Finalmente chegamos à tão indicada Calle Florida. Nessa rua encontram-se uma infinidade de lojas. Logo no início fomos abordados por vendedores de jaquetas de couro (lá é lotado deles). Os brasileiros são o principal alvo. E estou desconfiado que jaqueta de couro está meio demodê. Não vi sequer um argentino usando uma. Em Paris, em 2010, só eu estava usando. Vish… O pior é que tenho duas e as continuarei usando até desintegrarem.

Na Florida, fomos às Galerías Pacífico, um shopping center tido como patrimônio cultural da cidade. Charmosas e de arquitetura requintada, essas galerias são repletas de obras de arte estampadas nas paredes e no teto. Em 1989, o edifício foi nomeado Monumento Histórico Nacional.

Calle Florida - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Calle Florida.

Galerías Pacífico - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Galerías Pacífico.

Seguimos a Florida até o cruzamento com a Avenida de Mayo. Retornamos ao hotel e descansamos um pouco para seguir nossa jornada noturna. Naquele dia, o recepcionista do hotel nos indicou a Plaza Serrano, localizada em Palermo. É a região “alternativa” de Buenos Aires, conhecida por seus milhares de barzinhos, discotecas, restaurantes, galerias etc. Uma espécie de Soho porteño.

Plaza Serrano - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Plaza Serrano.

Plaza Serrano - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Plaza Serrano.

Quando entramos no primeiro bar da Plaza Serrano, o Élcio nos contou que em Buenos Aires se fazia o pub crawl. Nenhum de nós havia ouvido falar dessa prática, que acabei de descobrir que existe desde o final do século XIX. Como é que não me contaram disso antes, gente?! Portanto, pub crawl, ou “rastejar de bar em bar”, acontece no mundo inteiro, inclusive em Belo Horizonte e, se bobear, em Bom Despacho. Rastejamos um bocado naquele dia e voltamos para o hotel felizes da vida, chapadim chapadim.

QUARTO DIA terça-feira, 27/09/2011

La Boca, Parque Lezama e Plaza Serrano

Nesse dia começamos nosso passeio pelo La Boca, um bairro próximo ao porto de Buenos Aires e que possui duas grandes atrações: o estádio do Boca Juniors (La Bombonera) e o Caminito. Para ir ao La Boca tivemos que pegar um táxi. Dava para ir a pé, mas como ouvimos dizer que o bairro é perigoso, preferimos não arriscar. Descemos de frente ao La Bombonera. O estádio tem um museu, mas não nos interessou, por isso não entramos. Nossos amigos Débora e Breno, que acabaram de voltar de Buenos Aires, acharam a visita ao estádio sensacional e o ponto alto da viagem deles. Tiramos apenas uma foto do lado de fora e seguimos para o Caminito.

La Bombonera, estádio do Boca Juniors - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

La Bombonera, estádio do Boca Juniors.

 O Caminito tem uma característica peculiar: as casas são contruídas com tábuas de madeira, placas e telhas de metal e pintados de maneira bem colorida. Muitíssimo interessante.

El Caminito - Buenos Aires - Alessandro Paiva

El Caminito

É tanta cor que dá para provocar epilepsia em criança japonesa. Fiz umas fotos muito legais. Se você reparar bem, a loja da esquina na foto acima, à esquerda, é dos alfajores Havanna, que estão em todo lugar. Parece Ricardo Eletro! E você acha que eu vou reclamar?! Capaz! Alfajor é coisa linda de Deus!

Detalhe das lanternas coloridas no Caminito - Buenso Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe das lanternas coloridas no Caminito.

No Caminito a atmosfera é bem porteña, pena que as redondezas não inspiravam muita segurança. Também achei que lá iria encontrar uns souvenirs legais, mas não vi nada de interessante. Aliás, souvenirs não são o forte de Buenos Aires. Faz o seguinte: compra alfajor. Eu e Clarice compramos.

El Caminito - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

El Caminito.

El Caminito - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

El Caminito.

Do La Boca fomos comprar bilhetes para Colonia del Sacramento, uma cidadezinha do Uruguai. O passeio é de barco e vai e volta no mesmo dia. Olhamos no mapa e vimos que a Colonia Express, empresa que faz a viagem, era ali perto e dava para ir a pé até ela. Começamos o trajeto, iniciando na Plazoleta de los Suspiros, que fica ali pertinho do Caminito, e seguindo à beira do rio Matanza-Riachuelo. Que caminhada boa! Só o cheiro atrapalhava um pouco, mas não o suficiente para deter os destemidos andarilhos que acreditavam ter Buenos Aires na palma da mão.

Puente Nicolás Avellaneda - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Puente Nicolás Avellaneda.

Passamos pela Puente Nicolás Avellaneda. Ali começamos a perceber que nossa caminhada era furada! Como poderíamos ter esquecido que o bairro é peligroso?! Começou a ficar deserto e os carros eram cada vez mais velhos. Demos meia-volta, seguimos até uma avenida mais movimentada e pegamos um táxi para a Colonia Express. Infelizmente a passagem para Colonia del Sacramento estava bem mais cara do que esperávamos e desistimos de ir lá. Uma pena, fica para a próxima.

Do Colonia Express decidimos voltar para o hotel a pé. Adentramos pela parte mais segura do La Boca até chegarmos a San Telmo, precisamente no Parque Lezama. Acredita-se que naquele parque Pedro de Mendoza fundou Buenos Aires pela primeira vez, em 1536. É uma pena o parque estar tão abandonado, com seus jardins e monumentos necessitando de manutenção.

Parque Lezama - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Parque Lezama.

Almoçamos de frente ao Lezama num restaurante de mesmo nome, localizado na Avenida Brasil. Dali seguimos pela Defensa, revendo os antiquários daquela rua, porém sem a Feria de San Telmo, que acontece somente aos domingos. Chegamos ao hotel e descansamos bastante. A noite prometia mais outra rastejada pela Plaza Serrano 🙂 Prometia e cumpriu!

QUINTO DIA – quarta-feira, 28/09/2011

Delta do Tigre, Avenida Santa Fé e Las Cañitas

Como não fomos a Colonia del Sacramento, decidimos ir ao Delta do Tigre, que fica a 33 km de Buenos Aires. O pacote para esse passeio foi comprado na recepção do hotel. No caminho passamos por San Isidro, uma cidadezinha localizada na região metropolitana de Buenos Aires. Ali vale uma visita à Catedral de San Isidro, ao centro histórico e ao mercado de artesanato, embora este último não seja grande coisa.

San Isidro - Buenos Aires - Alessandro Paiva

San Isidro: Plaza Mitre e Catedral de San Isidro

Dali partimos para o passeio de barco pelo Delta do Tigre, que engloba o encontro de três rios: Tigre, Sarmiento e Luján. Às margens dos rios estão as residências privadas de gente abastada, nas quais só se chega por meio de transporte fluvial. Se o carinha tem uma casa ou uma palafita no Delta do Tigre, certamente tem um barco. Eu queria ter um amigo que morasse por ali. E que tivesse um barco também, é ovni!

Passeio de barco no Delta do Tigre - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Passeio de barco no Delta do Tigre.

Passeio de barco no Delta do Tigre - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Passeio de barco no Delta do Tigre.

Passeio de barco no Delta do Tigre - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Passeio de barco no Delta do Tigre.

Moradores do Delta do Tigre - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Moradores do Delta do Tigre.

Villa 31 - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

No retorno do passeio ao Delta do Tigre passamos diante da Villa 31, uma das maiores favelas da Argentina.

Retornamos do Delta do Tigre e fomos à Avenida Santa Fé. Peguei essa sugestão de passeio na internet, onde alguns blogs citavam essa avenida como um centro de compras. Porém começamos nossa caminhada pela Santa Fé nas proximidades da 9 de Julio, onde o comércio não tem nada de interessante. Fomos seguindo e, como não achamos nada de mais, retornamos um pouco frustrados. Mas estávamos enganados. Esse centro de compras, que dá à Avenida Santa Fé o título de “la avenida de la moda”, é mais adiante, onde se encontram as lojas mais bacanas. Azar, não queria comprar nada mesmo (desdém)! Mas valeu a pena, pois na ida do passeio encontramos, por acaso, o Teatro Nacional Cervantes, o único teatro nacional da Agentina. Visitamos apenas o hall de entrada, pois um grupo de artistas coreanos ensaiava no palco e não era permitido assistir. O teatro, pelo que pude ver na internet, é espetacular! Vale a visita.

Hall de entrada do Teatro Nacional Cervantes - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Hall de entrada do Teatro Nacional Cervantes.

Voltamos até a 9 de Julio e passamos pelo Teatro Colón, que estava fechado para reforma. É uma pena, pois o prédio é “felomenal”. Se for a Buenos Aires, coloque o teatro no seu roteiro. De lá, seguimos para o hotel, pois, mais uma vez, a noite prometia e precisávamos descansar um pouco.

Teatro Colón - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Teatro Colón.

Ô noite boa essa de Buenos Aires, viu! Ela sempre promete e cumpre! Sugeridos mais uma vez pelo recepcionista do hotel, fomos ao Las Cañitas, um pedacinho de Palermo onde se encontram bares da melhor qualidade :-). Para não quebrarmos a nova tradição, fizemos um pub-crawl mirim, que compreendeu somente 2 estabelecimentos. Na verdade, o primeiro estabelecimento não nos convenceu muito, mas o segundo…

Dica importante - Blog Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaAh, antes de falar do segundo estabelecimento, preciso destacar uma coisa que muito nos incomodou. Os meninos beberam vinho praticamente todos os dias (senão todos os dias). Das cartas de vinhos oferecidos nos restaurantes, meus amigos sempre escolhiam um vinho mais em conta, de boa qualidade e com preço acessível. Os garçons anotavam os pedidos e, como num filme repetido, demoravam um pouco e voltavam dizendo que daquele vinho não tinha mais, oferecendo outro bem mais caro no lugar. Começamos a perceber essa jogada e isso fritava nossa paciência. E quando se cobrava o tal do cubiertos era pior ainda, pois enquanto o garçon ia e voltava, já tínhamos comido essa entrada mardita. Como já estávamos ali, que fosse outro vinho, então. Portanto, insista com os garçons sobre a disponibilidade do menu para não cair nesse marketing de estoque (sei lá se existe isso). Tomara que tenha sido paranoia nossa, mas que acontecia, acontecia. E aconteceu no primeiro estabelecimento da noite em Las Cañitas.

Já o segundo foi um bar que vi no canal Discovery Travel and Living, chamado Soul Cafe, na Calle Baez 246. Muito me interessou, pois, como o nome sugere, o Soul Cafe é todo no estilo soul/funky da década de 70, além de ser um excelente bar de coquetéis. Como vi toda essa propaganda na televisão, imaginei que seria muito caro, portanto fora de cogitação. Ainda do primeiro estabelecimento, vejo a placa do Soul Cafe do outro lado da rua. Fiquei muito assanhado e meio que forcei a barra para ir lá. Aliás, forcei nada. Meus amigos foram facinho facinho. Chegando lá, descobrimos que não era tão caro. Estabelecemo-nos, bebemos, comemos, soprei o bafômetro – que acusou PELIGRO! –, ficamos chegados da Macarena, que por sinal foi a melhor garçonete de Buenos Aires (o nome dela não é nenhuma referência à dancinha marmota do SBT), e bebemos mais um bocadinho. ÓTIMO! Ótimo e 1/2, porque descobrimos mais tarde que até James Brown frequentou o bar.

Soul Cafe - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Soul Cafe.

Soul Cafe - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Soul Cafe.

Bafômetro, no Soul Cafe - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bafômetro, no Soul Cafe.

Por isso tudo que naquela noite em Las Cañitas nosso pub-crawl foi tão curto. Seria um pecado sair do Soul Cafe para ir a outro bar. E sabe como acordamos no dia seguinte? Ótimos. Sem ressaca nenhuma. Viva Las Cañitas e Macarena (a garçonete, por favor)!

SEXTO DIA – quinta-feira, 29/09/2011

Jardim Zoológico, Jardim Japonês e Jardim Botânico Carlos Thays

Tiramos um dia para contemplar a natureza (vish…). Pegamos o metrô e fomos ao Zoológico de Buenos Aires, localizado no bairro Palermo. O zoológico é pequeno, mas bem interessante. Tem os mesmos bichos de qualquer zoológico comum, mas o mais legal é que muitos dos animais ficam soltos pelo parque e a gente pode, inclusive, dar comida a eles, a qual é vendida em alguns quiosques. Tem um bicho lá que se vê logo que se entra no parque, que é a mara ou lebre-patagônica. Criatura fuefa, mas acho que é uma praga, pois está em todo zoológico e fica pedindo comida para todo mundo que passa.

Pavão no Zoológico de Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Pavão no Zoológico de Buenos Aires.

Zoológico de Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Eu passando por um pavão, que andava solto pelo Zoológico de Buenos Aires.

Mara ou lebre-patagônica - Buenos Aires - Alessandro Paiva

Mara ou lebre-patagônica

Saimos do zoológico e fomos ao Jardim Japonês, que fica bem perto dali. A caminhada é um pouco longa, mas nada que a gente não estava acostumado. E que lugar bacana, viu! Construído em 1967, o jardim é um presente da comunidade japonesa à cidade de Buenos Aires. Funciona, também, como um centro cultural. Entre suas atividades destacam-se a cerimônia do chá, a arte do bonsai, o artesanato japonês e demonstrações da luta dos Samurais ou de Aikido.

Ponte no Jardim Japonês - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ponte no Jardim Japonês.

Clarice e Lenir, no Jardim Japonês - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Clarice e Lenir, no Jardim Japonês.

Para terminar nossa jornada natureba fomos ao Jardim Botânico Carlos Thays, também nas redondezas do zoológico e do Jardim Japonês. Na verdade um fica do lado do outro. O jardim botâncio é certamente muito interessante pela diversidade que apresenta, mas o melhor dele acabei de descobrir somente agora: possui os três estilos principais da jardinagem paisagista: o simétrico, o misto e o pitoresco, recreados nos jardins romano, francês e oriental. Na verdade nem sei o que é isso, mas para aqueles que entendem de jardim ou paisagismo, deve ser de extrema importância. Outra coisa bacana do Carlos Thays são as várias esculturas espalhadas pelo caminho, destacando a Saturnalia, por Ernesto Biondi, que demonstra, com dez personagens, as diversas classes sociais em Roma, de gladiadores e escravos até os patrícios. E, é claro, não posso me esquecer dos gatos. Nunca vi tanto bichano bunito espalhado em um lugar só!

Jardim Botânico Carlos Thays - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Jardim Botânico Carlos Thays.

Saturnalia, de Ernesto Biondi, no Jardim Bontânico Carlos Thays - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Saturnalia, de Ernesto Biondi, no Jardim Bontânico Carlos Thays.

Ali perto dessas três atrações ecológicas encontra-se uma outra: os Bosques de Palermo, também desenhados pelo arquiteto Carlos Thays. Com certeza é muito bonito, mas não sei se teríamos canelas para ir lá naquele mesmo dia. Enfim, se você for a Buenos Aires, fica essa sugestão.

Voltamos ao hotel para um breve descanso. E precisávamos, viu! A andança daquele dia foi braba, embora tivéssemos ido até os parques ecológicos de metrô. Descansamos um pouco e advinha! Las Cañitas again! Voltamos ao Soul Café e ficamos só lá, não cumprindo o rastejamento de bar em bar que havíamos planejado. Embora a programação tenha sido repedia, naquele dia foi melhor ainda. Vimos uma Shakira assanhada (redundância?), uma bunita que bebeu um bocado e andava como se fosse modelo do 212 VIP, de Carolina Herrera, e várias outras figuras antropológicas. E era quinta-feira, dia em que, se não me engano, a mulherada pagava menos e os homens ferviam atrás de uma muchacha. Mas ninguém pegava ninguém! Parecia baile de sexta-série. Nem a Shakira assanhada, que tanto investiu num porteño sentado atrás da gente, conseguiu sequer um beijo dele. A Carolina Pereira, modelo da Carolina Herrera, ficava só com um cigarrinho erguido e trançando de um lado para o outro. É, foi bastante divertido! E regado por uns “bons drink” servidos pela nossa querida Macarena. Mas uma vez a noite se foi e fomos embora felizes da vida 🙂

SÉTIMO DIA – sexta-feira, 30/09/2011

Compras e Puerto Madero

Hum, nossa viagem estava acabando! Não sei como muito turista consegue ir a Buenos Aires e ficar só 4 ou 5 dias. Tem muito lugar para ir e muita coisa para fazer. Nós quatro, pelo menos, não paramos um minuto. O máximo que fizemos foi dormir em uma tarde por 1 hora para descansarmos.

Enfim, havíamos chegado ao sétimo e último dia. Odeio últimos dias. Tenho que me controlar para não perder o humor. Felizmente, ainda tínhamos muito o que fazer. Decidimos que voltaríamos a algumas lojas para fazer compras e também visitaríamos algumas atrações que deixamos para o último dia. Uma delas foi o Museu Nacional de Belas Artes. Infelizmente o horário de visita ao museu era um pouco incompatível com nossa agenda, portanto tivemos que passar. Acho que estávamos mesmo eram cansados (rsrs). Ficamos botando banca de turistas campeões universais de caminhada e no final estávamos moídos.

Enfim, fomos novamente à Calle Florida, compramos o tínhamos que comprar, comemos o que queríamos comer, deixamos as compras no hotel e seguimos caminhando até Puerto Madero. Como eu disse anteriormente, muitas pessoas nos sugeriram de ir lá à noite, então tivemos que cumprir esse roteiro. Passeamos pelo porto enquanto escurecia, vimos o movimento, tiramos algumas fotos – como essa abaixo, com sorrisos amarelados de quem não queria ir embora – e seguimos para Plaza Serrano. Isso! Fomos beber de novo.

Eu, Élcio, Clarice e Lenir, em Puerto Madero - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Eu, Élcio, Clarice e Lenir, em Puerto Madero.

Puerto Madero à noite - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Puerto Madero à noite.

O último drink da viagem, na Plaza Serrano - Buenos Aires - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

O último drink da viagem, na Plaza Serrano.

Ai ai, já estávamos com saudades de Buenos Aires! Aquela noite na Plaza Serrano parecia um restrospecto da nossa fantástica jornada. Discutimos sobre os lugares aonde fomos e sobre aqueles aos quais deixamos de ir por falta de tempo ou descuido. Falamos da cidade como se ela fosse Belo Horizonte ou Bom Despacho, de tão íntimos que estávamos de tudo. O melhor foi nossa indiferença com o que deixou de ser feito, afinal estávamos certos de que voltaríamos um dia para cumprir o roteiro desfalcado e repetir todas as coisas boas.

Se este post motivou você a ir a Buenos Aires, legal demais! Vá mesmo. Aproveite a proximidade do Brasil com a Argentina e faça uma visita. O custo da viagem é baixo, os Argentinos são gente fina e entendem português (alguns até falam a língua) e tem diversão para todo gosto e idade.

E lembre-se de pesquisar sobre Buenos Aires antes de sair de viagem. Utilize ferramentas de pesquisa na internet, leia blogs, sites de turismo, revistas etc e saiba de tudo o que a cidade tem para oferecer, sejam monumentos, museus, lojas, restaurantes, bares, boates, shows de tango, entre outros.

Ah, no início eu havia dito que a viagem foi perfeita, certo? Mais ou menos. Minha mala foi extraviada na chegada. Ah, azar, eu já estava em casa mesmo! E com os alfajores na bagagem de mão :-).

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

contato@fuievouvoltar.com

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Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. Aventureiro Alessandro, fiquei maravilhada com a descrição que fez de sua viagem. Quero ir a Buenos Aires neste instante, porém, infelizmente, não dá. Mas você cumpriu bem a tarefa de indicar e instigar… Estamos, Márcia (Salazar) e eu, pensando em ir conhecer nossos vizinhos. Parece encantador, mas quero realmente provar os pubs (e fazer o pub crowl, já que, embora não tivesse ainda tido acesso a esse conceito – novo, antigo? – fazia “via sacra” por alguns lugares – como é bom saborear as peculiaridades de cada lugar, trash ou não), conhecer monumentos, lugares de Buenos Aires a pé e, principalmente, ver gente diferente… Como se isso não fosse possível até nos grotões brasileiros… Mas só quem tem gosto por viagens sabe realmente o tchan de estar e contemplar… Espero que levemos a ideia a diante.
    Bjs e obrigada(s) pela dica. Pluralizei porque foi a Márcia quem recomendou a leitura… Excelente(s) dicas(s) :)))

    • Alessandro Paiva

      Obrigado, Ana 🙂 Tomara que dê para eu ir com vocês duas! Aí a gente faz a via sacra também 🙂

  2. Via Kali

    Great photographs! I’ve really only seen tango photos of the city before. I knew there had to be much more.

  3. Alessandro Paiva

    Thanks, Via! Buenos Aires is much more than Tango. A great city with lots of tourist attractions.

  4. Marcelo Augusto

    Alessandro, cara muito bom esse blog.
    Essas informações serão de máxima ajuda nos que iremos em Abril para Maio/2012.
    Valeu!!!

  5. jair

    cara, fotos excelentes! parabéns!
    ainda nao li o post inteiro, mas tá separado aqui… hehe

    • Alessandro Paiva

      Oi, Jair! Obrigado. Agora começarei a escrever um post de Istambul e outro de Munique. Tentei deixar as fotos bem bacanas. Abç!

  6. Alessandro Paiva

    Pessoal, olha o que o Autran postou no Orkut em resposta a uma dúvida de que o L Peixes tinha sobre custos da viagem:

    (L Peixes):
    Pessoal, acabei de chegar da Califórnia e agora já é hora de programar minha próxima viagem. Tudo eu faço com muita antecedência, pois que não tem dinheiro é assim mesmo, kkk.Queria passar uns 7 dias na Argentina. Muita gente chega para mim e diz que é barato, mas nunca diz quanto, rsrs.Para passar 7 dias (fora hotel e passagens) quanto a pessoa gasta? Os gastos seriam alimentação, ônibus, metro, 1 zoológico, 1 museum e bebidas. Não vou fazer compras e nem vou luxar. Queria apenas passear, conhecer alguns lugares, mas sem extravagância. Quando vou gastar? Agradeço muito quem der uma idéia. Abraços.

    (Autran)
    Amigo, acabei de voltar de lá e passei exatamente 7 dias, levei bastante dinheiro com aquele “MEDO” apesar de todos me falavarem que era MUITO BARATO, na realidade não usei esse dinheiro….
    fiz os cálculos e gastanto com taxi, passeios, alimentação, sorvetes, e besteiras e ainda mais o senhor tango, gastei exatamente R$800 reais, isso mesmo R$ 800 reais, e olha que não fui pão duro, esbanjei em algumas coisas… o detalhe maior é que eu SEMPRE mas SEMPRE andava de taxi e estava com 4 pessoas então dividíamos, mas mesmo asim é muito barato os taxis, digo a vc se levar R$1000 vai passar muito bem!! vale a pena ir. quanto a compras não vale tanto a pena o valor é o mesmo. e tem coisas que são até mais caras.

  7. Muito bom teu roteiro cara!!! Imprimi e vou segui-lo direitinho. Só vou tentar ir a Colônia (CHI). Meu hostel tá reservado para Abril (Milhouse Hostel) e estou só esperando a alta temporada passar para comprar as passagens.
    Muito boa iniciativa, parabéns!!!

  8. Renato C

    Ótimo guia, parabéns !

    Estou indo agora dia 20 à Buenos Aires e me ajudou a me organizar aqui…

    Abraços !

  9. Melina

    Suas fotos ficaram ótimas. Que câmera você usa?

    • Alessandro Paiva

      Oi, Melina! Obrigado! Hoje utilizo a Canon EOS Rebel T2i, com uma lente de 18-200mm. Um tratamento de cores no Photoshop não é menos importante.

  10. Melina

    Ah sim, adorei o tratamento de cores das suas fotos de Paris. Estou procurando uma boa câmera para comprar, justamente para fotografar Paris. Será que lá consigo preços melhores?

    • Alessandro Paiva

      Hum, Melina, acho que Paris não é o melhor para se comprar eletrônicos, mas com certeza custa bem menos que aqui.

  11. Larissa

    Olá Alessandro. Descobri seu blog meio que por acaso e adorei. Irei em lua de mel em outubro, tem dicas de hospedagem? E sabe me dizer sobre o clima nesse mês? Obrigada

    • Alessandro Paiva

      Oi, Larissa!

      Que bom que você gostou do blog! Se for em outubro, o clima é ótimo, nem quente nem frio. Leve roupas leves para bater perna durante o dia e um casaco para sair à noite.

      Quanto ao hotel, muito brasileiro em lua de mel gosta do Ibis. Olha o que diz na internet sobre esse hotel:

      “O Ibis Buenos Aires Hotel está muito perto do centro da cidade, a 5 min do ponto turístico do Obelisco e da Avenida 9 de Julio. A 30 min do Aerop. Internacional Ezeiza, tem 148 quartos com acesso Wi-Fi à Internet. O hotel possui um restaurante com uma variedade de pratos deliciosos, bar aberto 24 horas, com menu expresso para satisfazer o seu apetite a qualquer hora. Também temos cofres e parque privativo.”

      Confira isso em http://www.accorhotels.com/pt/hotel-3251-ibis-buenos-aires/index.shtml

      Ano passado eu fiquei no Ritz Hostel. Bem simples, mas o astral é muito bacana. Fica bem no centro. E é barato.

      Ótima viagem 🙂

  12. Taina

    estou indo amanha 16/06 e sua dicas foram otimas..suas fotos belissimasssssss…nem fui e ja quero voltar apaixonada por Ba.As!!!

    • Alessandro Paiva

      Boa viagem, Tainá! Obrigado pelo comentário. Espero que minhas sugestões sejam úteis. Aproveite por nós!

  13. Raquel C.P.

    A_M_E_I!!!!!!!!!!!!! Esse foi o primeiro Blog que me fez morrer de vontade de ir a B.As. ADOREI seus textos, suas descrições, suas dicas! Obrigada!!!!

    • Alessandro Paiva

      Puxa, Raquel! Muito obrigado 🙂 Sua empolgação me motivou a escrever mais, eheheh! Estou devendo um post sobre Berlim, viagem que foi show de bola.

      Abraço!

  14. Noemi

    Nunca fiz uma viagem internacional na vida e estou indo para Argentina em setembro… como vou sozinha e quero economizar ao máximo pesquisei no google sobre andar a pé na argentina e graças a Deus cai aqui nesse post pq estou rachando de rir. Nem sou de comentar blog mas não pude deixar de parabenizá-lo pelo bom humor e irreverencia nas colocações… só to triste pq Café Tortoni era rota certa no meu roteiro… kkkk.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Noemi!

      Muito obrigado pelo comentário! Que bom que você gostou! Contar sobre as viagens é tão bom que canalizo isso escrevendo neste blog.

      Quanto ao Café Tortoni, não se preocupe. O contratempo que tivemos lá foi só nosso, com certeza isso não acontecerá com você. Lá é parada obrigatória! Por favor, não deixe de ir! É um passeio bem tradicional.

      Uma excelente viagem e traga novidades para comentar aqui.

      Abraços!

  15. Larissa

    Ótimas dicas!!! Estou indo para Buenos Aires dia 10 de setembro e seu roteiro me ajudou bastante! (:
    Mas queria tirar uma dúvida… Dá pra ir andando do estádio do Boca Juniors até o Caminito sem problemas? Eu irei com mais duas amigas, vamos aproveitar que as federais ainda estão em greve e fazer um passeio de 5 dias por BA. Estou um pouco receosa com o Caminito, não sei se vou de táxi, não sei se pago aquele hop-on hop-off (só por segurança)… O que vc aconselharia? Três garotas batendo perna pelo Caminito até o estádio do Boca Juniors é tranquilo?
    Muuuuito obrigada!!!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Larissa!

      O Boca é pertinho do Caminito. Ir de um para o outro tem que ser a pé. Mas independentemente de onde vc estiver hospedada, para chegar ao estádio aconselho a pegar um táxi. A região não inspira muita segurança, entretanto uma vez que vc chega ao Boca, que é atração turística, fica bem seguro. O hop-on, hop-off eu não conheço. Se você utilizá-lo e achar que vale a pena, deixe sua dica aqui quando voltar de viagem 🙂 E ABUSE DOS ALFAJORES!

      Abraço e ótima viagem!

  16. rene guilhen

    Alessandro, parabens pelo material postado, ajudou a melhorar a imagem que eu tinha de los hermanos (c/ ecessao do incidente no cafe) obrigado pelas dicas.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Rene!

      Muito obrigado pelo comentário. Los hermanos são gente finíssima. E Buenos Aires é bom demais! Se estiver indo pra lá, boa viagem e aproveite bastante!

      Abraço!

  17. Vivian

    Estou encantada com cada detalhe. Estou indo para lá daqui a pouquinho…Ainda não tinha achado quem detalhasse e escrevesse de maneira tão instigante assim. O roteiro foi maravilhoso e será muito útil para os meus 6 dias por lá. Obrigada!

    • Alessandro Paiva

      Ah, Vivian, muito obrigado! Eu queria estar no seu lugar, rsrsrsr! ótima viagem e aproveite bastante! E se você vir algo interessante, comente no aqui no blog.

      Abraços

  18. Boa tarde Alessandro!
    Acabei de ler seu post sobre Buenos Aires, cidade que amo, que já fui 5 vezes e onde pretendo morar um dia! Já passei por lá 30 dias seguidos. Somente na primeira vez é que fiquei em hotel. Nas outras vezes aluguei apartamentos mobiliados, fazia minha própria comida, senti-me como um local. E ficar por lá desse jeito é muito mais barato que hospedar-se em um hotel. Dê uma olhada no blog os posts que já fiz sobre BsAs, La Plata, San Isidro, Mendoza…
    Abraços e parabéns pelo blog.
    Augusto

    • Alessandro Paiva

      Muito boa sua sugestão de hospedagem em BA, Augusto! Muitos leitores me escrevem pedindo sugestões sobre a cidade. Passarei seus links. E pelo que estou vendo, seu blog vai me ajudar muito! Abraço e muito obrigado!

  19. Alessandro, A pé me pareceu o melhor roteiro, ja li inúmeros blogs que são bons, mas estava confuso que caminho seguir, fazendo adaptações o seu me pareceu o melhor, só não sei se irei aguentar andar tanto, mas vou tentar, estou indo para BA daqui a alguns dias, só deixo aqui algumas impressões que tenho de leitura de outros blogs: Caminito, quase não vale a pena mais visitar, esta abandonado e quando chega la vc é abordado por uma quantidade de gente que quer te oferecer algo, sem contar que o Bairro é perigoso. O Café Tortoni vale a pena só passar em frente, esta muito caro, e todos relatam mal atendimento, além de preços caríssimos. Calle Florida esta em reforma, um caos, batedores de carteira em cada esquina, todo munto querendo te oferecer alguma coisa e lotado de brasileiros, fora esses devo visitar todos os outros e mais alguns, valeu pelo post.

    • Alessandro Paiva

      Olá, Réger! Fico contente em ter ajudado. Não se preocupe, a caminhada por Buenos Aires é boa demias! Nunca cansava. E quando cansava,a gente não ligava muito, rsrs! E acho um absurdo falarem que não vale a pena ir ao Caminito! É claro que não é um primor em urbanismo, mas o astral é sensacional! E querendo ou não, é o Caminito. No café tortoni, minha experiência não foi das melhores, mas acho que vale uma entrada. E quanto aos batedores de carteira, somos brasileiros. Sabemos muito bem como nos defender e carregar nossas coisas. Tenho certeza que você vai adorar a cidade. Uma ótima viagem!

  20. Tatiana

    Nooosssa! com certeza as melhores informações que eu obtive nas minhas buscas por opções para minha à Buenos Aires. Obrigada! Valeu mesmo as dicas.

    • Alessandro Paiva

      🙂 Obrigado, Tatiana! Muito obrigado mesmo! E você vai adorar Buenos Aires! Come bastante alfajor, viu, rsrsrs! E se gostar de uma vida noturna mais intensa, você encontrará clubs muito bacanas. Como eu sou mais de bar do que de boate, não fui a esses lugares, mas o pessoal fala que é muuuuito bom! Abraço e ótima viagem!

  21. Camila

    Muito legal!! Vou para Buenos Aires, dia 18/03 e sua viagem será meu roteiro!!!! 🙂

    • Alessandro Paiva

      Oi, Camila! Obrigado pelo comentário. Espero que meu roteiro seja útil para você. E não deixe de ir ao MALBA, Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires. Não fomos lá, mas é visita obrigatória.

      Abraços e ótima viagem!

  22. Debora

    Olá Alessandro!
    Que texto fantástico e gostoso de ler!
    Estou indo a BA em julho e utilizarei seu roteiro, com pequenas alterações! Estava a procura de um roteiro simples e agradável de realizar em 07 dias. Pretendo conhecer Colônia!!!!
    Parabéns!
    Ah! Sou de BH também, por isso me familiarizei com vários termos… Rsrsrsrs
    Abraços,

    • Alessandro Paiva

      Oi, Débora! Muito obrigado pelo comentário 🙂 Aproveite BA bastante! Passeio muito, tire muitas fotos, coma muito alfajor e mate todos nós de inveja 🙂

      Abraço e ótima viagem!

  23. Regiane

    Oi Alessandro, esse zoológico que você foi, é aquele que pode fazer carinho no leão, tigre e alimentá-los?
    PARABÉNS!!!
    Adorei seu roteiro e pretendo fazer o mesmo agora em outubro.
    Abraço!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Regiane! Obrigado pelo comentário! Esse zoológico que eu fui é bacana, mas o que você está querendo saber é outro, chamado Lujan, que fica na cidade de mesmo nome. Minha irmã esteve lá no mês passado. Ela foi de trem, mas, segundo ela, a viagem demorou muito. Ela aconselha a pegar uma das vans que fazem o passeio desse zoológico, partindo do obelisco pela manhã. A viagem dura em torno de uma hora e é barata. Informe-se no seu hotel, eles certamente sabem sobre os horários de partida e sobre o funcionamento do Lujan.

      Abraço e uma ótima viagem 🙂

  24. Regiane

    Me ajudou muito!!!!!!!!
    Obrigada por tudo!

  25. JOSE EDUARDO

    Estou indo em dezembro, parabenizo voce pelas dicas, fotos que me ajudaram muito, mas principalmente pelo seu bom humor e excelente estilo literario, nao consegui parar de ler. valeu

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, José Eduardo! Obrigado pelo comentário! Uma ótima viagem e saudações à Argentina por mim. Abraço!

  26. Laura

    Do que já li, e não foi pouco, incluindo livros sobre a cidade, seu texto eh o mais engracado. Gostei e vou recomendar.

  27. alexandre

    Eu de novo! O ano novo em Santiago foi ótimo, embora os planos tenham mudado e eu fiquei apenas um dia inteiro na cidade. Preciso voltar! Agora vou novamente pra BsAs. Me diverti muito com seu post! Vale dizer que usar o ônibus (você não sabe como a pessoa aqui se embananou – na época só se aceitava moedas – e ainda acho que dei calote numa viagem) é uma excelente opção. E você não foi na minha praça favorita na cidade: a San Martin, perto da Torre dos Ingleses. Vá sem falta numa próxima viagem!
    Tomando nota de lugares que não fui, como a feira em San Telmo. Abraço!

    • Alessandro Paiva

      Ôpa! Sabia que você iria adorar! Embananar com moedas e dar calotes sem perceber fazem parte, rsrs! Já fiz isso em Berlim e Paris. Só depois de muito tempo que percebi que estava dando o cano! E na próxima, embarco no ônibus. Lembro-me de várias praças perto da Torre dos Ingleses, e todas eram muito bonitas. Talvez eu tenha visto a San Martin, sugestão que anoto para minha próxima ida a BA.

      Abraço!

      • alexandre

        Provavelmente vocês devem ter passado então, já que da Torre vocês foram pra Florida. A última vez que fui pra lá foi no final de 2009, a cidade deve ter mudado bastante. Quando voltar, deixo impressões mais atualizadas! Abraço!

  28. Dilene Alves

    Adorei o seu roteiro para Buenos Aires, Alessandro! Como sempre, muito bem escrito e instigante! Dá vontade de ir agora pra lá! Obrigada por compartilhar conosco suas experiências.

  29. Cibele

    Irei final de outubro para BsAs e estou garimpando sites, blogs, dicas de passeios, os golpes e etc, etc. Sua descrição sobre sua viagem foi muito divertida. Irei sozinha para um Congresso, terei somente uns 3 dias para caminhar e e 4 de Congresso, hehehe. Infelizmente acho que não terei coragem de sair sozinha a noite, mesmo parando no centro.
    Muito obrigada por suas dicas, foram Preciosas! Estava eu aqui no blog e no google maps. hehehe 😀

    • Alessandro Paiva

      Ah, Cibele, eu é que agradeço 🙂 Aproveite bastante! Não posso garantir que andar só em BA à noite é seguro, mas os táxis de lá são confiáveis. Lugares como Palermo e Puerto Madero são movimentados, logo dão segurança para uma turista desacompanhada.

      Abraço e ótima viagem (ótimo congresso tb! :-))

  30. alexandre

    Alessandro, já fui e vou voltar em dezembro/janeiro, numa escala para a Patagônia. Apesar de já ter ido a Baires 3 vezes, ainda há muito lugares que não conheço (a cidade está cheia de novos e ótimos restaurantes e bares), um deles é o Delta do Tigre. Vale a pena? Sei que tem quem ama e quem odeia, mas sei também que quem odeia é porque não se programou direito.

    • Alessandro Paiva

      Alexandre, fizemos o passeio pelo Delta e gostamos. Não foi a atração mais interessante de BA, mas foi bem bacana. É um passeio que demanda um certo tempo, mas, como você disse, programando tudo fica melhor. Eu o indico, mas se o turista tiver pouco tempo disponível, o passeio do Delta não é a melhor opção.

      Abraço e, mais uma vez, obrigado pelo prestígio ao blog!

      • alexandre

        Eu adoro ler seus relatos!

        Valeu pela dica. Acho que vou pro Delta, sim. Vai ser minha quarta vez na cidade, mas também vou com gente que nunca esteve em Buenos Aires. Bom, só indo pra ver se vou gostar.

  31. Indira

    Ale, você gostou do hotel? Você indica? Adoro seu blog e já peguei todas as dicas! Estou indo para parar dez dias e tentarei ir em Colonia. Estou em dúvida somente do bairro onde me hospedar. Continue viajando e escrevendo pra gente! Beijocas

    • Alessandro Paiva

      Oi, Indira! Muito obrigado pela visita ao blog 🙂 Eu adorei o hotel. Na verdade, o Ritz é um hostel, mas os quartos NÃO são coletivos e possuem banheiros. O prédio é bem antigo e as instalações também, e confesso que achei isso um charme. Não existe luxo, mas há algo de muito especial na arquitetura e decoração. No mais, foi bem barato, a internet era ninja e a localização excelente. Abraço!

  32. Maíra

    Oi Alessandro!
    Voltei pra agradecer a mais essas dicas!
    Fui pra Buenos Aires rapidinho, pra um fds esticado e quando comecei a organizar pensei “ta, onde vou achar referências com meu perfil?”(baratex e muita caminhada) e foi aqui que lembrei e novamente, ótimas ideias de roteiro! Só uma pena que a cidade estava mais cara :/
    Só a Plaza Serrano que não vi essa bohêmia toda.. fui no sábado final da tarde e tinha uma feirinha ocupando a praça e dentro de vários bares tbm, a gente entrava pra ver se era bar e lá dentro tbm era feirinha! haha não entendi nada mas achamos uma pizza boa num lugar aberto.

    Abraços 🙂

    • Alessandro Paiva

      Aff, que pena, Maíra… Os bares da Plaza Serrano eram tão bons… Tomara que isso seja temporário. Pena também que as coisas tenham ficado mais caras. Na verdade, não eram baratas em 2011, quando estive lá, mas eram em conta.

      No mais, muitíssimo obrigado pelo prestígio ao blog 🙂 Amanhã posto sobre Cracóvia, um dos lugares mais bacanas que já fui.

      Abraço e boas viagens sempre!

  33. Rosangela

    Adorei as informações, as fotos, bem trabalhado nos detalhes!!! Parabéns!

  34. fernanda

    Muito proveitoso seu post, para nós que estamos de viagem marcada e meio perdidos no roteiro…
    sim, sem contar…
    as fotos ficaram perfeitas!
    BUENOS AIRES ATÉ LOGO!!

    • Alessandro Paiva

      Ah, joia, Fernanda!!! Dê uma pesquisada mais profunda sobre BA, porque essa postagem é de 2011. A maioria das coisas não mudou, mas tem muita coisa nova, revigorada e bacana para se ver por lá. Abraço e muuuuuuito obrigado! Ah, uma ótima viagem pra vocês 🙂

  35. Isabela Nunes

    Oi Alessandro, adorei o post! Muito completo e divertido! Eu e André estamos indo pra lá no fim desse mês e já adicionamos várias dicas suas ao nosso roteiro. Obrigada!
    Abraços
    Isabela (amiga da Débora rsrsrs)

    • Alessandro Paiva

      Oi, Isabela!!! Que legal que vocês andam dando uma espiadinha no blog 🙂 Grande abraço e ótima viagem pra vocês!

  36. Evelyn

    Nossa parabéns pelo roteiro, ficou show de bola. Me ajudou muito a montar o meu também. Obrigada pelas dicas!

  37. Alzenir Carrera Saldanha marques

    Amei o roteiro da viagem de vcs.Muitas dicas pontos interessantes observações com muita precisão. Já fui a.Buenos Aires tem bastante tempo mas n.esqueci da beleza da cidade.Vamos no final de junho passar 6dias.Eu meu filho c.a esposa mãe, irmã e uma sobrinha de 12 anos.Vamos ficar na Recoleta.Obrigada

    • Alessandro Paiva

      Ah, que bacana, Alzenir! Tenho muitas saudades de Buenos Aires… essa viagem foi em 2011, e provavelmente muita coisa mudou, espero que pra melhor. Embora esse post seja antigo, espero que te ajude no planejamento do seu roteiro. Grande abraço e uma excelente viagem pra vocês 🙂

  38. Amanda Ribeiro

    Nossa, adorei as dicas e as fotos, irei pra lá dia 2 de Julho e estou muito ansiosa pra curtir o inverno Argentino rsrs, sei que terei que levar muita roupaaaa

    • Alessandro Paiva

      Oi, Amanda!!! Aproveita bastante! Não vou a Buenos Aires há quase 6 anos, certamente muita coisa mudou (pra melhor), mas o frio continua o mesmo 🙂 Abraço e ótima viagem!!

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