Munique: passeio curto, mas emocionante

Justizpalast (Palácio da Justiça), de frente à Karlsplatz‎ - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Justizpalast (Palácio da Justiça), de frente à Karlsplatz‎.

Ir a Munique foi uma decisão muito interessante. Eu e Élcio, ao comprarmos um pacote para Istambul, decidimos conhecer outra cidade que não fosse na Turquia. Esse nosso estilo de viajar, focando somente nas capitais ou nas grandes cidades, pode parecer pouco proveitoso, mas é uma maneira que temos para conhecer com calma tudo ou quase tudo o que as cidades têm para oferecer. Não gostamos daquele turismo em que se viaja para muitos lugares em um só pacote, pois a correria impede que conheçamos os detalhes, as pessoas e os costumes de um determinado lugar. E por que Istambul versus Munique? O contraste de culturas torna a viagem muito mais bacana.

Para escolher Munique, colocamos várias opções no papel. Detectamos os locais mais próximos de Istambul, os que têm o maior valor histórico e cultural e, o principal, os que custariam menos. Adoramos pagar pouco. Quando sobra dinheiro, então…

Como eu disse anteriormente, o contraste cultural torna a viagem muito interessante. Já estávamos de queixo caído com Istambul, o que esperar de Munique, então? O que todo mundo já sabe: educação e organização. Para você ter uma ideia, logo que chegamos ao controle de passaporte, o policial do guichê abriu nossos documentos brasileiros e nos cumprimentou com um receptivo “tudo bem”, em português mesmo. Achamos que aquilo fosse uma maneira simpática de se saber uma saudação regional, assim como todos nós sabemos que se diz “hello” em inglês ou “ola” em espanhol. Na verdade, o policial falava a nossa língua. Toda a nossa entrevista foi em um português impecável e com um trato muito educado. E olha que o voo não vinha do Brasil.

PRIMEIRO DIA – quarta-feira

Tour corrido pelo centro histórico

Do aeroporto pegamos um trem até o hotel onde nos hospedamos. O transporte público de Munique é extremamente eficiente, porém achamos complicado comprar os bilhetes. Existem várias máquinas de auto-atendimento, mas os nomes dos locais pareciam ambíguos. E mesmo com o bilhete comprado, não achávamos o lugar onde eles deveriam ser marcados. A solução foi embarcar no trem com o bilhete desmarcado e, caso alguém solicitasse pela marcação, diríamos que não tínhamos achado o “trocador”, a catraca ou mesmo o fiscal, o que não era mentira. Enfim, não tinha nada que ser marcado. Simplesmente o trem de Munique conta com a honestidade do usuário. Se não tivéssemos comprado o bilhete, teríamos embarcado e desembarcado sem que ninguém percebesse. Acredito que alguns fiscais cobram isso de vez em quando, mas não vi nem sinal de um. Só queria saber o segredo alemão para se atingir esse nível de educação.

Nosso hotel ficava bem ao lado da Hauptbahnhof Central Station‎, estação central de Munique, perto das principais atrações turísticas. Fizemos o check-in e cascamos para a rua.

Começamos o passeio pela Karlsplatz (Stachus)‎, uma praça no centro da cidade. Bem no meio, existe uma fonte muito bacana, mas, como era invero, montaram uma pista de patinação de gelo em cima. Isso nos frustrou um pouco, mas na estrutura dessa pista tinham vários quiosques de comida típica da Bavária, então não podíamos reclamar. Entramos em um desses quiosques e pedimos um sanduíche fora de série, feito de linguiças condimentadas, cebola e alguns molhos. Bããão demais da conta!

Ringue de patinação no gelo, montado na Karlsplatz. Ao fundo, a Kaufhof - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ringue de patinação no gelo, montado na Karlsplatz. Ao fundo, a Kaufhof.

Os prédios mais importantes da praça são o neobarroco Justizpalast (Palácio da Justiça) e o da Kaufhof, primeira loja de departamentos do pós-guerra de Munique. Na parte subterrânea da praça encontra-se um shopping center.

Na Karlsplatz inicia-se a Neuhauser Strasse, principal rua de compras da cidade, que se extende até a Marienplatz (Praça de Maria). Logo no começo da rua tem-se um monumento chamado Portão de Karlstor, uma das construções medievais remanescentes de Munique.

Portão de Karlstor, no inicio da Neuhauser Strasse - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Portão de Karlstor, no inicio da Neuhauser Strasse.

Neuhauser Strasse - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Neuhauser Strasse.

Neuhauser Strasse, com o Portão de Karlstor ao fundo - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Neuhauser Strasse, com o Portão de Karlstor ao fundo.

Passeando pela Neuhauser, encontramos a Igreja de São Miguel (St. Michael), que foi bastante danificada durante a Segunda Guerra Mundial, sendo restaurada completamente em 1.948. A fachada da igreja estava em reforma, mas deu para visitar seu interior. De lá seguimos para a Frauenkirche (Catedral de Nossa Senhora Bendita). Dizem que a vista panorâmica de uma de suas torres é sensacional, mas parece que a torre estava fechada para reformas. Pelo menos eles colocaram uma espécie de fachada falsa, que é uma tela impressa que esconde a obra e mostra o prédio como ele realmente é, sem aqueles tapumes de madeira ou outra estrutura feiosa.

Frauenkirche (Catedral de Nossa Senhora Bendita) - Munique - Alessandro Paiva

Frauenkirche (Catedral de Nossa Senhora Bendita)

A Frauenkirche é a maior igreja de Munique e suas torres podem ser vistas praticamente de todas as partes da cidade. A prefeitura proibiu a construção de qualquer estrutura superior a 100 metros nos seus arredores.

Da igreja, seguimos para Marienplatz(Praça de Maria), um dos principais pontos turísticos de Munique. Na idade média, a praça, que foi fundada em 1.158, era palco de torneios e abrigava mercados. Hoje, seu entorno é dominado pela Neues Rathaus (Nova Prefeitura), prédio no estilo neogótico que possui o Rathaus-Glockenspiel, um carrilhão constituído de 43 sinos e 32 personagens (marionetes), que tocam e encenam duas histórias do século XVI. As encenações acontecem todos os dias às 11h, repetindo às 12h e 17h no verão. Não estávamos lá nesses horários, mas parece ser bem bacana.

Neues Rathaus (Nova Prefeitura) - Munique - Alessandro Paiva

Neues Rathaus (Nova Prefeitura), em Marienplatz.

Personagens do Rathaus-Glockenspiel - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Personagens do Rathaus-Glockenspiel.

Bem no centro dessa praça está a Coluna de Maria, erigida em 1.638 para celebrar o fim da ocupação sueca durante a Guerra dos Trinta Anos.

Estátua de um dragão na Neues Rathau e Coluna de Maria - Munique - Alessandro Paiva

Estátua de um dragão na Neues Rathaus e Coluna de Maria, em Marienplatz.

Na Marienplatz também se encontra a Altes Rathaus (Velha Prefeitura), que foi sede da prefeitura até 1.847 e hoje é o edifício do Conselho Municipal de Munique.

Altes Rathaus (Velha Prefeitura) e Igreja de São Pedro - Munique - Alessandro Paiva

Altes Rathaus (Velha Prefeitura) e Igreja de São Pedro (Peterskirche).

Você deve estar se perguntando: “Pôxa, os caras foram para Munique e até agora nada de cerveja?” Pois é, estávamos à procura de uma boa cervejaria. Como muito bebum sabe, em Munique acontece a Oktoberfest, portanto é de se imaginar que as melhores cervejarias do mundo estejam ali. Mas não sei se é bem assim (é lógico que é bem assim!). O problema é que nós turistas viajamos cheios de estereótipos na cabeça, e um deles é o do alemão bigodudo e barrigudo andando pela cidade com uma caneca de cerveja. Tudo bem, sei que a realidade não é tão clichê assim, mas cadê o mundaréu de cervejas? Nas pesquisas que fiz antes de viajar, disseram que um bom lugar para se beber cerveja é no Viktualienmarkt, um mercado ao ar livre que fica praticamente atrás da Marienplatz. E para lá seguimos. No caminho, passamos pela Igreja de São Pedro (Peterskirche), a mais velha da cidade. Assim como a Igreja de São Miguel e a Frauenkirche, a Peterskirche é uma igreja católica. Alguns blogs sugeriram subir em sua torre para uma bela vista. Torre FECHADA! Então, tínhamos mesmo era que beber. Seguimos depressa para o Viktualienmarkt.

Viktualienmarkt - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Viktualienmarkt.

No Viktualienmarkt encontra-se de tudo em termos de alimentos. Há também uma cervejaria ao ar livre (yeeees!), que inicia sua atividade assim que a neve e o frio intenso vão embora (nããão!). Ah, não, já era uma fonte coberta por uma pista de patinação; o teatrinho do relógio que funcionou em sessão única; duas torres com vista panorâmica fechadas; agora me inventam uma cervejaria que só abre em tempos quentes?!

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaEntão, amigo turista, aconselho você de ir a Munique nas temporadas mais quentes, assim você aproveita mais. No inverno, os pacotes para a Europa custam bem menos e o frio até dá um toque interessante nas cidades e nas pessoas, mas é o momento em que o número de turistas diminui, facilitando a execução de reformas e manutenções. Dependendo dos costumes da região e condições climáticas mais severas, alguns estabelecimentos, como sorveterias, cervejarias, mercados, parques e atrações ao ar livre, fecham ou restringem seu funcionamento.

Na verdade, estou sendo um pouco ingrato, porque mesmo com esses pequenos transtornos, Munique é muito bacana e ainda assim veríamos muita coisa legal. Até existiam algumas barracas que vendiam cerveja no Viktualienmarkt, só que não tinham banheiro. Aí, coleguinha, cerveja + frio – banheiro = furada! Deixamos a cerveja para mais à noite e seguimos nosso caminho. O passeio ia esquentando à medida que o dia ia passando. E esquentava nos dois sentidos, tanto pelas atrações, que iam ficando mais interessantes, quanto pela temperatura, pois o céu estava se abrindo.

O próximo local a ser visitado foi a Residência de Munique (Münchner Residenz), cuja entrada fica na Max-Joseph-Platz (Praça Max-Joseph), nomeada, assim, em homenagem ao Rei Maximiliano I José da Bavária. Da praça, avista-se o Teatro Nacional, atual residência da Ópera do Estado Bávaro.

Teatro Nacional - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Teatro Nacional – Ópera do Estado Bávaro (Bayerische Staatsoper), na Praça Max-Joseph.

Max-Joseph-Platz (Praça Max-Joseph) - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Max-Joseph-Platz (Praça Max-Joseph).

Fachada da Residência de Munique, na Max-Joseph-Platz - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Fachada da Residência de Munique, na Max-Joseph-Platz.

Lembra da fachada falsa de que falei anteriormente? Repare, na foto acima, o painel impresso gigante que esconde as reformas da fachada da Residência de Munique. Muito melhor do que ver tapumes rosa-choque ou telas verdes de proteção. A empreitada fica bem mais cara, mas o turista agradece.

O Residência de Munique é simplesmente espetacular. O palácio já foi a residência oficial dos duques, dos eleitores e dos reis da Bavária. É extremamente luxuoso e considerado um dos mais belos da Europa. Para se ter uma ideia da sua magnitude, o complexo do palácio é composto por dez pátios, por um museu com cento e trinta salas, por uma sala de concertos, pela Casa do Tesouro Real e pelo Teatro Cuvilliés. É muita história e relíquia para se visitar. Para mais informações turísticas sobre o Residência, acesse www.residenz-muenchen.de.

Para não perder nada do museu, você pode alugar um guia eletrônico logo na entrada. Nesse aparelho, você digita o código do ambiente ou objeto exposto e ouve as informações. Porém o guia não tem a opção em língua portuguesa.

Uma das Insígnias Reais da Bavária, exposta no museu do Residência de Munique - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Uma das Insígnias Reais da Bavária, exposta no museu do Residência de Munique.

Na minha opinião, a parte mais bacana do palácio é o Antiquarium, um salão gigantesco com uma das mais antigas abóbadas renascentistas da Europa. Possui uma coleção de obras de arte inestimável, destacando os bustos de líderes romanos e gregos. O espaço é maravilhoso. Se fosse minha casa, eu daria festa ali todo final de semana, cada um leva o que for beber.

Antiquarium da Residência de Munique - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Antiquarium da Residência de Munique.

Assim como o Antiquarium, muitas partes do palácio são de cair o queixo. Outras, infelizmente, nem tanto, como a Allerheiligen-Hofkirche (Igreja Palatina de Todos os Santos), pois a Segunda Guerra Mundial destruiu todos os seus magníficos afrescos, impossível de serem restaurados.

Igreja Palatina de Todos os Santos e uma das salas do palácio - Munique - Alessandro Paiva

Igreja Palatina de Todos os Santos (Allerheiligen Hofkirche) e uma das salas do palácio.

Quando achávamos que já tínhamos visto de tudo, aparece o Teatro Cuvilliés. Espetacular!

Teatro Cuvilliés, na Residência de Munique - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Teatro Cuvilliés, na Residência de Munique.

Teatro Cuvilliés, na Residência de Munique - Munique - Alessandro Paiva

Teatro Cuvilliés, na Residência de Munique.

É, o Residência de Munique foi um passeio e tanto, visita obrigatória em Munique. Saímos de lá pela Residenzstrasse até a praça Odeonsplatz, cenário de uma batalha armada fatal ocorrida durante o Putsch da Cervejaria. O Putsch foi uma tentativa de golpe fracassada que Hitler e o Partido Nazista aplicaram contra o governo da Bavária, em 9 de novembro de 1923. Em Odeonsplatz estão localizados o Feldherrnhalle, um moumento símbolo da honra do exército bávaro, e a Theatinerkirche (Igreja dos Teatinos e São Caetano).

Ao fundo, o Monumento de Feldherrnhalle e à direita a Igreja dos Teatinos e São Caetano (Theatinerkirche) - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ao fundo, o Monumento de Feldherrnhalle e à direita a Igreja dos Teatinos e São Caetano (Theatinerkirche).

Eu estava começando a gostar muito de Munique. Para me ajudar, o céu se abria aos poucos e eu não via a hora de tomar uma cerveja. Mas antes precisávamos cumprir o nosso roteiro do dia, que estava apertadíssimo. Como começamos a jornada um pouco tarde (chegamos de Istambul naquele dia) e o sol de inverno estava para se por, muita coisa ainda tinha que ser vista. Infelizmente, tivemos que resumir. E já que estávamos na Odeonsplatz, aproveitamos e visitamos rapidamente o Hofgarten, que fica logo ao lado. Esse jardim foi construído entre 1.613 e 1.617 por Maximiliano I, Eleitor da Bavária. No lado direito, encontra-se a fachada do salão de festas da Residência de Munique.

Hofgarten. À direita, encontra-se a fachada do salão de festas da Residência de Munique - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Hofgarten. À direita, encontra-se a fachada do salão de festas da Residência de Munique.

Do Hofgarten rumamos em direção ao arco do triunfo. Seguimos pela Ludwigstrasse, uma das quatro avenidas reais da cidade. Seus edifícios mantêm uma uniformidade arquitetônica impecável, fazendo dela uma via “digna do reino”, conforme solicitado pelo rei durante sua construção. A Ludwigstrasse também é usada para desfiles e procissões funerais. Foi muito bacana caminhar por ela. Se eu morasse por aquelas bandas, voltaria a pé do serviço todos os dias. É tudo muito tranquilo e bonito. É estranho imaginar que aquele lugar um dia foi destruído pela Segunda Guerra, pois os edifícios estão em excelente estado de conservação. Aliás, não só essa avenida, mas a maioria dos prédios que visitamos em Munique (senão todos) foram destruídos inteira ou parcialmente pela Guerra. Reconstruídos, trouxeram de volta praticamente toda a história e beleza da cidade. Uma pena lembrar das enchentes no Brasil, onde regiões estão se tornando fantasmas porque bairros inteiros foram assolados e esperam pela reconstrução que nunca acontece. Se a Alemanha conseguiu erguer-se logo depois de uma grande guerra, por que essas cidades brasileiras não conseguem, tendo em vista a atual “prosperidade” do Brasil? Enfim.

Élcio, na Ludwigstrasse - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Élcio, na Ludwigstrasse.

Aproveitando a calmaria da Lugwigstrasse, gostaria de saber como os cidadãos de Munique se locomovem. É IMPRESSIONANTE a quantidade de carros na rua: quase nada, conforme se vê na foto acima, tirada em uma tarde de quarta-feira. E essa região é central, próxima às principais atrações e centros comerciais. Êta qualidade de vida! Tudo bem que o transporte público, em especial os trens, são muitíssimo eficientes, mas isso aí é demais, muita inveja para ser suportada :-). Outro elemento colaborador para o trânsito escasso é o uso das bicicletas. Vimos, logo na saída de uma estação, um estacionamento só de magrelas, lotado. Um dia a gente chega lá. De transporte público ou de bicicleta.

Depois dessa bela caminhada, chegamos ao arco do triunfochamado Siegestor (Portão da Vitória), na Leopoldstrasse. Antes da Segunda Guerra, o arco era dedicado à glória do exército da Bavária. Após ser severamente destruído naquela batalha, o Siegestor nunca mais foi reconstruído completamente, tornando-se um monumento para lembrar que toda guerra é cruel. Isso pode ser confirmado por uma inscrição na sua parte de trás que diz: “Dem Sieg geweiht, vom Krieg zerstört, zum Frieden mahnend” (Dedicado à Vitória, destruído pela Guerra, símbolo da Paz).

Siegestor (Portão da Vitória), o arco do triunfo na Leopoldstrasse - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Siegestor (Portão da Vitória), o arco do triunfo na Leopoldstrasse.

A próxima atração a ser visitada seria o Englischer Garten (Jardim Inglês), parque mais famoso da cidade. Infelizmente já estava escurecendo e o lugar é gigantesco. Tivemos que pular. Uma pena!

Para voltar ao hotel, resolvemos pegar o metrô. Que desespero! Entramos na estação, mas não conseguíamos entender onde desceríamos, como deveríamos comprar o bilhete e sei lá mais o quê. Olha, não somos tão sem expediente assim, normalmente nos viramos muito bem, mas ali, não sei por quê, não estava rolando. Depois de uns minutos matutando, uma moça percebeu que estávamos com problemas e se ofereceu para ajudar. Ela explicou direitinho, mas a situação parecia aqueles episódios da série Além da Imaginação. Esperamos ela ir embora, fingimos que estava tudo certo e pegamos um táxi 🙂 QUE VERGONHA!

Por falar nessa mocinha solícita, uma característica boa do alemão é que ele está sempre pronto para ajudar. Se algum cidadão percebe que você está com dúvidas ou qualquer outro tipo de problema, ele se manifesta sem que você peça. A maioria fala um inglês impecável e você sai se sentindo a criatura mais digna do mundo. Deu até desejo de me voluntariar para trabalhar nos jogos da Copa do Mundo de 2014 e deixar os gringos satisfeitos com a minha boa vontade, mas a preguiça de ter que ir aos encontros preparatórios não deixou. Ou seja, má vontade.

Voltamos para o hetel para um banho. Já estvávamos rachando de fome e de vontade de tomar uma (várias) cerveja.

Estação Hauptbahnhof vista da janela do Hotel - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Estação Hauptbahnhof vista da janela do Hotel.

À noite, retornamos a alguns do locais visitados mais cedo (Karlsplatz, Marienplatz, Viktualienmarkt). Precisávamos ver a cidade iluminada e procurar um bar bem animado.

Neuhauser Strasse - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Neuhauser Strasse.

Neuhauser Strasse - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Neuhauser Strasse.

Olha, até achamos uns bares nessa região, mas não na quantidade que esperávamos. Uns bacanas, outros cheios, outros mais tímidos. Tinha bar sim, mas não muito. Na verdade, acho que faltou mais pesquisa antes de sair do Brasil, pois deve haver várais outras regiões em Munique sapecadas de bar. Com certeza tem. Existem, inclusive, os biergarten, que são áreas ao ar livre onde se vendem cervejas, drinques e comida alemã. Infelizmente, essa área aberta funciona somente em temporadas quentes.

Como eu disse anteriormente, faltou pesquisa. Antes eu achava isso, agora eu tenho certeza absoluta. CERTEZA! ESTOU COMEÇANDO A SURTAR AQUI! OLHA A MANOTA! OLHA QUE DESESPERO: outro lugar importantíssimo, que só agora que estou elaborando este post descobri que existe, é a Hofbräuhaus, simplesmente a MAIS FAMOSA cervejaria do mundo, de propriedade do Estado Bávaro. O estabelecimento foi fundado em 1.589 para uso exclusivo do Duque William V da Bavária, que não queria ter que comprar cerveja da Baixa Saxônia. Apenas em 1.828 a Hofbräuhaus foi aberta ao público.

Enfim, pocuramos uma cervejaria e acabamos em um restaurante. Finalmente tomamos cerveja. Não preciso explicar que estava excelente, né? Cerveja alemã é cerveja alemã, mas não posso deixar de destacar que as cervejas artesanais mineiras não estão deixando nada a desejar. E aproveito para um jabazinho: quer harmonizar cerveja artesanal com carne exótica em Belo Horizonte? Vá ao Rima dos Sabores e procure pelo meu amigo chef e cervejeiro Juliano.

Daquele restaurante caçamos um outro lugar para continuar o nosso pub-crawl em Munique. No final das contas fomos parar em um bar do lado do hotel. Era um lounge bacaninha. Adorei a proprietária-garçonete-caixa-barwoman-cozinheira-chef-faxineira-bilingue de lá. A mulhar dava conta de tudo e ainda arranjava uns minutinhos para ir fumar do lado de fora. E olha que o lugar não era pequeno. Bebemos, bebemos, bebemos e fomos dormir (ressaca de madrugada), sem saber da existência da Hofbräuhaus. Vexame!

SEGUNDO E ÚLTIMO DIA – quinta-feira

Campo de Concentração de Dachau

Ainda não contei um detalhe importante: nossa estadia em Munique durou somente dois dias. Achamos que esse tempo seria suficiente, ignorando as sugestões de que são necessários pelo menos três dias na cidade para se conhecer uma boa parte dela. Como você pôde perceber no dia anterior, tivemos que correr um pouco e deixamos de visitar alguns pontos. Sem considerar que já sabíamos que não iríamos visitar uma das melhores atrações turísticas da Alemanha: o Castelo de Neuschwanstein, há uns 100 km de Munique. Simplesmente maravilhoso, mas para isso precisaríamos da metade de um dia.

Um lugar que tem que ser prioridade de roteiro em Munique é o Campo de Concentração de Dachau. Pode soar macabro, mas adoramos o memorial. Aliás, prefiro consertar: foi muito triste ver a realidade do campo, o que não faz com que a visita ao local deixe de ser interessante. A entrada é gratuita e o turista paga apenas pelo guia eletrônico, fornecido logo na entrada. O memorial funciona de terça a domingo das 9h às 17h. Para chegar lá, pegue o trem S2 de Munique na direção Dachau/Petershausen e desça na estação Dachau. A viagem leva aproximadamente 25 minutos se você partir da estação Hauptbahnhof. Da estação Dachau pegue o ônibus 726 para Saubachsiedlung, onde se localiza a entrada do memorial.

Dachau chegou a abrigar mais de 200.000 prisioneiros. Foram exterminados 30.000 e tantos outros morreram em virtude das condições do local. Nos seus últimos dias, viviam 64.000 pessoas ali. O campo tinha até uma câmara de gás, mas não chegou a ser utilizada.

Jourhaus - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Jourhaus – Entrada única para a área dos prisioneiros no Campo de Concentração de Dachau.

Assim que se passa pela Jourhaus, entrada única para a área dos prisioneiros, a gente se depara com um portão de dar medo. Na sua abertura está escrito: “Arbeit macht frei“, que quer dizer “O trabalho o libertará“.

Portão da Jourhaus, no Campo de Concentração de Dachau - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Portão da Jourhaus, no Campo de Concentração de Dachau.

Inscrição "Arbeit macht frei" (O trabalho o libertará), na Jourhaus - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Inscrição “Arbeit macht frei” (O trabalho o libertará), na Jourhaus. Ao fundo, o antigo edifício de manutenção.

Museu de exibição permanente de Dachau (antigo edifício de manutenção) - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Museu de exibição permanente de Dachau (antigo edifício de manutenção).

Visitamos primeiro o museu de exposicão permanente, onde está exposta a história do campo de concentração. É tudo muito chocante. Originalmente, esse local funcionava como edifício de manutenção, onde os recém-chegados prisioneiros eram registrados e “inspecionados”. O que mais me impressionou nesse museu foram as fotos dos confinados sendo utilizados como cobaias em testes de sobrevivência em favor dos soldados alemães. Uns eram submersos em tanques de água com temperaturas baixíssimas, afim de se verificar o nível de resistência em águas geladas. Outros eram forçados a beber água do mar até não mais suportarem. Alguns eram submetidos a drogas inúteis na tentativa de se encontrar a cura para o tifo, doença que matou milhares no campo. Enfim, foram vários testes sobre-humanos, todos resultando em nada, a não ser morte, deficiência física e loucura.

Cartazes da campanha nazista expostos no museu - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cartazes da campanha nazista expostos no museu.

Também expostos no museu, os cartazes das fotos acima pertenciam à campanha nazista. O primeiro diz “Nossa última esperança: Hitler” e o segundo “Eles são os inimigos da democracia. Acabe com isso e vote no partido social democrata!” Já o cartaz abaixo pertencia ao Partido Democrata Alemão (Deutsche Demokratische Partei – DDP), que idealizava a “limpeza” da nação.

Cartaz do Partido Democrata Alemão (Deutsche Demokratische Partei - DDP) - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cartaz do Partido Democrata Alemão (Deutsche Demokratische Partei – DDP).

Do lado de fora, bem à frente do edifício do museu de exibição permanente, está o “Monumento Internacional“, uma escultura em memória das vítimas do campo de concentração. Desenhada pelo artista Nandor Glid, em maio de 2007, a obra retrata os corpos esquálidos dos prisioneiros mortos, amontoados uns sobre os outros. A formação do arame farpado retrata o aprisionamento. Na verdade, essa é a minha interpretação, mas acho que mandei bem.

Monumento Internacional, criado por Nandor Glid, em maio de 2007 - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Monumento Internacional, criado por Nandor Glid, em maio de 2007.

O dia não era dos mais bonitos. O céu estava completamente encoberto, fazia um frio infernal e ventava demais. O vento entre as árvores produzia um barulho horroroso, uma espécie de grito fantasmagórico, sem exageros. Parecia até que aquilo era uma trilha sonora proposital. Se nós que éramos turistas e estávamos superaquecidos, com roupas próprias e tudo mais, e ainda assim batíamos os queixos (literalmente), imagine os prisioneiros, que muitas vezes ficavam de pé do lado de fora dos alojamentos, nus, sendo torturados e passando fome.

Estrada do campo ladeada por árvores - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Estrada do campo ladeada por árvores. Nas laterais, dois alojamentos (reconstruídos).

Na foto acima, pode-se ver o início da estrada do campo, uma via central ladeada por árvores que divide duas fileiras de dezessete alojamentos cada, dos quais existem apenas duas unidades, reconstruídas para funcionar como museu. Nos lados esquerdo e direito da imagem estão esses dois alojamentos.

A foto abaixo mostra a estrada do campo coberta de galhos que caíam devido aos fortes ventos. Por esse motivo, não era permitido caminhar por ali, embora algumas pessoas insistiam em permanecer no local.

Edifício de exposição permanente e Monumento Internacional  - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Edifício de exposição permanente e Monumento Internacional, vistos da estrada do campo.

Dentro dos alojamentos estão as camas e o banheiro utilizados pelos prisioneiros. Não havia colchões ou qualquer outra roupa de cama. Dormiam somente com a roupa do corpo, em espaços bem apertados.

Dormitório de um dos alojamentos do campo de concentração - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Dormitório de um dos alojamentos do campo de concentração.

Dormitório e sala de banho do campo de concentração - Munique - Alessandro Paiva

Dormitório e banheiro de um dos alojamentos do campo de concentração.

Caminhando pelo campo, passamos pelas bases onde ficavam os alojamentos. Embora fossem muitos, não consigo imaginar 64.000 pessoas abrigadas ali. Passamos, também, pelas torres de onde os oficiais da Schutzstaffel (SS) vigiavam os prisioneiros.

Base dos alojamentos do Campo de Concentração de Dachau - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Base dos alojamentos do Campo de Concentração de Dachau.

Torre de onde os oficiais da Schutzstaffel (SS) vigiavam os prisioneiros - München - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Torre de onde os oficiais da Schutzstaffel (SS) vigiavam os prisioneiros.

Mais adiante, encontramos o crematório, que estava interditado devido aos galhos que caíam perto. A vista de fora já causava arrepios. Próximo ao crematório, está a Capela Ortodoxa Russa, construída em 1.995, provavelmente em memória das vítimas do campo.

Crematório e Capela Ortodoxa Russa no Campo de Concentração de Dachau - Munique - Alessandro Paiva

Crematório e Capela Ortodoxa Russa, no Campo de Concentração de Dachau.

É, o campo causou impressões bem fortes. O passeio foi muito emocionante, certamente a “melhor” atração de Munique.

Era hora de ir embora do campo e curtir um pouco mais a cidade. Mas, como o tempo era curto, Dachau foi o nosso último ponto turístico. Para aquele dia, havíamos planejado de ir ao Nymphenburg, um palácio espetacular que serviu de residência de verão aos governantes da Bavária, e ao Museu da BMW. Infelizmente, não deu tempo. Apenas almoçamos e pegamos o trem para o aeroporto, lamentando um pouco pela quantidade de lugares que não visitamos. Aproveito e cito alguns pontos turísticos sugeridos em um folder que pegamos em Munique:

Sendlinger Tor (Portão de Sendling);
Haus der Kunst (Casa de Arte);
Bavarian National Museum (Museu Nacional Bávaro);
Staatliches Museum für Völkerkunde (Museu Estadual de Etnologia);
Glyptothek (Gliptoteca);
Alte Pinakothek (Velha Pinacoteca);
Pinakothek der Moderne (Galeria de Arte Moderna);
Bavarian State Chancellery (Chancelaria do Estado Bávaro);

Vou ficando por aqui, avisando aos amigos turistas que temos planos de ir a Berlim, e nessa onda daremos uma passadinha em Munique. Hofbräuhaus que nos aguarde!

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

Leia também:

Istambul 2012
Buenos Aires 2011
Londres 2010
Paris 2010
Natal – Rio Grande do Norte

contato@fuievouvoltar.com


Anúncios

Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. isabel

    ola Alessandro, vou a Munique no proximo fim de semana e estou com receio!!!Não sei se me entendem a falar inglês,porque Português calculo k não!!!E pelo k percebi os transportes publicos não são fáceis!!!Meu Deus,estou perdida!Pode me ajudar?Como vou do aeroporto até Marienplatz e kuanto custa? Penso k há um bilhete de 3 dias k dá para 2 pessoas,sabe o preço?Fora o centro kero ir ao campo de concentração k vi no seu blog,mas kuanto custa o autocarro 726 ?Obrigado desde já e boas viajens!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Isabel

      Não se preocupe. Foi difícil para mim porque não perguntei direito (risos). Em Munique se fala o inglês muito bem, mas português você até poderá encontrar alguém que fale, porém não conte com isso.

      Marienplatz fica perto da estação central, mas você andará um pouco. É bom pegar um táxi de lá (da estação), afinal você estará com suas bagagens, certo? O trem do aeroprto até a estação central custou 10 euros. Não ouvi falar desse bilhete para duas pessoas, mas essa e todas as outras informações sobre transporte você poderá obter no aeroporto. O alemão é muitíssimo solícito e esclarecerá todas as suas dúvidas.

      O ônibus para Dachau custou pouco, não me lembro, mas acho que foi algo em tordo de 2 euros.

      Boa sorte e não se preocupe. Tudo dará certo.

      Boa viagem!

  2. Tania

    Mais uma vez, PARABÉNS por seu blog, as fotos, as dicas, enfim por tudo, rsrsrs.

  3. Alessandra

    Oi!
    Se quiseres uma dica, volte no outono, é a época mais bonita para visitar a Alemanha!
    Principalmente se quiseres ir à Neuschwanstein, tire um dia inteiro para isso pois tem outros castelos ali perto que valem a pena serem vistos. Sem falar que no outono os Biergarten ainda estao abertos.
    A Hofbräuhaus dispensa comentários, mas tem outros lugares muito bons também, como as cervejarias da Augustiner que tem várias pela cidade, inclusive uma perto da Hauptbahnhof e a Hacker Pschor que tem uma do lado do Viktualienmarkt, ambas cervejas muito boas.
    No campo de Dachau só é possível visitar parte da estrutura, quase a metade é fechada pois ainda funciona uma espécie de quartel ali, provávelmente por isso nao conseguistes imaginar as 64 000 pessoas ali, embora elas devessem conviver apertadíssimas…
    O Ticket pra tres dias custa em torno de 25 € para duas pessoas e 15€ para uma, com ele é permitido andar em toda a cidade, de S-bahn, U-Bahn, Tram e onibus (se tiveres um mapinha das linhas, vai ser a parte branca), do aeroporto para a cidade precisa comprar outro em torno de 20€ para duas pessoas. Se tiveres o ticket de trem para ir a Dacheu, provavelmente ele cobrirá também o Onibus até o campo.

    Adorei ler se relato!
    Abraco,
    Alessandra

    • Alessandro Paiva

      Uau, Alessandra! Muitíssimo obrigado, suas dicas são preciosíssimas. Adoro quando alguém complementa com sugestões. Isso sempre ajuda os leitores. E pelo visto ou você mora em Munique ou já foi lá bastante 🙂

      Grande abraço!

  4. alehertz

    Estou morando em aqui, a um ano, entao conheco alguma coisa… encontrei seu Blog por acaso, vou ler mais um pouco, comparo também o que escrevestes com lugares que já fui… bem interessante…
    tenho um blog também, mas desde que cheguei aqui nao atualizei mais, ou seja, estou atrasadissima, mas agora comeco com calma e tudo se resolve hehe
    ótimas viagens para ti!

    • Alessandro Paiva

      Ah, legal! Passa o endereço do seu blog que terei muito prazer em ler. Se for sobre viagens, publico nas sugestões de blogs e sites de turismo.

      Grande abraço e ótimas viagens para você também 🙂

  5. Fabiano Santos

    Percebi a pouco que seu blog relata várias outras viagens. Conversei com o Élcio, na nossa festa de Natal do ano passado, sobre a viagem que vocês fizeram a München. Estive lá em Novembro de 2011 e passei por vários desses lugares relatados. Aproveitei pra esticar até Lindau – Bodensee e Füssen – Castelo de Neuschwanstein, é uma viagem inesquecível…

    • Alessandro Paiva

      Nuh! Então sua viagem foi boa demais da conta! O Élcio havia me contado mesmo, não sabia que era você. Um dia vou a esses lugares. 🙂 Fica sua dica, então.

  6. LIVIA

    Gostaria de saber qual hotel vcs ficaram?…..estou indo para Munique mês que vem….vou passar 2 dias como vcs gostei do roteiro..parabéns

    • Alessandro Paiva

      Oi, Lívia!

      Ficamos no Regent Hotel (http://www.hotelregentmunich.com/PT/hotel.html), localizado na Seidlstraße esquina com Arnulfstraße, de frente para a München HBF (estação central). Foi bem barato e o café da manhã era excelente, além da proximidade com a estação.

      Infelizmente, não conseguimos ver muita coisa em Munique, então dê uma planejada mais apurada de roteiro para aproveitar bastante a cidade. No nosso caso faltou pesquisa, principalmente em relação às cervejarias, restaurantes, bares etc.

      Abraço e ótima viagem!

  7. luis

    alguém pode me indicar um guia brasileiro em Munique, estarei visitando la em maio e nao falo inglês.

  8. Paula Santos

    Oi Alessandro! Adorei seu roteiro!! Vou estar em Munique também por pouco tempo, mas será agora no verão!! Gostaria de saber se chegando lá na hora do almoço é possível fazer o seu roteiro do primeiro dia e ainda, se somente na parte da manhã do dia seguinte dará tempo de visitar o campo de concentração, pois vou partir para Zurich às 13h. Desde já te agradeço muito!!
    Abs e parabéns!

    • Alessandro Paiva

      Olá, Paula!

      Obrigado pelo comentário :-). Quanto ao seu prazo, acredito que consiga fazer meu roteiro sim, mas vai ter que apertar o passo. Como você deve ter percebido, não fomos a muitos pontos turísticos importantes como o Palácio Nymphenburg, o Museu da BMW, o Sendlinger Tor (Portão de Sendling), a Haus der Kunst (Casa de Arte), o Bavarian National Museum (Museu Nacional Bávaro) o Staatliches Museum für Völkerkunde (Museu Estadual de Etnologia) a Glyptothek (Gliptoteca), a Alte Pinakothek (Velha Pinacoteca) a Pinakothek der Moderne (Galeria de Arte Moderna) e a Bavarian State Chancellery (Chancelaria do Estado Bávaro). Contudo, foi bem proveitoso e deu para conhecer Munique satisfatoriamente. Só sugiro que você reserve a noite para ir à Hofbräuhaus, uma das cervejarias mais famosas do mundo. Mesmo que você não beba, vale uma visita ao local, além de que a comida deve ser excelente.

      Quanto ao dia seguinte, dá tempo de ir a Dachau sim, mas você vai ter que apertar o passo mais ainda. Você vai a Zurique de trem ou de avião? Porque se for de avião, deverá estar bem antes no aeroporto, né. Ah, se eu fosse você, tentaria ir. Dachau é de arrebentar o coração, mas vale a pena a visita. O museu do campo de concentração abre às 9h. Tente organizar seu horário e encaixar uma visita rápida.

      Uma dica: procure ler sobre a história de Munique, principalmente em relação à Segunda Guerra e Hitler.

      Espero que eu tenha ajudado. Abraço e ótima viagem!

      • Paula Santos

        Muito, muito Obrigada!!! Você ajudou demais!! Com certeza farei exatamente como me indicou!!
        E como vou de trem para Zurique, acredito que dará tempo sim!! Tudo será corrido, mas valerá muito a pena!!!
        Abraços e parabéns novamente!!

  9. ALTINO DE ALENCAR PIMENTEL NETO

    Alessandro, vou viajar para Munique dia 08/06/14, com mais 05 pessoas. Ficaremos por 4 dias, mas não fechamos roteiro algum. Vc conhece algum guia turístico em Munique que fale português? Caso positivo, me informe e-mail e telefone, pois gostaríamos de contratá-lo ao menos no primeiro após nossa chegada, ou seja, dia 10/06. Desde já agradeço.

  10. Olá, se tivesse que escolher conhecer Munique ou Berlim, qual você escolheria? Preciso cortar uma cidade do meu roteiro 😦

    • Alessandro Paiva

      Hum, Rafaella… Sou muito mais Berlim. A cidade é espetacular! Além do que é mais barata, tem zilhões de museus, etc etc! Gosto tanto que voltarei no ano que vem 🙂

  11. Danusa

    Amei o seu blog, seu jeito de narrar e suas dicas. Obrigada!! mexi na minha programação!!

    • Alessandro Paiva

      Eu é que agradeço, Danusa 🙂 Qualquer dúvida, é só perguntar que tentarei ajudar. Abraços e ótima viagem!

  12. Muito bom. Obrigada pelas dicas. Passarei dois dias por lá e ainda não sei aonde ir. Mas agora já tenho uma ideia. 🙂

  13. Felipe Reis

    Olá! Estou indo para Munique semana que vem, e seu post foi SUPER útil! Adorei as dicas, principalmente a da cervejaria e do campo. Valeu! 🙂

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, Felipe! Bão que pude ajudar! Admito que esse roteiro de Munique não foi muito bem planejado, mas o passeio foi ótimo. Com um pouco mais de estudos, daria para montar um super roteiro, focando nas tradições da Bavária, cervejarias, história da Segunda Guerra, do Nazismo etc. Ou seja, Munique é espetacular! Aproveite! Boa viagem e muito obrigado pela visita ao blog 🙂

  14. Léa Monteiro Rocha

    Alessandro poderia indicar algum receptivo em Munique que possas nos levar do aeroporto ao hotel? Somos 4 pessoas e estamos indo em agosto

  15. claudia lima

    Olá Alessandro, adorei ler seu relato sobre Munique. Em que data você esteve por lá…Abraço e parabéns pelo blog

    • Alessandro Paiva

      Oi, Cláudia! Muito obrigado 🙂 Estive em Munique em janeiro de 2012. Não é a melhor data para se visitar a cidade, mas estava muito bom, mesmo assim.

      Abraço!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: