Istambul: o ocidente que é oriente

Foto tirada do pátio da Mesquita Süleymanyie - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Foto tirada do pátio da Mesquita Süleymanyie. Ao fundo, a Mesquita Nova e o Bósforo.

Quando eu e o Élcio dissemos que iríamos a Istambul, algumas pessoas estranharam nossa escolha. Uns perguntaram “O que vocês vão fazer lá?”, enquanto teve gente que chamou a cidade de “fim de mundo”. Já uma amiga falou para eu tomar cuidado com as cores das camisetas que usaria por lá (Jesus Cristo!). E por aí vai. Nada muito dramático, mas na cabeça de muita gente Istambul é um lugar para se visitar somente após ter conhecido as principais cidades turísticas do mundo. Quanto preconceito!

Eleita a Capital da Cultura Europeia em 2010, Istambul é tão importante do ponto de vista ocidental quanto as demais principais cidades europeias. Possui a vantagem de ser uma mistura de ambos os mundos: o ocidente que é oriente e o oriente que é ocidente. Tal mescla faz dela um destino turístico prioritário para qualquer viajante. E quer saber o melhor de lá? Os preços. Passeamos, comemos, bebemos, farreamos e tudo mais por um custo bem baixo, mais baixo que o de muita capital brasileira, incluída, nesse rol, Belo Horizonte, cidade onde moramos. Para ajudar, era janeiro, época das liquidações europeias em que os preços dos produtos caíam em até 70%. Nesse pique, os pobres mineiros – mineiros pobres – se esbaldaram! E os souvenirs? Tudo muito baratinho, alegria dos parentes e amigos que nos esperavam aqui no Brasil.

E viva a diferença! Os vários estereótipos muçulmanos caíram por terra em Istambul. Vimos, inclusive, algumas mocinhas de cabeça coberta frequentando bares badalados. Umas até tiraram a pashmina, mostraram seu belo penteado, beberam uma boa caneca de cerveja e fumaram um cigarro. E o respeito pelo turista se percebe, por exemplo, quando centenas de visitantes entram nas mesquitas, fazem barulho, tiram fotos e os turcos continuam rezando em um espaço separado, sem demonstrar incômodo com a presença da multidão. É, o turco é gente boa.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaMais uma vez dispensamos as agências de viagem. O Élcio, um especialista nos sites de compra de passagens e estadias (estou adorando esse vício dele), achou um pacote muitíssimo em conta na Americanas.com Viagens e, na mesma hora, compramos nosso passeio. Como o pacote não incluía um guia, tivemos que pesquisar sobre os principais pontos turísticos da cidade para montar nosso roteiro. Era tanta atração bacana e tanta dica que ficou difícil dar prioridade a uma coisa ou outra. O que nos ajudou muito foi o guia de Istambul do Lonely Planet (traduzido para o português), que tem sugestões de roteiros diários, os quais unem os pontos turísticos mais próximos e propõem passeios a pé. E assim fizemos, acrescentando a esses roteiros as outras sugestões que nos foram dadas e excluindo alguns locais que não nos interessavam. Além dos roteiros, o guia fala das principais atrações da cidade e dá dicas importantes sobre transporte, compras, restaurantes, hotéis, moeda, temporadas. Se você não encontrar o Lonely Planet, os guias do Publifolha também são muito bons.

PRIMEIRO DIA – sábado

A chegada

O hotel em que nos hospedamos fica em Beyazıt, região central onde se localizam a Mesquita de Beyazıt, a Torre de Beyazıt e a Universidade de Istambul. Fica, também, próximo às principais atrações, como mesquitas, bazares, banhos turcos e restaurantes. Chegamos à noite, jantamos próximo ao hotel e fomos dormir, pois o dia seguinte seria pauleira.

SEGUNDO DIA – domingo

Roteiro bizantino

Beyazıt Kulesi e Çemberlitaş‎ - Istambul - Alessandro Paiva

Beyazıt Kulesi (Torre de Beyazıt) e Çemberlitaş‎ (Coluna Queimada ou Coluna de Constantino).

Por minha culpa, perdemos o horário e acordamos DUAS horas mais tarde – um desperdício turístico. Então, tivemos que apressar o roteiro do dia. Nosso passeio bizantino começaria pelo bairro de Sultanahmet, ali pertinho do hotel. No caminho, passamos pela Çemberlitaş‎ (Coluna Queimada ou Coluna de Constantino). Dizem que a coluna continha fragmentos da Vera Cruz e que na sua base estavam localizadas relíquias das cruzes dos dois ladrões que foram crucificados com Jesus; a cesta do milagre dos pães; um frasco de azeite do alabastro de Maria Madalena, utilizado por ela para lavar os pés de Jesus; o machado que Noé utilizou para construir a arca e uma estátua de madeira de Atena proveniente de Tróia. Hã-hã, sei ;-)! Originalmente, a coluna pertencia ao Egito. É muito tesouro!

De Çemberlitaş seguimos até o Hipódromo de Constantinopla, em Sultanahmet, passando pela Divan Yolu Caddesi, estrada antiga que ligava Constantinopla a Roma. O hipódromo, que hoje é chamado de Sultanahmet Meydanı (Praça Sultão Ahmet), foi o centro esportivo e social de Constantinopla. Ali estão localizados o Obelisco de Constantino VII, a Yılanlı Sütun (Coluna Serpentina), o Dikilit (Obelisco de Teodósio) e a Fonte de Kaiser Guilherme, esta um presente do imperador alemão ao Sultão Abdül Hamid e a seu povo. É importante destacar que a Coluna Serpentina e o Obelisco de Teodósio datam de 478 a.C. e 1.425 a.C., respectivamente. Como disse o Élcio, eu nem era nascido.

Fonte Kaiser Guilherme, no Hipódromo de Constantinopla - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Fonte Kaiser Guilherme, no Hipódromo de Constantinopla.

Hipódromo - Istambul - Alessandro Paiva

À direita, os obeliscos de Teodósio e Constantino VII. À esquerda, a Coluna Serpentina.

Dali partimos para aquela que seria a nossa primeira manota em Istambul: a Mesquita de Sultanahmet, ou Mesquita Azul, localizada de frente para o hipódromo. Construída entre 1.609 e 1.616, no estilo clássico otomano, a Mesquita Azul tem esse nome devido ao seu interior ornado com os mosaicos azuis de Iznik e com vitrais de mesmo tom. Simplesmente maravilhosa! O Sultão Ahmet I, que ordenou a construção dessa mesquita, tentou conceber um monumento que fosse tão grandioso quanto à Ayasofya (que visitaremos em seguida). A nossa manota? Achamos que estávamos na Ayasofya (Santa Sofia), e não na Mesquita Azul. Só no final da visita é que descobrimos isso, mas tudo deu certo e aproveitamos a mesquita como mandava o script.

Mesquita de Sultanahmet (Mesquita Azul) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mesquita de Sultanahmet (Mesquita Azul).

Mesquita de Sultanahmet ou Mesquita Azul - Istambul - Alessandro Paiva

Mesquita de Sultanahmet (Mesquita Azul).

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaAmigo leitor, como você deve ter reparado na foto acima, o piso da Mesquita Azul é um belo tapete, assim como os de todas as 2.000 (isso mesmo) mesquitas de Istanbul. E para entrar em todas elas é necessário que se tirem os sapatos. Portando, para combinar com essa tapeçaria, leve belos pares de meias. Se não forem belos, que pelo menos não estejam furados ou, melhor, cheirando a chulé. Porque a única coisa que nos incomodou na Mesquita Azul foram as leves notas de queijo que não sabíamos se estavam impregnadas no tapete ou eram emanadas dos pés dos turistas :-). E olha que era inverno, imagina no verão. Santa Sofia!

E para a Santa Sofia seguimos. Também chamada de Hagia Sophia (em turco Ayasofya), esse museu, construído em 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla, foi uma igreja cristã até o ano de 1.453, quando foi convertida em mesquita. Em 1.931 deixou de ser mesquita e foi secularizada, permanecendo fechada até 1.935, data em que se transformou em um museu. Uma das maravilhas da arquitetura bizantina, a Santa Sofia possui o dobro do tamanho da Mesquita Azul e uma coleção de relíquias de cair o queixo. O meu caiu diante dos mosaicos, destacando Deësis, uma representação da Virgem Maria e de São João Batista implorando a Jesus Cristo pela salvação do homem. Na conversão da Santa Sofia em mesquita, esse e todos os outros mosaicos foram cobertos de gesso e hoje, após serem restaurados, muitos se encontram em perfeito estado de conservação. Acredito que a Santa Sofia seja a principal atração de Istambul, embora não tenha sido a minha predileta.

Santa Sofia - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Santa Sofia.

Santa Sofia - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Santa Sofia.

Mosaicos - Deësis, na Santa Sofia - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mosaicos – Deësis, na Santa Sofia.

Mosaicos - Comneus, na Santa Sofia - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mosaicos – Comneus, na Santa Sofia.

Da Santa Sofia seguimos para a Cisterna da Basílica (em turco Yerebatan Sarnıcı). Impressionante! Achei a entrada da cisterna simples, mas de repente, logo que descemos as escadas, nos deparamos com uma visão impactante. A Cisterna da Basílica, construída a pedido de Justiniano, foi utilizada para armazenar água para o Grande Palácio de Constantinopla, do qual restam apenas meros alicerces e algumas partes encontradas em escavações arqueológicas.

Cisterna da Basílica - Istambul - Alessandro Paiva

Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarnıcı).

A cisterna é um trem de doido. Quando digo “trem de doido”, é porque sou mineiro, não me referindo a um meio de transporte de hospício. E por falar em trem, vale uma dica.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaO sistema de transporte público de Istambul é eficiente, embora o metrô seja pouco abrangente e o trânsito um pouco caótico. Ele é composto, principalmente, por ônibus, trens urbanos, metrô, funiculares, bondes históricos, táxi (comentarei adiante), e pelo tram (tramvay), este uma espécie de bonde elétrico que passa pelos principais pontos turísticos de Istambul. Usamos o tram praticamente em todos os dias, pois havia uma estação próxima ao nosso hotel. Mas não aconselho pegar um em horário de pico (9h às 10h e 18h às 19h), pois fica difícil de entrar no vagão e mais difícil ainda de sair. Se conseguir entrar, por mais que você fique colado da porta, as estações variam de posição, uma hora se desce pela direita, outra pela esquerda. E os turcos não esperam os passageiros sairem, vão entrando como se ninguém quisesse sair. Tivemos que entrar na dança: saíamos empurrando na mesma força em que eles iam entrando. Portanto, amigo viajante, evite horários movimentados. Nesses casos, faça o que todo bom turista deve fazer: vá a pé. Você conhece melhor a cidade, as pessoas e os costumes. E emagrece.

Tram (Tramvay) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Tram (Tramvay).

Conforme comentei anteriormente, esse roteiro foi uma sugestão do guia Lonely Planet, porém, por havermos cometido alguns erros, mudamos um pouco o trajeto, mas isso não prejudicou o passeio. Nossa única ressalva em relação ao roteiro sugerido foi a indicação da visita à praça Kadırga Limanı Meydanı, que, embora tenha sido um porto na época bizantina, hoje o local é uma praça comum, sem nenhum apelo turístico mais forte. Porém, nessa praça, localiza-se o restaurante İmren Lakantası, que creio que tenha pagado um jabazinho para o Lonely Planet em troca da indicação, por isso a inclusão no roteiro da Kadırga Limanı Meydanı. Mas a comida tava boa, viu! Foi a primeira refeição genuinamente turca que tivemos. Então, Lonely Planet, obrigado pela indicação.

A sobremesa foi um café. Já não aguentava mais esperar para provar o famoso café turco (em turco türk kahvesi), que, segundo a blogueira Adriana Setti, é um “café capaz de arrasar o seu clareamento dental para sempre”. Olha, Adriana, meu dente continua clarinho. Inclusive, eu trouxe um bocado de pó para fazê-lo aqui no Brasil e ir matando minha saudade até enjoar. Inexplicável, tem que provar para entender. A única coisa do café que poderia incomodar aos brasileiros é o pó que fica depositado no fundo. Vamos irrelevar esse aspecto. E com licença que vou ali preparar um para mim.

Café turco (türk kahvesi) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Café turco (türk kahvesi).

Após o almoço, seguimos para a Pequena Santa Sofia, construída entre 527 e 536. Como tínhamos acabado de visitar a Mesquita Azul e a Santa Sofia, essa pequena mesquita ficou um pouco “apagada”, embora possua um certo valor histórico. Afinal de contas, não é qualquer construção que é quase mil anos mais velha que o Brasil.

Pequena Santa Sofia - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Pequena Santa Sofia.

Após visitarmos a Pequena Santa Sofia e seu interior, seguimos para o passeio pelo litoral do Mar de Mármara, começando pelo Palácio de Bucoleão. Do palácio só restam ruínas, mas ainda assim é intrigante. Ele fazia parte, inclusive, do complexo do Grande Palácio de Constantinopla, citado anteriormente. Só achamos estranho a presença de alguns rapazes que bebiam e fumavam ali dentro, embora a entrada não fosse permitida. Mas não foram ameaça alguma.

Palácio de Bucoleão - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palácio de Bucoleão.

Do Palácio de Bocoleão continuamos nossa caminhada pela Kennedy Caddesi, via que beira o litoral do Mar de Mármara. Uma muralha conhecida como quebra-mar de Constantino segue a Kennedy até próximo ao Palácio de Topkapı.

Quebra-mar de Constantino, na Kennedy Caddesi - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Quebra-mar de Constantino, na Kennedy Caddesi.

Seguimos todo o percusro da muralha, mas na verdade deveríamos ter virado antes. Andamos tanto que era impraticável voltar a pé. Então tivemos que pegar um táxi. Ai, Jesus! Chegou a hora que eu mais temia na viagem: pegar um táxi. Ouvimos falar tão mal dos taxistas de Istambul que entramos no carro com três pedras na mão. Mas graças a Santa Sofia deu tudo certo e creio que não fomos enganados. Aproveito esse assunto, pego tudo que ouvi e li sobre os táxis de Istambul e filtro em uma dica.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaFomos orientados da seguinte maneira: prefira os táxis que partem da porta dos hotéis, pois esses são mais confiáveis; se o taxímetro estiver desligado, peça para o motorista ligar o aparelho imediatamente (como fazer isso em turco, eu não sei); se você notar que está sendo enganado ou discordar do trajeto proposto pelo taxista, peça para ele parar na mesma hora e desça do carro; durante o dia, cobra-se a bandeira 1 (gündüz) e de 0h às 6h cobra-se a bandeira 2 (gece), portanto confira se a bandeira está ativada de acordo com o horário da sua viagem; se você pegar um táxi que atravessa uma das pontes sobre o Bósforo, o pedágio é por sua conta; não dê gorjeta a taxista; e, finalmente, se a coisa ficar preta, diga a palavra “polis” (polícia em turco). Isso parece assustá-los.

Mesmo sabendo disso tudo, passamos raiva duas vezes: uma foi um contratempo com um taxista e outra uma passada de perna para ser lembrada pelo resto da vida. O contratempo foi na primeira ida ao aeroporto (fomos à Alemanha), em que o taxímetro não estava ligado. Como era de madrugada, preferimos ficar quietos e discutir isso no final do trajeto, afinal não tinha outro táxi na rua. A corrida custou 45 TL (lira turca). Discutimos o valor e o taxista disse que esse preço era padrão nas corridas para o aeroporto. Fora que o fedazunha (palavrão existente apenas em Minas Gerias) dirigia como uma lesma e mudou levemente o trajeto para abastecer a lata velha (toda amassada). Isso nos atrasou em uns 20 minutos. Quando voltamos ao aeroporto pela segunda vez, agora para retornar ao Brasil, quem nos aparece? O mesmo taxista feioso e sua furreca. Falamos para o funcionário do hotel, que chamou o táxi, que não queríamos ir naquele carro porque não tinha taxímetro. Foi quando o funcionário confirmou que as corridas para o aeroporto tinham o valor fixo de 45 TL. Não tivemos como escapar, pelo menos a lesma do motorista não rastejou dessa vez.

Já a passada de perna… dá um sistema nervoso só de lembrar. Pegamos um táxi para ir a Taksim tomar uns goles, assim como fizemos em todos os dias em Istambul (iuhu!). Era o último dia da nossa viagem, conhecíamos o caminho de cabo a rabo. Daí o motorista bonito-da-Bala-Chita disse que iria mudar o trajeto, porque a Ponte Ataturk, que atravessa o Chifre de Ouro, estava içada para a passagem das balsas. Relutamos um pouco, mas ele acabou nos convencendo. O que os mineiros deveriam ter feito? Descido do táxi na mesma hora, certo? Mas não. Só sei que o vigarista foi longe, contornou o Chifre de Ouro e seguiu um trajeto num trânsito ferrado. Começamos a reclamar da distância e o desgramado começou a apelar com a gente. O que deveríamos ter feito? Descido do táxi. Mas não. No final das contas, a viagem, que sempre custou em torno de 12,5 TL, custou 33 TL. Para piorar, tocou Kuduro no rádio. Aquele filho-de-dois-pais deixou a gente em Taksim de qualquer jeito e saiu correndo. Antes que ele saísse, o Élcio fotografou a placa, eu mencionei o termo “polis”, mas ele saiu sem nem fechar a porta. Tosco! Para arrematar meu sistema nervoso, quando retornamos de Taksim percebemos que, se a Ponte Ataturk fosse içada, teria sido a maior tragédia desde a fundação de Bizâncio, porque a ponte era fixa, fixinha da Silva. Içados ficaram meus nervos.

Enfim, retornemos ao roteiro. Como eu havia dito, fomos além da muralha, pegamos um táxi e seguimos para o Parque Arqueológico Sultanahmet e suas ruínas bizantinas. Embora fosse umas 16h, estava escurecendo e o nosso tempo era curto, afinal acordei 2 horas atrasado e andamos para além das muralhas por engano. Infelizmente o parque estava fechado para reformas, tivemos que nos contentar com uma vista do lado de fora das grades. Então seguimos correndo para o Museu de Mosaicos do Grande Palácio. Também fechado para reformas. Puó puó puóóó… Queria muito ver os mosaicos. Como já estávamos no Bazar Arasta, local da entrada do museu, aproveitamos e compensamos nossa frustração tomando o famoso suco de romã feito na hora, o tradicional chá turco e fumando o exótico narguilé.

Vendedor prepara o suco de romã - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Vendedor prepara o suco de romã.

Chá turco - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Chá turco.

Eu, fumando narguilé - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Eu, fumando narguilé.

Bazar Arasta fica logo atrás da Santa Sofia, em Sultanahmet, portanto nosso passeio do dia terminou praticamente onde começou. Retornamos ao hotel. No caminho, a visão da Santa Sofia e da Mesquita Azul ao anoitecer (17h30) era espetacular.

Santa Sofia vista do Bazar Arasta - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Santa Sofia vista do Bazar Arasta.

Mesquita de Sultanahmet (Mesquita Azul) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mesquita de Sultanahmet (Mesquita Azul).

Em Istambul é impossível não se deparar com um carrinho de castanha torrada (kestane). Devido à nossa falta de expediente, não provamos essa iguaria. No final da viagem, era tanto carrinho de castanha que o cheiro da torrefação começou a incomodar um pouco, mas tenho quase certeza que essa coisa é uma delícia. Fica para a próxima.

Carrinho de castanha (kestane) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Carrinho de castanha (kestane).

O dia não parou por ali. Chegamos ao hotel, tomamos um banho e cascamos para a badalada Taksim, no distrito histórico de Beyoğlu. A Praça Taksim, que antigamente era o ponto de distribuição de água de Istambul, hoje é o ponto de partida para muitas compras e badalação noturna. Ali começamos pelo Cumhuriyet Anıtı (Monumento da República), monumento em comemoração à formação da República Turca em 1.923. Em seguida, descemos pela İstiklal Caddesi (Avenida da Independência). Se Istambul estava ótimo, ficou muuuuito melhor!

Taksim e İstiklâl Caddesi  - Istambul - Alessandro Paiva

Taksim: Monumento da República e İstiklal Caddesi.

Pois é, İstiklal é muito bom. Nessa avenida não passam carros, somente um bonde elétrico e algumas viaturas da polícia. O resto é só pedestre por 2 km de extensão, muitos passeando sem compromisso, uns sedentos por compras e outros em direção aos bares e boates. O melhor: é tudo barato e ainda fomos presenteados com as liquidações de janeiro, mês em que os descontos saem por até 70%. Êta coisa maravilhosa! Durante nossa estadia na cidade, especificamente nas idas à İstiklal, danei a comprar sapatos, jaquetas, relógios, eletrônicos, bugigangas. Além das marcas locais, ali se encontram lojas como Lacoste, Diesel, M.A.C., Swatch, blá blá blá. E dá-lhe gente passando freneticamente! Se você reparar bem na foto abaixo, dá para ver o bonde vindo lá no fundo.

Movimento intenso de pessoas pela İstiklal Caddesi - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Movimento intenso de pessoas pela İstiklal Caddesi.

Ainda falando em compras, vale uma passada no Demirören İstiklal, um shopping center inaugurado em 2.011. A loja Saturn, por exemplo, tem todo tipo de eletrônico e os preços são muito bons, assim como os das lojas de roupas, sapatos e acessórios.

Demirören İstiklal - Istambul - Alessandro Paiva

Bonde elétrico em frente ao Demirören İstiklal e o interior do shopping center.

E o melhor ainda estava por vir. Descendo a İstiklal, um pouco antes da Galatasaray Lisesi, à direita encontra-se a Passagem das Flores (Çiçek Pasajı), considerada uma das construções mais ornamentadas de Beyoğlu e famosa pela sua arquitetura. Ali existem cafés, restaurantes e bares históricos. Como estavam lotados, resolvemos seguir adiante e acabamos na Nevizade Sokağı, uma rua, ou melhor, um beco movimentadíssimo, sapecado de bar de um lado e de outro. E olha que a maioria dos bares têm de 5 a 6 andares e terraço! Você também pode ficar nas mesinhas das calçadas, assim, além de ver o movimento de todo o tipo de gente, você evita o excesso de fumantes que estão dentro dos bares. Sim, turco adora pitar, mesmo que nas paredes dos bares tenha um cartaz de “proibido fumar”, com pena de multa. Se os clientes fumavam, os garçons fumavam e os proprietários fumavam, eu, que era minoria, que morresse intoxicado. Mas estava bããão mesmo assim :-)! Ah, como em Buenos Aires (saudades da Clarice e do Lenir), não deixamos de praticar o pub-crawl” (beber de bar em bar), conhecido aqui no Brasil como “fazer a via-sacra”.

Nevizade Sokak e seus bares - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Nevizade Sokak e seus bares.

TERCEIRO DIA – segunda-feira

Cruzeiro pelo Bósforo

É de dar dó ir a Istambul e não fazer o cruzeiro pelo Estreito do Bósforo. O passeio dura de 7 a 8 horas, sendo uma hora e meia para ir e uma hora e meia para voltar, com parada obrigatória em Anadolu Kavaği, vilarejo próximo ao Mar Negro e ponto de retorno do cruzeiro. A balsa parte de Eminönü às 10h30,e se você quiser pegar um lugar com vista privilegiada, é bom chegar uns 45 minutos antes. Durante o percurso, a balsa para em alguns cais, portanto o passeio não precisa começar necessariamente em Eminönü. Ah, para chegar em Eminönü pegamos o tram até a estação de mesmo nome.

Balsa que faz o cruzeiro pelo Bósforo - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Balsa que faz o cruzeiro pelo Bósforo.

Ao longo do Bósforo, vimos várias construções, destacando os palácios BeylerbeyiKüçüksu e Dolmabahçe (que visitaremos no dia seguinte), a Mesquita de Ortaköy, a Anadoluhisarı (Fortaleza de Anatólia), as pontes Boğaziçi (Bósforo) e Fatih Sultan Mehmet e a Fortaleza de Rumeli. A vista é “felomenal”, tanto do lado europeu quanto do lado asiático. Ah, para saber mais sobre essas e todas as outras atrações da nossa viagem, clique no nome de cada uma delas.

Palácio Küçüksu, na margem asiática do Bósforo (ida a Anadolu Kavaği) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palácio Küçüksu, na margem asiática do Bósforo (ida a Anadolu Kavaği).

Ponte Fatih Sultan Mehmet - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ponte Fatih Sultan Mehmet, na margem asiática do Bósforo (ida a Anadolu Kavaği).

Chegamos em Anadolu Kavaği e tudo o que se viam naquele vilarejo eram barraquinhas de peixe frito. Para quem gosta, é tudo de bom. Para mim, foi dureza, porque acho que peixe bom é peixe vivo e nadando (não sou vegetariano, só detesto peixe). Enfim, pulamos a parte do peixe e subimos até as ruínas do Yoros Kalesi, ou Castelo Genovês, um monumento construído o durante o Império Bizantino, estrategicamente posicionado na confluência do Estreito do Bósforo com o Mar Negro. A subida até o castelo é de tirar o fôlego (nos dois sentidos), portanto, amigo cardíaco, se seu médico falou para você evitar esforço físico, não vá ao Yoros Kalesi, mas se seu psiquiatra sugeriu procurar locais paradisíacos para relaxar, ali é o lugar. Então, tome seu medicamento, põe a mão no coração, prepara as canelinhas e curta uma vista maravilhosa.

Ruínas do Yoros Kalesi (Castelo Genovês), em Anadolu Kavaği - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ruínas do Yoros Kalesi (Castelo Genovês), em Anadolu Kavaği.

Ruínas do Yoros Kalesi (Castelo Genovês), em Anadolu Kavaği - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ruínas do Yoros Kalesi (Castelo Genovês), em Anadolu Kavaği.

Avistar o Mar Negro lá das ruínas do castelo é sensacional. Ver aquela imensidão de água, tendo a Europa de um lado e a Ásia do outro, não tem preço. Aliás, teve sim, mas foi muito barato, como quase tudo em Istambul.

Mar Negro ao fundo - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mar Negro ao fundo, com Europa no lado esquerdo e Ásia no direito, vistos do Yoros Kalesi.

Descemos de volta ao vilarejo para almoçar. Pedi pizza pide, uma espécie de pizza turca (huuum!). Até os gatos da região gostam de pizza pide. Na verdade, eles gostam de qualquer coisa e pedem comida para todo mundo. E gato é o que mais se vê em Istambul. É muita criatura simpática de todo tipo e tamanho. Até nas mesquitas se vêem gatos, com a vantagem de que eles não urinam nos tapetes. Também vi gato em vitrine de loja de óculos, à noite no bares badalados de Taksim, nos mercados, nos restaurantes, nos hotéis. Tinha muito cachorro também, embora em menor quantidade, e todos com uma espécie de etiqueta plástica de identificação na orelha, que deve ser algum controle de zoonoses.

Almoçamos e seguimos para a balsa. Entramos na embarcação, sentei-me ao sol (lá vem baranguice) e fiz um pouco de fotossíntese enquanto apreciava o voo das gaivotas. Ah, além de gato e cachorro, Istambul é lotada de gaivotas. E corvos.

Anadolu - Istambul - Alessandro Paiva

Gato pede comida aos fregueses. Ao lado, eu, antes do retorno na balsa.

Gaivota voa perto da balsa - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Gaivota voa perto da balsa.

A nossa ida a Anadolu Kavaği foi com vista para o lado asiático, então, no retorno, sentamos no mesmo lado da balsa, assim veríamos o lado europeu.

Residências do lado europeu, vistas durante o cruzeiro pelo Bósforo - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Residências do lado europeu, vistas durante o cruzeiro pelo Bósforo.

Fortaleza de Rumeli e Ponte do Bósforo - Istambul - Alessandro Paiva

Fortaleza de Rumeli e Ponte Boğaziçi (Bósforo).

Como você pôde notar acima na foto da Ponte do Bósforo, o sol já estava se pondo. No retorno do cruzeiro, esperei ansiosamente por uma foto do pôr do sol, tinha que ser a melhor do mundo. Não foi essa da ponte, mas a outra…

Pôr do sol visto do cruzeiro pelo Bósforo, com Santa Sofia no horizonte - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Pôr do sol visto do cruzeiro pelo Bósforo, com Mesquita Nova no horizonte.

Campeã do mundo, não é? Porém empatada com um monte de outras fotos iguaizinhas a essa, que vi na internet assim que cheguei ao Brasil. Se você fizer o cruzeiro pelo Bósforo e o dia estiver ensolarado, também terá a oportunidade de fazer uma foto assim, facinho facinho. Ô mundo bonito!

Ao chegar em Eminönü, ponto final do cruzeiro, aproveitamos e visitamos a Mesquita Yeni (Mesquita Nova), localizada de frente àquela estação. Muito bonita, é claro. Deveríamos ter visitado, também, a Rüstem Paşa, mesquita que fica bem próximo. Preferimos deixar para outro dia, pois estávamos loucos para conhecer o Bazar das Especiarias, (ou Bazar Egípcio), que também está localizado ali ao lado. Como o bazar fecha às 19h, a visita à Rüstem Paşa foi adiada, sem prejuízo para o roteiro.

Mesquita Yeni (Mesquita Nova) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mesquita Yeni (Mesquita Nova).

Como Istambul tem 2.000 mesquitas, chega-se a um ponto em que a visita a esse tipo de atração fica um pouco repetitiva. Mas insista na má-vontade e conheça pelo menos as principais, pois cada uma tem uma história diferente, uma razão diferente e muitas delas foram projetadas por Mimar Sinan, o maior arquiteto da período clássico da arquitetura otomana. Comparado a Michelangelo, que era seu contemporâneo no ocidente, Sinan também construiu várias universidades, banhos turcos, palácios, pontes, aquedutos.

Depois de visitar a Mesquita Nova, seguimos para o Bazar das Especiarias. Concluído em 1.660, o edifício do bazar faz parte do complexo da Mesquita Yeni. As rendas das vendas destinavam-se a pagar as despesas desse complexo. Como essa era a nossa primeira ida a um bazar de Istambul, preferimos apenas olhar para compararmos os preços aos do Grande Bazar, a ser visitado mais adiante em nossa viagem. Embora o Bazar das Especiarias seja o prinicpal centro de especiarias da cidade, nele também são vendidos diversos outros produtos, artezanais ou industrializados, mesmo que a quantidade de lojas seja bem menor em comparação ao Grande Bazar.

Bazar das Especiarias (Bazar Egípcio) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bazar das Especiarias (Bazar Egípcio).

Bazar das Especiarias (Bazar Egípcio) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bazar das Especiarias (Bazar Egípcio).

No Bazar Egípcio você certamente será atraído pela enorme diversidade de especiarias, destacando castanhas, sementes, frutas secas, doces turcos e condimentos. Falando em doces turcos, você não poderá deixar de provar o lokum, (delícia turca ou manjar turco), uma sobremesa feita de maisena e açúcar. Outra coisa que você deverá provar é o figo turco. Não porque ele seja muito especial, mas porque eu adoro isso e, por incrível que pareça, esqueci de comer por lá. Esqueci! Então, se for a Istambul, honre minha dignidade e coma um por mim, lütfen (por favor, em turco).

Lokum (delícias turcas), no Bazar Egípcio - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Lokum (delícias turcas), no Bazar Egípcio.

Doces turcos, no Bazar Egípcio - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Doces turcos, no Bazar Egípcio.

Frutas secas, no Bazar Egípcio - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Frutas secas, no Bazar Egípcio.

Uma coisa que você não pode deixar de comprar em Istambul são as pashminas, aquelas mantas que as mulheres muçulmanas colocam sobre a cabeça. Caro leitor homem, a mulherada adora isso, então presenteie. Custa baratinho. Mulheres, ouvi dizer que as pashminas são um acessório muito féxion, então presenteiem a si mesmas. Já falei que é barato, né? Por falar em barato, uma dica rápida sobre o câmbio:

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaNão se preocupe com o câmbio. Eu estava em pânico, porque aqui no Brasil – pelo menos em Belo Horizonte – não se vende a lira turca. Achei que ia ficar vagando em Istambul, sem dinheiro, atrás de uma casa de câmbio. Nada disso. O que se deve fazer é comprar o Euro no Brasil e trocá-lo lá na Turquia. Como não sabíamos das variações das cotações entre as casas de câmbio, no aeroporto, onde costuma ser mais caro, trocamos somente o necessário para pegar um táxi e comer algo à noite. O restante do dinheiro trocamos na cidade, onde tem uma casa de câmbio em cada esquina. Que alívio, foi muito fácil. Bobeira ter esquentado a cabeça. Até os hotéis oferecem serviços de câmbio.

Pashminas, no Bazar Egípcio - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Pashminas, no Bazar Egípcio.

Tigelas pintadas à mão, no Bazar Egípcio - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Tigelas pintadas à mão, no Bazar Egípcio.

O Bazar das Especiarias funciona de segunda a sábado, das 8h30 às 18h30.

Do bazar voltamos ao hotel para descansar. Mentira, nada de descanso! Tomamos um banho e VUPT para Taksim! Mais uma vez, caminhamos pela Istiklal, fizemos umas compras e praticamos o pub-crawl. Ôpa, rimou!

QUARTO DIA – terça-feira

Palácio Dolmabahçe, Gálata, Mesquita Süleymaniye e Grande Bazar

Começamos nossa jornada pelo Palácio Dolmabahçe, principal centro administrativo do Império Otomano de 1.853 a 1.922, localizado no distrito de Beşiktaş, às margens do Bósforo. Com a queda do império, Atatürk, fundador da República da Turquia e seu primeiro presidente, passou a utilizar o palácio como escritório. Ele morreu no local em 1.938, às 9h05, portanto não estranhe se você notar que os relógios de lá estão todos parados nesse horário. Coisa sinistra, né?

Como era inverno e chegamos cedo (por volta das 9h30), não enfrentamos fila para entrar no Dolmabahçe. Quando saímos, a fila já estava bem grande. Dizem que, em outras épocas, a espera nas bilheterias pode durar até 2 horas, sem sombra. Mas vale a pena.

Entrada principal do Palácio Dolmabahçe - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Entrada principal do Palácio Dolmabahçe.

Se você é um adepto do minimalismo, vai ficar chocado com os excessos do Dolmabahçe, cujo exterior neoclássico e interior exageradamente decorado dão um belo show de extravagâncias, destacando o lustre de cristal de 4,5 toneladas, situado no salão principal.

Fachada do Palácio Dolmabahçe - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Fachada do Palácio Dolmabahçe.

A visita ao Dolmabahçe é feita obrigatoriamente por um tour guiado e você pode optar por visitar o harém do palácio. O ingresso custa um pouco caro (não seja pão duro) e a visita ao harém não está incluída, tendo que ser paga à parte. Por falar nisso, aproveito para esclarecer que um harém não é aquele lugar de safadeza de que ouvimos falar, em que existe um pufe, almofadas de cetim e cortinas de filó, com um sultão no meio e várias odaliscas ao redor. Nada disso. Ocorria, sim, muita sensualização e sexo com fins reprodutivos e não-reprodutivos, mas, por incrível que pareça, era um local “familiar”. Resumindo, a palavra “harém” significa literalmente “privado”, portanto era a parte isolada do palácio em que os sultões e seus agregados (mãe, esposa, concubinas, filhos, eunucos etc.) moravam. Lembrando que não se pode fotografar ou filmar as dependências do lado de dentro do palácio ou do harém.

O Dolmabahçe abre todos os dias, exceto às segundas e quintas-feiras, funcionando das 8h30 às 16h00 de novembro a março e das 8h30 às 16h30 de abril a outubro. Para chegar lá, pegue o tram até a estação Kabataş.

Estreito do Bósforo visto do Dolmabahçe - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Estreito do Bósforo visto do Dolmabahçe.

Do Dolmabahçe seguimos para a Torre de Gálata. Gálata era o nome antigo do subúrbio de Constantinopla a norte do Chifre de Ouro. Construída em 1.348, a torre pode ser vista praticamente de todas as partes de Istambul. Possui 66,9 m de altura e nove andares, com um diâmetro de 16,45 m na base e paredes de até 3,75 m de espessura. A vista de lá de cima é sensacional, com um alcance panorâmico de 360º. Se você for a Istambul, ordeno que vá à Torre de Gálata! Desculpe-me o comportamento ditador, mas a torre é muito bacana. Um pecado não subir até o mirante e tentar fazer uma fotografia da paisagem sem que uma gaivota entre na frente. Se eu tivesse que postar as fotos que fiz das gaivotas, seria melhor criar um outro blog só sobre elas, com link para os gatos, cachorros e corvos.

Torre de Gálata - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Torre de Gálata.

Istambul vista da Torre de Gálata, com o Estreito do Bósforo ao fundo - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Istambul vista da Torre de Gálata, com o Estreito do Bósforo ao fundo.

Chifre de Ouro e Ponte de Gálata vistos da Torre de Gálata - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Chifre de Ouro e Ponte de Gálata vistos da Torre de Gálata.

Encantados com a vista e com as gaivotas, descemos da torre, comemos uma comida deliciosa ali perto e seguimos até a Ponte de Gálata, que atravessa o Chifre de Ouro. O que achei mais bacana foram os pescadores espalhados pelos 490 m de extensão da ponte, um do lado do outro, que permanecem ali desde manhã cedo até o cair da noite. Não sei se isso é um hobby ou se são profissionais, pois logo na base da ponte, em Eminönü, existe um mercado de peixes frescos. Será que esses peixes são pescados na ponte? Pelo menos o mercado não cheirava mal e a água do Chifre de Ouro estava razoavelmente limpa. Logo ao lado desse mercado e debaixo da ponte você encontra bares e restaurantes especializados em peixe. O cheiro da fritura parecia atraente (mesmo eu detestando peixe). Para acompanhar, os clientes bebiam uma cerveja geladinha. Estou sentindo que muita gente vai adorar a Ponte de Gálata.

Pescadores ao longo da Ponte de Gálata - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Pescadores ao longo da Ponte de Gálata.

De Gálata poderíamos ter ido à Mesquita Rüstem Paşa, pois era logo ali ao lado, mas, sei lá por quê, preferimos seguir até a Süleymaniye, ou Mesquita de Solimão, o Magnífico, hoje a maior mesquita de Istambul e uma das obras-primas de Sinan. Para chegar lá, adentramos por uma parte bem pobre de Istambul, mas creio que não corremos risco de assalto ou de qualquer outra abordagem. Foi uma subidinha respeitável, pois a mesquita localiza-se em uma parte bastante elevada da cidade.

Mesquita Süleymaniye - Istambul - Alessandro Paiva

Mesquita Süleymaniye.

Construída em 1.557, a Süleymaniye possui um pátio gigantesco, e em cada um dos quatro cantos desse pátio há um minarete, um número autorizado somente para mesquitas construídas por sultões. Se Solimão era realmente magnífico, eu não sei, mas a vista de lá da mesquita dele certamente 0 é (confira a primeira foto deste post).

Mesquita Süleymaniye - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mesquita Süleymaniye.

Da Mesquita Süleymaniye descemos para o Grande Bazar, passando pela lateral da Universidade de Istambul, avistando, inclusive, a Torre de Beyazıt. Estávamos um pouco ansiosos para conecer o Grande Bazar, pois, quando se fala em Istambul, esse mercado é mencionado como uma de suas principais atrações. E não é por menos. Aberto em 1.461, o bazar tem mais de 60 ruas cobertas e zilhões de lojas (alguns dizem que têm 1.200, outros 4.000). É muito conhecido, principalmente, pela joalharia, cerâmica, especiarias e tapetes.

Grande Bazar - Istambul - Alessandro Paiva

Grande Bazar (Kapalıçarşı).

Logo que entramos no bazar, danamos a comprar bugigangas. Foi uma atrás da outra. Impossível resistir à tentação. E no início não pechinchamos, como manda a prática turística na Turquia. Aliás, detesto pechinchar! A coisa que mais ouvimos dizer sobre os bazares de Istambul é que neles se deve pechinchar, que os comerciantes turcos até gostam disso. Gostam não sei onde! Na minha primeira investida, que foi bem tímida, levei uma semicarada do vendedor, que ainda passou a perna em mim.

Após comprarmos algumas coisas e mesmo estando sedentos para gastar um pouco mais no Grande Bazar, preferimos deixar para ver mais uma vez os preços no Bazar das Especiarias, já visitado anteriormente. Não deu outra: os preços nesse último estavam mais baixos e os comerciantes mais receptivos às pechinchas. Só para exemplificar a diferença de preço entre um mercado e outro, me interessei por um artigo (um presente, por isso não o revelo) que no Grande Bazar custava 90 LT, mas o comerciante me propôs um desconto “camarada” e o valor caiu para 75 LT. Embora eu tivesse gostado muito do produto, preferi não levá-lo. Quando voltei ao Bazar das Especiarias, o mesmo artigo custava, sem pechincha, 25 LT. É mole? E não foi só isso. Teve produto pelo qual paguei 35 LT no Grande Bazar e que custava 25 LT no Bazar das Especiarias. Toma, distraído!

O bazar funciona de segunda a sábado, das 9h às 19h, fechado aos domingos e feriados bancários.

Luminárias vendidas no Grande Bazar - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Luminárias vendidas no Grande Bazar.

Do Grande Bazar seguimos para o hotel, que era bem perto dali. Dei uma de bússola, não consultei o mapa e seguimos por umas ruas estreitas cheias de lojas de artigos falsificados. Fiquei sabendo, dias depois, que naquela região tem muito trombadinha. O hotel parecia estar próximo, só que não víamos nem sinal de suas redondezas. Eu tinha certeza que estávamos na direção certa. Mas não. Sabe onde desembocamos? No Bazar Egípcio, na direção completamente oposta. Ah, nem! Pegamos o tram em Eminönü e chegamos sãos e salvos.

Quer saber se tomamos um banho e fomos a Taksim? É claro… que não, eheheh! Fomos dormir mais cedo. No dia seguinte partiríamos para Munique, na Alemanha, mas voltaríamos para Istambul em dois dias.

QUINTO E SEXTO DIAS – quarta e quinta-feira

Munique, na Alemanha

Por que decidimos ir a Munique? O Élcio, nosso “agente de viagens”, que sofre de “esquizofrenia turística”, queria muito conhecer outro lugar que não fosse a Turquia. Aí você questiona: “Ué, já que vocês estavam na Turquia, não seria melhor ter conhecido o interior do país, como a Capadócia?” Sim, concordo plenamente, mas no final das contas foram só vantagens. Primeiro porque a viagem para a Capadócia estava 75% mais cara. Segundo porque fomos para Istambul pela Turkish Airlines e acumulamos milhas pela ida e pela volta. Para Munique, fomos pela mesma companhia aérea, consequentemente mais milhas acumuladas. Foi tanta milha que ganhamos um trecho para a Turquia. Então, coleguinha, à Turquia FUI E VOU VOLTAR, e semigrátis! Êba!

Para ler sobre nossa viagem a Munique, clique aqui. Mas ordeno que volte para acabar de ler sobre Istambul.

SÉTIMO DIA – sexta-feira

Palácio Topkapı, Museus Arqueológicos de Istambul e Rüstem Paşa

Reservamos a metade de um dia só para visitar o Topkapı, um palácio opulento construído em 1.453, logo após a conquista de Constantinopla, e que foi a residência dos sultões por três séculos. Além de toda a sua extravagância, o Topkapı foi cenário de muita história curiosa, como a de Selim, o Ébrio, que se afogou na banheira depois de beber muito champanhe; a de İbrahim, o Louco, que enlouqueceu (mais ainda) depois de ficar preso por quatro anos nas kafes (gaiolas) do Topkapı; e a de Roxelana, a malvada bonitona, esposa de Solimão, o Magnífico. É muita fofoca, mas muita história também.

Portão do Palácio de Topkapı - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Portão do Palácio de Topkapı.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaPara o Topkapı, o Élcio sugere um passeio guiado. É tanta coisa para se ver que muita informação importante passa despercebida, mesmo você tendo pesquisado sobre o palácio ou estando munido de um folheto. Se for ao Topkapı e não tiver um guia, sugiro que alugue um guia eletrônico, disponível em um guichê logo na entrada. Esse aparelho explica todas as partes e peças do palácio. Basta ver o código da atração descrito nas plaquetas, digitá-lo no teclado e ouvir as informações. O único problema desse guia são os idiomas, que creio não ter em portugês. O Élcio acha que tem. De qualquer maneira, tem em espanhol, caso você tenha dificuladades com o inglês ou outra língua mais comum (italiano, francês etc.). Não sabíamos da importância de um guia e optamos por não alugar o aparelho, mas mesmo assim aproveitamos bastante o Topkapı.

Porta da Felicidade, no terceiro pátio do Topkapı - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Porta da Felicidade, no terceiro pátio do Topkapı.

Torre da Justiça e Câmara do Conselho Imperial, no Palácio de Topkapı - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Torre da Justiça e Câmara do Conselho Imperial, no Palácio de Topkapı.

Topkapı possui o maior harém do mundo e para visitá-lo tivemos que adquirir outro ingresso. Por falar em harém, uma curiosidade: as concubinas, que eram as mais belas e educadas escravas que moravam naquele ou em qualquer outro harém, tinham que ser estrangeiras, pois o islamismo proibia a escravidão de muçulmanos. Facinho, né? As russas eram as preferidas dos sultões.

Sala da Câmara do Conselho Imperial e uma das salas do harém de Topkapı - Istambul - Alessandro Paiva

Sala da Câmara do Conselho Imperial e uma das salas do harém do Topkapı.

Um dos pátios do harém do Topkapı - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Um dos pátios do harém do Topkapı.

Saímos do Topkapı e seguimos pelo primeiro pátio do palácio. Ali nos deparamos com uma atração muito importante: a Igreja de Santa Irene (em turco Aya Irini Kilisesi), uma igreja ortodoxa fundada no século VI. Infelizmente estava fechada, se não me engano para reformas. Ouvi dizer que para visitá-la é preciso de uma permissão especial. Como e onde conseguir essa permissão, não faço a mínima ideia. Ô, moço, deixa eu entrar?

Igreja de Santa Irene (Aya Irini Kilisesi) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Igreja de Santa Irene (Aya Irini Kilisesi).

Da Santa Irene rumamos para os Museus Arqueológicos de Istambul, um complexo dividido em três prédios: o Museu Arqueológico, o Museu de Antiguidades Orientais e o Museu do Quiosque Esmaltado. É muita cultura! Ali você encontra relíquias de cinquenta séculos de história da Anatólia. Além de toda essa riqueza, no pátio do complexo encontram-se algumas peças sem identificação, as quais, acredita o Élcio, ainda estão em processo de catalogação.

Prédio do Museu de Antiguidades Orientais - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Prédio do Museu de Antiguidades Orientais.

No Museu de Antiguidades Orientais tem um sarcófago muito bonito, chamado Sarcófago de Alexandre. Mas não cometa a mesma manota que cometi (acho que isso ocorre com 95% das pessoas). Pensei que o sarcófago fosse de Alexandre, o Grande, mas a menção ao general da Macedônia se deve ao fato das esculturas presentes na peça representarem Alexandre e seu exército lutando contra os persas. Ele não foi sepultado ali. Ah, bom!

Sarcófago de Alexandre, no Museu de Antiguidades Orientais - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Sarcófago de Alexandre, no Museu de Antiguidades Orientais.

A essa altura do dia e de nossa viagem já estávamos muito, muito cansados. Mentira! Isso foi só uma desculpa para ir a um banho turco e relaxar. Êba! Fomos ao Çemberlitaş Hamamı, localizado na praça de mesmo nome, na Rua Divanyolu.

Famosos no mundo inteiro, os banhos turcos são uma espécie de sauna, alguns com serviços de massagem, esfoliação corporal, entre outros tratamentos. É uma experiência bem antropológica, constrangedora num primeiro momento.

No Çemberlitaş Hamamı, logo que entra, você se depara com um salão de uns quatro andares, constituídos de sacadas e cabines para os clientes se trocarem. O mais engraçado são os homens que passam por esse salão enrolados da cintura para baixo com o peştamal, uma toalha de algodão tradicional usada em banhos turcos. Os olhos da mulherada gringa quase saltam para fora, de tanto espanto. Mas não há motivo para se preocupar. Homens e mulheres frequentam espaços separados, porém é inevitável avistar, no salão de entrada, uma barriga turca cabeluda de fora.

Banho turco Çemberlitaş Hamamı - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Banho turco Çemberlitaş Hamamı.

Pois então, enrolamo-nos no peştamal e seguimos em direção à sıcaklık, uma área quente onde existe, bem ao centro, uma plataforma de mármore redonda aquecida, rodeada por diversas kurna, um tipo de pia de banho, e de halvet, que são áreas privadas também para banho. É OVNI que demos manotas. O Élcio, por exemplo, pegou o sabonete e se ensaboou numa dessas pias. Nada a ver! Já eu me sentei numa parte da sıcaklık onde um cliente estava recebendo massagem. Mas aos poucos fomos entendendo o funcionamento do banho. O mais bacana foi ficar deitado no meio do mármore aquecido, olhando para o teto abobadado projetado em 1.584 por Sinan (isso, Sinan de novo).

Do banho turco finalmente fomos à Rüstem Paşa, uma mesquita pequena, mas famosa pela quantidade e qualidade dos seus azulejos de İznik. Concluída em 1.563, essa mesquita é mais uma obra do nosso já conhecido Sinan. Sei que criei muita expectativa em torno da visita à Rüstem Paşa e, embora a minha descrição não demonstre muita empolgação, vale a visita.

Mesquita Rüstem Paşa - Istambul - Alessandro Paiva

Mesquita Rüstem Paşa.

O Bazar das Especiarias é logo ao lado da Rüstem Paşa, então, dá-lhe mais compras! Ir ao bazar nunca cansava e sempre tinha uma coisa ou outra que a gente havia esquecido de comprar antes. Pena que do figo turco eu nunca me lembrava. Mas lembrava de todo mundo daqui do Brasil, das minhas tias rezadeiras e das que adoram rendas; dos meus amigos designers, artistas plásticos e cozinheiros; das minhas amigas peruas, das féxions e das fãs de doces; e por aí em diante. Tinha lembrancinha para todo mundo! Se algum amigo seu for a Istambul e esquecer de você, procure melhorar sua personalidade. BRINCADEIRA 🙂

Chega de compras, já era hora de sumir para Taksim. Aí você me pergunta: “Pôxa, não tinha outro lugar para sair à noite?” Tinha sim, mas para esgotar Taksim precisaríamos de mais alguns dias. Ouvi dizer que Kumkapi também é muito bom. Esse bairro localiza-se às margens do Mar de Mármara e possui muitos restaurantes – sobretudo os especializados em peixes (eca) –, casas de vinhos e bares onde se consome a bebida nacional turca, o raki. Na próxima viagem a gente vai lá, tudo bem?

OITAVO DIA – sábado

Passeio pelas Muralhas de Constantinopla e Igreja São Salvador em Chora

Para ir às muralhas, o guia do Lonely Plantet sugeriu que pegássamos a balsa Haliç (Chifre de ouro) em Eminönü até Ayvansaray. Olha, foi bem complicado. Em Eminönü, não conseguíamos avistar a tal da balsa. Procuramos, perguntamos, coçamos a cabeça. Uns informavam que estava logo ali, outros falavam que estava a uns 200 m, mas NADA! Cadê a balsa? Gastamos todo nosso inglês na peleja por alguma pista. Ninguém conseguia dar uma informação concreta. Desistimos e fomos de táxi, que saiu barato e foi bem mais rápido. Por falar em inglês, se você não fala essa língua, não se preocupe. Os turcos também não falam. Mas todo mundo se entende.

Ao chegar em Ayvansaray, avistamos as ruínas da muralha de Teodósio II logo de frente. Demos uma subidinha na muralha. Fiquei um pouco tenso, porque no lugar não tinha ninguém e era rodeado de casas improvisadas, não inspirando segurança. Mas acho que foi tensão à toa, não acredito que aconteçam assaltos por ali. De lá subimos a colina e seguimos para as ruínas das Masmorras de Anemas. Em seguida, visitamos a pequena Mesquita de İvaz Efendi, que alguns acreditam ser obra de Sinan e, assim como a Rüstem Paşa, possui seu interior decorado com azulejos de İznik.

Embora suas ruínas estivessem em processo de restauração e muita parte já estava completamente pronta, no início do passeio não achamos as muralhas tão legais. Mas à medida em que a gente subia a colina, as coisas ficavam mais interessantes, como o próximo local visitado, o Palácio de Constantino Porfirogeneta (em turco Tekfur Sarayı), que era um anexo do Grande Palácio de Blachernae. Dos palácios bizantinos, esse é o único que está de pé em Istambul. Hoje o prédio é só uma “casca”, mas está bem conservado, considerando que foi construído mais ou menos no final do século XIII ou no início do XIV. Após a Conquista de Constantinopla, o palácio funcionou como um zoológico de animais exóticos, um bordel e um albergue para judeus pobres.

Ruínas do Palácio de Constantino Porfirogeneta - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ruínas do Palácio de Constantino Porfirogeneta.

Ao lado do palácio, em uma espécie de praça de esportes cercada, deparamo-nos com uma tradição muito curiosa. O local estava lotado de homens, somente homens, com idades que variavam entre 10 e 80 anos, todos fãs de pombos. Acho que eles faziam trocas e alguns estavam brincando de empinar pombo com uma cordinha, como se empinassem uma pipa. Eu, hem! Muito antropológico.

Do palácio continuamos a seguir pela colina, precisamente na Rua Hoca Çakır, até que avistamos uma escadaria para uma parte restaurada da muralha. Se você sofre de vertigem, não suba, pois a escadaria é grande e sinistra, de degraus estreitos e, é claro, sem corrimão. Se desiquilibrar, é um abraço, já era! Brincadeira, dá para subir sem muito medo. E compensa, pois a vista é sensacional. Além do panorama, o que mais gostei lá de cima foi de ter visto dois adolescentes que vigiavam a barra para um casal de outros também adolescentes, sentados mais adiante atrás de uma torre. Fazendo o quê? Namorando, tadinhos. Acho que os pais não aprovavam o romance.

Vista de cima da muralha na altura da Hoca Çakır - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Vista de cima da muralha na altura da Hoca Çakır.

Vista da muralha e escadaria, na altura da Hoca Çakır Caddesi - Istambul - Alessandro Paiva

Vista de cima da muralha e escadaria, na altura da Hoca Çakır.

Do ponto da escadaria, descemos de volta por um pequeno trecho da Hoca Çakır e entramos na primeira rua à direita (Vaiz Sokak). Depois viramos à esquerda na Kariye Camii Sokak até chegarmos à Igreja de São Salvador em Chora (em turco Kariye Kilisesi). Do passeio pelas muralhas, essa atração foi a mais legal. Construída em 527-65 d.C., a igreja foi convertida em uma mesquita pelo Império Otomano no século XVI e tornou-se um museu em 1.948.

Igreja de São Salvador em Chora (Kariye Kilisesi) - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Igreja de São Salvador em Chora (Kariye Kilisesi).

O interior da São Salvador em Chora é coberto de mosiacos e afrescos, cada um mais bonito que o outro. Dá até dor na nuca, porque a gente não para de olhar para o alto. E pode tirar fotos lá dentro, viu. Por que eu não tirei? Porque fiquei fotografando um monte de gato no lado de fora, aí a bateria acabou e a de reserva deixei no hotel. Gatos malditos! Ainda bem que já estávamos quase o final do passeio daquele dia. De lá visitaríamos a Mesquita de Mihrimah Sultan (Edirnekapı), projetada por Mimar Sinan para a princesa Mihrimah, filha favorita do sultão Solimão, o Magnífico. Infelizmente estava fechada para reformas.

A próxima atração foi o Sulukule, bairro pobre tradicionalmente habitado por ciganos, logo ao lado dessa última mesquita. O local passou por um projeto de renovação urbana polêmico, em que a prefeitura demoliu algumas casas e forçou os moradores a se mudarem para a periferia da cidade. Também foi declarado que muitas dessas moradias eram ilegais, porém os moradores já estavam lá há mais de mil anos. Além das intervenções nas habitações, muitos lugares famosos, como restaurantes e casas de dança e música, foram fechados. Assim, o bairro se tornou um lugar de péssimas condições para se viver, cheio de drogas e prostituição. E essa energia deu para sentir. Não gostamos muito de Sulukule e nem fizemos fotos (a bateria acabou, lembra?).

Para ir embora, ou voltaríamos para o cais em Ayvansaray, onde começamos o passeio das muralhas, ou pegaríamos um táxi ali mesmo. Táxi? Nem morto, o trânsito estava infernal! E andar até Ayvansaray seria sinistro. Então, decidimos pegar um ônibus com destino a Sultanahmet. Descemos no ponto final e, sem querer, descobrimos que estávamos a uns 200 m do hotel. Bão demais!

Descansamos um pouco e, para não quebrar o protocolo, caímos na noite. Bora pra Taksim?

NONO E ÚLTIMO DIA – domingo

Passeio por Üsküdar

Reservamos nosso último dia para conhecer Üsküdar, no lado asiático de Istambul. Essa região é famosa por suas belas mesquitas, mas como já estávamos quase nos convertendo ao islamismo de tanta mesquita que visitamos, resolvemos dar só uma pequena passeada pela região. Para chegar lá, tivemos que atravessar o Mar de Mármara de balsa, bom no início do Estreito do Bósforo. Embarcamos em Eminönü. Se não me engano, a balsa sai de meia em meia hora, diferentemente daquela que faz o cruzeiro pelo Bósforo, que sai somente às 10h30. A travessia dura uns 15 minutos.

Logo que chegamos em Üsküdar, nos dirigimos à Mesquita Şemsi Paşa, pertinho do cais. Projetada por Sinan (eu queria ser Sinan), essa pequena mesquita atrai pela suas proporções “quase miniaturizadas” e pela parte de trás margeada pelo Bósforo. É muitíssimo simpática por dentro, de tapete e paredes brancas, conferindo uma atmosfera bem relaxante. Gostei, viu!

Mesquita Şemsi Paşa, em Üsküdar - Istambul - Alessandro Paiva

Mesquita Şemsi Paşa, em Üsküdar.

Da Şemsi Paşa seguimos para aTorre de Leandro (em turco Kız Kulesi). Desde que foi construída, em 408 a.C., a torre vem sofrendo várias transformações. Utilizada inicialmente para controlar o movimento dos navios, já virou fortaleza e farol. Hoje abriga um restaurante e um mirante com uma vista espetacular. Em 1.999, a torre apareceu no file de Jamos BondO mundo não é o bastante“.

Para chegar até a Torre de Leandro, basta pegar um barco que sai de quinze em quinze minutos. O trajeto é curto, dura por volta de três minutos.

Torre de Leandro (Kız Kulesi), em Üsküdar - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Torre de Leandro (Kız Kulesi), em Üsküdar.

Da torre adentramos pelo bairro. É uma região bem tranquila e a vista para o lado europeu é tão bonita quanto a vista a para o lado asiático. De acordo com a sugestão do Lonely Planet, visitaríamos uma série de mesquitas, como a Ayazma, a de Ahmediye, a de Atik Valide e a de Çinli, todas tidas pelo guia como maravilhosas. E devem ser mesmo. Mas optamos por visitar somente a Ayazma, pois esse passeio pelas mesquitas demandaria um pouco de tempo. Preferimos gastá-lo no lado europeu, repetindo algumas das atrações de que gostamos, afinal já estava chegando a hora de voltar para o Brasil.

No caminho para a balsa, bem perto do cais, encontramos uma feira de artesanato flutuante. Embora fosse pequena, era cheia de artigos a um bom preço, confeccionados por senhoras dali da região, as quais também eram vendedoras. Tinha bijuteria, roupas de cama, mesa e banho, enfim, artesanato em geral. E as danadas eram boas de comércio. A feira é um projeto para garantir emprego e renda a essas senhoras. Gostei muito e comprei um bocado.

Pegamos a balsa e retornamos ao lado europeu.

Üsküdar, visto da balsa - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Üsküdar, visto da balsa.

Já no lado europeu, demos uma volta por Sultanahmet. Mesmo tendo comido um sanduíche em Üsküdar, fomos atraídos pela vitrine de um restaurante, que funcionava da seguinte maneira: os clientes viam a comida exposta, escolhiam o que comer e o cozinheiro ia montando os pratos. Comemos nesse tipo de restaurante praticamente todos os dias, pois aquela era a típica comida turca. Muito bom! MUITO BOM! Não vou tentar citar os nomes dos pratos, mas eram basicamente Kebab (hum!), arroz, arroz com molho de tomate e frango, feijão frio com tomate e pimentão (hum!), saladas de iogurte, almôndega de cordeiro, charuto de repolho, beringela condimentada (hum!), kafta, batatas, humus (hum!), tomate picadinho com cebola e condimentos (hum!), frango e vegetais cozidos. E não para por aí. É muita variedade. Nos que coloquei “hum”, é porque gostei demais da conta. Nossa, me deu até fome só de lembrar, e olha que acabei de comer um pão de queijo.

Cozinheiro prepara os pratos na vitrine de um restaurante em Sultanahmet - Istanbul - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cozinheiro prepara os pratos na vitrine de um restaurante em Sultanahmet.

De barriguinha cheia, continuamos passeando por Sultanahmet. Já estávamos muito cansados e precisávamos dar uma parada. MENTIRA! Outra desculpa para voltar ao Çemberlitaş Hamamı, o banho turco. Dessa vez já éramos praticamente turcos. Usamos as pias corretamente (eu acho), deitamos no mármore direitinho (também acho) e ignoramos as indicações do pessoal de lá (com certeza). Estar ali já era quase nada constrangedor, mas a experiência será sempre antropológica, sociológica, filosófica e relaxante.

Voltamos para o hotel, arrumamos as malas e fomos para a nossa despedida em Taksim. Embora o taxista tenha me enlouquecido, conforme descrevi anteriormente, aquela era a nossa última noite em Istambul e a gente precisava aproveitar ao máximo. E foi o que fizemos. Compramos, bebemos e comemos. E já começamos a matutar sobre quando iríamos gastar as milhas que conseguimos pela Turkish Airlines para voltar lá. Acho que não vai demorar, mas precisamos levar mais gente conosco. Quero que as pessoas conheçam esse lugar maravilhoso, porque quando a gente conta não é a mesma coisa. Tem que estar lá para sentir. Vamos?

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

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Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. Celma

    Oi Alessandro! Nossa, que máximo! Adorei! Que saudade! Uma das viagens mais legais que fíz até hoje! Quero voltar, a minha passagem pela Turquia foi meio na correria, mas aquele lugar é especial não é? Superou as minhas expectativas. Beijo! Obrigada por compartilhar! Nossa, e que fotos maravilhosas! Muito legal mesmo!

    • Alessandro Paiva

      Por nada, Celma 🙂

      Eu é que agradeço pelas dicas. Aqueles folhetos ajudaram demais. Um dia a gente volta lá.

      Abraço!

  2. Mirian Antoni Xavier

    Alessandro que blog …SENSACIONAL…eu como adoro viajar e iniciante, fiquei maravilhada de com a sua viagem na Turquia. Parabéns………… vc é demais…

    bjs…

    Mirian ou Miroca

    • Alessandro Paiva

      Mirian, somos todos iniciantes, até que a gente conhece os lugares 🙂 Até quando a gente volta parece a primeira vez. Brigadão pelo comentário, abçs!

  3. Oi Alessandro!!! tudo bem? amei o seus post sobre Istambul!! nossa você é demais, muito organizado!! coisa de profissional, Istambul é incrivel não é? acho que comprovou tudo que te falei e muito mais, você fez paseios incriveis! adorei as suas fotos! que saudades! ˆstambul é um lugar que eu voltaria com certeza! beijos! Dorly

    • Alessandro Paiva

      Muuuuuito obrigado, Dorly! Com certeza tudo o que você disse e sugeriu foi confirmado 🙂 Êta lugar bacana! Bjs!

  4. ola alessandro,

    obrigado pelo link que deixou no orkut para que eu descobrisse seu maravilhoso site. A riqueza de detalhes é impressionante. Como é que faz para lembrar todos esses dados?deve ter estudado 1 ano antes pelo visto ……;)
    alias,que câmera vc usou??adorei a qualidade das fotos.

    abraços!!!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Rafael!

      Obrigado pelo comentário! Entro em detalhes porque não consigo deixar de falar das partes que gosto. E olha que sacrifico um monte de coisa, senão o post fica gigantesco. Consigo lembrar dos detalhes graças ao guia que sempre consulto (levei o do Lonely Planet), aos folhetos e, principalmente, às fotos, pois construo o texto na ordem em que as fotos aparecem. Assim fica fácil. Se vejo uma foto da viagem e não lembro ou não sei o nome da atração, caio matando na internet até descobrir ou lembrar com certeza o que era o lugar. Nessa brincadeira, acabo descobrindo um monte de coisa que não vi no momento em que estava em Istambul, e isso me dá a maior ansiedade. Aí é que bate a vontade de querer voltar para rever tudo.

      A máquina fotográfica que uso é uma Canon EOS Rebel T2i, com uma lente de 18-200mm. Mas sempre dou uma melhorada no Photoshop para fazer mais justiça às cores, sem mudar a realidade.

      Um grande abraço!

  5. Olá Alessandro, parabéns pelo blog. Vai me ajudar muuuuito. Pretendo fazer essa viagem em outubro e com certeza vou aproveitar todas as dicas. Ah! Sou de Belo Horizonte também
    e com certeza vou trazer os figos pra matar sua vontade. Grande abraço,
    Adriana Focas

    • Alessandro Paiva

      Ótimo, Adriana! Também vou nessa época, mas ainda não sei se no fim de setembro ou inicinho de outubro. Estou com muuuuitas saudades de Istambul, preciso voltar lá 🙂 E adorei a questão do figo, eheheh! Aproveito para dizer que em breve posto sobre Roma, Florença e Berlim. Nossa, Berlim é bom demais! Abç e ótima viagem!

  6. eliane

    Maravilhoso o relato de sua viagem. Vamos na proxima semana e vamos copiar muitas partes de seu roteiro. bj
    eliane

    • Alessandro Paiva

      Obrigado, Eliane! E tenho certeza que você vai adorar Istambul. Se Deus quiser, volto lá ainda neste ano. Abraços e ótima viagem!

  7. Oi Alessandro!! aqui estou novamente! obrigada por ter curtido o meu blog! a Felicia Cookies agradece!! rsrsrsrs….você sabe amo a Turquia, Istambul é memso incrivel, e seu blog e informações são muito legais, gostoso ler o seu texto e todas as informações! parabens!! beijos

    • Alessandro Paiva

      Oi, Dorly! Curto seu blog MESMO! Que biscoitos criativos! E bonitos, é claro! Adorei os das camisetas com gravatas. Tenho uma amiga que vai adorar o Felícia Cookies. Ela se chama Gilka e vende brindes para casamentos e festas em geral. Dê uma olhadinha no site dela: http://www.bemfeitim.com.br. Acho que você seria uma fornecedora e tanto! Abraços e muito obrigado 🙂

  8. Luiza

    Estou indo para Istambul daqui a duas semanas!! Muito obrigada pelas dicas, de turismo e das compras e dos taxistas (rsrs!), muito úteis!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Luiza! Estou com inveja, eheheh! Espero que minhas dicas ajudem! Aproveita bastante e gaste muito nos bazares 🙂

  9. Ana Lobato

    Olá Alessandro,

    Estou indo a Istambul em Setembro, ficaremos uma semana. Já vou ter passado 2 dias na Capadoccia, estarei vindo de Amsterdam….. muita coisa para pensar!!!!! O que queria saber é se chegaram a ver algum passeio de lá a Ephesus (day-trip), acham que valeria a pena? Afinal sete dias é muita tempo. Outra coisa é sobre o local para se hospedar, a maioria dos posts que leio falam que é melhor ficar em Sultanahmet, queria saber o sua opinião.
    Obrigada por todas as dicas, amei tudo!!!!!
    Beijos, Ana

    • Alessandro Paiva

      Oi, Ana! Não fui a Ephesus, mas com certeza é muito bom. Quem foi, gostou muito. Não sei te indicar uma empresa que venda esse passeio, mas em Istanbul você acha agências que oferecem o pacote. Se der para comprar daqui, ótimo. Olhando no google, de cara achei esse site: http://www.cappadociatours.com/br/tour/ephesus-in-a-day/. Pode ser uma opção.
      Quanto a Sultanahmet, também acho o melhor lugar para se ficar. É próximo às principais atrações, ao porto de Eminonu e para ir a Taksim basta um taxi, não fica caro.

      Grande abraço e boa viagem!

  10. Gregory Gramani Cumin

    Oi Alessandro!
    Estou indo com a minha noiva para o Oriente Médio no dia 05 de agosto, o roteiro está todo pronto, faltando só Istambul.. Comecei a fazer o roteiro de Istambul hoje e vamos passar 6 dias lá! Li todos seus posts e vou acatar várias das suas dicas. Muito boas. Só fiquei com uma dúvida, estava procurando na net sobre o lado asiático e vi que os principais pontos turísticos de lá são as mesquitas também. Há alguma outra coisa interessante para se fazer daquele lado fora as mesquitas? Se puder me ajudar, ficarei grato, muito obrigado! Abraços

    • Alessandro Paiva

      Olá, Gregory!

      Obrigado pela visita ao blog. O lado asiático de Istambul me pareceu mais residencial, bem menos agitado que o lado europeu. É iteressante pelas mesquitas (arquitetura e azulejos) e pela torre de Leandro. No guia do Lonely Planet eles sugerem fazer o passeio do Bósforo e desembarcar no final, adentrando mais a Ásia, mas não senti muita firmeza, mesmo porque não tem muita coisa nesse ponto e eu dependeria de ônibus para circular. Achei meio arriscado perder os horários. Faz o seguinte: compre o guia do Lonely Planet, ele é muito útil e tem todas as sugestões do lado asiático, com dicas de transporte e tudo mais. Uma coisa é certa: você vai adorar Istambul. Para você ter noção do tanto que gostei de lá, estou de passagem comprada para o final de outubro.

      Grande abraço e ótima viagem!

    • Alessandro Paiva

      Ah, Gregory, para não te confundir, o passeio do Bósforo desembarca impreterivelmente no ponto final do lado Asiático e a balsa tem horário certo para retornar, mas o Lonely Planet sugere ir mais adiante, num trajeto em que você adentra o lado asiático e pega a balsa de volta em outro ponto do continente. Outra coisa que você pode fazer é pegar essa mesma balsa que faz o passeio do Bósforo e, na ida, descer nos portos do lado Asiático. Existem alguns palácios interessantes, como o Küçüksu, mas não sei se a visita interna é permitida. Para ir dos portos aos palácios você poderia até circular de táxi por lá, mas de ônibus eu acho meio arriscado, porque os turcos não falam inglês e se informar vai ser complicado. Também não sei como você faria para pegar a balsa novamente, porque essa do passeio do Bósforo faz só um trajeto por dia, aí você teria que esperar até o final da tarde para voltar à Europa.

      Procure se informar nas agências de turismo de lá. Certamente eles têm um pacote para o lado asiático. Assim é mais seguro e eles te levarão ao lugar certo.

  11. I love the photographs. Are they all original?

  12. Oi, Alessandro. Achei seu blog ao procurar por roteiros para Istambul. Saiu melhor que a encomenda. É raríssimo ver brasileiro explorar tão a fundo um destino. 99 % dos roteiros que vejo é de gente apressada, que passa 3 ou 4 dias em Istambul e já se manda. Seu roteiro vai ser excelente base para quando formos para a Turquia, e isso já pode ser no ano que vem.

    Vejo que você é um cara viajado. Em comparação com os demais destinos europeus que você conheceu, como fica Istambul ? Digo, melhor, do mesmo nível, ou pior ? Pergunto porque ainda não conheço lugares como Londres, Berlim e Munique. Só conheço Itália, França e um pouco de Portugal e fico na dúvida se não devo conhecer um pouco mais da Europa convencional (em termos turísticos) para só então partir para o exótico.

    Ótimo blog, com fotos altamente inspiradoras !

    Abraços.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Luademochila!

      Muuuiito obrigado pelo comentário. Meu blog está no início, mas espero que em breve fique cheio de roteiros. Quanto a Istambul, é tão bom que fui lá em janeiro deste ano e estou voltando em outubro. Quer mais?! Sou louco por aquele lugar! Não vejo a hora de rever tudo aquilo e mais um monte de coisa que fiquei sem tempo de visitar. Indico demais! Não tem quem não gostou. É muita história, cultura, beleza, coisas baratas, noite bacana, comida excelente etc etc etc!

      Grande abraço!

      • Rapaz, pelo visto gostou mesmo, hehe. Obrigado, sua opinião e o que escreveu no relato vão me ajudar bastante. E no que eu puder ajudar, fique à vontade.

        Abraços!

  13. Giovana

    Amei seu Blog, usarei tdas as dicas na minha viagem a istambul em outubro!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Giovana! Muito obrigado! Também estou indo lá, mas no comecinho de novembro. Boa viagem para nós!

  14. Alessandro Paiva

    Rede Globo, por favor, nessa sua próxima novela das oito (das nove) não banalize Istambul, amém?

  15. Fernanda

    vou em dezembro! adorei o blog! ate minha partida, o blog tera leitura obrigatoria e diária!

    • Alessandro Paiva

      Legal, Fernanda! Estou voltando agora, dia 3 de novembro. Ansiosíssimo!!! Se eu conseguir, posto mais coisa a tempo, antes da sua viagem. Uma coisa te adianto: na Istiklal vale uma passada no bar 360º e à noite também deve-se ir a Ortaköy. Abraços e obrigado pelo comentário!

  16. Parabéns, esse post ficou excelente! Tb tenho um blog e imagino o trabalho que deve ter dado pra preparar tudo isso. Mas o esforço compensa muito, tenho certeza que vai ajudar muita gente. Abs.

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, Diego! Muito obrigado! Um dia meu blog fica que nem o seu 🙂 Ainda preciso de algumas viagens, rs! E é como você disse: dá trabalho, mas compensa. Compensa e faz a gente querer viajar mais. Breve adiciono um link para seu blog ok? Grande abraço!

  17. Parabéns, esse post ficou excelente! Tb tenho um blog e imagino o trabalho que deve ter dado pra preparar tudo isso. Mas o esforço compensa muito, tenho certeza que vai ajudar muita gente. Abs

  18. Cleide

    Oi Alessandro, onde encontro esse guia em portugues o Lonely Planet? att Cleide

  19. Neusa

    Oi, Alessandro!
    Excelente a sua descrição da viagem a Istambul, pretendo ir em setembro deste ano e seguirei o seu roteiro. Juntando as suas maravilhosas fotos e a sua escrita leve e contagiante, já é o início de uma viagem!!!! Obrigada por compartilhar!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Neusa! Obrigado pelo comentário. Gostei tanto, mas tanto de Istambul, que acabei voltando lá em novembro do ano passado. Ainda nesta semana posto sobre essa segunda viagem. Olha, você vai adorar a cidade, tenho certeza!

      Abraço e boa viagem!

  20. Fala Alessandro,

    Também escrevi sobre a Turquia e não teve como, tive que indicar seu artigo para meus leitores. Bom demais…PARABÉNS!!!

    Olha lá: http://viajandocomeles.com.br/viagem-istambul-dicas/

    Abraços

    • Alessandro Paiva

      Puxa, Guilherme! Muito obrigado! É uma honra ser linkado no seu blog. Vou colocar um link para o seu também, que, por sinal, é muuuuito bom! Parabéns! Já até curti no Facebook.

  21. Pingback: Dicas de Viagem Istambul | Saiba O que Fazer e Onde Ficar na Turquia : Viajando com Eles

  22. Fernanda

    Amei este blog. Vamos para Istambul em abril e estava procurando algo para usarmos como base para nosso roteiro. Amo essas viagens doidas que fazemos sozinhos, só pesquisando…
    Um abraço, sucesso.

    • Alessandro Paiva

      Obrigado, Fernanda! Istambul é muuuuito bom! Você leu o outro post, do retorno que fiz em outubro do ano passado? Dê uma passadinha lá e confira http://wp.me/p1A3X1-JS. Abraço e ótima viagem! Aproveite bastante os bazares, rsrsrs!

  23. livia

    Encontrei praticamente tudo o que precisava para Istambul. Sensacional a forma como descreveu sua viagem e roteiro! Parabéns!

  24. Marcia Palhares

    Que relato maravilhoso, Alexandre, você escreve bem demais!!! Estou indo pra Turquia dia 2/4, mas vou ficar poucos dias em Istambul, cerca de 4 dias, depois sigo pra Capadócia. Obrigada pelas dicas, todas devidamente anotadas!!!

    • Alessandro Paiva

      Por nada, Márcia! Eu é que agradeço 🙂 E não se preocupe: 4 dias em Istambul dá pra fazer muita coisa. É só não agarrar nos bazares, rsrsrs! Vc vai adorar! Grande abraço e ótima viagem!

  25. Luna Vale

    Olá Alessandro,
    Estou indo com uma amiga e gostaría de saber se dá para fazer os passeios sozinhas?
    Não falamos nada de inglês ou turco, só espanhol.
    Seu post está muito legal! Queria saber se é muito longe o gran bazar da cisterna e do palácio de TopKap?
    Temos só dois dias inteiros em istambul, assim quais os pontos que vc indicaria com imperdível?
    Agradeço Luna

    • Alessandro Paiva

      Oi, Luna! Tanto o Gran Bazar quanto a cisterna e o TopKapi estão próximos um do outro. O Topkapi é bem grande, então lembre-se de reservar um tempo maior para ele. E NÃO deixe de ira à mesquita de Sultanahmet e à Santa Sofia, também bem próximas das outras atrações. Eu indicaria o cruzeiro pelo Bósforo também, mas toma uma manhã e uma tarde. Como seu tempo é curto, fica difícil. Vá também à Torre de Gálata e à avenida Istiklal. Faz assim:
      – no primeiro dia, vá ao Topikapi, à Santa Sofia, à mesquita de Sultanahmet, ao hipódromo de Constantinopla (de frente para a Santa Sofia e para a Sultanahmet), à cisterna de Yerebatan e ao Gran bazar. À noite, vá à avenida Istiklal para compras e bares e restaurantes.
      – no segundo dia, vá cedo ao palácio Dolmabahce, pegue o Tram ali perto na estação Kabatas até a estação Karakoy. Suba até a Torre de Gálata para uma vista panorâmica. De lá, desça até a Ponte de Gálata, atravesse-a e visite a Mesquita Nova. Ao lado da Mesquita Nova está o Bazar Egípcio, que é muito bom. Se não estiver muito tarde, ali pertinho pegue uma balsa ali mesmo no porto de Eminonu (de frente para o bazar egípcio) e dê uma chegadinha rápida ao lado asiático. Assim vc faz um passeio de balsa, mesmo que dure apenas 15 minutinhos. Se você estiver cansada dessa correira, não dispense um banho turco 🙂 O que eu fui fica próximo ao Gran Bazar, na estação de tram Cemberlitas. O banho também chama-se Cemberlitas.
      Grande abraço e ótima viagem 🙂

  26. Lis

    Alessandro, maravilhoso seu blog! Agora sim minha viagem vai ser melhor. Estou indo pra Istambul no início de Maio. Pena q vou ficar só 4 dias (vou esticar para Éfeso e para a Capadócia – fazer o sonhado passeio de balão). Após, vou passar uns dias em Atenas e fazer um micro cruzeiro pelas principais ilhas gregas! Suas dicas me deixaram mais tranquila e com uma melhor ideia para montar o roteiro.
    Pergunta: o seu passeio pelo Bósforo foi feito em excursão? Comprou o pacote aqui mesmo no Brasil ou lá? Obrigada!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Lis!

      Que viagem bacana essa sua, hem! Aproveite bastante. Quanto ao cruzeiro pelo Bósforo, é a coisa mais simples. Dê uma lida no post sobre meu retorno a Istambul, em http://wp.me/p1A3X1-JS , na parte “O espetacular cruzeiro pelo Bósforo”. Lá eu explico direitinho. Resumindo, basta ir ao porto de Eminonu, que fica de frente para a Mesquita Nova. O tram passa lá, estação Eminonu. O bilhete para o cruzeiro é vendido ali mesmo no porto. Custava em torno de 25 liras turcas (R$ 25). A balsa sai às 10h35, mas é bom chegar antes para pegar um bom lugar, tipo uns 45 minutos. Porém, da segunda vez em que fomos lá, chegamos atrasados, mas descobrimos que o melhor lugar para ficar durante a viagem é na entrada da balsa. Para isso, não precisa chegar tão cedo. Dê uma lida no post que você vai entender melhor.

      Abraços e ótima viagem 🙂

  27. Fernanda

    Alessandro, você poderia nos indicar como fez para fazer o cruzeiro em Bósforo? Comprou pela internet? Obrigada.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Fernanda!

      Como eu disse para a Lis, no comentário logo acima, é bastante simples comprar o bilhete do cruzeiro pelo Bósforo. A balsa parte do porto de Eminonü às 10h35 e custa em torno de R$ 25. Chegue uns 45 minutos de antecedência para assentar-se na beirada da embarcação, mas o melhor a fazer é ficar de pé na entrada da balsa. Caso você se canse, tem assento na parte fechada, logo ao lado. Para esse lugar da balsa, não precisa chegar tão cedo. Dê uma lida no post sobre meu retorno a Istambul, em http://wp.me/p1A3X1-JS , na parte “O espetacular cruzeiro pelo Bósforo”. Ali eu conto como fizemos e as coisas que descobrimos no passeio.

      Abraços e ótima viagem 🙂

  28. Lis

    Obrigada mais uma vez! Você tem ajudado muito. Super indico seu blog! Ademais, uma leitura leve e que faz a gente sonhar ainda mais com as belezas do mundo! Parabéns! Bjs

  29. Yuri Vieira

    Excelente resumo!

  30. Denise

    Oi Alessandro,
    Toda vez que penso numa viagem, dou uma passadinha no seu blog. Adorei as dicas de istambul, parece que vi toda a cidade com vocês. (rs). Só fiquei carente das fotos dos gatos…
    Irei em setembro e depois conto como foi.
    bjs

    • Alessandro Paiva

      Oi, Denise! Obrigado pelo comentário! Desculpe se postei pouca foto de gato, rsrsrsr! Se você gosta deles, em Istambul vai ver 15 em cada esquina, em vitrine de loja, nos monumentos etc. 🙂 É muuuuuuuito gato!

      Abraço e ótima viagem!

  31. Nilton

    Alessandro

    Tudo bem? Adorei tua viagem pra Turquia….Estamos indo pra Istambul e chegamos no dia 29/09 à noite. Teremos somente dias 30/09 e 01/10 pois dia no dia 02 iremos pra Capadóccia e seguimos direto pra Israel.
    Vou tentar seguir teu roteiro e aproveitar ao máximo
    Alguma sugestão diferente?

    Abraços

    Nilton

    • Alessandro Paiva

      Oi, Nilton!

      Dois dias em Istambul são muito pouco, mas dá pra ver as principais atrações. Para fazer um passeio bem genérico, em que se passa diante dos principais locais, você pode contratar um tour pela cidade. Nem sempre você poderá explorar os lugares com certa calma, mas dá para conhecer, nem que seja somente por fora. Pergunte na recepção do hotel sobre isso. Certamente eles têm alguma empresa para indicar ou mesmo dão sugestões.

      Eu, na verdade, prefiro passeios por conta própria, assim fico mais livre para fazer o que quero, da forma que quero e no tempo que quero. Se você optar por essa forma, comece o primeiro dia bem cedo e vá ao Hipódromo de Constantinopla, à Mesquita de Sultanahmet, à Santa Sofia, à Cisterna da Basílica, ao Grande Bazar, ao Bazar Egípcio, à Mesquita Nova e à Ponte de Gálata. Todas essas atrações são próximas uma das outras. Tente finalizar a tarde em um banho turco. Nessa região de Sultanahmet, próximo ao Grande Bazar, tem o Çemberlitaş Hamamı, que é um banho turco bem tradicional. À noite, vá a praça Taksim. De lá, desça pela İstiklal Caddesi, uma avenida fechada bem movimentada, cheia de lojas, bares e restaurantes bem bacanas. No segundo dia, também bem cedo, tire a manhã para conhecer o Palácio Topkapi. De lá (ou depois de almoçar), pegue o tram (bonde) e desça no porto de Eminonu para um passeio de balsa. Como sua estadia é muito curta, você não terá tempo para fazer o cruzeiro pelo Bósforo (uma pena), mas tem um passeio bem rapidinho que cruza esse canal e leva ao lado asiático, numa balsa que sai de meia em meia hora. A viagem dura em média 15 minutos. Não confunda os locais de embarque: ao lado da ponte de Gálata tem o embarque para o cuzeiro. NÃO É ESSE. Embarque uns 50 metros à direita, com destino a Üsküdar. Assim, você passeia pelo Bósforo e ainda conhece o lado asiático, onde poderá ir até a Torre de Leandro, conhecer algumas coisas ali à beira do Bósforo e retornar à balsa, para voltar ao lado europeu. Já no lado europeu, do porto de Eminonu atravesse a Ponte de Galata e suba até Torre de Gálata, que tem uma vista espetacular. A subida é uma ladeira, mas o caminho é bem interessante, o que torna a caminhada agradável. Da Torre, você tem duas opções: ou fica por ali, novamente na İstiklal Caddesi para mais compras, bares e restaurantes (rsrsrs), ou retorna aos bazares, que certamente nunca é demais visitá-los. E dá-lhe mais compras ☺.

      Consulte essas atrações no Google Maps para planejar melhor seu trajeto. Eu faço assim e dá sempre certo.

      No mais, é isso. Qualquer dúvida, não se acanhe. Abraço e uma ótima viagem!

    • Alessandro Paiva

      Ah, Nilton, mais uma coisa: vá ao post em que falo do nosso retorno a Istambul. Tem umas informações que podem ser úteis para você. Acesse http://wp.me/p1A3X1-JS.

      Abraço!

  32. Gostei de mais de todo o passeio, dos comentarios… enfim, foi contagiante! Para minha sorte estou indo para Istambul semana que vem cheio de perspectivas! Valeu Ale!

    • Alessandro Paiva

      Ôpa! Obrigado pelo comentário, Leo. Tenho certeza que suas expectativas serão superadas. Istambul é bacana demais da conta! Não se esqueça de torrar dinheiro nos bazares, rsrsrsr!

      Uma ótima viagem!

  33. Oi Alessandro! Estou planejando a minha viagem para a Turquia para o começo de 2014 e o seu relato foi simplesmente sensacional! O melhor kitatenu na blogosfera!!! Parabéns e obrigada!
    Gostaria de tirar uma dúvida com você: hotel, na minha opinião, precisa ter excelente localização para facilitar a vida. Então, que região de Istambul você sugere? Outra coisa: você sugere alguma agência de passeios local? Super thank you!!! 🙂

    • Alessandro Paiva

      Oi, Camilli!

      Antes de mais nada, obrigado pelo comentário 🙂 Em Istambul, localização é importantíssimo, pois o trânsito é caótico. Na minha opinião, os melhores locais para se ficar são Sultanahmet e Taksim. Na última vez, ficamos no hotel Antik (Ordu Caddesi), em Beyazid, próximo ao Grand Bazar. Não é em Sultanahmet, mas fica a 15 minutos a pé e é muito bem estruturado. Tem um ponto do tram pertinho. Quanto às agências locais, informe-se na recepção do hotel. Provavelmente eles te darão uma boa indicação.

      Uma ótima viagem! 🙂

  34. Mariana

    Adorei o seu blog! Me tira uma duvida… Esse cruzeiro do
    bosphorus tem nome? Ou chegando lá só tem essa opção mesmo? Compro
    o ticket no mesmo dia não é isso? Muito obrigada!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Mariana! O cruzeiro chama-se Bosphorus Cruise. Você pode comprar o ingresso na hora mesmo. No post em que falo do retorno que fizemos a Istambul tem umas dicas e orientações sobre esse passeio. Confira em “Istambul: retornar é o melhor elogio | Fui e vou voltar
      https://fuievouvoltar.com/2013/01/24/istambul-retornar-e-o-melhor-elogio/

      Resumindo, basta comprar o ingresso e esperar para embarcar, no cais de Eminonü.

      No mais é isso. Qualquer dúvida, não se acanhe. Escreva que terei o prazer em ajudar.

      Abraço e ótima viagem 🙂

  35. Ana

    Oi Alessandro!
    Vc sabe se as lojas abrem normalmente no domingo? Estou montando meu roteiro, e pretendo fazer as compras domingo….valeu!

    • Alessandro Paiva

      Abrem sim, Ana, mas os bazares não. Funcionam de segunda a sábado, até as 19h. As lojas da Istiklal abrem todos os dias. Abraço!

  36. Jorge Fortunato

    Olá
    Voltando aqui para agradecer todas as dicas. Imprimi os textos e usei muito! E ainda deixei no Hotel para ajudar futuros brasileiros.
    Agora estou contando tudo no meu blog http://www.viajandocomjorgefortunato.blogspot.com.br além da viagem da Turquia há outros roteiros.
    Abraços e mais uma vez obrigado e parabéns!!!

    • Alessandro Paiva

      Jorge, eu é que agradeço! Li seu blog e achei bem informativo. Indicadíssimo! Voltarei a Istambul em janeiro de 2015 e já estou coletando algumas coisas nos seus relatos. É trocando figurinhas que a gente acerta os roteiros 🙂

      Abraço!

  37. Olá Alessandro, parabéns pelo blog.
    Sou Sibel Simone Karaatli! Brasileira e consultora de viagens profissional proprietária da agência KLEOS Tourism & Travel.
    Minha agência desenvolve itinerários personalizados e focados na interação cultural, com roteiros que realmente oferecem as melhores experiências aos clientes brasileiros a preços justos. Atendemos 24 horas por dia, 7 dias na semana para que você possa entrar em contato direto comigo e tenha suas dúvidas respondidas com rapidez!
    Turquia é o seu próximo destino?! Conte conosco! Teremos prazer em te ajudar, seja informando ou realizando sua melhor viagem!
    Whatsapp: +90 549 861 0050
    http://www.kleostourism.com
    info@kleostourism.com

  38. Alessandro, excelentes dicas. Só gostaria de adicionar que estive em Istambul semana passada e tive problemas com taxista. Me enrolou e levou 100 liras turcas. A corrida que já foi cara (de ferry ate aeroporto ficou em 75,00 liras) teve os seguintes problemas, primeiro foi de taximetro desligado, disse que pegou caminho alternativo e demorou demais. Chegando la, quando paguei, em 1 segundo depois ele me fala que dei uma nota de 5 e não cinquenta, tinha certeza que não tinha dado nota errada mas, como discutir com o cara que “não falava inglês”, sabia poucas palavras. Então troquei, segundo depois me fala que a nota tava rasgada no canto e que não poderia aceitar, troquei. Chegando no aeroporto, vou comprar uns doces e quando vou pagar, para minha surpresa o vendedor disse que a nota de cinquenta era falsa. Me senti um idiota mas, como recorrer? O vendedor disse que eu poderia acionar a policia mas eu não tinha pego os detalhes, como numero do taxi, placa …etc. fica a dica para outros não cairem no mesmo problema.

    • Alessandro Paiva

      Nossa, Alice, que raiva! Nem me fala! E vou te dizer: nas primeiras vezes em que estive lá, tive problemas sérios com os taxistas. Como se não bastasse, voltei lá em janeiro deste ano. Advinha: tomamos um cano de uns 100 reais. Eu sabia que o trajeto de Sultanahmet até Taksim custava, no máximo, 15 liras. Antes de entrar no carro, o taxista perguntou se preferíamos com ou sem taxímetro, e que esse trajeto custaria em torno de 45 liras. Eram dois táxis. Dissemos “NÃO, queremos COM taxímetro!” Eles ligaram o taxímetro. Não pegamos engarrafamento ou nada do tipo. O fdp que levou meu grupo nos deixou bem antes do ponto final, dizendo que aquele caminho era mais perto. Eu, que já tinha ido lá outras duas vezes, nem discuti, poi o valor já estava em 49 liras. Descemos e andamos até!!! Já o outro grupo seguiu até o ponto desejado. Pagaram 88 liras. Depois disso, descobrimos que esse valor é de taxímetro adulterado. Pode?! Enfim, eu que adorava Istambul, comecei a ficar com certa preguiça depois disso. Então, a dica que eu deixo é MATE-SE DE ANDAR A PÉ, rsrsrs! No mais, antes de entrar no táxi, fotografe a placa e o carro. Vou adicionar isso no texto.

      Abraço e muito obrigado pela contribuição 🙂 Espero que tenha mais sorte na próxima.

      Alessandro

  39. Paulo Leite

    Oi Alessandro, tudo bem?

    Como chegar da região central, tipo Mesquita Azul, até o porto para fazer o tour pelo Bosforo?

    Grato,

    Paulo

    • Alessandro Paiva

      Oi, Paulo! Não é muito longe, dá para ir a pé. Basta descer a rua que ladeia a mesquita até o porto de Eminonu. Mas, se preferir, pode pegar o tram. O token (bilhete tipo ficha) pode ser comprado nas paradas mesmo. Tem uma parada bem próxima à mesquita. Desça na parada Eminonu. Abraço e ótima viagem!

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