Roma: obrigado, Fontana di Trevi

Cúpulas das igrejas gêmeas Santa Maria in Montesanto e Santa Maria dei Miracoli - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cúpulas das igrejas gêmeas Santa Maria in Montesanto e Santa Maria dei Miracoli, vistas da Villa Borghese.

Acho que joguei moedas de ouro na Fontana de Trevi. Segundo a lenda, ao jogar uma moeda de costas para essa fonte, você assegura um retorno a Roma. E a fonte pagou o que me devia. Voltei a Roma em março deste ano e essa foi minha oitava ida à cidade. Na sétima, morei lá por seis meses, quando fiz um estágio na agência de publicidade Leo Burnett, em 2.001.

Eu estava muito ansioso pela viagem por vários motivos. Encontraria meu amigo italiano Curzio, que não via desde 2.001, relembraria os lugares por onde passei e conheceria tantos outros que nem imaginava existirem. Também estava curiosíssimo para ver a reação do Élcio em relacão à cidade. Por ser um apaixonado por história, Roma seria um prato cheio para ele. E foi. Cada esquina que dobramos não me deixam mentir.

Na ida, alertei o Élcio em relação ao gênio dos romanos. O estrangeiro costuma se ofender com o “trejeito intenso” dos italianos, mas isso é um assunto já tão novela das oito (ou das nove) que no final das contas o trejeito acaba sendo um charme. Assim como todas as atrações da cidade, essa latinidade efervescente dos romanos é uma coisa para ser vivenciada, seja nas ruas, nos restaurantes, nas lojas, nas sacadas, nos museus, no atendimento ao público. Eu mesmo vivenciei essa efervescência em cada um desses lugares. “Efervesci” quase todos os dias! Alertei o Élcio e a vítima fui eu, turista calejado da Cidade Eterna. Tudo bem, estou dramatizando, mas confesso que fiquei um pouco assustado com o trato de alguns. Quando morei lá, em 2.001, isso me aconteceu algumas vezes, o que achei normal, mesmo porque aqui no Brasil não é muito diferente. Porém, acho que dessa vez foi um pouco além da conta. Ah, quer saber? Deixemos de bobagem. Ficar ofendido, magoado, assustado ou decepcionado com os nativos é frescura de turista descomprometido. O romano é simpatissíssimo e valeu a pena cada tirada que levei.

PRIMEIRO DIA – domingo

Villa Borghese, Piazza del Popolo, Piazza di Spagna, Fontana di Trevi, Via Veneto, Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, Campo del Fiori e Piazza Farnese

Chegamos ao aeroporto de Roma por volta das 7h e às 9h já estávamos batendo perna. Que maravilha! Isso graças ao pacote montado pelo Élcio, que pesquisou as passagens e hospedagens por umas três semanas. Pagamos bem menos e tudo deu muito certo. Aproveito para uma dica:

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivase você tiver disponibilidade de tempo e for comprar seu pacote pela internet, faça um orçamento e escolha o seu hotel e companhia aérea preferidos. Antes de fechar o negócio, faça a mesma pesquisa de três em três dias durante, pelo menos, duas semanas, sempre atento à variação cambial, pois o valor do pacote pode cair drasticamente. Aí você escolhe o momento certo de efetuar a compra. Existe o risco do valor subir, mas no prazo de duas semanas pode ser que ele volte a estar como antes. Também é importante que sua viagem esteja prevista para acontecer, no mínimo, dentro de uns 45 dias, tempo seguro para se “especular”. Mas (e eu digo mas) especule somente se o cenário econômico estiver favorável a um câmbio estável. A instabilidade costuma alterar o valor da moeda estrangeira quase sempre para mais. Conhece a Lei de Murphy, né?

Voltemos ao roteiro. Pegamos o metrô e descemos na estação Flaminio. Passamos rapidamente pela Piazza del Popolo, que visitaríamos mais adiante, e subimos a Colina Pinciana até os Jardins da Villa Borghese. Esses jardins são parte de um complexo paisagístico repleto de edifícios, museus e atrações, dos quais se destaca a Villa Borghese Pinciana, palácio onde está instalada a Galleria Borghese. O parque é maravilhoso. De algumas partes, tem-se uma vista espetacular da cidade. Impossível não notar os pinhos, árvores espalhadas por toda a parte e marca registrada de Roma.

Villa Borghese Pinciana - Roma - Fui e Vou Voltar - ALessandro Paiva

Villa Borghese Pinciana.

Foi na Galleria Borghese que levei a primeira tirada. Aconteceu assim: dois bilhetes custavam € 27. Dei uma nota de € 50. O caixa jogou a nota de volta em minha direção e resmungou: “Cartão de crédito!”. Eu disse, educadamente: “Não, pago com cédula”, sem entender exatamente o que ele queria. Ele me fulminou com o olhar e disse: “Você quer que eu dê troco para uma nota de € 50?!”. Em seguida, ignorou a minha pessoa e disse: “Próximo!”. Aquilo nos deixou um pouco irritados e desistimos de visitar a galeria. Grande coisa, eu nem queria ver obras de Caravaggio, Bernini, Antonello da Messina, Bronzino, Canaletto, Filippo Lippi, El Greco, Rafael, Rubens, Tiziano. Na verdade, eu queria sim! Mas não me frustrei, pois sabia que em Roma e em Florença, cidade que também visitaríamos nesta viagem, veríamos obras de todos esses artistas e de tantos outros. De qualquer maneira, se for a Roma e levar uma patada, nunca dê uma de melindroso como nós. Engula a grosseira que sofrer, esboce um sorriso renascentista, mentalize um gesto obsceno e siga adiante.

Piazza di Siena, na Villa Borghese - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza di Siena, na Villa Borghese.

Da Villa Borghese descemos até a Piazza del Popolo. Uma pena que, naquela praça, uma das igrejas gêmeas, como são chamadas a Santa Maria in Montesanto e a Santa Maria dei Miracoli, estava em reforma. A simetria dessas igrejas é a marca registrada da praça. Como uma estava coberta de tapumes, ficou “manco”. Para piorar, naquele dia acontecia uma maratona e a praça estava toda enfeitada com material promocional dos patrocindaores do evento. Eu queria uma foto matadora, mas infelizmente não deu.

Piazza del Popolo, com destaque para o Obelisco Flaminio - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza del Popolo, com destaque para o Obelisco Flaminio.

Na Piazza del Popolo também está localizado o Obelisco Flaminio, um dos 13 obeliscos antigos de Roma, construído no templo dos faraós Ramsés IIMerenptah, sendo levado para Roma por Augusto. Antes de ser removido para a Piazza del Popolo, o obelisco localizava-se no Circo Massimo.

Da Piazza del Popolo seguimos até a Piazza di Spagna. Ponto de encontro de turistas e romanos, essa praça é um dos locais mais fascinantes da cidade.

Piazza di Spagna - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza di Spagna.

Na Piazza di Spagna existe uma escadaria monumental que leva à igreja de Trinità dei Monti. Durante a primevera, essa escadaria fica coberta de flores, uma vista simplesmente maravilhosa. Como fomos a Roma em março, não havia fores, e sim uma multidão. Ficava difícil até de fotografar a escadaria e a fonte La Barcaccia, situada na base da escadaria e esculpida por Pietro Bernini.

Escadaria que leva à igreja de Trinità dei Monti, na Piazza di Spagna - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Escadaria que leva à igreja de Trinità dei Monti, na Piazza di Spagna. Turistas “escondem” a Barcaccia.

Fiquei muito surpreso com a quantidade de turistas, pois, de todas as oito vezes que fui a Roma, somente nessa última é que deparei com multidões e filas intermináveis nas atrações. Andar de transporte público, então, era um desespero. Grande parte dos turistas transitava pela cidade em grupos de zilhões de pessoas. Na hora de entrar no metrô, era aquela luta, literalmente. Por falar em transporte público,

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivao de Roma é composto, basicamente, pelo metrô, trem urbano, tram e ônibus. O metrô deixa um pouco a desejar. São duas linhas extensas, mas que não atendem a todas as regiões. Dependendo do destino, é necessária uma complementação com outro meio de transporte. Os ônibus são eficientes, mas estão quase sempre lotados, principalmente entre as 17h30 e 19h. Procure ficar próximo às portas para conseguir descer no ponto desejado. Também no ônibus, lembre-se de validar seu bilhete nas maquinetas próximas às entradas, pois se o fiscal pedir o bilhete validado e você não o tiver, é multa na certa. Os bilhetes são adquiridos nas estações e em alguns pontos de ônibus. Para mais informações sobre linhas, meios de transporte, tipos de bilhete, percursos e mapas, acesse o site da empresa de transporte público de Roma em www.atac.roma.it. Você pode, também, adquirir nas bancas um mapa com informações de linhas e pontos de parada. Fizemos isso e deu muito certo. Outra boa alternativa é o Google Maps. Se você já sabe os locais para onde deseja ir, basta fazer uma pesquisa pelo nome, como “Piazza di Spagna”, por exemplo. Na barra lateral esquerda aparecerá a opção de “como chegar”, que indicará o meio de transporte ou o percurso a pé. Bom, né?

Da Piazza di Spagna fomos à Fontana di Trevi. Lembra que no início deste post eu citei a lenda da moeda? Pois é, jogue uma de costas para a fonte e assegure seu retorno à cidade. Êta fonte maravilhosa e baratinha! Portanto, se for a Roma, nada de pão-durismo. Jogue sua moedinha. Graças a ela você vai voltar, tendo que pagar apenas pela passagem aérea, hotel, alimentação, transporte e atrações. A lenda também diz que, se você jogar duas moedas, vai encontrar a sua cara-metade em Roma.

Fontana di Trevi - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro paiva

Fontana di Trevi e eu garantindo meu retorno a Roma.

Lendas à parte, a Fontana di Trevi é maravihosa! Quando é vista em fotos, imagina-se uma grande praça à sua frente. Mas não. Ela está localizada na Piazza di Trevi, que é muito pequena e rodeada por prédios, o que torna a fonte ainda mais majestosa. No seu centro está localizada a estátua de Netuno num carro em forma de concha puxado por dois cavalos-marinhos. A fonte também é famosa pelo filme La Dolce Vita, de Federico Fellini, e foi cenário de muitas outras produções cinematográficas. Vale uma visita à noite.

Da Fontana di Trevi, seguimos para a Via Veneto, uma das ruas mais caras de Roma e também conhecida pelo filme La Dolce Vita. Não achamos grande coisa, mas, das outras vezes que estive em Roma, lembro que à noite era bem mais bonita. Na Via Veneto, localiza-se a Santa Maria della Concezione dei Cappuccini, igreja que se destaca pela cripta com restos de 4.000 freis enterrados entre 1.500 e 1.870. Os ossos parecem uma obra de arte sinistra. Para a tristeza do Élcio, que adora assuntos macabros, não pudemos entrar. O local havia fechado há dois minutos e o frei da entrada não foi nada simpático.

Via Veneto - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Via Veneto.

Da Via Veneto rumamos para o hotel, afinal ainda não havíamos feito o check-in. No caminho, passamos pela Piazza della Repubblica, embora não estivesse prevista no roteiro. Nessa praça está localizada a Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, uma basílica que chama a atenção por sua fachada em ruínas, porém seu interior é bastante requintado. As ruínas são parte das instalações de um complexo de banhos que se chamava Termas de Diocleciano, que funcionou entre 306 e 537. Isso mesmo, antes, a basílica era um aquaparque.

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, na Piazza della Repubblica - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, na Piazza della Repubblica.

No final da tarde, chegamos ao hotel, que fica bem próximo à estação Roma Termini. A região é lotada de hotéis, mas, como se sabe, vizinhança onde existe estação ou rodoviária não costuma ser bem frequentada. Quando chegamos a Roma, o motorista do nosso traslado até orientou de não ficar passeando pelas redondezas. Não vimos nada de mais e nem recebemos alguma abordagem suspeita, mas os italianos não recomendam. Detesto falar isso, mas somos brasileiros e esse tipo de situação é fichinha. Basta ficar atento aos pertences e não dar bobeira às altas horas da madrugada. No mais, os hotéis não eram ruins e havia uma boa opção de restaurantes. Além disso, hospedar-se em Termini tem uma série de vantagens:

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivavocê fica próximo ao metrô, à estação de trem, a uma infinidade de linhas de ônibus (importante!) e a uma grande variedade de lojas e restaurantes. Apenas não conte muito com o serviço de internet wi-fi. Tive problemas com o sinal ruim do hotel, que, inclusive, cobrava muito caro por isso. Fora que eu só conseguia conectar na recepção. No quarto, nem sinal de vida. Em algumas vezes, jantamos nos restaurantes que ofereciam esse tipo de internet.

Já hospedados no hotel, tomamos um banho (passava da hora) e cascamos para a rua. Pegamos o ônibus 64 em Termini e fomos à praça Campo del Fiori. Esse passeio estava agendado para outro dia, especificamente na parte da tarde, quando, de segunda a sábado, ocorre uma das maiores e mais tradicionais feiras de Roma. Como tínhamos a noite livre e a praça também é noturna, por que não?

No centro da praça está localizada a estátua do filósofo Giordano Bruno, queimado vivo ali mesmo pela Inquisição romana, em 17 de fevereiro de 1.600.

Praça Campo del Fiori - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Praça Campo del Fiori. Ao fundo, a estátua do filósofo Giordano Bruno.

À noite, a feira é encerrada e Campo del Fiori se volta para os bares e restaurantes. É OVNI que bebemos! Antes de sentarmos para tomar uns “bons drink” e fazer um pub-crawl básico, o Élcio quis ir ao Ristocampo, um pequeno restaurante especializado em panini, que são sanduíches típicos italianos. A sugestão desse local foi dada no programa de TV O mundo segundo os Brasileiros, excelente, por sinal. Como não seria diferente, o panino (singular de panini) di porchetta estava delicioso. Êta Itália maravilhosa! Comida, comida, comida! Antes, panino di porchetta, depois, mais comida típica. E bebida.

Balconista prepara um panino di porchetta, no Ristocampo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Balconista prepara um panino di porchetta, no Ristocampo.

Depois de nos empanturrarmos (minha mãe teria um troço se me visse falando essa grosseria), demos uma voltinha por ali. Ao lado de Campo del Fiori está a Piazza Farnese, onde se localizam o Palazzo Farnese, hoje sede da Embaixada da França, e duas fontes que pertenciam às Termas de Caracala, que visitaríamos no dia seguinte.

Piazza Farnese - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza Farnese e uma das duas fontes que pertenciam às Termas de Caracalla.

Retornamos ao hotel e apagamos.

SEGUNDO DIA – segunda-feira

Termas de Caracalla, Circo Massimo, Palatino, Fórum Romano, Coliseu, Arco de Constantino, Fórum de Augusto, Fórum Trajano, Monumento Vittorio Emanuele II, Capitólio, Largo di Torre Argentina e Trastevere

No começo do dia, avisei o Élcio: “Prepare-se para enlouquecer!” Neste dia visitaríamos as atrações mais bacanas de Roma.

Começamos pelas Termas de Caracalla, um complexo de banhos construído em 217. Suas instalações, que mediam 337 por 328 metros, tinham capacidade para acolher mais de 1.500 pessoas. Imenso! Em sua época, era famosa pela riqueza de sua decoração e pelas obras que continha. Se eu e o Élcio ficamos embasbacados com as ruínas, estado em que as termas se encontram, imagina com a sua forma original, toda coberta de mármore, mosaicos e estátuas.

Ruínas das Termas de Caracalla - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ruínas das Termas de Caracalla.

Assim como as Termas de Diocleciano, as Termas de Caracalla pararam de funcionar em 537, durante as Guerras Góticas, quando os aquedutos que as abasteciam foram destruídos. Se eu morasse em Roma naquela época, seria um dos primeiros a adquirir a cota de sócio desse aquaparque imperial. Brincadeira! Não teria necessidade. A entrada era gratuita. Tirando as micoses, a vida ali devia ser muito boa.

Termas de Caracalla - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Termas de Caracalla.

Como eu disse, ficamos embasbacados. E tinha muita ruína para se visitar naquele dia. A próxima foi a do Circo Massimo, uma gigantesca arena de entretenimento frequentada desde o início da história de Roma, com capacidade para mais de 100.000 pessoas. Dizem que esse número chegou a ultrapassar os 300.000, pois, ao longo dos tempos, a arena passou por várias ampliações. Hoje, o local é um terreno descampado, utilizado pelos romanos como área de lazer. O Circo Massimo impressiona pelo tamanho, mas não resta quase nada de suas ruínas.

Circo - Massimo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Circo Massimo. À esquerda estão as ruínas dos palácios imperiais do monte Palatino.

À esquerda do Circo Massimo estão as ruínas dos palácios imperiais do Palatino, uma das sete colinas de Roma. Para lá seguimos.

Recentes escavações mostram que pessoas viveram no Palatino desde, aproximadamente, o ano 1.000 a.C.. Dentre os seus habitantes, destacam-se César Augusto, Tibério e Domiciano. Boa parte do local está em constante trabalho de escavação e recuperação. Dois cômodos da casa de César Augusto foram descobertos recentemente e abertos à visitação.

Casa de César Augusto, no Palatino - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Casa de César Augusto, no Palatino.

Palatino, com destaque para a Basílica de Magêncio - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palatino, com destaque para a Basílica de Magêncio.

O mais bacana – e essa sensação vem desde a visita às Termas de Caracalla – é imaginar o quão veemente foi a vida naquele local. As construções lembram uma cidade cenográfica, e quando a gente tenta incorporar o cenário real para além das ruínas, é inexplicável. Nas palavras do Élcio, é palácio, sobre palácio, sobre palácio, numa história muito intensa, que reitera que Roma tem suas origens no Palatino.

Complementando a beleza daquilo tudo, no Palatino encontra-se a caverna conhecida como Lupercal, que, segundo a mitologia romana, foi o local onde os gêmeos Rômulo e Remo foram criados pela loba que os achou às margens do Rio Tibre, antes da fundação de Roma.

O bilhete para o Palatino dava direito às entradas no Fórum Romano e no Coliseu. Seguimos, então, Para o Fórum Romano, um dos fóruns imperiais de Roma. Ressalto que os fóruns imperiais eram uma série de praças monumentais construídas pelos imperadores romanos entre 46 a.C. e 113 d.C.. E você deve estar se perguntando: “Será que esses caras não estão de saco cheio de tanta velharia?”. De forma alguma! À medida que o passeio ia acontecendo, ficávamos mais imersos naquela sensação de imaginar a vida naquela época. Quanta gente grande havia passado por aqueles caminhos! Quanta coisa importante aconteceu por ali!

Fórum Romano, com destaque para o Arco de Sétimo Severo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Fórum Romano, com destaque para o Arco de Sétimo Severo.

O Fórum Romano era o principal centro comercial da Roma Imperial, onde havia lojas, mercados e praças de reuniões. Uma vez, em 1.997, passei por ali num domingo à tarde, quando os holofotes tinham acabado de se acender, dando uma aura de filme hollywoodiano. Sim, isso foi brega, mas só estando lá para ver e entender o que estou dizendo.

Fórum Romano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Fórum Romano.

Nossa próxima atração foi o Coliseu. Sem comentários. Ou cem comentários! Aliás, muito mais comentários que isso. É complicado explicar, porque o Coliseu é o Coliseu. É muito difícil separar a história que aprendemos, os filmes que vimos – Gladiador, por exemplo – e os documentários que assistimos, da verdadeira sensação de ver aquele monumento ao vivo e em cores. Na minha estada em Roma em 2.001, eu costumava pegar o metrô aos sábados e saía explorando a cidade. Eu até já havia ido bastante ao Coliseu, mas sempre de carro com os amigos. No dia em que resolvi pegar o metrô para ir lá, ao sair da estação, deparei-me com aquela imensidão, praticamente esfregada na minha cara. O impacto visual foi sensacional.

Coliseu de Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Coliseu de Roma.

O nome Coliseu (Colosseo) se deve à estátua colossal de Nero, que ficava ao lado do anfiteatro. Construído entre os anos 70 e 90, era capaz de abrigar por volta de 50.000 pessoas, sendo usado para vários tipos de espetáculos. A visitação interna é muito bacana. De todas as vezes que fui a Roma, somente nessa é que conheci o interior do monumento. Ali dentro, além de exposições históricas, existem algumas curiosidades. Achei o máximo uma ilustração da plateia em um dia de espetáculo. Nessa imagem, havia pessoas berrando em direção à arena, mulheres se agarrando aos tapas, homens caídos de bêbados, outros fazendo sua “farofa” ali mesmo em seus fogareiros improvisados. Ou seja, divertir-se naquela época não era nada diferente de nos dias de hoje. O mais engraçado é que aquela bagunça toda não combinava com a arquitetura do edifício, originalmente revestido em mármore e repleto de estátuas. A impressão que tenho é que arte e farofa se reuniam para prestigiar uma série de espetáculos.

Coliseu de Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Coliseu de Roma.

Ilustração da plateia em um dia de espetáculo no Coliseu

Ilustração da plateia em um dia de espetáculo no Coliseu

Saímos do Coliseu extasiados. De lá, passamos pelo Arco de Constantino, que fica logo ao lado, e seguimos para o Fórum de Augusto, um dos fóruns imperiais de Roma.

Arco de Constantino - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Arco de Constantino.

Arco de Constantino - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Fórum de Augusto.

Do Fórum de Augusto seguimos para o Fórum de Trajano, o último dos fóruns imperiais da Roma Antiga.

Fórum de Trajano, com destaque para a Coluna de Trajano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Fórum de Trajano, com destaque para a Coluna de Trajano.

Logo ao lado do Fórum de Trajano está o museu do Mercado de Trajano. Infelizmente estava fechado, pois não funciona às segundas-feiras. Aproveito e dou a dica:

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivacaso você não tenha certeza se determinado museu abre às segundas-feiras, evite encaixá-lo no seu roteiro nesse dia da semana. Normalmente, nas segundas, muitos dos museus europeus estão fechados. Em alguns, a abertura ao público nos outros dias da semana ou mesmo durante o ano é ainda mais restrita. Portanto, não vacile na montagem do seu roteiro como eu vacilei. Simplesmente encaixei o Mercado de Trajano pela sua proximidade às demais atrações daquele dia, mas esqueci de verificar os seus dias de funcionamento.

De qualquer forma, deu tudo certo e voltamos ao Mercado de Trajano no último dia de nossa viagem a Roma, conforme contarei neste post.

O roteiro daquele dia não terminava, felizmente. Havia muita coisa para ser vista. Do Mercado de Trajano passamos pela Piazza Venezia e seguimos até o monumento em homenagem a Vittorio Emanuele II.

Monumento em homenagem a Vittorio Emanuele II - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Monumento em homenagem a Vittorio Emanuele II, visto da Piazza Venezia.

O monumento, que muitos chamam de “bolo de casamento” ou de “máquina de escrever”, é controverso desde sua construção em 1.911, pois destruiu uma grande parte do Capitólio, monte que guardava vestígios medievais. É simplesmente gigantesco, sendo visível de grande parte da cidade. É claro que é maravilhoso, mas não chega nem aos pés das outras atrações que visitamos naquele dia. Talvez porque seja uma construção muito recente, em comparação a toda a “velharia” que havíamos visto até então. Recente ou antigo, vale a visita. Se você animar, pode subir no terraço para uma vista panorâmica.

Do “bolo de casamento” fomos ao Capitólio ou Monte Capitolino, uma das sete colinas de Roma. No alto da colina está a Piazza del Campidoglio (Praça do Capitólio). Para chegar lá, subimos a Cordonata, escadaria que, assim como a praça, foi projetada por Michelangelo. Na Piazza del Campidoglio estão, principalmente, três palácios, os quais compõem os Museus Capitolinos, e a estátua do imperador Marco Aurélio.

Piazza del Campidoglio, no Monte Capitolino - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza del Campidoglio, no Monte Capitolino.

Demos uma breve passeada por ali, descemos a Cordonata e seguimos para o hotel. O cansaço bateu e nossos joelhos e plantas dos pés começaram a dar sinais nada bons. Além de andar bastante, havíamos regredido uns 3.000 anos. Isso é ótimo, mas cansa!

A noite era uma criança, daquelas bem italianas e hiperativas. Sei lá se descansamos, só sei que tomamos um banho e RUA! Nosso destino era Trastevere. Pegamos o ônibus 64 em Termini e descemos no Largo di Torre Argentina. Foi uma surpresa. Não sabíamos que o largo é uma praça onde estão alguns templos da época da República Romana e o Teatro de Pompeu. Tudo em ruínas, é claro.

Largo di Torre Argentina - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Largo di Torre Argentina.

Gratos pela surpresa, seguimos adiante. Atravessamos a Ponte Garibaldi sobre o Rio Tibre, passamos pela Ilha Tiberina, e chegamos a Trastevere.

Ponte Garibaldi sobre o Rio Tibre - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ponte Garibaldi sobre o Rio Tibre.

Nas outras vezes em Roma, quase não fui a Trastevere, mas lembrava de sua vida noturna e sabia de uma de suas peculiaridades: das sacadas dos prédios medievais, as senhoras italianas costumam aparecer e dar o ar da graça (gritaria). Naquela noite, não apareceram, mas não precisava. Para quê ir a Trastevere ver a gritaria delle signore romane se várias vezes tínhamos coadjuvado nessa cena cotidiana? Brincadeira :-). Enfim, o bairro é muito charmoso. O Élcio ficou encantado com as vielas apertadinhas, e em cada esquina havia um restaurante bem convidativo, tipicamente italiano.

Rua em Trastevere - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Rua em Trastevere.

Em Trastevere, gostaríamos de ter ido ao La Parolaccia (O Palavrão), restaurante fundado em 1.941 e que fica na Vicolo del Cinque, 3. Faltou planejamento e não fomos, mas adianto: se você é pudico, não vá, pois, logo que se entra no restaurante, garçons e demais funcionários danam a proferir palavrões que, dependendo da sua virtude moral, amigo turista, pode deixá-lo indignado. Mas é tudo uma brincadeira ensaiada. Acredito que esse restaurante temático reconhece a “indelicadeza romana” e a eleva um nível tão caricato que nos convence de que a falta de polidez é uma questão puramente cultural. Clique aqui e veja uma parte de um dos episódios do já citado O mundo segundo os Brasileiros, quando, por volta do sexto minuto de vídeo, a brasileira visita o La Parolaccia, é “insultada” e racha de rir.

Sentamos em um restaurante bem simpático, mas sem insultos (que pena). Comemos uma comida tipicamente italiana, bebemos um bom vinho e demos uma volta pelo bairro, com destaque para a Piazza Santa Maria in Trastevere, onde se localiza a basílica de Santa Maria em Trastevere, a mais antiga das igrejas dedicadas a Nossa Senhora em Roma.

Piazza Santa Maria in Trastevere - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza Santa Maria in Trastevere. Destaque para a Basílica de Santa Maria em Trastevere.

Depois de um longo dia de muita história, ruína, comida e vinho, voltamos para o hotel. O dia parecia ter valido por dois e a impressão que tive é que já havíamos esgotado nossa viagem, de tanta coisa vista. Que nada! Roma era infinita.

TERCEIRO DIA – terça-feira

Vaticano, Castelo Sant’Angelo, Piazza Navona, Panteão e palácios Montecitorio e Chigi

Era dia de conhecer a Cidade do Vaticano, mas somente a basílica e a praça de São Pedro. Os Museus Vaticanos, neles incluída a Capela Sistina, deixamos para visitar em outro dia, pois são muito grandes e precisam de mais tempo.

Praça de São Pedro, no Vaticano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Praça de São Pedro, no Vaticano.

Quando eu era estagiário em 2.001, a Leo Burnett, agência onde trabalhava, funcionava a uns 500 m da Basílica de São Pedro, então eu ia ali quase sempre. Até confessar com um padre eu confessei. Não que fosse religioso, mas porque estava levando alguns terços de lembrança para minhas tias e avós. Para benzê-los com um padre do Vaticano, somente no confessionário. É lógico que não contei meus piores pecados, senão os terços derreteriam nas mãos do padre. Falei: “Padre, comi muito, bebi muito e xinguei muito”. Ele benzeu os terços e fui embora purificado. Mentira, não confessei isso, mas que dei uma leve maquiada nos meus pecados eu dei.

Soldado da Guarda Suíca - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Soldado da Guarda Suíca.

Ao chegarmos à Praça de São Pedro nos deparamos com uma fila que parecia com a do foguete para marte no dia do fim do mundo. Era muuuuita gente. E a fila não era uma linha, e sim um aglomerado de turistas por metro quadrado que contornava uns 320 m (medi no Google Maps) de circuito oval até chegar à revista. Antigamente não existia fila nenhuma, eu chegava e entrava na basílica, mas a necessidade de segurança aumentou, por isso foi criada essa área de revista, com sensores, raio-x e seguranças.

Seria interessantíssimo se os seguranças da revista fossem os soldados da Guarda Suiça, que em 1.506 era responsável pela segurança do Papa e hoje faz parte das forças armadas do Vaticano. Imagine ver os soldados com aquelas roupas exóticas (para não dizer engraçadas) autuando algum turista infrator ou alguma freira velhinha safadinha tentando furar fila (juro que aconteceu isso). Mas, infelizmente, os seguranças da revista eram comuns e estavam vestidos com roupas comuns. Ê, brasileiro bobo!

O corpo da guarda é muitíssimo eficiente. Dele só podem fazer parte homens com idade entre 18 e 30 anos, fortes e rudes (que coisa mais TV Pirata), com um mínimo de 1,74 m de altura e uma série de outras exigências. Se são eficientes ou não, o modelito está ultrapassado. Michelangelo, o designer, que me desculpe. Brincadeira! É claro que entendo o valor da tradição desses uniformes. Que continuem assim.

Embora a fila para entrar fosse muito grande, andou até rápido. E, é claro, a espera valeu cada minuto. O Élcio que o diga. Mas antes de visitar o interior da basílica, subimos até a cúpula. Se nós tínhamos pecados, todos foram perdoados nessa subida. Era muita escada, e olha que pagamos para subir o trecho inicial de elevador. Na escadaria, os espaços ficavam cada vez mais estreitos e inclinados, uma furada para os claustrofóbicos. Mas a vista lá de cima… Espetacular! A melhor de Roma.

Praça São Pedro vista do domo da basílica, no Vaticano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Praça São Pedro vista do domo da basílica, no Vaticano.

Abaixo, duas fotos minhas tiradas da cúpula, uma em outubro de 1.993 e outra em março de 2.012.

Domo da Basílica de São Pedro - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Eu, no domo da Basílica de São Pedro, em 1.993 e em 2.012.

Já lancei uma maldição (praga mesmo): para aqueles que rirem da comparação acima, ficou estabelecido que, se o ridicularizador for homem, os cabelos cairão em breve, e se for mulher, a mesma será cortejada incessantemente por um homem careca. Se você debochou, azar o seu, a maldição foi lançada, a não ser que você seja mulher, afinal de contas será glorificada com um partidão. E se continuar a debochar, no caso das mulheres, as mesmas ficarão carecas e, no caso dos homens, um macho viril estará a caminho. Avisei, porque amigo sou.

Descemos as escadarias estreitas e infinitas e fomos visitar o interior da basílica.

Basílica de São Pedro, no Vaticano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Basílica de São Pedro, no Vaticano.

A Basílica de São Pedro é monumental, com uma riqueza de detalhes e de materiais de deixar qualquer palácio no chinelo. A minha parte favorita é a Pietà, de Michelangelo, escultura que fica logo à direita de quem entra. É importante lembrar que sob o altar da basílica está enterrado São Pedro – daí o nome da basílica –, um dos doze apóstolos de Jesus e primeiro Papa.

Talvez por ser um ponto turístico visitado por gente de todas as religiões, até mesmo por ateus, não senti uma atmosfera de devoção por parte dos católicos, comumente percebida nas igrejas dessa religião. Em Aparecida do Norte, por exemplo, é comum ver fiéis pagando promessas, uns até atravessam a Passarela da Fé de joelhos. No Vaticano, não vi esse tipo de cena. Conforme observado pelo Élcio, em São Pedro, a imagem do Papa parece ser mais importante do que a de qualquer outro santo, pois se veem várias estátuas de papas falecidos e tantas outras homenagens aos mesmos, mas quase nada se vê de Jesus Cristo, por exemplo. Questões religiosas à parte, a basílica é deslumbrante.

De São Pedro nos dirigimos ao Castel Sant’Angelo (Castelo de Santo Ângelo), seguindo rente ao Passetto di Borgo, ou Er Corridore (O Corredor), nome dado ao muro que liga o Vaticano ao castelo.

Passetto di Borgo, muralha que liga o Vaticano ao Castelo de Sant'Angelo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Passetto di Borgo, muralha que liga o Vaticano ao Castelo de Sant’Angelo.

O Castelo de Santo Ângelo localiza-se às margens do Rio Tibre. Construído pelo imperador Adriano no ano de 139 para ser um mausoléu pessoal e familiar, hoje abriga um museu bem interessante. A vista do seu terraço não é menos bacana. Mais uma vez pudemos contemplar Roma em 360º. Nunca cansa. De frente para o portão principal do castelo e sobre o Tibre está a Ponte Sant’Angelo, ornada por doze estátuas de anjos esculpidas por Gian Lorenzo Bernini.

Castelo de Sant'Angelo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro paiva

Castelo de Sant’Angelo, às margens do Rio Tibre. À esquerda, está a Ponte de Sant’Angelo.

Rio Tibre visto do terraço de Sant'Angelo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Rio Tibre visto do terraço de Sant’Angelo. Ao fundo está a Ponte Vittorio Emanuele II.

Vista do Terraço de Sant'Angelo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Vista do Terraço de Sant’Angelo.

De Sant’Angelo seguimos para a Piazza Navona, considerada uma das mais belas praças barrocas do mundo, localizada sobre as ruínas do antigo Estádio de Domiciano. Com o passar dos anos, prédios residenciais foram sendo construídos, utilizando as arquibancadas do estádio como estrutura de sustentação, preservando o formato elíptico da praça.

Piazza Navona - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza Navona.

No centro da praça, destaca-se a Fontana dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios), esculpida em 1.651 por Gian Lorenzo Bernini (super-star, está em todas!). Na Piazza Navona também está localizado o Palazzo Pamphilj, propriedade da República Federativa do Brasil e sede da Embaixada Brasileira.

Detalhe da Fontana dei Quattro Fiumi, na Piazza Navona - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe da Fontana dei Quattro Fiumi, na Piazza Navona.

Da Piazza Navona nos dirigimos ao Pantheon (Panteão). Famoso pela sua cúpula, esse monumento encontra-se em perfeito estado de conservação, tendo em vista a época em que foi construído, ano 27 a.C.. Devido a um incêndio, foi totalmente reconstruído em 127. Em 609, o Papa Bonifácio IV consagrou o Panteão como igreja cristã dedicada a Santa Maria della Rotonda. A consagração salvou o edifício do vandalismo que as construções da Roma Antiga foram sofrendo ao longo do tempo, principalmente na idade média.

Desde o Renascimento, o Panteão é utilizado como última morada de italianos ilustres, como o pintor renascentista Rafael e o rei da Itália Vittorio Emanuele II.

Panteão de Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Panteão de Roma.

O óculo da cúpula do Panteão dá um efeito visual cinematográfico. O edifício é maravilhoso, tanto por fora quanto por dentro. A praça à sua frente dá um charme de deixar qualquer turista parado ali por muito tempo. E é o que eles fazem.

Em 2.001, nos meus passeios sem rumo e sem dinheiro pela cidade, o Panteão me apareceu do nada. Sinceramente, nem sabia da sua existência. Esse tipo de surpresa me acontecia quase sempre, fazendo crescer meu encanto por Roma, embora soubesse pouquíssimo da sua história.

Óculo da cúpula do Panteão de Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Óculo da cúpula do Panteão de Roma.

Dali, seguimos para o Palazzo Montecitorio, edifício originalmente projetado por Gian Lorenzo Bernini (Bernini bombava!) e que hoje funciona como a sede da Câmara dos Deputados. Depois de termos visto tanta coisa espetacular em Roma, esse palácio não se revelou grande coisa. Não pudemos visitá-lo, porque havia uma manifestação bem em frente, impossibilitando a passagem. Restou-nos, somente, a oportunidade de uma fotografia.

Palazzo Montecitorio - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palazzo Montecitorio.

Na Piazza Colonna, logo ao lado do Montecitorio, está o Palazzo Chigi, local de encontro oficial do Conselho de Ministros desde 1.961. Hum, posso dar uma esnobada e dizer que achei fraco? Coloquei esses dois últimos palácios no roteiro por sugestões que encontrei na internet, mas acho que muitos outros lugares merecem mais atenção, principalmente se houver pouca disponibilidade de tempo. Tomara que eu esteja errado.

Palazzo Chigi, na Piazza Colonna - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palazzo Chigi, na Piazza Colonna.

Era hora de retornarmos ao hotel. No caminho do ponto de ônibus, passamos pela Piazza Venezia, que estava frenética. A turistada andava em bandos e o trânsito estava caótico. A energia era muito boa, e para dar mais graça a esse cenário, o guarda que controlava o tráfego sinalizava conforme manda a legislação, mas seus trejeitos não negavam a sua origem. Para morar na Itália, mais do que saber italiano, é preciso saber falar com as mãos. Muito simpático!

Policial de trânsito - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Guarda de trânsito gesticula na Piazza Venezia.

Naquele dia, não tivemos noitada. Na manhã seguinte, partiríamos de manhãzinha para uma viagem de dois dias a Florença (em breve posto sobre essa cidade) e precisávamos dormir mais cedo. Jantamos próximo ao hotel (comi pizza!) e fomos dormir.

Pizza

Pizza um dia antes de ir a Florença.

QUARTO DIA – sexta-feira

Museus Vaticanos, Pirâmide de Caio Cestio, Porta de São Paulo, Porta de São Sebastião, Via Appia Antiga e noite na Piazza Navona.

Retornamos de Florença na noite anterior. A viagem foi curta, mas bem bacana. Lá, encontrei com o meu amigo Curzio, que eu não via desde 2.001. Foi muita lembrança, muito assunto colocado em dia e, como estávamos no berço da Renascença, muita cultura empurrada goela abaixo, porque era tanta coisa, mas tanta coisa de alto valor artístico e cultural, que tínhamos um pouco de dificuldade de absorver. Mas isso contarei mais tarde no relato sobre Florença. Prometo postá-lo em breve.

Embalados pelo astral cultural fiorentino, nossa viagem estava cada vez melhor e Roma tinha muito para oferecer. Naquela quarta-feira, começamos nosso passeio pelos Museus Vaticanos, um conglomerado de instituições que exibem coleções de arte que pertenciam a vários pontífices, e de outros espaços que abrigam elementos de alto valor histórico, artístico e cultural. Aproveito e esclareço que a Capella Sistina é apenas uma parte dos Museus Vaticano, e não todo o conglomerado, como muita gente pensa.

Teto em uma das Salas de Rafael, nos Museus Vaticano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Teto em uma das Salas de Rafael, nos Museus Vaticano.

Os museus são impressionantes. As minhas partes favoritas são a Capella Sistina e as Salas de Rafael. O único problema naquele dia era o número de visitantes. Estava muito difícil de se locomover e chegar próximo às obras. Na primeira vez em que fui lá, os museus estavam bem vazios. Era dezembro, baixa temporada, e na Capella Sistina tinha até turista deitado no chão, olhando, abobado, os afrescos de Michelangelo, principalmente o da Criação de Adão. Nessa última visita, não tinha como nem mexer os braços. Aproveitando esse assunto, dou a dica:

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivaeu sempre tenho aconselhado os turistas a chegarem mais cedo nas filas dos museus, quando está “menos cheio”. Mas, nesta viagem, em algumas vezes que passamos mais à tarde pela entrada de algumas dessas atrações, as filas estavam bem menores. E isso foi confirmado por uma moça que conhecemos no aeroporto. Talvez porque, à tarde, e algumas vezes no horário do almoço, os turistas já visitaram os museus e costumam estar cansados. Portanto, amigo viajante, visitar os museus à tarde também pode ser uma boa. Contudo, NÃO se esqueça de pesquisar os horários de funcionamento dessas atrações.

Galeria dos Mapas - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Galeria dos Mapas, com uma série de 40 mapas pintados em afresco, nos Museus Vaticanos.

Esfera na Esfera - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Escultura ”Esfera na esfera” de Arnaldo Pomodoro (1.990), no Pátio da Pinha, Museus Vaticano.

Braccio Nuovo, setor do Museu Chiaramonti, nos Museus Vaticano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Braccio Nuovo, setor do Museu Chiaramonti, nos Museus Vaticano.

Os Museus Vaticanos são um complexo enorme, portanto andamos bastante. E sempre pregamos que, quando se viaja, andar a pé é a melhor forma de locomoção. Assim conhecemos melhor os lugares aonde vamos, as pessoas, os costumes e as curiosidades e surpresas que podem estar escondidas em cada esquina. Só que dessa vez estávamos meio preguiçosos. Aliás, não vou ser injusto. O fato é que músculos e articulações têm um limite, e o nosso já havia sido extrapolado antes de Florença. Havíamos até comprado Bufferin para suportar as dores, mas é tanto caminho para ser percorrido, tanta escada monumental para ser subida, que nem morfina ajudaria. É claro que estou exagerando. O Bufferin melhorou bastante nossas dores, mas comprá-lo doeu muito em mim. A farmacêutica me deu uma tirada tão rasgada que a dor passou para o coração. Êta doçura de farmacêutica, só que ao contrário! Dramas à parte,

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivater dores no corpo durante uma viagem é um saco. Quer saber de um segredo para evitar isso? Academia. Como já percebi um nariz torcido da sua parte, dou outras sugestões. Uma coisa que muito me incomoda nas andanças são as dores nas plantas dos pés. Passei a usar um calçado mais macio, acrescentei uma palmilha para essa finalidade e as dores reduziram bastante. Outra dor que muita gente reclama é a nos joelhos. Como você torceu o nariz para a academia (e eu também), faça, pelo menos, alongamento antes, durante e depois das caminhadas. Tem gente que anima uma compressa com gelo no final do dia. Sei que isso é complicado, mas, se você tiver gelo à disposição, vale a tentativa. Resumindo: FAÇA ACADEMIA! Faz bem aos músculos, articulações e ossos.

Dos Museus Vaticanos seguimos até o Tibre. Passamos pela Piazza Cavour, atravessamos a ponte de mesmo nome e nos dirigimos ao Ara Pacis, um altar dedicado por César Augusto à deusa Pax (Paz), para celebrar o Pax Romana, um período de paz experimentado pelo Império Romano de 29 a.C. até 180 d.C.. Mas não entramos. O valor do ingresso era um pouco alto e achamos melhor seguir adiante (não foi pão-durismo, por favor!).

Piazza Cavour - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza Cavour.

Ponte Cavour, sobre o Rio Tibre - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ponte Cavour, sobre o Rio Tibre.

Bem à direita do Museu da Ara Pacis está o Mausoléu de Augusto, que, embora esteja muito danificado, é bem interessante. Infelizmente estava fechado para reformas. Como a Piazza del Popolo era perto e eu tinha que comprar algumas encomendas nas redondezas, por que não dar uma passada ali? Retornamos à praça, compramos as encomendas e tomamos um café. E café nós tomávamos o tempo todo, não pelo mesmo motivo de Paris (para ir ao banheiro), mas porque o espresso italiano é sensacional, o melhor do mundo! Só tem que estar atento a uma coisa:

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivana Itália, o espresso é servido corto (curto), ou seja, vem bem menos café. E põe menos nisso! Tem cafeteria que serve praticamente 1/4 da xicrinha. Eu acho delicioso e não ligo para a quantidade, mas os brasileiros quase têm um infarto quando veem aquela merrequinha. Então, se você quiser uma xicrinha cheia, peça pelo lungo (longo), que vem na mesma quantidade do espresso brasileiro. Mas se você não gosta de café espresso de forma alguma, peça o americano, que é similar ao nosso café comum. Agora, se você odeia café de todas as formas, peça pelo menos uma garrafa de água mineral, assim você tem uma desculpa para usar o banheiro da cafeteria.

Café espresso italiano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Café espresso italiano.

Do café, partimos para a Via Appia Antiga. Pegamos o metrô e descemos na estação Piramide, onde pegaríamos o ônibus 118, que nos levaria até aquela via. Antes de pegar o ônibus, demos uma circulada pela Pirâmide de Caio Cestio e pela Porta de São Paulo, uma das portas da Muralha Aureliana em Roma. A pirâmide impressiona pelos seus 37 m de altura e por sua idade. Foi construída em 12 a.C. e, se seu revestimento em mármore for original, está em ótimo estado de conservação.

Piramide de Caio Cestio e Porta de São Paulo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Pirâmide de Caio Cestio e Porta de São Paulo.

Após circular por essas duas atrações, retornamos ao ponto de ônibus. A parte mais tensa da viagem estava para acontecer, pelo menos para o Élcio. Foi assim: o 118 não passava nem a porrete. Passaram-se 30 minutos e nada. 40, 45 e 50 minutos, também nada. No 55º minuto, o Élcio me olhou estranhamente e disse: “Preciso ir ao banheiro!” Eu disse: “O quê? Segura esse xixi aí! O ônibus vai passar agora. Deixe para ir ao banheiro lá na Via Appia.” Aí ele disse: “Não é xixi, e se eu não for ao banheiro AGORA, vou estragar o passeio.” Ai ai ai! Fomos até a estação Piramide à procura de um banheiro. A pobre coitada da criança já estava andando de joelhos juntos. Custou, mas achamos um sanitário público. Era automático e, para utilizá-lo, precisávamos de uma moeda de 50 centavos de euro. Tínhamos duas. O Élcio usou uma e eu a outra. O banheiro era meio sinistro. Todo automatizado, embora parecesse pertencer à espaçonave do filme Alien. Enquanto na minha cabine eu fazia o “número 1”, uma voz feminina fazia uma contagem regressiva do uso do banheiro. Meio tenso. Imagine estar sentado na privada e a contagem termina com você ainda fazendo o “número 2”. A porta iria abrir? Todos na fila iriam ver Vossa Alteza no trono? Enfim, isso não aconteceu. Eu já havia terminado e o Élcio nada de aparecer lá fora. Depois de uns bons minutos, ele vem com os olhos arregalados e estava revoltado. Perguntou: “No seu banheiro tinha papel higiênico?” Não preciso nem contar o resto. Ele contou que, dentro do banheiro, desesperado com a falta de papel, usou nosso voucher, que estava dentro da mochila. Foi uma limpeza básica. Esse voucher continha informações da nossa passagem de volta para o Brasil. Ele rasgou o papel e utilizou parte dele, sem afetar as informações importantes. Mas não foi suficiente. Como precisaríamos do resto do voucher, ele teve a brilhante ideia de usar os canhotos de cartão de crédito. Nossa, deu pena. Enfim, no banheiro que usei tinha papel higiênico. Corremos atrás de outra moeda, ele reutilizou o banheiro e fez uma limpeza mais completa. Nesse meio tempo, o ônibus passou.

Élcio - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Élcio com o que sobrou dos vouchers.

Não dava para esperar o 118 por mais uma hora. Decidimos ir à Via Appia Antiga à pé. Andamos um bocado, passamos por locais sinistros (pelo menos pareciam perigosos) e o nosso destino nunca chegava. Depois de rodar muito e de pedir algumas informações, chegamos ao início da Via Appia Antiga, precisamente na Porta de São Sebastião.

Porta de São Sebastião - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Porta de São Sebastião, início da Via Appia Antiga.

Assim como a Porta de São Paulo, a de São Sebastião é uma das portas da Muralha Aureliana. Logo atrás dela está o Arco de Druso. As origens exatas do arco ainda não estão claras. Nunca havíamos ouvido falar dele, mas a surpresa foi ótima, afinal não é sempre que, andando pela rua, você encontra um monumento tão bonito e construído antes de Cristo.

Arco de Druso - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Arco de Druso.

Já estava ficando tarde. Passava da hora de irmos à parte mais turística da Via Appia Antiga, onde estão a igreja Domine Quo Vadis e as catacumbas de São Calisto e de São Sebastião. Esse passeio não estava planejado, muito menos sabíamos que na Via Appia Antiga estavam Quo Vadis e as catacumbas. Também não tínhamos noção do quão distante estava aquela parte mais turística. Sendo assim, em frente à Porta de São Sebastião, resolvi me informar com um policial. De maneira muito rude e sarcástica, ele nos deu algumas informações e mostrou um ponto de ônibus. Logo que chegamos ao ponto, passou um cidadão que, de dentro do seu carro, apontou para a placa do ponto, fez um gesto negativo e falou qualquer coisa. Não entendemos nada. Estava tudo muito estranho. A tirada do policial ainda doía (ô coitado do mineiro!) e estávamos com uma certa preguiça da situação. Desistimos e fomos embora. Da Via Appia Antiga conhecemos somente o seu início. Mas valeu a pena. Não pela Via Appia, mas pelo caso do cocô do Élcio. Minha parte favorita é a dos canhotos de cartão de crédito.

Voltamos para o hotel, tomamos um banho e mais uma vez fomos à Piazza Navona. A praça é lotada de restaurantes, mas melhor mesmo são seus arredores. Pelas ruelas, era bar atrás de bar, cada um melhor que o outro. E como era sexta-feira à noite, não podia estar melhor.

Piazza Navona - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Restaurantes pela Piazza Navona.

Bebebmos, comemos e fomos dormir. O dia seguinte seria o nosso último em Roma. DEPRESSÃO!

QUINTO DIA – sábado

Basilica di San Giovanni in Laterano, Mercado de Trajano, Teatro de Marcelo, Pórtico de Otávia, Templo de Vesta, Igreja de Santa Maria in Cosmedin e Bocca della Verità

No nosso último dia em Roma, começamos o roteiro pela Basilica di San Giovanni in Laterano (Basílica de São João de Latrão). Pegamos o metrô, descemos na estação San Giovanni, atravessamos a Porta de San Giovanni e nos dirigimos à basílica.

Porta de San Giovanni  - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Porta de San Giovanni.

A Basílica de São João de Latrão é a catedral do Bispo de Roma, o Papa, embora a maioria das pessoas pense que a sede do pontífice é a Basílica de São Pedro. É considerada a “mãe” de todas as igrejas católicas do mundo, portanto a mais importante. Foi fundada pelo primeiro imperador cristão, Constantino I, para ser a principal igreja de Roma.

Basílica de São João de Latrão - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Basílica de São João de Latrão.

Ficamos de queixo caído com a riqueza no interior da basílica. São mosaicos, afrescos, esculturas, órgãos, muito ouro e prata. É requinte do chão ao teto.

Interior da Basílica de São João de Latrão - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Interior da Basílica de São João de Latrão.

Da Basílica de São João de Latrão seguimos para a segunda visita à Basílica de São Pedro. O Élcio adorou o lugar e pediu para voltarmos lá. Como não? E eu também precisava comprar alguns souvenirs ali perto, na Via di Porta Angelica.

Nessa segunda ida à basílica, só não repetimos a subida à cúpula e a visita aos túmulos dos papas. É claro que, mais uma vez, demorei um pouco diante da Pietà. Fico impressionado como Michelangelo conseguiu, com apenas UMA peça de mármore, esculpir detalhes que impressionam pela complexidade e perfeição. A mão de Maria que segura Jesus por debaixo do braço é tão realista que faz o mármore parecer carne. A cena é extremamente emocionante! É de deixar qualquer artista, religioso ou mãe com o coração apertado.

Pietà, de Michelangelo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Pietà, de Michelangelo, na Basílica de São Pedro.

Depois da visita à basílica, paramos para almoçar. Acho que falei pouco de comida, né? Impossível ir a Roma e não falar da culinária italiana. Durante todos aqueles dias, havíamos nos esbaldado em massas, pizzas, carnes, lasanhas, bruschettas e até saladas, tudo isso quase sempre acompanhado de vinho. Vida ruim, só que ao contrário.

Pasta - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Espaguete ao molho de tomate, com tomates-cereja, azeitonas pretas e alcaparras.

Bruschetta - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bruschetta mista.

Salada - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Salada, vinho e batata frita.

A Itália arruinou meus hábitos alimentares. Agora que estou no Brasil, preciso começar uma reeducação alimentar, de preferência num internato.

Do almoço, seguimos para outra reprise: o Coliseu. Impossível ir lá uma vez só. Mas não visitamos o interior do anfiteatro. Como fomos de metrô, eu estava curioso para ver a expressão do Élcio logo na saída da estação. Lembra que contei que a visão do Coliseu logo na saída do metrô é impactante? Pois é, embora o Élcio já havia estado ali, sua reação não foi diferente da minha. Ficou de queixo caído, tanto que na mesma hora mandou torpedos para a família aqui no Brasil, contando sua emoção e matando todo mundo de inveja.

Do Coliseu fomos ao Mercado de Trajano, museu que não conseguimos visitar na segunda-feira. Construído por volta de 110 a.C., acreditava-se que o Mercado de Trajano fosse o mais velho shopping center do mundo. Estudos mais recentes demonstram que o complexo provavelmente abrigava escritórios administrativos do imperador Trajano.

Mercado de Trajano - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ruínas do Mercado de Trajano.

Desde 1.985, mais de 40.000 fragmentos oriundos daquela área vêm sendo catalogados e documentados após escavações realizadas no século XX. O museu é bem bacana, mas mal sinalizado. Fui advertido grosseiramente por estar pisando um degrau que eu jamais imaginaria estar sob isolamento. Não havia nenhuma barreira física ou visual que delimitasse o tal do degrau. A advertência foi até engraçada. Uma funcionária do museu apareceu em uma das janelas do alto do museu e gritou para mim, gesticulando freneticamente. Praticamente o clichê da signora italiana na janela que não conseguimos ver em Trastevere.

Via Biberatica - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Via Biberatica, no Mercado de Trajano.

Do Mercado de Trajano, atravessamos a Piazza Venezia e seguimos pela Via del Teatro Marcello. Nessa avenida, estão as ruínas do Teatro de Marcelo, um teatro ao ar livre da Roma Antiga que exibia espetáculos teatrais e musicais.

Teatro de Marcelo - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Teatro de Marcelo.

Contornamos o teatro até o Portico de Otávia. Retornamos e pegamos a Via Luigi Petroselli, passando pela Piazza Bocca della Verità. Nessa praça está o Templo de Vesta, também conhecido como Templo de Hércules Vencedor.

Pórtico de Otávia

Pórtico de Otávia

Tempo de Vesta - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Templo de Vesta, também conhecido como Templo de Hércules Vencedor.

Naquela praça, também está localizada a igreja de Santa Maria in Cosmedin. O motivo da nossa ida à igreja era para colocar a mão na Bocca della Verità (Boca da Verdade), uma imagem do rosto de um homem esculpida em mármore, localizada no pórtico da igreja. A lenda, criada na Idade Média, diz que a escultura é um detector de mentiras. Se um pessoa coloca a mão na Boca da Verdade e diz uma mentira, é mordida na mesma hora. Então, como você deve ter concluído, não se mentia na Idade Média, pelo menos nas redondezas da Santa Maria in Cosmedin.

Eu tinha uma lista de verdades para dizer, mas, infelizmente, a igreja já havia fechado, acredita? Com a credibilidade abalada, da Santa Maria in Cosmedin e da Boca da Verdade consegui somente uma foto do lado de fora.

Igreja de Santa Maria in Cosmedin - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Igreja de Santa Maria in Cosmedin.

Bocca della Verità - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bocca della Verità, na igreja de Santa Maria in Cosmedin.

Era hora de voltar para o hotel. Ainda tínhamos que fazer as malas, pois no dia seguinte, bem cedinho, partiríamos para Berlim (posto essa viagem em breve). No caminho de volta, passamos pelo Circo Massimo, que fica logo ali atrás da Santa Maria in Cosmedin. Também nos despedimos do Palatino. Neste ponto, você deve estar quase vomitando de enjoo com a minha nostalgia, mas aquele era o nosso último dia em Roma. Como em todo fim de viagem, a tristeza e a saudade antecipada são inevitáveis.

Depois de arrumar as malas, fomos jantar ali perto do hotel. Como de costume, fizemos o balanço da viagem. A dor de cotovelo já batia forte. Eu nem lembrava mais da xingaria que levei dos romanos. Acho que se me xingassem mais um pouco, eu iria acabar gostando. Me xinga que eu gostcho! Jesus Cristo, por favor, bloqueai o Google Tradutor! Meus amigos italianos vão me matar quando lerem isso.

Depois de algumas taças de vinho, já não estávamos tão arrasados assim. Para ajudar, a viagem a Berlim era promissora e amenizava nossa deprê. Ademais, não economizamos nas moedas para a Fontana di Trevi. Nosso retorno a Roma era certo. Para brindar os ânimos e nos despedir, tomamos outra taça de vinho, engolimos a angústia e nossa estadia em Roma terminou em pizza. E em rigatoni alla matriciana.

Arrivederci, Roma!

Pizza - Roma - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Rigatoni alla matriciana e pizza capricciosa para encerrar a viagem.

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

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Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. Roberta

    Alessandro, sabe o que é mais gostoso no seu texto? Parece que estamos lá, com vocês…..e é diversão garantida, pois seu texto (e a viagem) possui humor, fundamental hoje em dia…..além do mais, você vai além da questão de roteiro simplesmente, pois dá dicas práticas e que são preciosas para quem vai por conta…..

    “Viajei” com vocês aqui….

    Espero me divertir tanto (in loco) quanto me diverti com o texto….

    Bj

    • Alessandro Paiva

      🙂 Muito obrigado, Roberta! E ótima viagem, viu! Dê lembranças à Itália por mim. Ainda estou na dor-de-cotovelo pós-viagem.

      Bjs!

      • Roberta

        Pode deixar que darei lembranças…espero trazer apenas risos e alegrias….as patadas, não vou entender mesmo…rsrsrs….obrigada por tudo….bj

  2. Muito bom… gostei das fotos e o roteiro. Abs

  3. Daniele Cerqueira

    Alessandro tudo bem? Vi seu post sobre roma e vi que da para fazer muita coisa em um dia se bem planejado. Estou indo sexta que vem mas chego no sabado a noite e vou embora segunda de manha pois vamos fazer um Cruzeiro. Rola de vc fazer pra mim um roteiro do meu sabado a noite e do meu domingo???
    tenho medo de pegar o trem errado rsrs..nao falo Nada de italiano, ingles…to ferrada!!! vou ficar perto da Termini.(Best West Hotel Universo-Via Principe Amedeo 5 / b, – 00185 )
    vale a pena ir do aeroporto para o hotel de trem?
    meu email: danielecerqueira@hotmail.com
    conto com sua ajuda…muito obrigada. dani

    • Alessandro Paiva

      Oi, Dani!

      Seu passeio está bem corrido, viu. Mas dá para fazer um bocado de coisa. O Hotel em que você vai ficar é na mesma rua do que eu fiquei. Então é fácil. Faz o seguinte: no sábado à noite, vá à Piazza Navona. Na praça, principalmente nas redondezas, é cheio de bar e restaurante bacana. Para chegar lá, pegue o ônibus 64 de frente para a estação Termini e desça na Corso Vittorio Emanuele II, no ponto “vittorio emanuele/navona”. Esse ponto fica um ponto depois do “vittorio emanuele/argentina”. Antes de mais nada, arrume um mapa, viu. Se quiser ir de táxi, vai ficar uns 10, 12 euros.

      Quanto ao domingo, pegue o metrô em Termini, desça na estação Circo Massimo e vá às Termas de Caracallas. Se vc quiser ir de táxi, vai ganhar um pouco mais de tempo. Do metrô até as termas vc vai andar um pouco, mas é rápido. De lá, siga para o Circo Massimo, em seguida ao Palatino, depois ao Fórum Romano e termine no Coliseu. Isso tudo à pé, é uma coisa do lado da outra. Do Coliseu, pegue o metrô na estação Colosseo, desça na Ottaviano San Pietro, e vá até o Vaticano. Dá para visitar a Praça de São Pedro e a Basílica. De lá, pegue o metrô, desça na estação Spagna e vá até a Piazza di Spagna. Por fim, e acho que vai dar tempo, vá a pé até a Fontana di Trevi. Caso você ache tudo isso meio apertado, exclua as Termas de Caracalla, começando o dia pelo Circo Massimo.

      À noite, se der, vai ao Campo dei Fiori, uma praça com bares e restaurantes bem bacaninha. Você pega o mesmo ônibus 64 e desce no ponto “via torre argentina”. Essa praça fica até perto da Piazza Navona. Se quiser ir de taxi, bom também.

      Quanto ao trem, que se chama Leonardo Da Vinci, ele custa 14 euros e dá para ir ao hotel tranquilamente, descendo na Termini mesmo. Mas no aeroporto tem uns taxistas que cobram 15 euros e te deixam na porta do hotel.

      No mais, é isso. Abraços e uma ótima viagem 🙂

  4. Silvana

    Alessando lendo seu blog eu vejo que deixei de ver mta coisa em Roma, será que não aproveitei bem meu tempo, ou 4 dias foram insuficientes? mas tb minha irmã estava doente, andava um pco e já reclamava de dores, tanto que chegando na Toscana operou a apendicite de emergência! Bom restou um gostinho de quero mais, amei, Roma é linda d+ , quero voltar e ficar pelo menos uma semana! Há exatamente um mês eu estava em Roma, e me da um aperto no coração quando me recordo dos momentos maravilhosos que passei por lá !! Fui a Roma e vou voltar !! Beijos

    • Alessandro Paiva

      Que pena, hem, Silvana! Mas não fique triste. Viagem funciona assim mesmo. A gente só percebe o tanto de atração que deixou de conhecer quando chega ao Brasil. Dá a maior raiva! É claro que uma apendicite não ajuda, mas temos que estar preparados para isso. Já vi gente fraturando o ombro, gente sendo internada por labirintite, gente com virose etc. etc.

      Se você tiver a oportunidade de retornar a Roma, ótimo! Assim é melhor ainda, porque a gente volta cheio de sede ao pote, querendo ir em todo o canto. Eu também vou voltar em outubro. Vou levar meus pais para conhecer. E já vou comprar meu guia do Lonely Planet para sugar TODAS as sugestões, eheheh! Esse guia é ótimo, supercompleto. Faça o mesmo. Leia tudo, examine todas as atrações e faça seu roteiro. Acho quatro dias suficiente, mas uns doias dias a mais não fazem mal 🙂

      Grande abraço e torço por seu retorno a Roma.

  5. Lucimara

    Puxa, cheguei de Roma na terça-feira! Pena que não conheci seu blog antes da viagem!! Vi que “pulei” muita coisa, rs
    Mas se Deus quiser, em Roma e Paris eu vou voltar, e ficar mais dias. Daí vou ler e reler seus posts, pra aproveitar melhor.
    bjos

    • Alessandro Paiva

      Oi, Lucimara! Não se preocupe, a gente sempre deixa um monte de coisa para trás. Tomara que você volte mesmo, aí você pega minhas dicas e as de um monte de gente! Ajuda não vai faltar 🙂

      Abç!

  6. Carla michel

    Estive em Roma agora em agosto, um passeio lindo de 15dias 0por Roma, Firenze e Paris. Adorei teu site, me ajudou muito….e a dica mais quente foi de ir aos pontos turísticos a tarde, pois nao pegamos quase filas. Isso aconteceu no museu do Louvre e na catedral de norte dane de Paris……ótima dica que peguei aqui.
    Valeuuuu….

    • Alessandro Paiva

      Oi, Carla! Que bom que pude ajudar 🙂 Então está confirmado: passeios à tarde = menos fila! E que passeio bom esse seu, hem!

      Grande abraço e obrigado pelo comentário.

  7. la vai minha duvida: eu quero ir para napoles e para florença em um bate e volta (é o tempo que temos..). na volta, pretendo pegar o ultimo onibus/trem/aviao para voltar a Roma. como são os metros e onibus depois das 21h para eu conseguir chegar em um hotel em roma? pensei em ficar na trastevere ou no centro, perto da fontana di trevi ou outra piazza…

    • Alessandro Paiva

      Oi, Carol! Depois das 21h o metrô é mais vazio, e funciona, de domingo a quinta, até as 23h30, e às sextas e sábados até 1h30. Acho um pouco desconforteavel andar de metrô com muita bagagem, embora não seja impossível. Se bem que, nesse horário é bem mais tranquilo, lembrando que você deve estar sempre atento aos pertences. De ônibus já acho um pouco punk, pois mesmo tarde da noite algumas linhas costumam ficar lotadas. Se você ficar hospedado em Trastevere, terá que pegar um táxi ou ônibus, pois não existe estação por perto. Para a Fontana di Trevi tem a estação Barberini. Para a Piazza di Spagna, um dos locais mais charmosos, tem a estacão Spagna. E para o centro, que acho o melhor lugar para se ficar, embora seja menos “charmoso”, tem a estação Termini, de onde partem e chegam os trens intermunicipais e internacionais, por onde passam as duas principais linhas de metrô e possui várias linhas de ônibus, além de ser o local com preços mais em conta. Eu o aconselho de ficar em Termini, caso não faça questão de muito luxo. Tem hotel ruim, mas tem hotel muito bom. E a estação é um ponto de apoio, pois possui um série de lojas e negócios fundamentais para o turista. Nas redondezas você encontra supermercados, cafés, restaurantes e tudo mais.

      Qualquer outra dúvida, não se acanhe! Ótima viagem!

  8. Hevelin

    Olá! Estou aqui de novo! Acontece que antes de ir para Praga e Barcelona, estou indo para Roma também. Já estou com o roteiro quase pronto. Praticamente feito através do seu blog ;D Obrigadaa!!
    Enfim, a minha duvida é sobre os custos. Quando estive em Londres quase cai de costas quando me deparei com os preços. Principalmente alimentação. Pra não passar o mesmo aperto (Pelo amor de Deus!!) tenho que perguntar. Como são os preços de comida por lá? As entradas, hostel e afins eu já me informei pela internet. Vou ficar 4 ou 5 dias e gostaria de saber quanto mais ou menos iria gastar… Será que é mais caro que Londres? Porque lá não vi nenhum sinal de crise… :S
    Era isso! Desde já, obrigada!! =)

    • Alessandro Paiva

      Oi, Hevelin! Que bom que você voltou ao blog :-)! Quanto a Roma, não se preocupe. Também fiquei horrorizado com Londres, e Roma não chega nem perto em termos de custo. Lá (Roma), as coisas não são baratas, mas também não são caras. E dependendo do local onde você vai ficar, dá para economizar bastante. Em Termini, por exemplo, é bem em conta. Eu, que sou pobre (rsrsrsrs), não me incomodei tanto com os custos. Estive lá em março do ano passado e voltei em novembro. Até almoçamos em locais mais turísticos, como a Piazza del Popolo, e não achamos tão caro assim. Até em Trastevere achamos uns bares e restaurantes bacanas com preços acessíveis. Como eu disse, não é barato, mas também não é caro. E nada se compara a Londres, rsrsrsr! Lembro que gastei um absurdo com um lanchinho mixuruco lá.

      Aproveitando, à noite, em Roma, não deixe de ir em Trastevere, entrando pela Piazza Trilussa, à Piazza Navona e ao Campo dei Fiori. Outro lugar que nunca havia ido e fui em novembro, são as Catacumbas de São Calixto, na Via Appia Antica e a cripta da igreja Santa Maria della Concezione dei Cappuccini, na Via Veneto. Muito bacanas. Fomos também à feira da Porta Portese, que acontece aos domingos, mas é o maior camelódromo! Não aconselho muito essa atração. Abraços!

  9. Hevelin

    Uuufa!! Obrigada! Você tirou uma grande preocupação das minhas costas hehehe Porque em Londres eu simplesmente sentei no chão da estação de trem e esperei dar a hora de voltar pra casa. Com uns trocados para um ultimo cafezinho no bolso, dores nos pés e mal agasalhada.. Tava eu lá, quase chamando: Eu quero minha mããe! Foi tenso.
    Estou indo sozinha, então comer andando ou no quarto do hotel é mais meu tipo ;P Mas dicas são sempre válidas!! Abraços!

  10. Denise

    Alessandro, adorei seu texto e as fotos. Meu deu uma enorme saudade de Roma e nem sabia que as ruínas que vi no Palatino era da casa de Augusto. Estive lá em setembro/12 e os pontos turísticos estavam lotados. Parecia Reveillon em Copacabana !
    Eu sei que vc não é guia turístico mas vou abusar de sua boa vontade e perguntar: saindo do Vaticano rumo ao Castelo de Sant’Angello passamos pelo Passetto di Borgo (é isso ?). Ali dentro havia umas moradias que pareciam medievais. São moradias mesmo ?
    Fiquei na maior curiosidade até hoje.

    Gostaria de voltar a Roma o mais rápido possível apesar de ter visto muita coisa nos 3 dias que fiquei mas, fiquei assustada com a violência com que os turistas são atacados no metrô e a abordagem de aproveitadores ao redor do Coliseu que se aproximam com a intenção de puxar a bolsa.
    Volto com medo, mas volto ! rs

    • Alessandro Paiva

      Oi, Denise! Antes de mais nada, obrigado pelo comentário. É isso mesmo, entre O Vaticano e o Castelo Sant’Angelo está o Passetto di Borgo, uma muralha que liga esses dois lugares. Não sei dizer dizer se aquelas moradias, que acredito serem habitadas, são medievais. São bem simpáticas, né! Tem muito negócio e instituição por ali, também.

      Eu fui lá em março e voltei em outubro, mas ainda estou escrevendo sobre essa última viagem. Roma é bom demais mesmo, entendo sua paixão pela cidade. Quanto à violência, felizmente não vi muita coisa, apenas uma romena grávida e sua amiga que tentaram assaltar ima senhora. Quando morei lá, em 2001, um cigano tentou tirar minha carteira da minha bolsa, mas não conseguiu. E olha que eu estava com a bolsa na frente e abraçado com ela! Todo cuidado é pouco, principalmente em locais lotados e apertados.

      Torço pelo seu retorno. Qualquer dúvida, não se acanhe. Não sou guia, mas adoro dar sugestões e trocar experiências.

      Grande abraço 🙂

  11. Renato Jose Berro

    Alessando, foi muito legal e divertido ler seu roteiro e depoimentos. Também já estive em Roma, e por duas vezes, 2008 e 2009, e estou voltando em Julho próximo em grupo de 4 casais. Fiz praticamente os roteiros que você fez e aproveitei muito as dicas. O que fizemos que você não citou foi comprar muitos salames ( a Itália tem presunto e salames como lugar nenhum, de todo tamanho e condimentos, fica ai mais uma dica pro pessoal, ai é só fazer um “picnic” no quarto do hotel, com vinhos ou cervejas, depende do clima. Ah, tenho uma foto das Igrejas gemas na praça del popolo muito boa, se desejar para inclementar seu blog posso lhe enviar via email ou face. Você terá meus dados, creio eu, pois vou preenche-los logo abaixo. Parabéns e obrigado por seu trabalho, os links (aproveitei vários, incluisve o do Rameses II, fantástico), as piadinhas, as dicas como já falei, quem ainda não foi, é um roteiro 10. Até mais. Abração.

    • Alessandro Paiva

      Renato, valeu pela dica do salame 🙂 Não fizemos o “picnic” em Roma, mas, por coincidência, quase fizemos um em Barcelona, rsrsrs! O mercado La Boqueria tem ótimos queijos e presuntos. Cogitamos uma noite de drinques no hotel, mas não rolou. Quando eu voltar a Roma, dou um jeito de fazer isso.

      Grande abraço!

  12. Renato Jose Berro

    Desculpa ai, digitei rápido, o email saiu errado, acabei de corrigi-lo.Agora sim, abraço.

  13. Renato Jose Berro

    Olá Alessandro, gostei muito do seu blog, seu roteiro, suas dicas, etc… Também já estive em Roma 2 vezes 2008 e 2009, vou voltar em Julho com um grupo de 4 casais. Na praça del Popolo, se você quiser, fiz uma foto que mostra as igrejas gemeas e a praça como você queria, se quiser posso postar no face ou email. Parabéns e obrigado pelas informações. Seu espirito brincalhão fez a leitura muito gostosa, e quem nunca foi pode aproveitar muito suas sugestões e dicas. Grande abraço

  14. Cássio Rubert

    Mestre… sensacional o texto, cheio de fotos excelentes, detalhes esclarecedores e um bom humor louvável! Vamos a Roma em maio, e faremos boa parte deste roteiro. Muito obrigado, ajudou muito mesmo!!!

    • Alessandro Paiva

      Muito obrigado, Cássio! Valeu mesmo! E em dois dias publicarei um post sobre meu retorno a Roma, em outubro do ano passado. Nele farei uma pequena comparação entre os dois roteiros (de março de 2012 e outubro de 2012). Muita coisa é repetida, mas tem alguns acréscimos bem bacanas. Tomara que ajude bastante em sua viagem. Grande abraço e uma excelente viagem para vocês!

  15. Cássio Rubert

    Estou aguardando ansiosamente!!!!!

  16. Maureen Marcondes

    Oi Alessandro
    Estou indo para Roma de passagem em um cruzeiro pelo mediterraneo. Gostaria de saber em quilometros mais ou menos a distancia do Vaticano para as pricipais praças, e Coliseu e Forum. Já conheço, mas agora estou indo com meu marido que não conhece e duas amigas. Como não temos mais a disposição dos jovens gostariamos de ter uma noção de distancia. Um amigo informou que do vaticano ao coliseu é perto,mas queremos ter uma idéia do coliseu até a praça navona e a fontana de trevi.É muito longe?

    O onibus nos deixará no Vaticano, é o nosso ponto de partida.
    Aguardo
    Maureen

    • Alessandro Paiva

      Oi, Maureen!

      Eu não sei informar a distancia em quilômetros, mas o Vaticano não está muito próximo às demais atrações. Dele, a atração mais próxima é o Castelo Sant’Angelo. Para os demais locais é preciso andar um bocado. A estação de metrô mais próxima do Vaticano é a Ottaviano San Pietro. Vou fazer o seguinte: eu tenho um mapa do Google com as principais atrações marcadas. Envarei para seu e-mail, assim você compara as distâncias. Nesse mapa também estão as estações de metrô, que são uns quadradinhos vermelhos com um “M” dentro.

      Grande abraço e ótima viagem 🙂

  17. Jezane Morato

    Olá ! Adorei o site.
    Estou indo para a Europa em Junho e meu voo de retorno ao Brasil sairá de Roma, porém para conhecer terei apenas dois dias.
    Ficarei em um hotel ao lado da estação Termini.
    Qual metro, onibus … devo pegar para ir aos principais pontos turísticos, Fonta di Trevi, Coliseu, Praça de São Pedro, Fórum Romano… Enfim estou perdida, pois só falo português rssss
    Pode me ajudar ??
    Obrigada !

    • Alessandro Paiva

      Oi, Jezane! Roma é um pouco ruim em relação ao transporte público, mas de Termini tudo fica mais fácil. Para ir ao Coliseu, Fórum Romano e Palatino basta descer na estação Colosseo. Para a Praça São Pedro, tem a estação Ottaviano San Pietro – Musei Vaticani. Tem que andar uns quarteirões, mas não fica longe. Importante você ter um mapa em mãos, ok? Para a Fontana di Trevi pode descer na Barberini Fontana di Trevi. Para a Piazza di Spagna tem a estação Spagna. Vou fazer o seguinte: enviarei para seu e-mail um mapa do Google contendo os principais pontos turísticos marcados. Daí basta ver qual a estação está mais próxima do local desejado. As estações são uns quadradinhos vermelhos com a letra M dentro. Abraço e ótima viagem 🙂

  18. Jezane Morato

    Obrigadaaaa !! Será de grande ajuda !!
    🙂

  19. Denise

    Oi Alessandro tudo bem?
    Me diverti muito com o seu relato da viagem, estou retornando pela segunda vez e alterei meu roteiro com suas dicas, valeu! Se puder me envie este mapa do Google contendo os principais pontos turísticos marcados. Obrigada, e por favor post mais viagens A D O R E I !

    • Alessandro Paiva

      Oi, Denise! Obrigado pelo comentário! Espero que minhas indicações sejam muito úteis na sua viagem 🙂 Enviarei o mapa marcado para seu e-mail.

      Abraço e ótima viagem!

  20. Juliana

    Olá,
    vou para roma no dia 26 de agosto e estou com receio em relação ao clima.será que é muito quente?
    gostaria da sua opiniao,que pelo jeito conhece roma como ninguem!!!

    obrigada

    • Alessandro Paiva

      Juliana, é quente demais! Rsrsrs! Quando morei lá, até colocava sangue pelo nariz, de tanto calor. E era seco. O céu fica azulzinho, azulzinho… A cidade lota de turistas, mas os italianos somem, rsrsrs! Saem de férias. Como você está indo em altíssima temporada, aconselho a comprar os ingressos antecipadamente. As filas são muito grandes e o turista perde muito tempo comprando ingresso. Se for à Capella Sistina, aconselho você a entrar no site e comprar o bilhete. A fila é sinistra! O mesmo para o Palatino, Coliseu e Fórum Romano. Um único ingresso dá direito a visitar essas três atrações num prazo de 48 horas. Se existir venda on-line, faça-o. Abraço, boa viagem e dê saudações à cidade por mim 🙂

  21. Pingback: Tudo sobre o roteiro “Itália e Espanha 2013″ | Batalhas pelo mundo

  22. Sara

    Adorei seus roteiros e mais ainda sua boa vontade em transmitir de maneira tão leve e divertida as suas aventuras! Com certeza será muito útil na minha viagem!Acho até que vou lembrar desse site qd estiver passeando pelos mesmos locais, valeu!

  23. Tiemi

    Olá Alessandro! Acabei de voltar de Roma e estou numa
    depre! Ainda mais quando vejo as notícias tristes por aqui em SP!
    Achei seu blog por acaso e me deu mais saudades ainda de Roma! Que
    lugar espetacular! Vc descreveu ela exatamente como ela é…
    Perfeita e maravilhosa! Parabéns pelo texto e as fotos! E eu joguei
    a minha moedinha na Fontada di Trevi. Espero voltar rapidinho pra
    lá!! Mas só quem conhece Roma vai entender esse sentimento que
    sentimos quando deixamos ela!

    • Alessandro Paiva

      Pois é Tiemi!! Dá uma deprê do cão!! Também estou na mesma fossa, cheguei de Paris na semana passada e até agora não me conformei, rsrsrs! Mas Roma é isso mesmo. Já ouviu falar na Síndrome de Stendhal, em que as pessoas visitam outros países e ficam supersensibilizadas com elementos estéticos (arte, arquitetura etc.)? Roma e Florença são as principais provocadoras dessa síndrome. Os visitantes ficam perturbadíssimos com tanta beleza e magnitude, precisando até de tratamento. A depressão pós-viagem é inevitável. É claro que não fomos atingidos nesse nível patológico, mas fala que não bateu uma Stendhal básica, rsrsrs! Quando fui a Roma pela primeira vez, em 1993, levei umas 3 semanas para vencer o baixo-astral do retorno :-).

      No mais, muito obrigado pelo comentário. Grande abraço!

  24. Post maravilhoso, Alessandro! Abrs.

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, Augusto! Muito obrigado! Depois dê outra passada no blog, breve posto sobre um retorno a Paris.

      Abraço!

  25. Olá Alessandro!
    Tb fui para Roma pela segunda vez. E dessa feita joguei um punhado de moedas na Fontana di Trevi! Quero voltar várias vezes. Aliás, gostaria é de morar lá ou em Firenze!
    Grande abraço. Excelente 2014.
    Augusto

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, Augusto! Conte com seu retorno a Roma, então. Essas moedinhas não falham! E quem não gostaria de morar em Firenze, rsrsr! Lá é muito bom, uma cidade pequena e cheia de atrações.

      Grande abraço e um excelente 2014 para você também!

  26. Maria Belén Riera de Figueiredo

    Amei!!! Vou à Itália em agosto. Programei para Roma 3 dias, Florença 2 dias e Veneza 1 dia. O que você acha? Pensei em fazer os 3 primeiros dias de seu roteiro e deixar o restante para uma segunda vez. Porque com certeza eu ainda não fui mas vou voltar.
    Se você puder mandar para mim também os mapas com as indicações dos monumentos e transporte eu agradeço desde já.
    Aguardo ansiosamente o roteiro de Florença, você já fez? De qualquer maneira vou procurar.
    Beijos.
    Ps: Morri de rir com o episódio do banheiro. Kkkkkk

    • Alessandro Paiva

      Oi, Maria! Muito obrigado pelo comentário! Quanto a Roma, você terá que correr um pouco, pois 3 dias, como você percebeu, são pouco. Selecione as atrações mais “pop” e comece sua maratona, rs! Acho bacana do jeito que você colocou as três cidades no seu roteiro.

      Quanto ao mapa de Roma, tenho um do Google com as atrações marcadas, o qual tentei fazer conforme planejado, mas, quando chegamos lá, tivemos que fazer algumas adaptações inevitáveis, nada de mais. Vou enviar um link desse mapa para seu e-mail. De transporte, é possível ver a localização das estações de metrô nesse mapa, que são identificados com a letra “M” dentro de um quadrado vermelho. Já os pontos de ônibus estão em um pequeno quadrado azul, que possui um “onibusinho” dentro. Tem uns quadrados azuis que indicam os trens, mas acredito que você não irá precisar de utilizar esse meio.

      O roteiro de Florença só tenho aquele publicado no blog, de dois dias, Infelizmente, ainda não voltei lá. Vou te passar também o link do mapa de lá, com as atrações marcadas.

      No mais, é isso. Qualquer dúvida, é só me escrever que tento ajudar.

      Abraço e ótima viagem 🙂

      • Claudiana

        Oi Alessandro!! Estou indo à Roma agora, fev 2015. Você poderia me passar esse mapa do qual falas no comentário acima? Obrigada!!

      • Alessandro Paiva

        Oi, Claudiana! Vou publicá-lo nso posts sobre Roma. COlocarei no final dos textos, ok? Não sei se consigo fazer isso hoje, porque tenho que ajustá-lo. Mas breve breve faço isso e te aviso por e-mail. Abraço e muito obrigado pela visita ao blog 🙂

    • Alessandro Paiva

      Ah, Maria! Esqueci de te falar uma coisa: em agosto é quentíssimo e é alta temporada. Roupas leves serão imprescindíveis. E quanto mais passeios a pé você fizer, melhor, pois o metrô fica lotado, assim como os ônibus. Portanto, não deixe de adquirir um mapa impresso para andar por lá, ok? Se você tiver um smartphone, baixe os mapas gratuitos, que ajudam bastante. Eu, particularmente, uso o do aplicativo TripAdvisor City Guides e o aplicativo Mapas do iPhone. O do TripAdvisor é um guia gratuito, que você baixa o aplicativo e, em seguida, baixa o guia da cidade que deseja visitar, nesse caso, Roma.

      Abraço!

  27. Renata

    Alessandro, seu blog está orientando minha viagem inteira. Estou em Roma neste momento é suas dicas foram nosso roteiro hoje. Adorei e obrigada !! Mais 2 dias pela frente, com seu roteiro, claro !!

    • Alessandro Paiva

      Ah, que bom que pude ajudar, Renata! Aproveita bastante e dê um abraço em Roma por mim! E não se esqueça de jogar a moedinha na Fontana di Trevi 🙂

  28. Claudia

    Oi Alessandro,

    Gostei muito do seu roteiro, pretendo ir a Roma de 21 a 27 de março, provavelmente muito frio não é?
    Estou com uma dúvida muito grande em relação a hospedagem, como somos 3 adultos e ficaremos 6 noites, creio que um apartamento nos atenderia melhor.
    Mas vi o camping Village Roma e o preço agradou muito, mas se puder me orientar agradeço.
    Para me deslocar até o centro preciso usar ônibus e metrô, e pelo que andei pesquisando os horários de transportes em Roma não são muito bons, você teria alguma dica de hospedagem não muito cara e que eu possa me deslocar com facilidade? Agradeço muito todas as dicas.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Cláudia! Nessa época já não é tão frio, mas é importante levar casacos e demais acessórios contra o frio. O Camping Vilage Roma é o da Via Aurelia, 831? Se for, é muito fora de mão, bem distante de tudo, embora seja servido de linhas de ônibus. Eu prefiro ficar em áreas mais centrais. No centro histórico e áreas mais badaladas é caro, então prefiro me hospedar na região da estação Termini. A maioria das pessoas não gostam de lá por causa do aspecto “rodoviária”, mas eu não vejo problema algum. Além de que a Termini é a estação de onde partem os principais trens da cidade, é a estação de metrô onde as duas linhas se cruzam e é um local repleto de linhas de ônibus, com pontos finais de frente para a estação, servindo grande parte da cidade. Ali, os hotéis são menos caros e o comércio local é bastante satisfatório, sem esquecer que possui bons restaurantes, cafés etc. Das duas últimas vezes em Roma, fiquei no Terminal hotel, que fica na Via Principe Amedeo 103, a dois quarteirões da Termini. Não é um hotel de luxo, o café da manhã não é bom, mas nos atendeu perfeitamente. Veja esses comentários no Trip Advisor sobre ele: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g187791-d232868-Reviews-Hotel_Terminal-Rome_Lazio.html

      Qualquer coisa, faz uma pesquisa no tripadvisor.com sobre hotéis na região próxima a Termini.

      No mais, é isso. Qualquer outra dúvida, terei o prazer em tentar ajudar 🙂 Abraço e ótima viagem para vocês!

    • Alessandro Paiva

      Ah, Cláudia, para mais informações sobre Roma, leia meu outro post sobre a cidade em http://wp.me/p1A3X1-Ud

  29. Sandra Monteiro

    Olá,
    tenho pesquisando bastante, e de longe o seu blog é o melhor!
    estou aproveitando e montando meu roteiro
    obrigada

  30. Claudiana

    Oi Alessandro! Estarei viajando para Roma em fevereiro 2015. Sua postagem sobre o que visitar na cidade me ajudará, com certeza. Como já foi dito nos comentários acima, viajamos junto com você, ao lermos este post. Poderias me enviar um mapa com esses locais visitados por vc?

    • Alessandro Paiva

      Vou publicá-lo nos post, Claudiana. Aguarda só um tempinho, ok? Te aviso por e-mail. Abraço!

  31. Róberson

    Olá Alessandro. Bom, tu, viajante de 1ª linha e com muita rodagem por Roma (Li esse e também o da 9ª viagem a Roma) provavelmente deve ter visitado Roma alguma vez, em julho.
    Estarei na Itália e primeiramente em Roma em julho desse ano. Mas meu medo é da superlotação de todos os pontos turísticos. O que aconselhas?

    • Alessandro Paiva

      Oi, Róberson! Obrigado pela visita ao blog! Julho é alta temporada em Roma. O calor é intenso e a cidade fica lotada. Você pode se prevenir comprando bilhetes das principais atrações adiantado pela internet, planejando seu roteiro de forma a encaixar essas reservas. Assim você evita filas gigantescas para as bilheterias. Outra coisa a se fazer é tentar um roteiro com ênfase em caminhadas. Como o transporte público estará lotado, quanto mais você andar à pé, melhor. Mas não se preocupe. Lotada ou não, Roma é sensacional! Ótima viagem 🙂

  32. Róberson

    Obrigado pela dica Alessandro, foi mais ou menos isso que pensei. Uma dúvida, sabe o horário de funcionamento das Igrejas Gêmeas?
    Obrigado mais uma vez!!

    • Alessandro Paiva

      Ish, Róberson, não sei. Provavelmente devem estar abertas todos os dias. Evite os horários de missa (como no Brasil), pois nessas horas, geralmente, não são permitidas visitas turísticas, a não ser se o motivo for o próprio culto/missa. Abraço!

  33. Camila

    Amei o seu roteiro, e vou copiar! Super bem ilustrado, as fotos estao lindas, e seu texto é muito bem escrito, divertido e flui bem. Parabéns e obrigada pelas dicas!

  34. Oi, Alessandro! Caí no seu blog procurando dicas de Roma e me diverti com os posts. Parabéns, é muito gostoso de ler e as dicas são ótimas. Fotos muito legais, também. Tenho um blog e sei o trabalho que dá! Já estou te seguindo!

  35. Yara Alexandre Pereira

    Adorei seu blog. Vou para Roma no dia 12 de junho próximo e utilizarei muito as suas dicas. Obrigada por compartilhar tudo. Parabéns! Um grande abraço.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Yara! Muitíssimo obrigado! Hoje mesmo estava relembrando a Itália. Deu saudades de Roma, do espresso, das massas, das pizzas, dos sorvetes… Faz um favor pra mim: experimente isso tudo 🙂 Abraços e ótima viagem!

  36. Olá Alessandro!
    Primeiramente parabéns pelo blog! Rapaz, vou passar por Roma nesse próximo fim de semana, chego dia 13 à noite e já tenho que partir no dia 16 cedinho pra Lisboa. Nunca saí do Brasil, trabalho com criação de desenhos para tatuagens e sou um amante de esculturas e estátuas, gostaria de ganhar tempo no pouco tempo que vou ter para fotografar estátuas, sou fissurado nas obras de Bernini, alguma sugestão de roteiro? Te agradeço muito se puder me ajudar… Grande abraço!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Charles! Muito obrigado! O que não falta em Roma são estátuas, rsrsr! Quando você fala do Bernini, é o pai ou o filho? Ambos foram escultores, mas acredito que seja o filho (Gian Lorenzo), pois suas obras são as mais importantes. Você encontrará esculturas dele na basílica de São Pedro (Vaticano), na Galleria Borghesi, na Piazza Navona, na Piazza Barberini (Fonte de Tritão, belíssima!), entre outras localidades. Faz o seguinte: dê uma olhada na biografia dele no Wikipedia em http://pt.wikipedia.org/wiki/Gian_Lorenzo_Bernini . Em seguida, confira no mapa que posto no final do relato sobre Roma e veja as localidades para poder montar seu roteiro, tentando colocar uma coisa próxima da outra para otimizar seu tempo. A escultura que eu mais gosto é da do Bernini pai (Pietro), que se chama Fontana de la Barcaccia. Fica na Piazza di Spagna. Não é do Bernini filho, mas é sensacional! Nos Museus Vaticanos também tem muita estátua. Não são deles (talvez tenha alguma), mas há muita obra. O mesmo para os Museus Capitolinos. E não sei se é de seu interesse, mas muito tatuador gosta: a Cripta dos Freis Capuchinos, onde existe uma infinidade de esculturas feitas com a ossada de freis que atuaram na igreja Santa Maria della Concezione dei Cappuccini, na Via Veneto, próximo à Piazza Barberini. Só não pode fotografar, uma pena, mas vale a visita. Aliás, em muito museu de Roma não se pode fotografar, então não se decepcione se for impedido de fazer um registro. Confira meu outro relato sobre Roma em http://wp.me/p1A3X1-Ud .

      Abraço e ótima viagem!

  37. Sabrina

    Alessandro?
    Eu consegui reservas para a Necrópole do Vaticano. Mandei e.mail para scavi@fsp.va e dia 22 de outubro posso ir. Fui pagar e me pediram a senha do cartão de crédito! Isso é normal para compras de bilhete online?Como eu desisti de colocar a senha recebi um e.mail assim:
    EPay – Pagamento NON AUTORIZZATO

    Gentile Cliente,
    la informiamo che il suo pagamento NON è stato autorizzato.
    Gli estremi del pagamento sono:
    Negozio : Ufficio Scavi Fabbrica di San Pietro
    Importo : 26.00 EUR
    Numero Ordine : tem a informação aqui.
    Riferimento Transazione : tem informação aqui…
    Carta di Credito : VISA
    Data Transazione : 2015-08-04 23:34:13.0
    Notification Service
    Servizio Internet Vaticano

    • Alessandro Paiva

      Vish, Sabrina… Nunca vi. A senha deveria ser o meio mais seguro de se comprar com cartão de crédito, mas vai que o site da necrópole está rackeado ou algo do tipo, né?… Faz o seguinte, entre em contato com o seu banco para ver se existe a possibilidade de ser requisitada senha de cartão. A resposta que te deram via e-mail é que seu pagamento não foi autorizado, que você provavelmente deve ter entendido.

      Abraço e boa sorte 🙂

  38. Alessandro! Lí e ri muito, vc. escreve com graça! Obrigada, pelas dicas, irei à Roma em Abril/16 pela 3ª vez, mas sei que será como a 1ª ” um êxtase”.

    • Alessandro Paiva

      Muito obrigado, Cida! 🙂 Tô doido para voltar a Roma também. Vou comer bastante! Abraço e ótima viagem!

  39. Fabiana

    Parabéns pelo texto. Matei um pouco a saudade e elucidou algumas dúvidas. Sensacional.
    Valeu!

  40. Cleonice

    Marido e eu vamos em setembro e estávamos traçando o roteiro quando vi o seu.Vamo seguí-lo sem sombra de dúvida.Perfeito! Adoramos todas as dicas.Valeu!

    • Alessandro Paiva

      Muuuuito obrigado, Cleonice! Dê uma lida também no post “Roma: que venha a décima vez”. Abraço e uma ótima viagem pra vocês!

  41. Rúbia Guimarães

    Alessandro! Vim aqui roubar uma foto (com devidos créditos e para o nosso facebook kkkkk) e fiquei viajando e com vontade de chorar! Me aguarde, Roma, também joguei moedinha da Fontana de Trevi!

  42. Janaina Braga de Paula

    Ri tanto, mas tanto da estória do xixi, ponto de ônibus, número 2 e banheiro público que minha barriga doeu e quase fiz xixi nas calças! ! 😂😂😂

    • Alessandro Paiva

      KKKK! Jana, é a mais pura verdade, sem dramatização ou exageros. No dia, foi tenso, mas valeu pela história que temos para contar, kkkkkk!

      Bjss!!!

  43. Maria

    Alessandro, to indo pra Roma pela segunda vez na próxima semana (19 de setembro). Vou me hospedar em um hotel que fica ao lado da Fontana de Trevi. Como faço para ir a noite do hotel para o bairro Trastevere? E como voltar?

  44. Andressa

    kkkkk, muito bom! adorei! Um grande abraço!

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