Florença 2012: um passeio pela jovem cidade antiga

Piazza di Santa Maria Novella - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza di Santa Maria Novella.

Se eu soubesse que Florença era aquilo tudo, teria ido lá há muito tempo e voltado tantas outras vezes. A energia da cidade é indescritível! A maturidade de sua história e a jovialidade de seus habitantes proporcionam uma aura capaz de atrair qualquer turista desinteressado. A idade média e a renascença ainda estão impregnadas em cada quarteirão, provando que a arte e o pensamento transcendem ao tempo. Como pode uma cidade ser tão antiga e tão jovem ao mesmo tempo? Como pode existir tanta relíquia em um só lugar?

Confesso que voltei de lá roxo de inveja. Isso mesmo, não escondo esse sentimento malévolo! Brincadeira, embora eu costume mesmo sentir uma “inveja” dos lugares bacanas que visito. Em Paris, por exemplo, tive “inveja” da abrangência do metrô e de sua eficiência. Em Los Angeles, senti “inveja” da indiferença às diferenças. Em Berlim, “invejei” a facilidade de poder ir a qualquer lugar de bicicleta. Já em Florença, a minha “inveja” era da aura artística. É muita história da arte espalhada pelas esquinas da cidade. Aonde quer que você vá, tem palácio, museu, atelier, igreja, escultura ou praça, tudo sempre de extrema importância artística, histórica e cultural.

PRIMEIRO DIA – quarta-feira

Praça e basílica de Santa Maria Novella, Piazza del Duomo, Battistero di San Giovanni, Catedral de Santa Maria del Fiore e Campanário de Giotto, Piazza della Signoria, Palazzo Vecchio, praça e basílica de Santa Cruz, Rio Arno, Ponte Vecchio e Piazza della Repubblica

Eu e o Élcio tínhamos acabado de chegar de Roma. Portanto já estávamos embalados no clima propício para explorar Florença. Nem por isso deixamos de nos chocar com a intensidade das coisas dessa cidade.

Nossa viagem duraria apenas dois dias, então tínhamos que ser rápidos. Chegamos de trem à estação Firenze Smn, deixamos as malas no hotel e partimos imediatamente para nossa jornada. O primeiro destino seria a Piazza di Santa Maria Novella. No caminho até praça, paramos para um café na Via degli Avelli. Como era bacana o proprietário da cafeteria! Um velhinho muito simpático, praticamente um personagem de livro de história infantil. Acho que até usava uma gravata borboleta. Bem florentino! Ele foi o primeiro de tantas figuras carismáticas que encontraríamos pela cidade.

Já na praça, visitamos a Basílica de Santa Maria Novella. A história dessa catedral começou no século IX. Depois de algumas transformações, a nova igreja só foi consagrada em 1.420 pelo papa Eugênio IV. Muito bem conservada. Dentre os muitos artistas que contribuíram para a construção e para o acervo da basílica, estão Filippo BrunelleschiMasaccio, Botticelli, Bronzino, Filippino Lippi, Uccello, Vasari e Nino Pisano. Para se ter uma ideia da importância histórica da Santa Maria Novella, foi no púlpito da basílica que Galileu Galilei sofreu o primeiro ataque as suas descobertas, levando, eventualmente, a sua acusação.

Basilica di Santa Maria Novella - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Basilica di Santa Maria Novella.

De Santa Maria Novella, seguimos para a Piazza del Duomo, onde estão localizados o Battistero di San Giovanni (Batistério de São João), a Catedral de Santa Maria del Fiore e o Campanário de Giotto. Nessa praça, encontraríamos com o meu amigo italiano Curzio, que eu não via desde 2.001.

Via dei Banchi, com vista para a Piazza del Duomo - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Via dei Banchi, com vista para a Piazza del Duomo.

Ao chegarmos à praça, passamos diante do Battistero di San Giovanni. Seu prédio é uma construção octogonal que simboliza o oitavo dia, tempo em que ocorre a ascensão de Cristo. Simboliza, também, a vida eterna, que é dada pelo batismo. O estilo arquitetônico do batistério serviu como modelo de construção para outras igrejas na Toscana. Não visitamos o seu interior, mas certamente teria valido a pena.

Battistero di San Giovanni - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Battistero di San Giovanni.

Após rodear o batistério, encontramos com o Curzio. Êta nostalgia! O passeio em Florença começou a parecer novela da Globo, daquelas filmadas em outros países: os personagens não têm nada para fazer, não trabalham à tarde e saem por aí se esbarrando, como se o mundo fosse Bom Jesus do Galho, cidade-natal do meu pai, que tem o tamanho de duas ruas. E o Roberto, amigo do Curzio, também foi.

Roberto, eu, Curzio e Élcio - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Roberto, eu, Curzio e Élcio.

Já estávamos fedendo a naftalina, de tanto assunto antigo posto em dia. Já era hora de continuarmos o passeio.

Nós quatro seguimos para a Catedral de Santa Maria del Fiore. Conhecida por sua cúpula monumental – projetada pelo arquiteto renascentista Filippo Brunelleschi – e pelo Campanário de Giotto, a catedral é uma das obras da arte gótica do primeiro período da renascença italiana. É de extrema importância para a história da arquitetura. Sua construção é o resultado de um trabalho de seiscentos anos.

Catedral de Santa Maria del Fiore e o Campanário de Giotto - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Catedral de Santa Maria del Fiore e o Campanário de Giotto.

Vista lateral do Campanário de Giotto e da Catedral de Santa Maria del Fiore - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Vista lateral do Campanário de Giotto e da Catedral de Santa Maria del Fiore.

Como tudo em Florença, a Catedral de Santa Maria del Fiore é recheada de arte e história. Destaco a representação do Juízo Final, pintado por Vasari e Federico Zuccari no teto da cúpula.

Domo da Catedral de Santa Maria del Fiore - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Interior da cúpula, com o afresco de Giorgio Vasari e Federico Zuccari, representando o Juízo Final.

Detalhe dos afrescos no domo da Catedral de Santa Maria del Fiore - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe do Juízo Final, na cúpula da Santa Maria del Fiore.

A cúpula é linda, mas ordinária! Passeio obrigatório em Florença, a subida ao seu topo é uma aventura. Havíamos blasfemado tanto na subida à cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, que pagamos por isso em Santa Maria del Fiore. A do Vaticano possui 138 m de altura, 48 m a mais do que a de Florença, mas, não sei por que, esta última parecia ter muito mais. O topo nunca chegava. Mais ao final, a escadaria ia se espremendo pelos corredores estreitos, cada vez mais inclinados. No entanto, como em toda aventura tempestuosa, a recompensa pelo esforço apareceu: a vista lá de cima é de cair o queixo! E também os pertences, caso você não os segure firme. O local é apertado e lotado de turistas, então o esbarra-esbarra pode jogar nossas coisas no chão ou lá de cima. No Vaticano, quase perdi meu ocscuro (óculos escuro, em mineirês).

Florença vista do domo da Catedral de Santa Maria del Fiore - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Florença vista da cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore.

Florença vista do domo da Catedral de Santa Maria del Fiore - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Florença vista da cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore.

Basílica de Santa Cruz, vista do domo da Catedral de Santa Maria del Fiore - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Basílica de Santa Cruz, vista da cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore.

Infelizmente, tudo o que sobe, desce. A descida da cúpula não foi mais confortável que a subida. Em São Pedro, existem dois caminhos, um de subida e outro de descida. Na Santa Maria del Fiore existe um só. Aí você tem que andar que nem peixe em cardume: quando se abre uma brecha, tem que entrar rapidamente. Se Brunelleschi, o projetista da cúpula, estivesse vivo, eu “matava ele”! Cadê a acessibilidade?! Brincadeira, brincadeira :-).

Descida apertada pelo domo da Catedral de Santa Maria del Fiore - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Descida apertada pela cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore.

Acho que paguei pelos meus pecados, uma vez que meus joelhos não doeram por causa da ida à cúpula. Brunelleschi se safou de mais uma. Ou era o efeito do Bufferin, comprado em Roma? Só sei que eu estava bem animado para andar bastante por Florença. O astral da cidade era altíssimo! E o nosso também.

Antes de continuarmos o passeio, almoçamos longe dali. Só que o longe de Florença é perto, pois a cidade é pequena e tudo é muito concentrado. Fomos a um restaurante toscano em que o Curzio trabalhara. Comemos e conversamos muito, bebemos vinho um pouco além da conta e retomamos o roteiro.

Ainda falando do tamanho da pequena grande Florença, não utilizamos o transporte público em hora nenhuma, porque não havia a mínima necessidade. É facílimo andar a pé por lá. Existe, inclusive, a cultura da bicicleta. Se eu soubesse, teria alugado uma. Aproveito para a dica:

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivacomo a sustentabilidade está na moda, antes de viajar, procure saber se no local aonde você vai utiliza-se a bicicleta como alternativa de transporte. Além de sustentável, a magrela leva você a praticamente todos os lugares, numa velocidade bem maior do que se fosse à pé. Assim, o seu passeio rende bastante e sobra tempo para visitar outras atrações. E vou dizer mais: é muito divertido! Na Toscana existe, inclusive, o tour de bicicleta entre as cidades dessa região, feito por empresas especializadas. Para o aluguel de bicicletas em Florença ou na Toscana, indico a Florence Bike Tours e a Tuscany Bike Tours.

Depois do almoço, seguimos para o Palazzo Vecchio (Palácio Velho), localizado na Piazza della Signoria. O palácio já teve várias denominações, tendo sido, inclusive, residência de Cosimo I de’ Medici, membro da família Medici, famosa pelo mecenato. Hoje, o edifício abriga a prefeitura de Florença e várias secretarias municipais. Há também um museu, com destaque para as magníficas salas onde trabalhavam, entre outros, Bronzino, Ghirlandaio e Vasari, e onde estão expostas obras de Michelangelo, Donatello e Verrocchio. Adoro esse povo talentoso!

Palazzo Vecchio - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palazzo Vecchio, com destaque para a Torre de Arnolfo.

Teto do Salão dos Quinhentos, no Palazzo Vecchio - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe do Salão dos Quinhentos, no Palazzo Vecchio.

Escultura na Sala dos Lírios, no Palazzo Vecchio - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Escultura na Sala dos Lírios, no Palazzo Vecchio.

É, já tínhamos visto tanta arte naquele dia que eu já estava quase esculpindo um cinzeiro em argila. Se dependesse da próxima atração, esse cinzeiro seria pintado majestosamente. Estávamos prestes a conhecer a Basilica di Santa Croce (Basílica de Santa Cruz).

Praça da Santa Cruz. Ao fundo, a Basílica de Santa Cruz - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Praça de Santa Cruz. Ao fundo, a Basílica de Santa Cruz.

Localizada na praça de mesmo nome, a Basilica di Santa Croce é considerada uma das principais basílicas da igreja católica do mundo. Segundo a lenda, foi fundada pelo próprio São Francisco de Assis. Lá dentro eu vi, inclusive, a túnica usada por ele. Era original! Emocionante! E não parava por aí. Não parava mesmo! A basílica abriga, entre uma pancada de obras-primas descritas na história da arte, alguns dos primeiros trabalhos da renascença italiana, como os afrescos de Giotto. Sabe o que mais? Ali estão sepultados, em meio a tantas figuras ilustres, nada mais nada menos que Michelangelo, Dante Alighieri, Galileu e Maquiavel. Como diria a minha amiga Kátia, você tem “loção” disso? Acho até que Michelangelo deu uma cutucada no meu pé, porque o cinzeiro que eu fiz ficou lindo! Mentira, viu?! Não existe cinzeiro nenhum.

Túmulos de Michelangelo e Dante Alighieri, na Basílica de Santa Cruz - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Túmulos de Michelangelo e Dante Alighieri, na Basílica de Santa Cruz.

Nave da Basílica de Santa Cruz e "Ascensione di San Giovanni", afresco de Giotto - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Nave da Basílica de Santa Cruz e “Ascensione di San Giovanni”, afresco de Giotto.

De Santa Croce seguimos em direção ao Rio Arno. Caminhamos as suas margens até a Ponte Vecchio.

Rio Arno. Ponte Vecchio ao fundo - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Rio Arno. Ponte Vecchio ao fundo.

A Ponte Vecchio (Ponte Velha), que atravessa o Rio Arno, é famosa pela quantidade de ourivesarias e joalherias ao longo de seu percurso. Acredita-se que suas origens datam da Roma Antiga, quando a ponte era feita de madeira.

Os ataques a Florença feitos pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial não danificaram a Ponte Vecchio. Acredita-se que esse resguardo tenha sido uma ordem direta de Hitler, um amante das artes. Todas as outras pontes vizinhas foram destruídas.

Ponte Vecchio - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ponte Vecchio.

A Ponte Vecchio é muito charmosa. Um convite aos amantes, mas não vá prender cadeados nas grades da estátua de Benvenuto Cellini, como muitos vândalos apaixonados fazem. Diz a lenda que, os amantes que trancarem um cadeado e lançarem a chave no rio, tornar-se-ão eternamente ligados. Porém, a retirada dos cadeados pela prefeitura danifica o monumento, tornando-os terminantemente proibidos. Se a polícia pegar você trancando um, é multa na certa! E pior: imagine se seu(sua) amante é um(uma) psicopata! Se esse for seu caso, mergulhe no Arno e vá atrás da chave, senão você levará uma vida de terror. É como diria o ditado que eu li há poucos dias, já distorcido e agora adaptado: “Antes ter amado e perdido do que ficar trancado a um psicopata para o resto da vida por causa de um cadeado imbecil.”

Lojas ao longo da Ponte Vecchio - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Lojas ao longo da Ponte Vecchio.

Atravessamos a Ponte Vecchio e nos dirigimos à Piazza della Repubblica para um café. No caminho, precisamente na Via Calimala, fomos presenteados com mais um pouco de arte, dessa vez executada por artistas de rua. Gostei de um desenhista que reproduzia com giz no asfalto A Moça com Brinco de Pérolas, do pintor barroco holandês Vermeer, e a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Fizemos uma pequena contribuição, o cara era fera!

Artista de rua ilustra "A moça com Brinco de Pérolas" e "Mona Lisa", na Via Caliamala - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Artista de rua ilustra “A Moça com Brinco de Pérolas” e “Mona Lisa”, na Via Calimala.

Tomamos um café (e umas cervejas) num restaurante na Piazza della Repubblica e descansamos um pouco. Eu e o Élcio falamos sobre o Brasil, e na maioria das vezes não contávamos boa coisa. Chegou a um ponto em que nos achamos um pouco “babacas” por ficar detonando nossa própria terra para os estrangeiros. Então, decidimos pegar mais leve na conversa. Foi quando o Curzio e o Roberto começaram a contar coisas da Itália. Aquele país que conhecemos, lindo e maravilhoso há mais de dois milênios, continua o mesmo, mas a situação não anda nada boa para os italianos, principalmente para os mais jovens. A crise está cada vez pior, os empregos estão cada vez mais escassos e a justiça não ajuda. Pelo que entendi, a Itália também é um país de injustiças e de muita corrupção. Naquele momento, comecei a perceber o tanto que é bom ser brasileiro nos dias de hoje. Sim, sei que aqui ainda existem muita corrupção, miséria e injustiças, mas já conquistamos muita coisa e acredito estarmos seguindo na direção certa, com uma mentalidade cada vez mais evoluída. Que continuemos assim. Que brasileiro orgulhoso!

Mas também falamos de coisas boas e conversamos muito fiado. Depois disso, seguimos para a estação. Já era hora dos meus amigos italianos irem embora para Turim, cidade onde moram.

Piazza della Repubblica - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Piazza della Repubblica, com o Arco ao fundo.

Na estação, despedimos do Curzio e do Roberto e seguimos para o hotel. E que hotel! Pagamos tão pouco e ficamos num quarto de primeira, com um café da manhã sensacional e wi-fi grátis! Yuhuuu! Comemoro porque em Roma, além da hospedagem ter custado um pouco caro, os serviços foram cobrados à parte. Portanto, mais um ponto para Florença! Deixamos para reservar o hotel dois dias antes e mesmo assim havia milhares de opções, todas com boa localização e bons preços.

Depois de um bom banho, fomos comer e beber. Ao andarmos pelas ruas à noite, percebíamos que a cidade não parava. Era uma quarta-feira e o movimento era intenso, tanto de florentinos quanto de estrangeiros. Lá quase não se viam aqueles grupos imensos de turistas, os quais se aglomeram num bololô e dificultam a caminhada pelas calçadas, pelos monumentos e demais atrações. Os turistas eram mais independentes, andavam sozinhos, em duplas ou em grupos de pouquíssimas pessoas. Eram bem mais decididos em seus percursos, sem aquela lenga-lenga de grupo que para e fica olhando distraído para o nada, conturbando filas, conversando alto e dificultando o acesso às atrações. Percebe-se que ali o turismo é bem mais segmentado. As pessoas vão lá porque sabem o que vão encontrar. Diferentemente de Roma, em que a maioria das pessoas vão porque é simplesmente bonito, mas não fazem muita ideia do que aquilo tudo significa.

Battistero di San Giovanni e Catedral de Santa Maria del Fiore - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Battistero di San Giovanni e Catedral de Santa Maria del Fiore.

Como quase todas as cidades históricas italianas, Florença é cheia de ruelas. É tudo muito antigo e tradicional. Mesmo assim, a cidade consegue atrair uma grande quantidade de jovens, sejam turistas, estudantes ou pessoas que decidiram tentar a vida profissional por lá. Embora possua menos de 400.000 habitantes, oferece atrações para todos os gostos e idades, seja de noite ou de dia.

Comemos em um restaurante bem simpático na Via Borgo San Lorenzo. A comida era muito boa, é OVNI, mas o que mais gostamos foi da recepcionista, que ficava de pé na calçada convidando os turistas para jantarem naquele lugar. Sentamos a uma mesa também na calçada e passamos a noite observando a atuação dessa moça, que se chamava Adriana. No bom sentido, ela era uma palhaça! Brincava com as pessoas na rua, tinha sempre uma abordagem criativa. Nem os lixeiros ficavam de fora. Quem a ignorasse, como um americano fez, não ficava de fora: “Ei, você! Ei, psiu! Ei! Adorei seu estilo: tipo calado.” Rachei de rir dessa tirada! Ao mesmo tempo, ela interagia com os clientes, e quando percebia que estávamos observando, fazia mais gracinha ainda.

Depois de jantarmos, rirmos um bocado e termos bebido uns bons vinhos, demos uma volta pela cidade e voltamos para o hotel.

SEGUNDO DIA – quinta-feira

Gelleria degli Uffizi, Palazzo Pitti, Jardins de Boboli, Galleria dell’Accademia e Piazza del Mercato Centrale

Acordamos cedo para ir à atração mais aguardada por mim em Florença: a Galleria degli Uffizi (Galeria dos Ofícios). E acho que eu não era o único ansioso. Quando chegamos lá, a fila já estava em um bom tamanho e o museu não tinha nem aberto ainda. Não era por menos. A galeria é uma das principais atrações turísticas de Florença e um dos museus mais importantes do mundo. É dividida em cerca de cinquenta ambientes, os quais têm os nomes dos artistas mais notáveis de cada conjunto. Nesse rol, encontram-se salas dedicadas a Leonardo da Vinci e Raffaello. A minha parte favorita, ou melhor, minha obra favorita, é O Nascimento de Vênus, de Botticelli. Parei diante dessa pintura por uns cinco minutos. Só saí de perto porque tinha muito turista querendo fazer a mesma coisa. E por que não parar também diante das obras de Uccello, Piero della Francesca, Filippo Lippi, Dürer, Tiziano, Parmigianino e Caravaggio? Além das salas dedicadas a esses e outros artistas, a galeria também possui espaços voltados à arte clássica da Roma Antiga. Só fiquei um pouco desapontado por não poder ter feito nenhuma foto, afinal fotografar na galeria é proibido. E a administração tem razão. O excesso de flashes danifica as obras. Como não pude mostrar imagens do interior do museu, vá ao Google Art Project e confira todo o seu acervo, num passeio virtual gratuito e em alta resolução.

Da Galleria degli Uffizi saímos preparados para um vestibular em Belas Artes. Eu só não passaria na prova por causa da matemática (e da biologia, física, química…).

O nosso próximo destino seria o Pallazzo Pitti. No caminho, passamos mais uma vez pela Ponte Vecchio. Fizemos outra fotografia, porém do lado oposto do Arno. Uma foto, duas fotos, três fotos e… PÂNICO! TRAGÉDIA! A máquina fotográfica morreu! Não ligava nem a porrete! Achei estranho, pois a bateria parecia estar carregada. Mas, com certeza, não estava. Eu até tinha outra, mas que estava praticamente sem carga. Olha, não consigo explicar o tanto que desesperei! Quem quiser que pergunte ao Élcio. Minha jornada em Florença parecia ter acabado ali, sem exagero. Para mim, fotografia em viagem é fundamental. Como é que ficaria este blog sem fotos?! E eu não tinha solução, a não ser utilizar a câmera do celular ou o restinho da outra bateria.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaÉ por isso que agora insisto: se você não vive sem uma máquina fotográfica nas viagens, as regras são simples. Primeiro: tenha sempre duas baterias. Se a carga de uma delas acabar, você se assegura com a outra. Segundo: assim que possível, coloque a bateria esgotada para carregar. Terceiro: para garantir que seu carregador servirá nas tomadas dos hotéis, tenha um adaptador de tomadas universal, com todos os formatos de plugues internacionais. Quarto: fotos em alta resolução e vídeos podem deixar o cartão de memória lotado. Nesse caso, ou você faz backup e formata o cartão para novas fotos ou utiliza outro. Embora eu tenha dois cartões, sou a favor do backup, pois, além dos cartões de memória cheios, corrompidos ou de fotos acidentalmente apagadas, você corre o risco de perder sua câmera ou a mesma ser furtada. Estou sendo paranoico? Hum; o seguro morreu de velho.

Abaixo, está a foto da Ponte Vecchio tirada antes do drama da bateria.

Rio Arno, com Ponte Vecchio ao Fundo - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Rio Arno, com Ponte Vecchio ao Fundo.

Com a câmera do celular ligada, um restinho da outra bateria e um adaptador de tomadas universal recém-adquirido, seguimos para o Palazzo Pitti. Situado na margem direita do Arno e bem próximo à Ponte Vecchio, o formato atual desse palácio data do século XVII, tendo sido construído originariamente em 1.458. Além dos Medici, outras famílias importantes residiram ali, como os Lorena, os Bourbon, os Bonaparte e os Saboia. Dou uma chance para você adivinhar meu sobrenome. Não sabe? Sou um Paiva. Nunca morei no Palazzo Pitti, mas se você souber de algum palácio em que minha família tenha vivido, avise-me, por favor. É sempre bom ter um.

Palazzo Pitti - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Palazzo Pitti.

O ingresso para o Palazzo Pitti pode se estender a vários outros museus do próprio palácio e aos Jardins de Boboli, que ficam nos fundos. A visita dependerá da opção de ingresso escolhida. Optamos por visitar o palácio, poucos museus e os jardins.

Dos museus que visitamos dentro do palácio, destaco o Museo del Costume (Museu do Vestido), dedicado às roupas manufaturadas, aos figurinos teatrais e cinematográficos e aos acessórios, num total de 6.000 peças de grande relevância. Entre essas peças, encontram-se modelos de estilistas internacionais, como Emilio Pucci, Valentino, Giorgio Armani, Gianni Versace e Yves Saint Laurent. Não é a melhor exposição do palácio, mas seu enfoque diferenciado faz valer a visita. Que o digam os vários estudantes “féxions” que estavam lá. Aliás, ser um italiano fashion é quase uma redundância. Ô pessoal que gosta de uma “roupitcha” bacana!

Cortile (pátio) do Palazzo Pitti - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cortile (pátio) do Palazzo Pitti.

Depois de visitarmos o interior do palácio, seguimos para os Jardins de Boboli. Muito bonitos, mas minha admiração estava eclipsada pela tensão do restinho da bateria que poderia acabar a qualquer momento. Eu ligava a máquina, tirava a foto rapidamente e a desligava, sem direito a regular tempo de exposição, asa, flash etc. Infelizmente, pude registrar pouca coisa. Então, amigo turista, você precisa ir a Florença para conferir os Jardins de Boboli em toda a sua magnitude, do jeitinho que está registrado na minha memória, ao vivo e em cores. E dá-lhe cores!

Jardins de Boboli. Ao centro estão o obelisco e a banheira de granito - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Jardins de Boboli. Ao centro estão o obelisco e a banheira de granito.

A jovialidade de Florença não ficou de fora dos jardins. Estudantes, artistas e turistas se deleitavam ao sol pelos gramados do complexo, precisamente no Prato dell’Uccellare. Uns liam, outros desenhavam, alguns se exercitavam e eu e o Élcio “invejávamos”. O astral era de primeira e não havia nenhuma panela de farofa avacalhando o cenário. Que hipocrisia! Duvido que a gente recusaria um prato de farofa servido ali na grama!

Bacino del Nettuno, no Jardim de Boboli - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bacino del Nettuno, nos Jardins de Boboli. Palazzo Pitti ao fundo.

O complexo dos jardins é muito grande e às vezes os trajetos são um pouco labirínticos. É um museu a céu aberto, requintado por sua arquitetura, pelo seu paisagismo e pela coleção de esculturas oriundas desde a antiguidade romana até o século XX. É imprescindível a subida até a parte mais alta desse parque, onde a vista de Florença é espetacular, tanto da parte histórica quanto dos campos toscanos. Um chá cairia muito bem.

Giardino del Cavaliere - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Giardino del Cavaliere (Jardim do Cavaleiro) e paisagem toscana vista desse jardim.

Por falar em chá, nessa parte mais alta também está o Museo delle Porcellane (Museu das Porcelanas), instalado no Casino del Cavaliere. Pode parecer coisa de tia velha, mas esse pequeno museu tem seu charme. Embora tenha sido aberto em 1.973, sua coleção é muito antiga.

Florença vista do Jardim de Boboli - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Florença vista dos Jardins de Boboli.

Ai, que raiva da minha máquina fotográfica! Que raiva da bateria! Que raiva de mim mesmo! Quanto às fotos feitas pelo celular, PÉSSIMAS! Mas mesmo com a bateria em pindaíba, dava para fazer algumas poucas fotografias.

La Kaffeehaus - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

La Kaffeehaus, nos Jardins de Boboli.

O pavilhão da foto acima chama-se La Kaffeehaus, prédio que hoje abriga um bar panorâmico. Naquele dia, não estava aberto.

O final do nosso passeio pelos jardins foi coroado pela Grotta di Buontalenti (Gruta de Buontalenti). O monumento foi inicialmente projetado pelo multitalentoso Vasari, mas sua construção, realizada entre 1.583 e 1.593, deveu-se ao arquiteto maneirista Bernardo Buontalenti, a pedido de Francesco I de’ Medici.

Grotta di Buontalenti, nos Jardins de Boboli - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Grotta di Buontalenti, nos Jardins de Boboli.

Os Jardins de Boboli são espetaculares, mas a manutenção do parque deixa um pouco a desejar. Em alguns pontos, a grama estava descuidada e os arbustos precisavam de uma poda. A Grotta di Mosè (Gruta de Moisés) estava meio abandonada, com a água suja e cheia de fezes de pombo. Isso, provavelmente, se deveu ao frio. Vi fotos na internet em que os jardins estavam muito floridos e bem cuidados.

Dos jardins, voltamos ao centro histórico de Florença. A próxima atração também era bastante aguardada por nós. Iríamos à Galleria dell’Accademia (Galeria da Academia de Belas Artes de Florença). Esse museu é conhecido, principalmente, pelo Davi de Michelangelo, e é dedicado à preservação e exposição de obras de arte originárias dos fins do perído gótico até o final do século XIX.

A escultura de Davi é espetacular! Quando a via em fotografias, eu tinha a impressão de que ele possuía uma certa indiferença no olhar, mas, ao vivo, percebi que sua expressão é bem agressiva, digna de quem acabou de matar um gigante. Aliás, gigante é a própria estátua, com seus 5,17 m de altura. E vou sempre repetir: para essa e outras esculturas, Michelangelo utilizou apenas um bloco de mármore, sem emendas ou retoques. A estátua foi esculpida entre 1.501 e 1.504 e originalmente encontrava-se na Piazza della Signoria, bem na entrada do Palazzo Vecchio, onde permaneceu até 1.873. Hoje, nesse local, encontra-se uma réplica da escultura, e muita gente (minha chefe) acha que essa é a original. Portanto, não se engane. A original está na Galleria dell’Academia.

Fomos à galeria já no final da tarde. Mesmo assim, enfrentamos um pouco de fila, que não era grande, mas lenta. E valeu muito a pena! Além de Davi, o acervo do museu é impecável. Vale lembrar que, conforme se faz necessário, tirar fotografias das obras é proibido. Ah, azar! Eu nem tinha muita bateria mesmo!

Nosso passeio por Florença estava quase no fim. Infelizmente, não tivemos tempo para visitar outros lugares que havíamos planejado, como a Casa de Dante, as igrejas de Santa Maria del Carmine e de Orsanmichele, e o Palazzo Strozzi. Porém sobrava tempo para irmos ao Mercado Central. Para nosso infortúnio, o local já havia fechado.

Mercato Centrale - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mercato Centrale.

Restou-nos, apenas, sentar em uma sanduicheria na Piazza del Mercato Centrale (Praça do Mercado Central). Valeu demais a pena! Que sanduíche, ou melhor, que panino delicioso! O local se chamava La Botteghina e possuia um cardápio de sanduíches bem variado. Muitos levavam o nome de quem sugeriu a receita. Comemos o American Student, panino proposto por um grupo de estudantes americanos. Muito bom! Era feito com schiacciata (uma espécie de ciabata), finocchiona (salame de porco típico da Toscana), tomate fresco, rúcula, pecorino ralado (queijo feito de leite de ovelha), creme balsâmico e um molho especial. Para dar mais charme à La Botteghina, a dona do estabelecimento era extremamente simpática. Ela nos explicava o preparo do panino com uma paixão de dar fome! Foi, sem dúvidas, o melhor panino que comemos na Itália.

Panino American Student, servido no La Botteghina - Firenze - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Panino “American Student”, servido no La Botteghina.

Da Piazza del Mercato Centrale, voltamos para o hotel, pegamos as malas e nos dirigimos à estação. Como é de praxe, fim de viagem dá muita deprê, mas o retorno a Roma nos consolava. Para saber sobre a nossa aventura na Cidade Eterna, clique aqui.

Pena termos ficado apenas dois dias em Florença. Precisávamos só de mais um dia, mas dava vontade de ficar pelo menos uns cinco. Assim poderíamos ir às atrações que faltaram no nosso roteiro e sobraria tempo para assentar nos bares, restaurantes e praças. Sobraria tempo, também, para ficar plantado diante de todas as obras-primas; para encher a cara de vinho e não se preocupar em acordar cedo no dia seguinte; para conversar um pouco mais com os carismáticos florentinos, que tanto nos agradaram com a sua cordialidade.

Mesmo tendo ficado tão pouco tempo, saímos de lá muito inspirados. Impossível não se encantar com a beleza das ruas e dos edifícios; com a história e suas figuras ilustres; com a arte e com o astral da cidade. A cultura faz bem a Florença e Florença faz bem à cultura. E a nós também.

Ah, quanto à bateria, deu tudo certo 🙂

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

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Sobre Alessandro Paiva

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  1. Silvana

    Amei seu relato sobre Florença…. Daqui a 12 dias estarei em Florença e vendo essas fotos só reforçou a minha ansiedade em conhecê-la. Fotos maravilhosas !! Abçs…

    • Alessandro Paiva

      Olá, Sil! Você vai adorar Florença! Hoje mesmo conversei com um amigo que me contou um tanto de coisa de lá. Fique atenta à Basilica di Santa Croce, que é cheia de coisas para se visitar. Pesquise na internet tudo o que vc puder pesquisar sobre ela. É muita coisa para uma igreja só. Abraço e ótima viagem! Mande lembranças por mim 🙂

  2. Roberta

    Alessandro, Florença e fantástica…..amando isso aqui….conto quando voltar e darei algumas contribuições para o blog….bjs

  3. Nossa Alessandro, suas fotos ficaram um arraso! Que cores! Me conta: qual máquina fotográfica você usa?

    Florença é realmente uma cidade que faz a gente se apaixonar. Eu gostei tanto que acabei vindo morar aqui. Hoje não moro mais no centro, mas em uma cidadezinha nos arredores, próxima ao outlet The Mall ( http://www.themall.it ) Por falar nisso, você chegou a fazer compras?

    A Italia também costuma deixar muita gente com “inveja” do seus estilistas, da moda, das roupas impecáveis.

    Bem, é isso aí. Quero saber como deixar minhas fotos assim tão brilhantes, conta o segredo!

    abs,

    Barbara

    • Alessandro Paiva

      Oi, Barbara! Obrigado pelo comentário! Agora tenho “inveja” de você :-). Morei em Roma e gostei muito, mas se eu soubesse que Florença era assim, eu teria corrido pra lá na mesma hora! Que astral! E você tem razão: italiano é fashion demais, eheheh!

      Não tive muito tempo para fazer compras, porque fiquei lá só dois dias e ainda por cima reencontrei um amigo italiano que eu não via há mais de 11 anos. Paramos muito para conversar e o tempo para passear ficou restrito. Mas vou te falar, ô cidade bacana! Quero voltar lá para ficar uns 5 dias.

      Quanto à máquina fotogtráfica, hoje uso a Canos EOS Rebel T2i, com lente 18-200 mm. É uma semi-profissional, mas dá para fazer umas fotos bacanas. Porém nem sempre as fotos mostram o lugar como ele realmente é, né. Aí eu dou uma revitalizada no Photoshop. Muitas vezes as cores ficam sem contraste e sem vida. Até o céu costuma ficar com um azul “lavado”. Nessas horas é bom dar um tratamento para deixar as cores mais reais. Se você gosta de fotografia, faz um curso básico de photoshop. Vale a pena.

      Um abraço para você e outro para Florença 🙂

  4. Oi Alessandro,
    Obrigada pela dica. Vou experimentar essa revitalizada das cores com Photoshop. Você usa algum filtro especial ou faz foto por foto a mão?
    O resultado fica realmente muito bom, agora eu que fiquei com “inveja” de você… 🙂
    abs
    Barbara

    • Alessandro Paiva

      Oi, Barbara

      Trato foto por foto. Depende sempre do problema de cada uma. Em algumas ajusto o contraste, em outras a vibracidade, curvas etc. Pode parecer coisa técnica demais, mas são ferramentas simples. Todo fotógrafo, profissional ou não, usa esses recursos.

      Abraço!

  5. Roberta

    Ei, Alessandro….agora sim, depois de descansar da viagem, tirei um tempinho para tentar contribuir um pouquinho com o blog…primeiro, adorei suas fotos de Florença….que cidade maravilhosa, não?

    Estive na Piazza Santo Spirito e foi um lugar legal para sair à noite, alguns restaurantes bacanas e muita gente bonita…mas isso, na verdade, achei por toda a cidade….E tem um outro lugar com um panini super gostoso, acho que o melhor que comi, chamado All’Antico Vinaio…..é um local pequeno, bem despojado, na Via de Neri, próximo a Galleria degli Uffizi…muita gente na entrada, tomando vinho e comendo…se você conseguir um lugar lá dentro ou nos dois bancos que ficam na calçada, maravilha, senão, é só fazer companhia as várias pessoas que ficam em pé em frente ao lugar….vale a pena conhecer…..Fiquei num hotel super legal também, recomendo, chamado Pitti Palace Al Ponte Vechio, no final da Ponte de mesmo nome….muito bom, atendimento de primeira….oh, vontade de voltar, viu?…..

  6. Silvana

    Alessandro Florença é realmente linda, amei cada pedacinho, pena que só fiquei 24 horas, irei voltar com certeza, e ficarei pelo menos uns 4 dias para conhecer tudo de maravilhoso que Florença tem !! ich acho que tô com depressão pós Itália !! rsrsrsr

    • Alessandro Paiva

      É, Silvana, 24h é muito pouco, mas melhor que nada, né! Já dá pra curtir bastante de Florença. E eu ODEIO essa depressão pós-viagens, ehehehe!

      Abraço 🙂

  7. Uauuuu! Fantástico seu roteiro! Eu li e babava a cada foto e comentário seu…magnifico! Vou para Florença daqui 4 dias e depois do seu relato, estou muito mais empolgada do que já estava! Valeu! ;D

    • Alessandro Paiva

      Valeu, Tânia! Você vai adorar Florença! Aproveita e dá uma lidinha nos comentários do pessoal nesse post. Tem umas dicas bem bacanas de gente que foi e gente que mora lá.

      Abraço e ótima viagem 🙂

  8. Cássio Rubert

    Velho, voce é muito engraçado!!!!!!

  9. jelmer vargas

    Realmente uma grande cidade e lendo o livro da dan brown inferno tudo fica mais interesante

    • Alessandro Paiva

      Jelmer, ainda não li o livro, e só fiquei sabendo que se passa em Florença há poucos dias. Bem que eu vinha estranhando o número de acessos a esse post, que aumentou muito nos últimos meses. Vou ler, e tenho certeza que irei ficar doidinho para voltar a Florença, rsrs! Abraço e obrigado pelo comentário 🙂

  10. Adriana Mazieri

    Alessandro,
    Parabéns pela ideia do Blog. Além de nos ajudar no planejamento da nossa viagem, você é muitíssimo divertido!
    Vou para Florença em abril, aliás, vou para vários lugares, Florença é um deles e ouso dizer que é um dos destinos mais esperados.
    Na volta, espero poder contribuir com algumas dicas.
    Um grande abraço e obrigada!

    • Alessandro Paiva

      Ôpa! Joia, Adriana! Aguardo suas dicas, então. E muito obrigado pelo comentário 🙂 Isso só me motiva a escrever mais. E a viajar tb, rsrsrs! Abraços e ótima viagem!

  11. Carlos Nelton Meneses

    Opa Alessandro, tudo bem?
    Farei uma viagem no final desse ano e, muito provavelmente, passarei o reveillon em Florença! Gostaria de saber se você teria uma boa sugestão (Preferiríamos um local público, como uma praça ou algo do tipo)
    Para esclarecer melhor, viajarei com um grupo de 9 pessoas, com crianças, jovens, adultos e idosos. Por isso, estava procurando por uma programação mais “família”, entende?
    Enfim, agradeço desde já a atenção e espero não estar pedindo demais! Abraço!

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, Carlos!

      Não se preocupe, é um prazer poder te ajudar. Na verdade, eu nunca estive em Florença na virada do ano, mas pesquisei um pouco na internet e vi que nas principais praças da cidade existem eventos aparentemente muito interessantes, principalmente para quem está em grupo, como é seu caso. Costuma haver festividades na Piazza della Repubblica, na Piazza Santissima Anunziata, na Piazza della Stazione, na Piazza della Signoria, entre outros. Restaurantes e discotecas também possuem programações especiais. Nesse caso, é bom fazer reserva com antecedência. Assim que você chegar lá, pergunte na recepção qual o melhor lugar para se passar o rèveillon de rua. Certamente eles saberão te informar. E como Florença é pequena, dá para ir a pé a muitos lugares. Uma coisa é importante: em dezembro faz bastante frio na Itália, portanto estar bem agasalhado é imprescindível.

      Vou dar mais uma olhadinha. Se eu descobrir uma festa bacana, eu te falo o quanto antes.

      Abraço e obrigado pela visita ao blog!

    • Alessandro Paiva

      Carlos, todos os lugares que pesquiso sobre o rèveillon em Florença dizem o mesmo. O melhor site que trata das comemorações pela cidade é o Capodanno in Firenze, que cita as praças e ainda as marca no mapa. Está em italiano, mas dá para ver os locais perfeitamente. Acesse http://www.capodannofirenze.it/capodanno-piazza-firenze . Se eu tivesse que escolher, escolheria a Piazza del Duomo, porque é emblemática turisticamente. Mas vale perguntar aos nativos onde é o melhor local, pois certamente algum ponto da cidade possui uma peculiaridade que pode ser mais interessante para você.

      Abraço!

  12. Alexandra

    nossa, amei suas fotos e comentários. estou lendo o livro “Inferno” de Dan Brown e tive curiosidade de ver fotos dos lugares que ele descreve com tanta paixão; encontrei seu blog, caramba! veio para complementar minha leitura.

    • Alessandro Paiva

      Obrigado, Alexandra! Uma pena eu não ter lido o “Inferno”. Quando foi a Florença, não tinha sido publicado. Tenho certeza que a visita à cidade teria sido bem mais bacana se eu tivesse lido o livro. Inclusive houve muita procura ao post de Florença aqui no blog depois da publicação dele. E sugiro que você programe uma viagem para Florença. É linda demais! Aí você faz um roteiro baseado nas coisas que leu no livro 🙂 Abraços!

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