Berlim como eu vi

Berliner Zeitung - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Letreiro da torre do Berliner Zeitung, jornal berlinense.

Se você leu o post sobre minha viagem a Berlim, em março de 2012, já deve estar cansado de saber do tanto que sou louco pela cidade. É paixão eterna, nunca diminuída por qualquer lugar mais bacana do planeta. Berlim é incomparável! Tão especial que acredito ser difícil ouvir relatos indiferentes sobre ela, mesmo que as impressões sejam positivas. Não há como falar da cidade sem dar toques pessoais de profunda adoração.

Eu vi Berlim bem à minha maneira e minhas impressões são as melhores. Por ser uma cidade extremamente urbana e eclética, fui enfeitiçado pelos detalhes que vão além dos propósitos turísticos. É impressionante a ligação desses fragmentos urbanos à história e à cultura de lá. O que pode parecer um simples costume ou tema de souvenir, provavelmente foi coadjuvante no passado glorioso ou trágico da cidade. Glórias relembradas e tragédias enterradas à parte, Berlim dá aos seus cidadãos uma qualidade de vida impecável, descrita, em parte, por tais detalhes.

Neste post, não discorrerei sobre um roteiro de viagem. Tratarei apenas de coisas ou cenas que, particularmente, chamaram a minha atenção. Se você quiser ler sobre a minha trajetória de sete dias em Berlim, clique aqui, mas não deixe de retornar à leitura abaixo!

Sinais do tempo

Um dos principais símbolos de Berlim é o Ampelmännchen, homenzinho dos semáforos para pedestres utilizado na extinta Alemanha Oriental. Esse “bonequinho” possui um chapéu, tratando-se, propositalmente, de uma figura masculina. Após a unificação da Alemanha, em 1990, o desenho convencional do semáforo do lado ocidental foi escolhido como padrão, o que extinguiria o tão engraçadinho Ampelmännchen. Mas graças aos protestos dos orientais, o bonequinho foi mantido e atualmente encontra-se, inclusive, em algumas áreas do lado ocidental. Como assim extingui-lo?

Ampelmänchen - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ampelmännchen, o homenzinho do semáforo de pedestres.

Karl Peglau, psicólogo especialista em trânsito, foi quem criou essa simpática criatura pictória, em 1961. Segundo ele, as pessoas respondem melhor aos sinais quando apresentados de maneira amistosa, ao contrário do que acontece com as monótonas convenções acordadas, imprescindíveis, porém sempre monótonas e convencionais.

Ampelmänchen - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ampelmänchen, o homenzinho do semáforo de pedestres.

Além de ser o pop star das ruas, o Ampelmännchen também estrela nos souvenirs da cidade. Então, amigo turista, se você for a Berlim e tiver dúvidas quanto às lembrancinhas para parentes e amigos, não pense duas vezes: o bonequinho do semáforo é o melhor presente.

Outra pop star das ruas são as bicicletas, uma das razões da minha paixão pela cidade. Todo mundo tem a sua, e quem não tem ou é turista, aluga uma. Portanto nada mais conveniente do que uma sinalização de trânsito para as magrelas, não tão estilizada como o Ampelmännchen, mas eficiente da mesma maneira.

Semáforo para ciclistas - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Semáforo para ciclistas, na Bernauer Strasse.

 

Estilo de vida

Ser berlinense deve ser sensacional! Inverno rigoroso à parte, poder usufruir da estrutura que a cidade dispõe faz de qualquer pessoa o ser mais digno do mundo.

Acrobata - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Acrobata em Lustgarten.

Em Berlim existe tanta praça, museu, centro de entretenimento, bar, restaurante, monumento que só fica em casa quem quer ou quem o frio não deixa sair.

Cão Spree - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cão passeia às margens do Spree.

Ciclistas Spree - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ciclistas pedalam às margens do Spree.

Homem dorme Spree - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Homem dorme ao sol às margens do Spree.

Casal à beira do Spree - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Casal namora às margens do Spree.

Homem Spree - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alesandro Paiva

Homem descansa ao sol às margens do Spree.

Artista - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro paiva

Artista desenha em frente à Neue Nationalgalerie (Nova Galeria Nacional).

Vendedor de salsichas

Vendedor ambulante de salsichas, em Alexanderplatz.

Bolhas de sabão - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bolhas de sabão na Pariser Platz.

Ideias chave que traduzem a qualidade de vida da cidade: lazer, liberdade de expressão e de locomoção, acessibilidade, educação, atendimento, cortesia, respeito e preço baixo.

Deslocando

Uma das coisas mais estranhas de Berlim é o trânsito. Onde já se viu uma cidade de mais de 3.800.000 habitantes não ter um trânsito caótico? Cadê os carros? Ok, entendo que o transporte público de lá é super abrangente e eficiente e que, além disso, os cidadãos utilizam a bicicleta como alternativa de locomoção. Também não podemos esquecer de que os berlinenses são educadíssimos. Motoristas e pedestres se respeitam ao máximo! Mas poder atravessar uma avenida movimentada sem correr o risco de ser atropelado em plena quarta-feira às 18h15 já é demais! Sou brasileiro e quero aventura! Mentira, quero que as cidades brasileiras imitem Berlim.

Metrô pela Schönhauser Allee - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Metrô passando pela Schönhauser Allee.

Metrô - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Metrô passando pela Schönhauser Allee.

Berlin-Friedrichstrasse - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Trem passa pela estação Bahnhoh Berlin-Friedrichstrasse.

A eficiência do transporte público de Berlim é histórica e data de muitas décadas, tendo sofrido apenas com a Segunda Guerra Mundial e com a Guerra Fria. E foi durante a Guerra Fria que surgiu o Trabant, em 1957, carro de carroceria de plástico fabricado pela VEB Automobilwerk Zwickau.

Turistas passeiam no Trabant - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Turistas passeiam no Trabant, em Checkpoint Charlie.

O Trabant era produzido somente na Alemanha Oriental e era o preferido dos cidadãos de lá. Todos queriam ter essa “caixa de papelão sobre rodas”, como era apelidado. Hoje o veículo é utilizado para passeios turísticos. Vi um monte deles em Checkpoint Charlie.

Trabant - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Turistas passeiam no Trabant, em Checkpoint Charlie.

Fusca - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Fusca e Trabant suspensos em estrutura ao lado do Park am Nordbahnhof.

A Guerra Fria provocou um certo atraso em Berlim. Com a queda do muro no final dos anos 80, a cidade retomou o desenvolvimento de forma estratosférica, mas parece não ter abandonado o estilo retrô daquela década. A impressão que tenho é de que em Berlim é fashion ser vintage. Que o digam os punks, o Flohmarkt am Mauerpark (mercado de pulgas), alguns bares, artistas de rua e proprietários de veículos.

Golf - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Golf de pintura estilizada.

Scooter - Berin - Fui e Vu Voltar - Alessandro Paiva

Scooter estacionada na Schönhauser Allee.

Lambreta - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Scooter estacionada na Kastanienallee.

Tentando imitar os berlinenses, pretendo, em breve, transitar de bicicleta por Belo Horizonte, pois essa é minha mais nova paixão. Meu amigo André já faz isso, vai e volta para o trabalho em duas rodas. Por enquanto, tem dado certo.

Em Berlim, a bicicleta deve ser o xodó dos cidadãos. O mais bacana é que elas são simples, sem a afetação de acessórios ou de proprietários querendo ostentar a magrela mais moderna ou tecnológica. O cenário urbano é decorado de modelos clássicos amarrados em postes, placas, tocos ou qualquer outro suporte que possibilite o estacionamento.

Bicicleta - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bicicletas sob viaduto da estação Alexanderplatz, na Karl-Liebknecht-Strasse.

Bicicleta - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bicicleta sob viaduto da estação Alexanderplatz, na Karl-Liebknecht-Strasse.

Bicicleta - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe da fachada da Kunsthaus Tacheles, na Oranienburger Strasse.

Bicicleta no Muro de Berlim - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Ciclista e pedestre cruzam a marca do Muro de Berlim, em Potsdamer Platz.

Bicicleta - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Em Alexanderplatz.

Bicicleta - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Estacionamento de bicicletas em Alexanderplatz.

Bicicleta azul - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe da minha bicicleta favorita em Berlim.

 

Arte urbana

Em Berlim, a arte de rua com seus grafites e murais são uma marca registrada. Talvez essa atividade tenha sido motivada durante a separação das duas Alemanhas, em que construções, como Muro de Berlim, eram encobertas de pichações de protesto à divisão. Os pichadores só conseguiam chegar próximo ao muro no lado ocidental, pois, na parte oriental, a barreira era vigiada 24/7 e a faixa de morte impedia a aproximação.

Muro de Berlim - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Muro de Berlim dividindo os lados oriental e ocidental, na East Side Gallery.

Localizada ao longo da Mühlenstrasse e às margens do Spree, a East Side Gallery é uma galeria a céu aberto instalada numa das partes remanescentes do Muro de Berlim. Seus 100 murais ocupam uma área de 1,3 quilômetro de pura arte de rua, os quais retratam a euforia e o otimismo da época do fim da Guerra Fria.

Dmitri Vrubel - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe do mural “Meu Deus, ajuda-me a sobreviver a este amor fatal”, do artista russo Dmitri Vrubel, na East Side Gallery.

O Saltador do Mundo - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Painel “O Saltador do Mundo”, do artista Gabriel Heimler, na East Side Gallery.

Greta Csatlòs - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Painel “Sonic Malade”, da artista Greta Csatlòs, na East Side Gallery.

Kim Prisu - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural Métamorphose des existences lié par un mobile indéfini (Metamorfose de vida ligados por um móvel indefinido), do artista português Kim Prisu, na East Side Gallery.

Gamil Gimajew

Painel sem título do artista Gamil Gimajew, na East Side Gallery.

Mural em três partes - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Partes de mural sem título do artista Alexey Taranin, na East Side Gallery.

Fulvio Pinna - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe do mural Hymne an das Glück (hino à alegria), do artista Fulvio Pinna, na East Side Gallery.

Como em toda metrópole, as pichações degradantes são inevitáveis, mas o grafite e os murais a céu aberto de Berlim são tratados como expressões verdadeiramente artísticas.

I Love Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural I Love Berlin, no East Side Hotel.

A Kunsthaus Tacheles é outro exemplo da força da arte de rua de Berlim. A decadência e o “abandono” do edifício onde essa galeria de arte se encontra demonstram o espírito alternativo e a veia revolucionária e ativista dos artistas do local.

Kunsthaus Tacheles - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Na Kunsthaus Tacheles.

Kunsthaus Tacheles - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Na Kunsthaus Tacheles.

Kunsthaus Tacheles - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Grafite no interior da Kunsthaus Tacheles.

Protesto em Tacheles - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Faixa de protesto contra a geração de energia atômica, em Tacheles.

Joga Bonito Tacheles - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural “Joga Bonito”, em lateral de edifício da Oranienburger Strasse, ao lado da Kunsthaus Tacheles.

Kunsthaus Tacheles - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural lateral no edifício da Kunsthaus Tacheles.

Mural Oranienburger - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural em edifício da Oranienburger Strasse.

Carro grafitado - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Carro grafitado na Oranienburger Strasse, de frente à Kunsthaus Tacheles.

Os murais do artista italiano de pseudônimo Blu, localizados no bairro de Kreuzberg, são uma das principais atrações da cidade.

Murais de Blu - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Murais de Blu, na Cuvrystrasse.

Blu detalhe - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe de um dos murais do artista italiano Blu, na Cuvrystrasse.

Backjump - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural Backjump, do artista italiano Blu.

Sejam de artistas famosos, desconhecidos ou sem autoria, os murais e grafites não param de impressionar onde quer que se esteja em Berlim.

Joga Bonito - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural “Welcome to Berlin – Joga Bonito”, em edifício da Schwedter Strasse.

Quando se trata de salsicha - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural “Wenn’s um die wurst geht” (quando se trata de salsicha), ao lado da Konnopke’s Imbiss, na Schönhauser Allee.

Skalitzer Strasse - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Grafite em edifício da Skalitzer Strasse.

Skalitzer Strasse - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Grafite em edifício da Skalitzer Strasse.

A cultura dos murais motiva a complementação de museus a céu aberto, como acontece em alguns edifícios da Ackerstrasse, em esposições pertencentes ao Gedenkstätte Berliner Mauer (Memorial do Muro de Berlim).

Ackerstrasse - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Mural em edifício da Ackerstrasse, no Memorial do Muro de Berlim.

Em algumas partes da cidade, as intervenções nem sempre possuem um apelo estético apurado, mas nem por isso deixam de ser interessantes.

Na Cuvrystrasse - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Na Cuvrystrasse.

Cuvrystrasse - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Grafite “Love don’t dance here anymoe”, em tapume na Cuvrystrasse.

Grafite e vodka

Grafite e garrafa de vodca barata vazia, em lote da Cuvrystrasse.

Infelizmente, nem tudo em Berlim é arte. Imagino o quanto é péssimo ser vândalo numa cidade em que a maioria das intervenções artísticas de rua vêm de artistas talentosos e idealistas que respeitam os espaços urbanos.

Banco de praça - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Pichação em banco de praça próximo à torre de TV Fernsehturm.

 

Licença poética para depredar

Colar adesivos por aí é pouco urbano, mesmo que o objeto depredado seja uma lixeira ou um poste. Vi isso diante do Museum für Kommunikation Berlin (Museu da Comunicação de Berlim). Tal intervenção até poderia ter sido uma estratégia promocional do museu ou mesmo uma manifestacão de liberdade de expressão, só que disso nunca saberei. O fato é que a “obra” aporcalhada ficou bem interessante!

Lixeira - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Adesivos colados em lixeira em frente ao Museu da Comunicação de Berlim.

Poste - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Adesivos colados em poste em frente ao Museu da Comunicação de Berlim.

Ok, uma lixeira e um poste, embora façam parte do patrimônio público, serão sempre uma lixeira e um poste. Mas e se eles fossem parte de um memorial da Guerra Fria, como os restos do Muro de Berlim em Potsdamer Platz? Mereceriam mais respeito ou desprezo?

Chicletes - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Gomas de mascar afixadas no Muro de Berlim, em memorial na Potsdamer Platz.

Certamente, respeito ao muro é o que faltou por parte das milhares de pessoas que deixaram suas gomas de mascar afixadas naquele memorial. Permitida ou não, protesto ou molecagem, essa porqueira também ficou interessante.

Chicletes - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Detalhe das gomas de mascar afixadas no Muro de Berlim.

Concedida então a licença poética para desprezar o comunismo e a crueldade promovida por ele, mesmo que a repugnância seja representada por meio de gomas de mascar, tampinhas de cerveja ou guimbas de cigarro.

Chicletes - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Gomas de mascar, tampinha de cerveja e guimba de cigarro afixados no Muro de Berlim.

 

Estômago fraco

Eu adoro comer, mas, infelizmente, a comida alemã não é minha favorita. Posso estar redondamente enganado quanto a isso, afinal de contas comi pouca coisa de lá, porém o pouco que comi não me agradou o suficiente. As carnes são meio pesadas e o pepino coadjuva em quase tudo! Odeio pepino!

Entretanto, adorei o currywurst, mesmo que essa salsicha ao curry e catchup tenha me caído muito mal. Muuuuuuuuuito mal! Aliás, gostei de todas as salsichas que comi. O chucrute também me agradou bastante.

É, como você deve estar percebendo, não passei tanta fome assim em Berlim.

Currywurst - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Currywurst: salsicha ao curry com catchup.

Quem certamente não passou fome foi o Élcio. Comeu eisbein (joelho de porco) até entortar!

Eisbein - Berlin - Fui e Vou Voltar- Alessandro Paiva

Eisbein (joelho de porco).

Salada alemã - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Salada alemã.

Salsicha alemã - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Barraca de salsicha, na Alexanderplatz.

Como Berlim é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, a culinária internacional está em todo lugar. Quando um restaurante alemão não me atraía, eu pulava para outro logo ao lado, fosse mexicano, vietnamita, tailandês, chinês. Só não valia restaurante brsaileiro!

Comida Vietnamita - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Comida vietnamita.

Comida Vietnamita - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Comida vietnamita.

Comida mexicana - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Comida mexicana.

Sopa tailandesa - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Sopa tailandesa.

Por favor, perdoe-me por fazer um relato tão injusto e pouco aprofundado sobre a comida alemã. Realmente não gostei muito e comi uma mixaria, o que faz de mim uma autoridade fracassada no assunto. Mas quem come, elogia. Pergunte ao Élcio e ele irá lhe responder com a boca cheia d’água.

O urso camarada

Em Berlim, não tem como não notar algumas esculturas personalizadas de um urso de 2 metros de altura com os braços para cima. O Buddy Bär (Urso Camarada) é uma adaptação de uma ideia de sucesso no mundo inteiro, como o CowParade. O bicho está em todo lugar!

Urso - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Buddy Bär às margens do Spree, próximo ao DDR Museum.

Urso - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alesandro Paiva

Buddy Bär na Niederkirchnerstrasse, visto pela fresta do Muro de Berlim, na Topografia do Terror.

 

De bar em bar se chega ao hotel

Não sou boateiro, meu negócio é bar. Se tem drinks, melhor ainda! Se não tem drinks, mas tem cerveja, por que não? Gosto de bar de gente doida, bar de gente normal, bar de gente como a gente. Só não gosto de bar de gente chata. No final das contas, o que vale é simpatizar-se depois de beber umas ou mesmo simpatizar-se à toa. Resumindo, sou muuuuito chegado num bar! Ah, aproveite e dê uma conferida no meu blog de coquetéis: pourmesamis.com.br.

Bar Fernsehturm - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Decoracão de mesa de um bar sob a Fernsehturm.

Drink - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Coquetel em bar da Alexanderplatz.

Berlim está cheia de bares. Não fui a muitos, mas os que frequentei na Oranienburger Strasse são excelentes! Vale a pena fazer um pub crawl por lá.

Bares na Oranienburger Strasse - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bares na Oranienburger Strasse.

Luzes em Bar - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Calçada da Oranienburger Strasse.

Cerveja e drink - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cerveja de trigo e margarita.

Permitido Fumar - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Sinalização de “permitido fumar”, no bar I Mog Di.

Cerveja - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Cerveja em bar da Oranienburger Strasse.

Bar na Oranienburger Strasse - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bar alternativo na Oranienburger Strasse.

Bar na Oranienburger Strasse - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Bar alternativo na Oranienburger Strasse.

Bar - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Decoração de bar na Oranienburger Strasse.

Penso que a melhor coisa dos bares em Berlim não é a cerveja, mas a forma como se chega a eles. Ao contrário de quase toda grande cidade brasileira, o transporte público de lá está a favor dos baladeiros e beberrões. Não se corre o risco de ser assaltado e vai-se a qualquer ponto da cidade com segurança e eficiência. Nos fins de semana é melhor ainda, quando o transporte funciona 24h.

Em Berlim, se for dirigir, não beba, e se for beber, convide-me. A gente volta de metrô.

Berlim é uma obra

A capital alemã não teve outra opção senão se erguer das cinzas após a Segunda Guerra Mundial, e suas obras parecem não terminar. Não sei aonde Berlim pretende chegar, pois vive se reformando, construindo ou reinventado. Eu fico com a terceira opção. A cidade é uma reinvenção. Enquanto as mágoas do seu passado ruim são enterradas, o que faz parte de sua história de sucesso é reciclado em cada esquina.

Obra vista do Spree - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Obra vista do passeio pelo Spree.

Se além da imagem do Ampelmännchen, o homenzinho do semáforo, você vir a imagem de uma grua estampada em um souvenir, pode trazê-lo para a pessoa querida. Embora móvel, a silhueta da grua está institucionalizada nos horizontes de Berlim.

Construção na Unter den Linden - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Reforma de edifício da Unter den Linden.

Berlim em obras - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Berlim em obras, vista da cúpula do Reichstag.

Tubulações - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Tubulações em reforma na Potsdamer Platz.

 

Berlim é para sempre

Como foi fantástica a experiência de não só conhecer Berlim, mas de poder participar do seu cotidiano e de interagir com o que estivesse no meu caminho! Senti-me parte de cada canto da cidade.

Passagem para o Siegessäule - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Painel interativo na passagem subterrânea para o Siegessäule.

Com certeza voltarei lá! Preciso rever aquilo tudo e muito mais! Enquanto o dia do retorno não chega, dou mais um tempo para a cidade ir se reinventando. Nessa reinvenção, espero que a tradição e a modernidade jamais se anulem. Elas são muito mais interessantes quando seu contraste é percebido e uma não invade o espaço da outra.

Estátua e Fernsehturm - Berlin - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paiva

Tradição versus modernidade: a estátua da Ruine der Franziskaner-Klosterkirche e a Fernsehturm se encontram.

Berlim, até breve!

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

contato@fuievouvoltar.com

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Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. Tatiana

    Acho que Berlim é isso e mais um pouco! Uma cidade ímpar: desenvolvida e retrô! Barata demais… Com coisas incríveis para ser ver por dias a fio! Passei 3 meses lá e volto, se volto!

  2. maria do socorro marques

    meu filho alessandro,está la ha 12 anos.foi estudar .fez doutorado e, nunca me enviou o que eu vi hoje,
    conheci a cidade de berlim.adorei.talve um dia eu va,mas todo ano ele esta aqui no brasil,talvez por isso
    nao tenha muita vontade,mas agora estou motivada.socorro

    • Alessandro Paiva

      Oi, Socorro!

      Não perca tempo! Corra para Berlim 🙂 Sou apaixonado por aquilo tudo. E vou lhe dizer uma coisa: seu filho deve ser uma pessoa de altíssimo nível! Ser doutor em Berlim não é para qualquer um. Tudo na cidade é de altíssima qualidade, principalmente a educação, seja escolar ou no trato pessoal. Gostaria que todo mundo pudesse sentir a gentileza dos berlinenses pelo menos uma vez na vida.

      Abraço e muito obrigado pelo comentário 🙂

  3. erich goertz

    Fui em maio do ano passado a Dusselrorf e passei tres dias em Berlin e simplesmente fiquei a paixonado pela capital Alemã fui com primos que moram em Dusseldorf desde que nasceram e 2014 voltarei a Berlin só com minha esposa e ambos não falamos nem Alemão nem Inglês, estou muito enrrascado ou consigo me virar por la nos 13 dias de viajem. Abraço, e parabens pelo post. Há eu adorei a comida de la, principalmente as populares, achei uma delicia.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Erich! Muito obrigado pelo comentário! Quem me dera passar 13 dias em Berlim, rsrs! Parece muito tempo, mas bom é desse jeito, assim fazemos as coisas com mais calma. Não sei se você foi à Topografia do Terror, mas, só para você ter uma ideia, ali é necesseario um dia inteiro para poder absorver toda a informação. Ish, eu passearia o dia inteiro de bicicleta 🙂

      Grande abraço e saudações àquela cidade espetacular!

  4. Fernando

    Olá, parabéns pelo blog! Muito bom! Vou em março para Berlim passar 10 dias. e gostaria de perguntar duas coisas: em março ainda é muito frio a ponto de nevar? Com o inglês, eu me viro facilmente por lá? Desde já obrigado e tudo de bom!!! Abraços!!!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Fernando! Obrigado pelo comentário! Fui a Berlim também em março. Fazia muito frio, mas não nevou. Quanto à língua, não se preocupe. Os berlinenses falam um inglês impecável, e se não falarem, tentarão te ajudar de toda maneira, pois são extremamente solícitos. Aproveite e dê uma passada no blog http://agendaberlim.com . Dê uma navegada e você irá encontrar muita informação bacana.

      Abraço e ótima viagem!

  5. Fernando

    Obrigado!!! Grande abraço!!!

  6. Pingback: Reverenciando a singularidade de Bratislava | Fui e vou voltar

  7. Wagner

    Você tem dica de onde comprar peças de fusca?

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