O tão esperado retorno a Paris

Igor, eu, Ana, Maíra e Élcio, na Place des Voges

Igor, eu, Ana, Maíra e Élcio, na Place des Vosges

Dois dias antes do meu primeiro retorno a Paris, meu pai me perguntou: “Pronto para mais uma aula de civilização?”. Respondi um “sim” reflexivo, pois nunca havia pensado dessa forma. Até aquele momento, para mim, viagens significavam apenas muito lazer, espairecimento e satisfação de tantas curiosidades, e todas as bagagens psicológicas inevitavelmente trazidas de cada passeio simbolizavam apenas meras e adoráveis consequências. Contudo, tais consequências modelaram valores que somente após a breve inquirição do meu pai é que me dei conta deles. Então, instantaneamente, viajar ficou ainda mais excitante. Passei a me interessar pelo mundo não somente pelas coisa belas que vejo globo afora, mas também por tudo o que a sua diversidade me agrega. Nessa empolgação, Paris tornava-se ainda mais promissora! A vontade de retornar àquela cidade vinha desde que criei este blog, em 2010, poucos meses após a minha primeira ida à Cidade Luz.

O tão esperado retorno foi coroado com a companhia de pessoas muitíssimo especiais: o veterano e supercompanheiro Élcio, a adorável Ana – já batizada em outras viagens – e os queridos Igor e Maíra, novatos em nossas caravanas. Adiantando o final desta história entre amigos, a viagem foi perfeita! Ou a chuva teria sido um elemento penalizante? Woody Allen, por exemplo, ama Paris debaixo de chuva. Obviamente, é muito fácil estimar aquela cidade de dentro de uma limousine quentinha e que leva aos lugares mais badalados. Quero ver sentir adoração a pé, utilizando apenas um pequeno guarda-chuva verde para se cobrir e proteger a mochila, a enorme câmera fotográfica, o smartphone com Instagram – que registra os momentos que urgem por divulgação – e os mapas e guias de papel. Isso sim é paixão! Enfim, mesmo com toda a dificuldade, o dilúvio não conseguiu estragar nossos nove dias pelas ruas e atrações de Paris. Sem penalidades, portanto, dou nota máxima para nosso passeio.

PRIMEIRO DIA – segunda-feira (4/11)

Torre Eiffel e Quartier Latin

Desembarcamos às 16h30. Às 20h já estávamos na rua, a caminho da Torre Eiffel. Começar o passeio por essa atração pode soar clichê, quiçá cafona, mas que atire a primeira pedra quem não teria feito o mesmo.

Élcio e Ana, indo para a Torre Eiffel

Élcio e Ana, indo para a Torre Eiffel

Torre Eiffel

Torre Eiffel

Questionávamos se deveríamos subir ou não ao topo da torre. Como fazia muito frio e ventava bastante, decidimos adiar a subida para a manhã seguinte, quando retornaríamos àquela atração. Tiramos algumas fotos, beliscamos os braços para nos assegurar de que não estávamos sonhando e rumamos para o Quartier Latin, onde jantamos em um restaurante da Rue du Pot-de-Fer.

Rua Pot-de-Fer, no Quartier Latin

Rue du Pot-de-Fer, no Quartier Latin

Eu e o Élcio já havíamos estado naquela região em 2010, onde inclusive nos hospedamos. Queríamos muito mostrar aos amigos o astral do lugar e fazê-los experimentar a deliciosa comida servida nos seus mais variados restaurantes e cantinas. Infelizmente, aquela segunda-feira estava bastante borocochô. Não havia praticamente ninguém nas ruas. Mas estávamos ali para comer, e isso fizemos muito bem.

Depois de toda a empolgação daquele inicinho de viagem, voltamos ao hotel para dormir. Estávamos hospedados no Annexe, próximo à Place République. Em se tratando daquele estabelecimento, a máxima do pão-durismo que prega que não importa a classificação do hotel, desde que o mesmo seja limpinho, tenha banheiro no quarto e internet grátis deve ser repensada. Sim, eu e meus amigos somos econômicos, pois precisamos de dinheiro para custear as tantas viagens que ainda pretendemos fazer, mas, em relação ao Annexe, algumas coisas devem ser ponderadas. O hotel é de fato limpo, sua localização é muito boa e os funcionários são uma simpatia. Entretanto, deixa a desejar em conforto. Os quartos são minúsculos! Não tinha espaço nem para deixar a tampa da mala aberta. O banheiro é tão apertado que, ao sentar na privada, eu tinha que apoiar o pé direito no box. E olha que tenho apenas 1,68 m de altura! Embora a miniaturizada pia não tivesse espaço para o sabonete, eu não me importava, pois a saboneteira do box estava localizada a uns 50 cm de distância. Bastava me virar e plim! A mão ficava limpinha! Ou bum! Batia nos cantos com os cotovelos! Ao tomar banho, agradecia pelos vários anos da minha carreira esportiva, que me renderam flexibilidade suficiente para me limpar naquele cubículo. Frescurites à parte, o Annexe era bom. Se o wifi funcionasse no quarto…

Elevador para "1 pessoa e meia", no Annexe Hôtel

Elevador para “uma pessoa e meia”, no Annexe Hôtel

 

SEGUNDO DIA – terça-feira (5/11)

Torre Eiffel, Praça do Trocadéro, Arco do Triunfo, Champs-Élysées, Grand Palais, Petit Palais, Ponte Alexander III, Invalides, Champ de Mars, Galeries Lafayette

Depois de um café da manhã bem parisiense na Place République, seguimos mais uma vez para a Torre Eiffel. Compramos o bilhete com antecedência para evitar filas, e nossa subida ao topo estava agendada para as 9h30.

Torre Eiffel

Torre Eiffel

Torre Eiffel

Torre Eiffel

Como todo dia nublado, infelizmente, não tivemos o melhor panorama lá do alto. Em curtos espaços de tempo, as nuvens davam uma trégua e conseguíamos avistar alguma coisa, mas, de forma geral, o que mais vimos foi uma Paris esbranquiçada e esfumaçada. Não é que era maravilhosa mesmo assim?!

Paris vista do terceiro andar da Torre Eiffel. Destaque para o Arco do Triunfo

Paris vista do terceiro andar da Torre Eiffel. Destaque para o Arco do Triunfo

Rio Sena, visto do terceiro andar da Torre Eiffel

Rio Sena visto do terceiro andar da Torre Eiffel

Descemos até o segundo andar da torre, de onde a vista era mais clara e também muito bacana.

Rio Sena e Trocadéro vistos do segundo andar da torre. La Défense ao fundo

Rio Sena e Trocadéro vistos do segundo andar da torre. La Défense ao fundo

Parc du Champ de Mars visto do segundo andar da torre

Parc du Champ de Mars visto do segundo andar da torre

Vista prejudicada ou não, o importante é que estávamos na Torre Eiffel. Subir e descer por aquele emaranhado de ferros é de uma emoção fora do comum! Éramos uma das pouquíssimas pessoas no mundo que estavam ali naquele momento. Isso já diz tudo.

Deixamos a torre e seguimos para a Praça do Trocadéro, onde está localizado o Palais de Chaillot. Em 2010, eu e o Élcio tivemos a “brilhante” ideia de não visitar o local, pois podia ser avistado da torre e não parecia ser tão interessante assim. Como em Paris nada é pouco interessante, quebramos a cara e deixamos de conhecer um dos lugares mais emblemáticos da cidade. O palácio, que funciona como um centro de exposições, é muito bonito, mas o destaque do Trocadéro são seu jardim e a vista para a Torre Eiffel.

Torre Eiffel e Jardim do Trocadéro

Torre Eiffel e Jardim do Trocadéro

De lá, seguimos para o Arco do Triunfo. No caminho, pouco a pouco, as memórias de 2010 iam tomando conta dos meus pensamentos. Como acontecera na primeira viagem, a vontade de ir ao banheiro começou a bater impiedosamente. Tentei manter a calma, pois certamente apareceria um restaurante ou banheiro público, mas nada. Depois daquela tortuosa caminhada, finalmente chegamos ao arco. Antes de me focar na atração, procurei por banheiros desesperadamente, mas não havia nenhum toilette por ali. Enfim, de joelhos juntos e com os olhos marejando, rodei brevemente pelo monumento, fiz poucas fotos e corri para um McDonald’s da Champs-Élysées. Jesus, quanto alívio!

Arco do Triunfo (via Instagram)

Arco do Triunfo (via Instagram)

Com exceção da Ana, não fomos ao topo do Arco do Triunfo. Eu e o Élcio já havíamos estado lá em 2010 e achamos melhor não subir, pois os 284 degraus em espiral estavam gravados na nossa memória e em nossos joelhos. O Igor e a Maíra também preferiram ficar em baixo. Contudo, aconselho a todos os turistas que subam ao topo do arco, pois o panorama de lá é espetacular.

Igor, eu e o Élcio, próximos ao Arco do Triunfo, na Champs Élysées

Igor, eu e o Élcio, próximos ao Arco do Triunfo, na Champs Élysées

Avenue de la Grande-Armée e La Défense vistos do Arco do Triunfo

Avenue de la Grande-Armée e La Défense vistos do Arco do Triunfo

Do arco, descemos pela belíssima Champs-Élysées, na expectativa de espiar um pouco da vida dos ricos. Mas acredito que os dias glamourosos daquela avenida já se foram. Não senti o peso da atmosfera ostensiva, mesmo tendo passado diante de lojas de marcas caríssimas e cruzado com pessoas classudas. Até vi restaurantes que ofereciam refeições a preços convidativos. Será que eu havia me tornado rico e não estava sabendo?! Enfim, depois de andar por toda a extensão da Champs-Élysées, sem poder aquisitivo para comprar um desodorante – sim, eu continuava pobre –, fomos almoçar em um restaurante barato das adjacências, precisamente na Rue du Colisée 16. O lugar chama-se Flam’s.

Champs Élysées com Arco do Triunfo ao fundo

Champs-Élysées com Arco do Triunfo ao fundo

Do almoço, seguimos para uma breve visita no lado de fora do majestoso Grand Palais des Beaux-Arts, ou simplesmente Grand Palais, edifício construído para sediar a Exposição Universal de 1900.

Grand Palais

Grand Palais

Do Grand Palais, atravessamos a avenida Winston Churchill em direção ao Petit Palais. Li, na internet, que a entrada era gratuita e era possível visitar várias partes e exposições desse edifício, mas isso não se confirmou. Havia uma exposição temporária paga, certamente interessante, mas fora dos nossos propósitos. Decidimos, portanto, não entrar. Visitamos somente o hall da entrada, muito bonito, por sinal.

Petit Palais

Petit Palais

Escultura na entrada do Petit Palais e vista parcial da fachada do Grand Palais

Escultura na entrada do Petit Palais e vista parcial da fachada do Grand Palais

Do Petit Palais rumamos para a Alexander III, uma ponte que atravessa o rio Sena.

Ponte Alexandre III

Ponte Alexandre III

Construída entre 1896 e 1900, essa ponte foi nomeada assim devido a aliança franco-russa feita pelo czar Alexandre III. Belíssima!

Ponte Alexandre III

Ponte Alexandre III

Logo adiante, está o enorme complexo chamado Hôtel National des Invalides (Hotel dos Inválidos), construído em 1614 por Luís XIV para abrigar os inválidos do exército. O local abriga o Musée de l’Armée (Museu do Exército), o Musée des Plans-Reliefs (Museu de Planos e Relevos) e o Musée d’Histoire Contemporaine (Museu de História Contemporânea). A parte talvez mais importante de todo o complexo é o gigantesco sarcófago de Napoleão Bonaparte. Não há visitante que não se assuste com a dimensão daquela tumba. Quanta bobagem, afinal nós, pequenos grandes homens, somos assim. Temos fixação por grandeza. 🙂

Hôtel National des Invalides

Hôtel National des Invalides

De Invalides, fomos ao Parc du Champ de Mars (Campo de Marte). Ali faríamos uma bela caminhada pelos seus famosos jardins. Entretanto, assim que chegamos à sua extremidade, precisamente no Monument de la Déclaration des Droits de l’Homme (Monumento da Declaração dos Direitos Humanos), o céu escureceu horrores e a chuva pôs nossos ânimos de molho. Restou-nos, ali, fazer algumas fotos da Torre Eiffel, muitas delas em perspectiva forçada, em que simulávamos estar segurando a torre pela antena. Chaveirão básico.

Parc du Champ de Mars com Torre Eiffel ao fundo

Parc du Champ de Mars com Torre Eiffel ao fundo

Perspectiva forçada da Torre Eiffel, no Parc du Champ de Mars

Perspectiva forçada da Torre Eiffel, no Parc du Champ de Mars (via Instagram)

Dali, pegamos o metrô na estação École Militaire e descemos na estação Opéra, onde admiramos a bela fachada do Palais Garnier, atração que seria visitada em outra ocasião, ou melhor, em outras ocasiões, mas isso explico mais adiante.

Palais Garnier

Palais Garnier

De lá, iríamos às Galeries Lafayette, mas, antes, passamos na loja da Regina, uma brasileira que vende perfumes ali perto. Seu negócio chama-se Le Parfum de l’Opéra, e fica na 3 rue Helder. Em 2010, compramos muita coisa, mas, desta vez, somente eu adquiri um perfume. Enquanto me encantava com as diversas fragrâncias ofertadas, meus amigos franziam a testa em sinal de alerta. Em comparação aos preços do free shopping, os dali não estavam em conta. A única colônia que comprei, por exemplo, custou-me, na Le Parfum de l’Opéra, 68 euros, enquanto que no duty free do aeroporto de Orly o mesmo produto estava a 61 euros, além de vir envolto em uma embalagem de alumínio, que continha também um sabonete líquido da mesma fragrância. De qualquer forma, a loja da Regina é boa, e praticamente todos os vendedores falam português. Para quem gosta de perfumes, vale uma passada por lá.

Da perfumaria, seguimos para as Galeries Lafayette. Embora o local seja bastante famoso e uma das atrações mais badaladas de Paris, não aconselho os turistas a fazerem suas compras ali. Existem shopping centers com preços melhores, como o Les 4 Temps, em La Défense. De qualquer forma, vale a pena uma visita às dependências da galeria. Seu pátio central é maravilhoso, dominado pelas suntuosas sacadas e por sua cúpula de vidro.

Galeries Lafayette

Galeries Lafayette

Cúpula de vidro do pátio central das Galeries Lafayette

Sacadas e cúpula de vidro do pátio central das Galeries Lafayette

Hum, acho que estou sendo meio hipócrita! Se os preços das Galeries Lafayette não são tão bons, por que eu e o Élcio compramos óculos Ray Ban e tantos souvenirs na última vez em que estivemos lá? Por que eu e a Ana compramos vários souvenirs desta vez? E por que o Igor e a Maíra decidiram voltar lá para comprar uns relógios de que tanto gostaram? É, lá existem algumas coisas em conta.

Das Galeries Lafayette, retornamos – cansadíssimos – para o hotel. A intenção era passar a noite em um bar mais badalado, mas nossas energias fizeram com que procurássemos um estabelecimento perto de onde estávamos hospedados. Começamos e terminamos a breve noitada no Le Fil Rouge Café, uma sanduicheria do tipo americana da década de 50, localizada na Rue René Boulanger. Os sanduíches estavam maiores que nossas barrigas, mas menores que nossa vontade de ir dormir.

Igor e Maíra, no Le Fil Rouge Café

Igor e Maíra, no Le Fil Rouge Café

 

TERCEIRO DIA – quarta-feira (6/11)

Louvre, Jardin des Tuileries, Musée de l’Orangerie, Place de la Concorde, Palais Royal

Como todo bom turista em Paris, acordamos cedo e corremos para o Louvre. E como todo turista irresponsável, não compramos nossos bilhetes com antecedência. Felizmente, devido à baixa temporada, não encontramos filas e entramos no museu rapidinho.

Pirâmide do Louvre

Pirâmide do Louvre

Pirâmide do Louvre

Pirâmide do Louvre

Eu estava empolgadíssimo! Já conhecia boa parte das obras do período entre 1400 e 1900, e estava louco para ver tudo de novo. Já o Élcio analisava as principais pinturas e dava uma breve aula, apontando as entrelinhas que não são contadas nos livros de história.

Grande Galeria, no Louvre

Grande Galeria, no Louvre

Começamos a visita de certa forma tranquilos, mas resolvemos apertar o passo para conseguir encontrar a sala da Mona Lisa não tão cheia. E fomos bem-sucedidos! Tivemos espaço de sobra para fazer as várias fotos da Gioconda.

Mona Lisa, no Louvre

Mona Lisa, no Louvre

Conforme se sabe, o Louvre é imenso, sendo necessários alguns dias para conhecer todo seu complexo. Portanto, se o tempo é curto, deve-se definir o que visitar. Como em 2010, escolhemos ver as pinturas do período entre os séculos 13 e 19; algumas das diversas artes gregas, etruscas e romanas; a exposição da antiguidade egípcia; as fundações medievais do antigo castelo, e o Carroussel do Louvre, onde está a famosa pirâmide invertida. Levamos quase 4 horas só para isso!

Arte da antiguidade egípcia, no Louvre

Arte da antiguidade egípcia, no Louvre

Fundações medievais do antigo Castelo do Louvre

Fundações medievais do antigo Castelo do Louvre

Deixamos o Louvre e seguimos em uma caminhada pelo Jardin des Tuileries (Jardim das Tulherias). No trajeto, passamos pelo Arco do Triunfo do Carrossel, driblamos alguns chatíssimos vendedores de chaveirinhos da Torre Eiffel, comemos um sanduíche delicioso e assistimos às turistas que brincavam alegremente com os pombos. Alguém precisava contar a elas que pombos parisienses também transmitem doenças.

Jardin des Tuileries

Jardin des Tuileries

Arco do Triunfo do Carrossel

Arco do Triunfo do Carrossel

Jardin des Tuileries

Jardin des Tuileries

No final do Jardin des Tuileries, à esquerda, está o Musée de l’Orangerie. Em 2010, eu não sabia da existência desse museu, portanto não o visitei. Quando descobri o que havia perdido, quase tive um troço! Ali estão Les Nymphéas (As Ninfeias), um conjunto de imensos painéis pintados por Monet. Possuem 2 metros de altura e juntos somam 100 metros de comprimento, dispostos em duas salas ovais. O maior deles é a Les Deux Saules (Os Dois Salgueiros), com 17 metros de comprimento. Um espetáculo!

Além desses painéis, no l’Orangerie estão expostas obras de outros expoentes como Renoir, Cézanne, Picasso, Gauguin, Rousseau e Matisse. Fiquei contentíssimo ao ver a pintura La Maison Bernot (A casa Bernot), de Maurice Utrillo. Quando criança, ganhei um quebra-cabeças de 500 peças que ilustrava essa obra (é claro que não consegui montá-lo!). Vimos também uma exposição temporária da pintora mexicana Frida Kahlo e do seu marido Diego Rivera. Sensacional! Não obstante a cabeça sambada, aquela pintora era genial.

La Maison Bernot, de Maurice Utrillo, no Musée de l'Orangerie

Quadro La Maison Bernot, de Maurice Utrillo, no Musée de l’Orangerie

Com exceção das salas onde as Ninfeias estão expostas e das exposições temporárias, no l’Oragerie pode-se fotografar de tudo. Assim o fiz. Garanti uma cópia do meu quebra-cabeças em alta resolução.

Ana fotografa obra de Renoir, no Musée de l'Orangerie

Ana fotografa obra de Renoir, no Musée de l’Orangerie

O Élcio, a Maíra e o Igor preferiram não entrar no l’Orangerie. Bastante cansados, esperaram por mim e pela Ana no lado de fora, estirados em um banco bem confortável.

Ao lado do museu, está a Place de la Concorde (Praça da Concórdia). É bastante conhecida por sua história sangrenta vivida durante a Revolução Francesa. Ali, o povo instalou a terrível guilhotina que decapitou 1.119 pessoas. Entre os executados, estão o rei Luís XVI, sua esposa Maria Antonieta, Lavoisier e Robespierre. Se essa onda de Liberté, Égalité, Fraternité pega no Brasil… não acontecerá nada! Em terras verde-amarelas, cabeças não rolam. C’est la vie, mon ami.

Na Place de La Concorde, estão o obelisco egípcio e as belas Fontaine des Fleuves (Fonte dos Rios) e Fontaine des Mers (Fonte dos Mares).

Fontaine des Fleuves (Fonte dos Rios), na Place de la Concorde (via Instagram)

Fontaine des Fleuves (Fonte dos Rios), na Place de la Concorde

Não bastasse a história aterrorizante dos que morreram vítimas da guilhotina, naquela praça, alguns turistas procuravam encurtar suas vidas brincando com os pombos e com as gaivotas, como as fofas do Jardin des Tuileries.

Turistas brincam com os pombos e gaivotas, na Place de la Concorde

Turistas brincam com os pombos e gaivotas na Place de la Concorde

Da praça, seguimos para o Palais Garnier, ou Opéra Garnier, teatro que é sede da Ópera Nacional de Paris. Infelizmente, estava fechado. Essa foi uma das duas ocasiões em que fomos lá e demos com a cara na porta. Somente na terceira tentativa, quatro dias mais tarde, é que conseguimos visitar suas instalações. Acredito que ali aconteceria algum evento naquele dia. O site do teatro alerta para essa possibilidade.

Frustrados e com o rabinho entre as pernas, deixamos o Opéra e rumamos para o Palais Royal (Palácio Real). Seu nome é enganoso, pois nunca foi, de fato, um palácio real, embora tenha sido ocupado pela realeza durante séculos. Atualmente, abriga o Conselho de Estado, o Ministério da Cultura, o Tribunal Constitucional e uma das sedes da Biblioteca Nacional. Ali, visitamos somente o Cour d’Honneur – pátio famoso pelas colunas do artista Daniel Buren – e os jardins do palácio.

Obra do artista Daniel Buren, no Cour d'Honneur, Palays Royal

Obra do artista Daniel Buren, no Cour d’Honneur, Palais Royal

Jardins do Palais Royal

Jardins do Palais Royal

Hum… não ficamos muito impressionados com o Palais Royal, para não dizer decepcionados. Então não tenho certeza se indico o local para visitação, a não ser que você seja um amante da obra de Dan Brown, o Código Da Vinci. Parte da trama acontece ali, onde avistamos inclusive alguns dos medalhões da Linha Rosa Arago, também conhecida como Meridiano de Paris, que no livro é descrita como o caminho para o Santo Graal.

Medalhão da Linha Rosa Arago, no Palais Royal

Medalhão da Linha Rosa Arago, no Palais Royal (via Instagram)

Deixamos o Palais Royal. Ainda tínhamos alguns lugares para visitar, mas como atrasamos o roteiro ao longo do dia, o tempo ficou apertado. No mais, estávamos pregados! Decidimos então retornar ao hotel.

No dia seguinte, acordaríamos bem cedo para ir a Bruxelas, num bate-e-volta de um dia. Com a noite mais curta, encerramos a intensa jornada daquela quarta-feira no Café Petite, um bar próximo ao hotel, na 52 Rue René Boulanger. O lugar é até bacana, frequentado por parisienses mais descolados e da nossa faixa etária, é claro.

Café Petite

Café Petite

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaEu não sou muito chegado a viagens bate-e-volta para grandes cidades. Entendo que a pressa é inimiga do viajante, e, na minha opinião, são necessários alguns dias para conhecer as principais atrações de cada lugar e um tempo extra para sorver mais da atmosfera local e do estilo de vida da população. No entanto, dar uma chegada a Bruxelas não é uma má ideia. Tínhamos dez dias para ficar em Paris, então decidimos reservar um para dar uma passada na capital da Bélgica (clique aqui e confira nosso roteiro). A passagem de ida e volta de trem pode custar de 25 a pouco mais de 140 euros, dependendo do tipo de acomodação, e a viagem dura apenas 1 hora e 22 minutos. Nosso bilhete custou 49 euros. Partimos bem cedo, às 6h25 e retornamos às 20h37. Para comprar seu bilhete, acesse www.thalys.com e garanta sua ida ao paraíso dos chocolates, das batatas fritas e da cerveja. Embora enfrentamos alguns contratempos (chuva e roteiro mal planejado), a viagem foi ótima! Sim, compramos muitos chocolates. Não, não tomamos cerveja.

QUARTO DIA – sexta-feira 8/11

Musée d’Orsay, orla do Sena, Pont des Arts, Pont Neuf, Île de La Cité, Conciergerie, Notre-Dame, Île Saint-Louis, Shakespeare and Company, Rue de la Huchette, Le Balbuzard Café

Depois de uma bela jornada em Bruxelas, lá estávamos batendo perna novamente em Paris. Começamos a sexta-feira por uma das minhas atrações favoritas na cidade: o Musée d’Orsay. É bem menor que o Louvre, mas não menos encantador. Nele, estão expostas obras da arte ocidental do período entre 1848 e 1914. Quem ama estilos artísticos como o Impressionismo, o Pós-impressionismo, o Naturalismo, o Realismo, o Simbolismo e o Art Nouveau, NÃO pode deixar de visitar esse museu. Além de que está situado onde antes fora uma belíssima estação de trem. Em 2010, tirei zilhões de fotos, mas, desta vez, isso não foi permitido, com exceção dos locais onde não existiam obras de arte. Valeu pela foto do gigantesco relógio em vitral, vista do interior da galeria.

Relógio em vitral, no interior do Musée d'Orsay

Relógio em vitral, no interior do Musée d’Orsay

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaO bilhete que eu e a Ana compramos para visitar o l’Orangerie, dois dias antes, era um combo que dava direito ao Musée d’Orsay, com acesso inclusive às exposições temporárias de ambos os museus. Valeu muito a pena! Caso você vá a Paris e deseja visitar o l’Orangerie e o d’Orsay, compre esse tipo de bilhete, que é válido por quatro dias.

Do museu, tiramos um tempinho para almoçar, para, em seguida, fazer a tão esperada caminhada pela orla do Sena, na Rive Droite (margem direita), denominação dada à metade norte da cidade, situada no lado direito do rio.

Em 2010, ficamos impressionados com a beleza e com o astral desse passeio a pé, que começou na Pont de Solférino e seguiu pela Quai des Tuileries (Doca das Tulherias) até a Île de la Cité. Eu e o Élcio não falávamos de outra coisa, senão dessa caminhada. É sensacional poder avistar a belíssima Île de la Cité de longe e seguir margeando o Sena, bem rente à água, contemplando o movimento das embarcações, o complexo arquitetônico e as torres da Notre-Dame lentamente se aproximando. Porém, desta vez, “graças” à chuvarada, a doca estava inundada. Quanta decepção! Tivemos que seguir pela calçada, que fica a uns sete metros acima da doca. Mas, como Paris é bonita de qualquer jeito, nossa segunda caminhada teve seu charme.

Rio Sena

Rio Sena

Nesse passeio a pé, demos uma parada na Pont des Arts, famosa e tão almejada pelos amantes. Ali, os casais selam uma relação eterna escrevendo seus nomes em cadeados, trancando-os o nas grades da ponte e jogando as chaves no rio. Eu sempre aviso: vê lá com quem você está se amarrando! O risco de se trancar junto a um(a) psicopata é grande! Se não me engano, esse ritual vale também para amigos ou familiares que desejam solidificar suas uniões.

Pont des Arts

Pont des Arts

O Igor e a Maíra encenaram toda uma cerimônia. Tiraram fotos em várias posições e fizeram a “linha pombinhos”. Durante essa cafonice, notei que minha amiga estava enrolando demais para jogar as chaves no Sena. Aquilo foi me fritando, então arranquei as chaves da mão dela e as arremessei no rio na mesma hora. Comigo é assim! E espero que ambos sejam boas pessoas, senão terei feito uma péssima ação. Que Deus tome conta.

Grade com cadeados dos amantes, na Pont des Arts

Grade com cadeados dos amantes, na Pont des Arts

Pont des Arts

Pont des Arts

Atravessamos a Pont des Arts e continuamos a caminhada pela Rive Gauche (margem esquerda) até a Pont Neuf (Ponte Nova), outro lugar de que tanto gosto na cidade. Em dias de céu aberto, avistar a cidade dali é inexplicável!

Pont Neuf

Pont Neuf

A Pont Neuf leva até o início da charmosíssima Île de La Cité, onde está localizado o Conciergerie, um palácio que já foi a sede administrativa e residência do poder real da França do século 10 ao século 14. Em 1392, o rei Carlos V e sua entourage  sentiram que o palácio já não era mais tão glamouroso (essa parte do glamour é por minha conta) e o abandonaram. O Conciergerie se tornou então um presídio, o qual recebeu figuras ilustres que estavam prestes a esticar as canelas. Antes de ser decapitada, Maria Antonieta ficou aprisionada em uma de suas celas, atualmente reconstituída para mostrar aos visitantes como a rainha viveu nos seus últimos dias, em 1793. Tive até dó dela, mas ao lembrar-me da vila que ela mandou construir em Versalhes, desejo que lhe tivessem arrancado os braços também. Antonieta, dinheiro do povo não é capim!

Conciergerie

Conciergerie

Do Conciergerie, seguimos para outra atração tão esperada por mim: a igreja de Notre-Dame, também localizada na Île de la Cité.

Notre Dame

Notre-Dame

Em 2010, fomos àquela igreja, mas visitamos somente o seu interior. Naquela ocasião, ao tentar subir ao topo, de onde se tem uma vista belíssima da cidade, meus debilitados membros inferiores desmoronaram diante da ideia de ter que escalar 387 degraus. Assim, além do fantástico panorama, perdi a oportunidade de admirar a feiura dos gárgulas, que estrelam no horizonte parisiense com suas simpáticas silhuetas. Então, desta vez, não titubeei. Com os joelhos superpreparados, subi tranquilamente (hum) até o topo. A escadaria provoca uma certa claustrofobia, potencializada pelo trajeto espiralado. Roda-se, roda-se e roda-se! Agora entendo o motivo da cifose do corcunda de Notre-Dame. Aquela subida é de encurvar a coluna de qualquer um! E quer saber?! Valeu a pena demais! Lá de cima, tirei umas das minhas fotos prediletas.

Um dos gárgulas de Notre Dame

Um dos gárgulas da Notre-Dame

Paris vista do topo da Notre Dame

Paris vista do topo da Notre-Dame

Um dos gárgulas de Notre Dame

Um dos gárgulas da Notre-Dame

Um dos gárgulas da Notre Dame

Um dos gárgulas da Notre-Dame

Um dos gárgulas da Notre Dame

Um dos gárgulas da Notre-Dame

Paris vista do topo da Notre Dame

Paris vista do topo da Notre-Dame

Descemos do topo da Notre-Dame e visitamos seu belíssimo interior. De lá, rumamos em direção à Île Saint-Louis para degustar um sorvete da renomada Maison Berthillon. De repente, a decepção: a sorveteria estava fechada! Mas bastou olhar adiante para ver outra Maison Berthillon. E outra, e outra, e outra! Havia vários estabelecimentos vendendo o mesmo sorvete. Naquele momento, dei-me conta de que Maison Berthillon é o nome do fabricante. O fato é que a primeira loja foi fundada ali, na Île Saint Louis, portanto não me confundi à toa. E isso tudo não importava, desde que tomássemos um bom sorvete. Assim o fizemos.

Sorvete da Maison Bertillon, na Île Saint Louis

Sorvete da Maison Bertillon, na Île Saint-Louis

Não tão adepto da iguaria, o Élcio se contentou com a groselha que comprou na mercearia ao lado.

Élcio prefere groselhas ao sorvete da Maison Bertillon

Élcio prefere groselhas ao sorvete da Maison Bertillon

Deixamos a Île Saint-Louis e seguimos em uma belíssima caminhada pela margem direita do Sena. Nesse percurso, é impossível não se encantar com a Notre-Dame iluminada.

Île de la Cité, com destaque para a Notre Dame

Île de la Cité, com destaque para a Notre-Dame

Andávamos em direção à tradicionalíssima Shakespeare and Company, uma livraria localizada na 37 Rue de la Bucherie, de frente para a Île de la Cité. Especializada na literatura inglesa – e creio que na anglo-saxônica também –, a Shakespeare and Company é a livraria mais peculiar de Paris. Situada no prédio onde funcionou um antigo monastério do século 16, suas instalações são de um charme sem igual! Uma pena não poder fotografar lá dentro. Seus ambientes irregularmente angulados dão a impressão de que se está na biblioteca de um mágico. A deliciosa bagunça em que seus livros se encontram dá vontade de passar o dia ali, fuçando em tudo quanto é publicação. E olha que não tenho o hábito de leitura! Uma vez, vi em um programa de televisão que a Shakespeare and Company hospeda escritores num quarto do andar de cima, enquanto os mesmos escrevem suas obras. Inspiração pouca é bobagem! Até me senti motivado em escrever meu próximo e único livro: “Enquanto me oferecerem um lugar para dormir, ficarei em Paris, nem que eu leve a vida toda para acabar esta história”. O título é um pouco grande, mas a ideia é essa.

Livraria Shakspeare and Company

Livraria Shakespeare and Company

Da livraria, atravessamos a Rue Saint-Jacques, e, atraídos pela luz e pelo burburinho, adentramos a Rue de la Huchette. Em termos de entretenimento, ali tem de tudo. São bares, restaurantes, pubs, sorveterias, karaokês, lojas de souvenirs, casa de jazz, teatro, entre outros. Tudo isso acompanhado do movimento de artistas de rua, de artesãos e de um bando de gente a fim de se divertir.

Rue de la Huchette

Rue de la Huchette

Jantamos em um restaurante da Huchette e fizemos um tour por ali. Compramos algumas lembrancinhas e fomos embora. Passamos rapidamente no hotel para deixar a sacolada (era muito souvenir!) e nos dirigimos a um restaurante superbacana, a menos de um quarteirão de distância, precisamente na 54 Rue René Boulanger. O lugar chama-se Le Balbuzard Café. Lá, presenciamos um estilo de vida que foge de tudo o que eu já havia aprendido sobre os franceses. Nos dias anteriores, tínhamos passado várias vezes na porta, e, no lado de fora, havia sempre um grupo de pessoas cantando e tocando seus instrumentos, como num happy-hour tipicamente brasileiro, daqueles de botecões. Além disso, o movimento era sempre intenso, portanto o Balbuzard não poderia ser ruim. Sendo assim, naquela noite de sexta, resolvemos colocar o local à prova. A experiência lá dentro foi muito mais intensa do que tudo o que tínhamos visto do lado de fora. Os donos eram meio desorientados, mas os garçons eram muito eficientes. Aliás, garçom ineficiente em Paris é coisa rara. A comida estava boa – sim, jantei novamente – e as bebidas também. Num determinado momento, os cantores que se divertiam na calçada entraram e começaram seu show, coroado pela palinha do florista indiano, que passou para trás do balcão e cantou uma música bastante típica e animada.

Le Balbuzard Cafe

Le Balbuzard Café

E a noite no Balbuzard ficava cada vez mais divertida. Já bem tarde, eu, a Maíra e o Igor acabamos indo embora, mas a Ana e o Élcio resolveram ficar. Segundo o que me contaram, foram embora às 3 da manhã.

QUINTO DIA – sábado 9/11

Catacumbas de Paris, Jardin du Luxembourg, Pantheón, Saint-Étienne-du-Mont, Boulevard Saint-Germain, Citypharma, Le Marais, Hôtel de Ville

Acordamos bem cedo e advinha! O dia estava ensolarado! Finalmente, passaríamos um dia sem a perturbação dos guarda-chuvas. Resumimos um pouco a indumentária e tomamos nosso rumo. Que sol quentinho! Começaríamos o dia visitando as Catacumbas de Paris. Pegamos o metrô, e, assim que desembarcamos na estação Denfert Rochereau, o céu já havia se assombrado com as cinzentas nuvens que nos acompanharam nos dias anteriores.

As Catacumbas de Paris são um ossuário subterrâneo iniciado em 1785, instalado em algumas partes das Les Carrières de Paris (As Pedreiras de Paris), um complexo sistema de túneis e cavernas existente no subsolo da cidade, originário de séculos de exploração de pedreiras. A criação do ossuário deveu-se à superlotação dos cemitérios parisienses, que precisavam dar um destino aos restos mortais de defuntos antigos, liberando espaço para o sepultamento de novos falecidos.

Catacumbas de Paris

Catacumbas de Paris

Caso você vá a Paris, sugiro uma ida ao ossuário. Os brasileiros não costumam incluir essa atração no roteiro, mas os estrangeiros comparecem em massa. Tanto que levamos exata uma hora e meia na fila, de tanta gente que se propôs a conhecer o local naquele dia. Lembrando que é importante que você esteja em boas condições cardiorrespiratórias, conforme anuncia uma placa na entrada. A escadaria que leva às catacumbas é composta por 130 degraus, o que não é tão assustador, mas a distância a ser percorrida é de 2 quilômetros, trajeto geralmente feito em 45 minutos, num ambiente um pouco claustrofóbico, empoeirado e úmido. Ah, e sem banheiros!

Catacumbas de Paris

Catacumbas de Paris

Catacumbas de Paris

Catacumbas de Paris (via Instagram)

Caso você seja um daqueles roqueiros satânicos, que adora um crânio com pisca-pisca no buraco do globo ocular, não se atreva a furtar os restos mortais das catacumbas. Se for pego, poderá ser processado.

Das catacumbas, seguimos para o Jardin du Luxembourg (Jardim do Luxemburgo). Poderíamos ter ido a pé, pois não fica muito longe, mas a chuva nos impediu de caminhar até lá. Fomos de metrô, portanto.

Jardin du Luxembourg

Jardin du Luxembourg

O Jardin du Luxembourg é o maior parque público da cidade. Nele, está localizado o Palais du Luxembourg (Palácio do Luxemburgo), sede do senado francês. O lugar é lindimais da conta, mas a chuva e o frio não ajudavam. Ventava tanto que nossos guarda-chuvas constantemente viravam para fora. Lembro do surto de risos que meus amigos tiveram, embora não houvesse motivo para tanta folia. Riam de frio!

Palais du Luxembourg

Palais du Luxembourg

Mesmo com o desconforto da sensação térmica, achamos o jardim espetacular! De lá, fizemos uma pausa para almoçar e seguimos para o Panthéon.

Panthéon

Panthéon

O Pantheón foi construído a mando de Luís XV, em 1764. Após recuperar-se de uma grave doença, o rei atribuiu sua cura à Santa Genoveva, dedicando aquele monumental edifício a ela. Depois da gracinha da majestade, o palácio foi laicizado pelos movimentos revolucionários burgueses e tornou-se um panteão nacional, onde, desde então, foram sepultadas 70 figuras célebres. Dentre as tumbas dos mais importantes, vimos a do romancista Alexandre Dumas, as dos escritores Victor Hugo e Émile Zola, as dos filósofos Descartes, Diderot e Rousseau, e a do iluminista Voltaire.

Atrás do Pantheón está a Saint-Étienne-du-Mont, paróquia onde estão os restos mortais da Santa Genoveva. É lindíssima por dentro!

Igreja Saint-Étienne-du-Mont

Igreja Saint-Étienne-du-Mont

Interior da igreja Saint-Étienne-du-Mont

Interior da igreja Saint-Étienne-du-Mont

A igreja também é conhecida por ter sido cenário de algumas cenas do filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen. No enredo, à meia-noite, sentado na escadaria lateral da Saint-Étienne-du-Mont, o personagem Gil Pender (Owen Wilson) esperava por um carro que o transportava para a Paris de 1920.

Da igreja, seguimos a pé até a movimentada Boulevard Saint-Germain. Ali perto, estão as igrejas Saint-Germain-des-Prés e a Saint-Sulpice, mas não visitamos nenhuma delas. Vergonhosamente, preferimos dar uma passada na Citypharma, estabelecimento sugerido pela nossa amiga Flávia. Nessa farmácia, encontram-se todos os tipos de cosméticos, a maioria deles de marcas mais requintadas como Bioderma, Avène, La Roche Posay, Biotherm, Roger & Gallet, Klorane, Vichy, entre outras. Antes de irmos para lá, perguntei às duas meninas do grupo se aquela “atração” as interessava, pois pareciam cansadas e loucas para ir embora. Isentas de toda a futilidade, responderam com um “tanto faz” bastante indiferente. Portanto acabamos indo ao local. Saldo da excursão à Citypharma: não gastamos menos de 80 euros cada um! Os preços de lá são muito bons, então compramos horrores! E se você observar bem minha figura, notará que não tenho muita coisa para cuidar, pois os cabelos se foram. No entanto, creio que ficarei maravilhoso dentro de um mês, de tanto produto de beleza e vitamina que adquiri.

Loja da Citypharma

Loja da Citypharma

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaEntão, amiga(o) turista, se for a Paris, massageie sua vaidade e dê uma passada na Citypharma. Você irá encontrar uma enorme variedade de cosméticos, de grandes marcas e a preços convidativos. E, se no meio do acotovelar de fregueses – o lugar é lotado! – você tiver dificuldades de achar as mercadorias que deseja, procure por uma vendedora que possua o crachá com a bandeirinha do Brasil. Em português, ela irá encontrar o que você precisa e irá orientá-la(o) quanto ao uso correto de cada produto, além de sugerir as melhores marcas ou o melhor custo benefício. A Citypharma fica na 26 Rue du Four, esquina com a Rue Bonaparte. As estações de metrô mais próximas são a Saint-Sulpice, a Saint-Germain-des-Prés e a Mabillon.

Depois das compras, retornamos para o hotel. Tomamos um banho – usei parte dos meus cosméticos recém-adquiridos – e seguimos a pé para o Marais, um bairro de vida noturna bem movimentada, marcado pela presença judaica, por ótimos bares e restaurantes e comumente frequentado por figuras descoladas e pela comunidade gay. Segundo as dicas que li na internet, a Rue Vieille du Temple seria um dos principais pontos do bairro, mas andamos por grande parte de sua extensão e não encontramos muita badalação. Comemos em um restaurante chamado Le Marché, localizado na 2 Place du Marché Sainte-Catherine, onde a comida era muito boa e os preços razoáveis. Depois do jantar, demos uma volta pelo bairro. Aí sim descobrimos onde era a badalação! Como já era um pouco tarde, deixamos para retornar a esses lugares mais bacanas no dia seguinte.

Terminamos a noite pelo Marais com uma passada no esplendoroso Hôtel de Ville, sede da prefeitura desde 1357. O edifício, de arquitetura renascentista, foi destruído por um incêndio em 1871, mas sua reconstrução devolveu a ele seu aspecto original. É atração obrigatória em Paris!

Hôtel de Ville, sede da prefeitura de Paris

Hôtel de Ville, sede da prefeitura de Paris

 

SEXTO DIA – domingo 10/11

Marché aux Puces, Opéra Garnier, Place de la Bastille, Place des Vosges, Le Marais

Começamos aquele domingo pelo Marché aux Puces, o mercado de pulgas de Saint Ouen. Pensei que fosse uma feira restrita a apenas um centro comercial, mas, chegando lá, notei que se tratavam de várias galerias. Aliás, antes de chegarmos lá, quando seguíamos pela Avenue de la Porte de Clignancourt, tive um pequeno susto, que trouxe à tona o episódio do Mercato di Porta Portese, em Roma, onde, no ano passado, demos de cara com um shopping ao ar livre de artigos made in China de 2ª categoria. Já em Paris, precisamente na Django Reinhardt, praça localizada na Porte de Clignancourt, havia uma feira bem parecida com essa romana. Por um momento, pensei que tinha metido meus amigos em outro fiasco. Mas não. Alguns metros adiante estava o mercado de pulgas

Começamos pelo Marché Vernaison, um dos vários mercados de antiguidade do Marché aux Puces, localizado na 99 Rue des Rosiers. Suas centenas de lojas vendem todo tipo de antiguidade, desde móveis e brinquedos a bugigangas diversas. Ali, encontrei um pequeno negócio chamado Les Porte-clés (www.portecles-publicitaires.com), que fica no estande 88 do corredor 5, onde danei a comprar chaveiros publicitários dos anos 60. Estavam bem baratos e eu não conseguia parar de escolher entre os tantos modelos.

Entrada do Marché Vernaison

Entrada do Marché Vernaison

Antiguidades do Marché Vernaison

Antiguidades do Marché Vernaison

Brinquedos antigos vendidos no Marché Vernaison

Brinquedos antigos vendidos no Marché Vernaison

Chaveiros antigos da loja Les Porte-clés

Chaveiros antigos da loja Les Porte-clés, no Marché Vernaison

No Vernaison, existe um pequeno restaurante bem interessante chamado Chez Louisette, mais bagunçado que o Le Balbuzard Café. Não chegamos a frequentá-lo, mas, pelo que li na internet e vi em vídeos, os proprietários e os garçons são completamente desvairados e a animação é embalada pela cantoria ao vivo ao som de um piano de cauda. A comida é provavelmente muito boa.

Do Vernaison, atravessamos a Rue des Rosiers e entramos no Marché Dauphine. Ali, perdi-me entre pôsteres de décadas passadas, anúncios bem antigos e discos de vinil de todo o tipo. Tirando os vinis, comprei de tudo um tanto, pois os preços estavam bem em conta. Agora, preciso somente de mais paredes para pendurar toda a velharia que arranjei. Comprei também vários cartões postais do início do século XX, todos originalmente manuscritos e selados, contendo felicitações, cartas de amor e outras mensagens. Mais que bonitos, esses cartões dão a estranha sensação de licença para invadir a privacidade dos que já se foram há tantos anos. Segundo a lenda, caso a permissão não tenha sido concedida, um assombro básico poderá ocorrer por parte dos interlocutores dos postais. Mentira, isso eu inventei.

Marché Dauphine

Marché Dauphine

Uma espécie de casa do futuro, no Marché Dauphine

Uma espécie de casa do futuro, no Marché Dauphine

Além do Vernaison e do Dauphine, no Marché aux Puces também existem os mercados Antica, Biron, Paul Bert e Serpette. Eu adorei o complexo e indico a visita veementemente!

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaO Marché aux Puces funciona às sextas-feiras, das 8h às 12h (matinê profissional); aos sábados, das 9h às 18h; aos domingos, das 10h às 18h, e às segundas-feiras, das 11h às 17h. Para chegar lá, pegue a linha 4 do metrô na direção Porte de Clignancourt e desça na estação de mesmo nome (é a última), onde você sairá na Boulevard Omano. Siga dois quarteirões pela Avenue de la Porte de Clignancourt (continuação da Boulevard Omano), atravesse por baixo do viaduto da Boulevard Pérephérique e vire à esquerda na Rue des Rosiers, onde ficam os principais mercados de antiguidade. E cuidado para não ter a atenção desviada pela enorme feira made in China nas imediações! Você irá ao Marché aux Puces para comprar ou admirar antiguidades, não para gastar dinheiro com muamba. Cuidado também com seus pertences! Assim fomos alertados por um comerciante francês do local.

Do Marché aux Puces, fomos para nossa segunda tentativa de visita ao Opéra Garnier, mas o palácio estava fechado, conforme já contei neste post.

Opéra Garnier

Opéra Garnier

Nesse ponto, você deve estar pensando o quanto nosso roteiro estava mal planejado, mas não. No site do teatro, não havia nenhum aviso especial, portanto eu estava certo de que conseguiríamos entrar. Bem educadamente – gritando de ódio por dentro –, certifiquei-me com o recepcionista: “E amanhã, abre?”. Ele disse: “Sim, amanhã e depois de amanhã”. Frustradíssimos, fomos embora do Opéra. Continuamos nosso roteiro seguindo para a Place de la Bastille (Praça da Bastilha).

Colonne de Juillet, na Praça da Bastilha

Colonne de Juillet, na Praça da Bastilha

Naquela praça, existiu, entre o início do século 17 e o fim do século 18, a histórica prisão da Bastilha. Hoje, dessa fortificação, restam apenas as marcas circulares de suas torres, identificadas em alguns pontos do local. No centro da praça, está a Colonne de Juillet (Coluna de Julho), erigida ali entre 1835 e 1840 em comemoração à Revolução de Julho de 1830. Tiramos algumas fotos e rumamos para um dos lugares mais bonitos de Paris: a Place des Vosges.

Place des Vosges

Place des Vosges

Originalmente conhecida como Place Royale (Praça Real), a Place des Vosges foi construída por Henrique IV em 1612. É a praça planejada mais antiga da Europa. Sua área compreende um quadrado perfeito de 140 m x 140 m. Se você é pobre como eu, não tente uma viagem ao passado para morar no local, pois só figuraças moravam ali. O condômino mais famoso foi Victor Hugo, escritor de O Corcunda de Notre-Dame e Os Miseráveis. A casa onde viveu localiza-se no número 6, e hoje abriga um museu dedicado a ele.

Place des Vosges

Place des Vosges

Atualmente, na praça, existem algumas galerias de arte, restaurantes – caros –, cafés – também caros –, lojas – provavelmente caras – e alguns músicos que dão o ar de sua graça, angariando pequenas multidões. É atração indicadíssima em Paris!

A Place des Vosges localiza-se no Marais, bairro em que estivemos na noite anterior. De lá, fomos ao hotel para um breve descanso e voltamos, dessa vez para conhecer alguns dos locais mais movimentados daquele bairro.

Rue des Rosiers, na parte judaica do Marais

Rue des Rosiers, na parte judaica do Marais

Primeiro, procuramos um lugar para comer. A parte judaica do Marais oferece alguns restaurantes bem interessantes. Na Rue des Rosiers – que não é a mesma do Marché aux Puces –, existem vários deles, e todos estavam lotados! Em um, especializado em falafel, a fila estava gigantesca. Se parisiense, que é um sujeito que entende de gastronomia e não passa fome, se propõe a ficar plantado à espera de comida, é porque a gororoba do lugar é boa. O estabelecimento chama-se L’As du Fallafel, mas não conseguimos lugar nem na fila. Então continuamos nossa busca. Acabamos em um restaurante israelense chamado Chez H’Anna. Pedimos sanduíches servidos em pita, um pão tipo “envelope” que vem recheado de ingredientes diversos. O meu era de falafel. Nas primeiras mordidas, estava excelente, depois começou a ficar enjoativo. Já o da Maíra era de carne com sabor de barbeiro. Além de picante – minha amiga não é chegada numa pimenta –, tinha muito coentro. Enfim, tanto o meu sanduíche quanto o dela estavam bons (ou muito bons). Talvez, naquela noite, não estivéssemos muito receptivos a especiarias diferenciadas. E tirando o atendimento confuso e seco do impaciente garçom que nos servia, o Chez H’Anna é ótimo. Que o digam os clientes que lotavam o estabelecimento e os que se amontoavam na fila.

Do jantar, seguimos pelo Marais atrás de biritas. No dia anterior, tínhamos visto um pub sensacional, do qual não me lembro o nome. Infelizmente, estava fechado naquela noite. Fomos então ao Les Étages, um bar superbacana localizado na 35 Rue Vieille du Temple. A primeira impressão foi de que o lugar era minúsculo, mas, quando fui ao banheiro, vi que existem outros andares.

Les Étages

Les Étages

Nessa minha ida ao toilette, ao tentar abrir a porta, um mancebo francês, com as calças arriadas, empurrou-a de volta. Notei que ele não estava sozinho. Compartilhava o banheiro com uma breguenight de uns 20 anos a mais que ele. Só sei que esperei por alguns bons minutos, ao som de corpos batendo nas paredes do estreito cubículo. Apelei e mexi na maçaneta para ver se desconfiavam, pois, além de estar louco para mijar, eu não estava afim de ficar dali de fora fantasiando a cópula daqueles dois. Depois de uns 7 minutos, quando eu estava prestes a abrir a porta para jogar um balde de água fria na dupla, saem os bonitos com a cara mais lavada, como se eu nem estivesse ali. Para piorar, o banheiro cheirava (fedia) a sexo.

No Les Étage, a decoração é bem bacana, o atendimento é muito bom, as músicas são excelentes, as bebidas não fazem feio e os frequentadores são figuras interessantes, com exceção da dupla libidinosa, é claro. Bar indicadíssimo!

A noite no Marais estava muito boa, mas acabamos indo embora um pouco mais cedo. Estávamos batendo perna há uma semana, e o cansaço de fim de noite aumentava a cada dia.

SÉTIMO DIA – segunda-feira 11/11

Montmartre, Moulin Rouge, Café des Deux Moulins, Le Mur des Je t’Aime, Moulin de la Galette, Place Marcel-Aymé, Rue Norvins, Place du Tertre, Sacré-Cœur, La Virgule, Place Louise Michel, Rue de Steinkerque, Pigalle, Maison Pigalle, Bistrot Renaissance

Desde a viagem de 2010, prometi a mim mesmo que voltaria a Paris só para passar um dia em Montmartre, meu local favorito na cidade. Esse momento finalmente chegara, iluminado por um sol que radiava como nunca. Para motivar ainda mais a visita ao bairro mais boêmio de Paris, era aniversário do Élcio, portanto precisávamos comemorar.

Montmartre é inspirador! Não é à toa que, a partir de meados do século 19, expoentes da arte escolheram aquele bairro para viver, estudar ou simplesmente frequentar. Dessa entourage, podemos destacar Monet, Renoir, Toulouse-Lautrec, Manet, Van Gogh, Camille Pissarro, Picasso, Matisse, Degas, Utrillo, Josephine Baker, Le Corbusier e Reinhardt.

Começamos o passeio com uma passada rápida no Moulin Rouge. Vale destacar que, daquele cabaré, a única parte original são as paletas.

Moulin Rouge

Moulin Rouge

A um quarteirão do Moulin Rouge, na esquina das ruas Lepic e Cauchois, está o Café des Deux Moulins, restaurante conhecido pelo filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. É OVNI que deixamos para tomar o café da manhã ali, pois, assim, a visita seria perfeita! Ou quase perfeita, pois era bem improvável que fôssemos atendidos por Amélie.

Café des Deux Moulins

Café des Deux Moulins

Eu e a Ana, que adoramos o filme, estávamos empolgadíssimos por estar ali. Para aumentar nossa excitação, com exceção do aniversariante, todos tínhamos muita fome. Então pedimos uma refeição matinal completa.

Café da manhã no Café des Deux Moulins

Café da manhã no Café des Deux Moulins

Café da manhã no Café des Deux Moulins

Café da manhã no Café des Deux Moulins

Do café da Amélie, subimos a Lepic até virarmos à esquerda na Rue des Abbesses. Mais adiante, nesta rua, exatamente na Place des Abbesses, está o Le Mur des Je t’Aime (Mural do Eu Te Amo), obra concebida pelos artistas Frédéric Baron e Claire Kito, que possui a frase “Eu te amo” escrita em diversas línguas. Coisas de Montmartre.

Le Mur des Je t’Aime

Le Mur des Je t’Aime

Com os corações cheios de tantas declarações de amor, seguimos pelas charmosas ruas de Montmartre até um dos ícones do bairro: o Moulin de la Galette.

Moulin de la Galette

Moulin de la Galette

No século 19, o Moulin de la Galette era bastante procurado pelos parisienses ávidos por diversão. Além de farrear, bebiam uma ou várias taças de vinho e saboreavam o pão produzido no próprio moinho. Artistas como Renoir, Toulouse-Lautrec, Van Gogh e Camille Pissarro imortalizaram o local por meio de suas pinturas. A obra mais notável é o quadro Bal du Moulin de la Galette (Baile no Moulin de la Galette), de 1876, em que Renoir retratou a burguesia francesa se divertindo nas dependências do moinho.

Pintura Bal du moulin de la Galette, de Renoir, exposta no Musée d'Orsay (foto tirada em 2010)

Pintura Bal du moulin de la Galette, de Renoir, exposta no Musée d’Orsay (foto tirada em 2010)

Hoje, o local é uma propriedade privada. Já o moinho, entretanto, é a entrada de um bistrô refinadíssimo chamado Le Moulin de la Galette.

Do La Galette, subimos um quarteirão da Rue Girardon até a Place Marcel-Aymé, uma praça dedicada ao escritor francês Marcel-Aymé, autor da história Le Passe-muraille (O Atravessador de Paredes). No local, uma interessantíssima escultura do artista Jean Marais homenageia a obra do escritor.

Escultura Le Passe-muraille, de Jean Marais, em homenagem à obra de Aymé, na Place Marcel-Aymé

Escultura de Jean Marais em homenagem à obra de Aymé, na Place Marcel-Aymé

É, Montmartre não parava de impressionar! Da Place Marcel-Aymé rumamos pela Rue Norvins até a Place du Tertre.

Rue Norvins

Rue Norvins com Rue des Saules

A Place du Tertre é um dos principais pontos de encontro dos artistas parisienses. No começo do século 20, gênios como Picasso e Maurice Utrillo, que naquela época não tinham um tostão furado, viveram nessa praça. Atualmente, embalados pela cultura secular do bairro, pintores não renomados expõem suas obras no local, bem como retratam figuras humanas ao vivo.

Place du Tertre

Place du Tertre

Place du Tertre

Place du Tertre

Place du Tertre

Place du Tertre (via Instagram)

A poucos metros da Place du Tertre, a Basilique du Sacré-Cœur (Basílica do Sagrado Coração) domina absoluta o topo da colina de Montmartre, ponto mais alto de Paris.

Basilique du Sacré-Cœur

Basilique du Sacré-Cœur

A Sacré-Cœur foi construída entre 1875 e 1914 como forma de pagamento de uma promessa feita pelo abastado Alexandre Legentil e pelo General Hubert Rohault de Fleury, que dedicaram a basílica ao Sagrado Coração, em agradecimento pela vitória da França sobre o exército alemão na guerra Franco-Prussiana. Honestamente – e tendo em vista todos os palácios monumentais de Paris –, a igreja não é grande coisa, mas a visita ao seu interior é obrigatória. E por estar no ponto mais alto da cidade, o panorama que se tem de lá é espetacular!

Paris vista da Sacré-Cœur

Paris vista da Sacré-Cœur

Escadaria que leva à Sacré-Cœur

Escadaria que leva à Sacré-Cœur

Torre Eiffel vista da Rue du Cardinal du Bois, a poucos metros da Sacré-Cœur

Torre Eiffel vista da Rue du Cardinal du Bois, a poucos metros da Sacré-Cœur

Chega de arte, de monumento, de igreja e de panorama! Estávamos em Montmartre e seria um pecado não tomar umas! No mais, já passava da hora de celebrar o aniversário do Élcio, portanto para um bar nos dirigimos. Dobramos algumas esquinas e em poucos minutos estávamos no La Virgule, um pub situado na 51 Rue du Chevalier de la Barre.

Sacré-Cœur vista da Rue du Chevalier de la Barre (via Instagram)

Sacré-Cœur vista da Rue du Chevalier de la Barre (via Instagram)

E permanecemos ali por um bom tempo, tomando umas boas cervejas e beliscando qualquer coisa. Vez ou outra, o Élcio e a Ana saíam para uma pitada. Houve um momento em que eles ficaram fora por uns 20 minutos. Dessa demorada excursão, minha amiga aparece com um retrato seu em grafite, desenhado por um artista polonês, de frente para o La Virgule. Uma obra de arte!

Ana e seu retrato em grafite, feito por um artista polonês

Ana e seu retrato em grafite, feito por um artista polonês

Custou tão barato que a Ana resolver pagar a mais pela obra, pois ficou muito satisfeita. Talvez aquele tenha sido seu momento mais peculiar de Montmartre, afinal experimentou daquilo que o bairro oferece de mais marcante: a arte. Motivamos a Maíra a fazer o mesmo. Ela hesitou por uns 30 segundos, tempo suficiente para posicionar-se bunita diante do polonês, no lado de fora do pub. Como não poderia ser diferente, seu retrato também ficou sensacional!

Maíra sendo retratada por artista polonês em Montmartre

Maíra sendo retratada por artista polonês em Montmartre

Maíra e seu retrato em grafite

Maíra e seu retrato em grafite

Nesse meio tempo, enquanto eu observava a Maíra sendo retratada, um outro artista se ofereceu para fazer minha caricatura. Capaz! Minha realidade visual já se aproxima do exagero, caricaturas serão sempre dispensadas!

Depois da pausa para os retratos, continuamos comemorando o níver do Élcio. O La Virgule já havia dado tudo de si, então era hora de caçar outro rumo. Seguimos para o mirante da Sacré-Cœur e descemos pela escadaria que leva à Place Louise Michel.

Paris vista do mirante da Sacré-Cœur

Paris vista do mirante da Sacré-Cœur

Pegamos a Rue de Steinkerque, onde compramos vários souvenirs e bugigangas diversas, e viramos à esquerda na Boulevard de Rochechouart, que mais adiante torna-se Boulevard de Clichy. Essa região é conhecida como Quartier Pigalle, famosa por seus cabarés, sex shops e demais teatros com programações voltadas ao público adulto. Embora eu tenha dito que começamos o passeio em Montmartre pelo Moulin Rouge, é no Pigalle que essa casa de shows se encontra.

Guloseimas vendidas em loja da Rue de Steinkerque (via Instagram)

Guloseimas vendidas em loja da Rue de Steinkerque (via Instagram)

No caminho, não resistimos a uma chegada no Carrefour, onde compramos mais porcariada. Brasileiro é phoda! Por fim, estabelecemo-nos em um bar muito legal, chamado Maison Pigalle, localizado na Place Pigalle. Destaque para o banheiro, que possui um piano à disposição dos clientes e uma divisão mal estabelecida entre os banheiros masculino e feminino. Em outras palavras, é um lugar para se tocar piano enquanto se espia os fregueses urinando. Muito sensual!

Após esgotarmos tudo o que o Maison Pigalle havia para oferecer (bebemos um bocado), pegamos o metrô ali de frente e rumamos para o bairro onde estávamos hospedados. No início da Rue René Boulanger, de frente para a belíssima Porte Saint-Martin, encerramos aquela jornada tão cultural e boêmia no Bistrot La Renaissance, onde propusemos o último brinde do dia para o amigo Élcio. O edifício em que esse restaurante se encontra é a sede do Théâtre de la Renaissance (Teatro da Renascença). Maravilhoso, por sinal! O atendimento foi excelente, e a comida estava ótima. O aniversariante se presenteou com uma refeição que teve como entrada tutano de boi e prato principal cérebro de carneiro. Parabéns pelo seu dia e pela bela refeisson, Coleg’s!

OITAVO DIA – terça-feira 12/11

L’église Saint-Eustache, Opéra Garnier, La Défense, Grande Arche, La Jetée, Les Quatre Temps, Quartier Latin

Era mais um dia de chuva em Paris. Já acostumados com isso, seguimos poças afora para a primeira atração do dia; o Centre Georges Pompidou, um edifício que abriga uma biblioteca pública, teatros e um museu de arte moderna. Para minha frustração – pois não via a hora de conhecer o museu –, o Georges Pompidou estava fechado. Eu não havia visto essa informação no site da instituição. Usualmente, ele fecha suas portas às segundas-feiras para manutenção, mas decidiu fazer isso naquela terça-feira, pois, na data anterior, dia 11 de novembro, foi o feriado do Armistício de Compiègne, que comemora o fim da Primeira Guerra Mundial. Creio que o Georges Pompidou preferiu abrir as portas no feriado. Enfim, nada de museu! Seguimos então para Les Halles, um complexo que abriga um moderno shopping center subterrâneo, chamado Forum des Halles, e um imenso jardim. Para aumentar a frustração que já vinha desde o Georges Pompidou, Les Halles encontrava-se sob reforma. Parte do shopping estava aberta, mas seu jardim estava todo cercado por tapumes. Não nos restava nada a fazer, senão chorar. Ou rezar, já que logo ao lado existe uma catedral gótica espetacular, a L’église Saint-Eustache (igreja de São Eustáquio).

Interior da São Eustáquio

Interior da Saint-Eustache

Interior da São Eustáquio

Interior da Saint-Eustache

Construída entre 1532 e 1632, a reputação da Saint-Eustache era forte o suficiente para que Luís XIII e Ana de Áustria a escolhessem como o local da primeira comunhão de seu filho, o jovem Luís XIV. Foi também o lugar escolhido por Mozart para abrigar o velório de sua mãe. Entre os batizados na igreja, estão o Cardeal de Richelieu, a polêmica Madame de Pompadour e o dramaturgo Molière, que também se casou lá no século 17. Celebridades à parte, a igreja é maravilhosa! Como não estava incluída no nosso roteiro nem menos tínhamos noção de sua existência, conhecê-la foi uma surpresa agradabilíssima. Visita super-indicada, portanto.

De lá, seguimos para nossa 3ª tentativa de visita ao Opéra Garnier. Enfim, conseguimos entrar!

Escadaria do hall de entrada do Opéra Garnier

Escadaria do hall de entrada do Opéra Garnier

O edifício do Opéra é uma obra-prima do neobarroco. É um dos palácios mais bonitos que eu tenha visitado, senão o mais bonito. Existe um exagero na decoração que talvez não seja bem aceito por arquitetos e especialistas, mas, para leigos como eu, o Opéra é de uma beleza sem igual. Nunca me senti tão pobre!

Grand Foyer do Opéra Garnier

Grand Foyer do Opéra Garnier

Anfiteatro do Opéra Garnier

Anfiteatro do Opéra Garnier

O anfiteatro do Ópera Garnier possui capacidade para 1.979 espectadores sentados. É muita gente abastada junto, pois os ingressos para seus chiquérrimos espetáculos de música, teatro e balé não custam pouco.

Anfiteatro do Opéra Garnier

Anfiteatro do Opéra Garnier

Teto do anfiteatro do Opéra Garnier

Teto do anfiteatro do Opéra Garnier

Da sacada frontal do palácio, tem-se uma vista espetacular da Avenue de l’Opéra, onde a simetria da arquitetura segue em direção a um ponto de fuga genial.

Avenue de l'Opéra vista da sacada frontal do Opéra Garnier

Avenue de l’Opéra vista da sacada frontal do Opéra Garnier

Depois daquela pancada – a beleza do Opéra é impactante –, seguimos para La Défense, o maior centro financeiro de Paris. Desembarcamos na praça Parvis de la Défense, onde eu esperava por um movimento frenético de workaholics surtados por todos os cantos daquele complexo empresarial.

Praça Parvis de la Défense

Praça Parvis de la Défense

Mas não, tudo o que vimos foi uma calmaria estranhíssima. Havia um silêncio de dar gosto em qualquer monge budista. Talvez estivéssemos saturados do frenesi do centro histórico da cidade, e a quietude de La Défense foi como uma pausa para descanso. Eu estava gostando muito!

Praça Parvis de la Défense (via Instagram)

Praça Parvis de la Défense (via Instagram)

La Défense marca o fim do Axe Historique (Eixo Histórico), uma linha que começa no Louvre, atravessa o Jardin des Tuileries e a Place de la Concorde, passa pela Champs-Elysées, cruza o Arco do Triunfo e segue pelas avenidas Grande Armée e Charles de Gaule até o edifício mais marcante do centro financeiro, o Grande Arche de la Défense (Grande Arco de la Défense).

Grande Arche de la Défense

Grande Arche de la Défense

O arco é um cubo aberto ao centro, com imponentes 112 metros de altura. Pode ser visto de vários pontos da cidade. Foi construído em 1989 em comemoração ao bicentenário da Revolução Francesa. Seu vão simboliza uma janela aberta para o mundo.

A serenidade de La Défense não parava de nos impressionar. Se o centro financeiro de Paris era daquele jeito, imagina seus cemitérios! Não demorou e tiramos a prova: do outro lado do arco está a La Jetée, uma passarela suspensa que ladeia o pequeno Cemitério de Neuilly. À medida em que caminhávamos por ali, o sossego aumentava.

Passarela La Jetée

La Jetée

É, eu estava realmente cansado! Paradoxalmente, precisei ir a um centro financeiro para desestressar. Juro que aquele silêncio me relaxava!

La Jetée (via Instagram)

La Jetée (via Instagram)

Ao fim da passarela, avistam-se alguns edifícios bem interessantes.

Edifícios modernos vistos de La Jetée

Edifícios modernos vistos de La Jetée

Grande arco visto de La Jetée

Grande arco visto de La Jetée

Retornamos à praça Parvis de la Défense, onde reservamos uma tarde para compras. O Igor sugeriu de irmos ao Les Quatre Temps, um shopping center bem completo que fica ali mesmo na praça. Adoramos o local, pois além de passar a tarde comprando, almoçamos a preços excelentes, fora que abusamos do wifi gratuito.

Honestamente, embora eu adore umas comprinhas, não sou a favor de promovê-las, uma vez que viajo para conhecer lugares e pessoas, e não para gastar dinheiro em mercadorias. Porém, solapando a minha hipocrisia, indico o Les Quatre Temps, pois, ali, encontramos de tudo um tanto. A Sephora será sempre grata à nossa visita, que o diga a vendedora brasileira que nos atendeu. Na loja, havia duas conterrâneas, portanto, para os brasileiros com dificuldades de comunicação, comprar lá é fácil!

Quando deixamos o Les Quatre Temps, já eram umas 18h30. Assustamos ao encontrar a Parvis de la Défense toda iluminada. Um espetáculo!

Praça Parvis de la Défense

Praça Parvis de la Défense

Seguimos para a estação de metrô, onde vimos o real movimento de La Défense, pois era hora do rush. Ali estava lotado!

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaÉ facílimo ir a La Défense. Basta pegar o trem RER A (linha vermelha) no sentido Cergy/Poissy/St-Germain-en-Laye ou o metrô M1 (linha amarela) no sentido La Défense e descer na estação La Défense. Para retornar à região intramuros, pegue o RER A no sentido Marne-la-Vallée/Boissy-St-Léger ou o metrô M1 no sentido Château de Vincennes. Embora o centro financeiro esteja distante da região intramuros, a viagem é geralmente rápida, dependendo apenas dos horários de pico e dos dias da semana e feriados.

De lá, seguimos para o Quartier Latin, mesmo sobrecarregados de sacolas. Jantamos, tomamos um bom vinho e fomos dormir pregados.

NONO DIA – quarta-feira 13/11

Versalhes, Centre Georges Pompidou, Arts et Métiers, Place République, Le Balbuzard Café

Chegamos ao último dia da nossa viagem. Eu já estava um bagaço, com a garganta começando a arranhar, avisando de que a gripe estava por vir. Naqueles tantos dias em Paris, havíamos mesclado muita chuva com frio, vento, sol, pouco sono, muita comida e uma certa quantidade de bebida. Não há organismo que aguente!

Acordamos cedo e zarpamos para o Palácio de Versalhes. Estive lá em 2010, mas a chuva não ajudou. Os jardins são infinitamente grandes, e, naquela ocasião, dar uma volta por lá foi bem complicado. Nesta vez, o sol apareceu radiante, assim pudemos conhecer bem as dependências do palácio.

Palácio de Versalhes

Palácio de Versalhes

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaIr a Versalhes é muito simples. Basta pegar o trem RER C (linha amarela) no sentido Versailles-Château e descer na estação Versailles – Château – Rive-Gauche. O palácio fica a poucos minutos da estação. Em 2010, muito inexperientes, embarcamos numa excursão para o palácio, conduzida por uma empresa parceira da CVC em Paris. O passeio custou, na época, 75 euros. Embora a van tivesse nos pegado na porta do hotel, a viagem durou um pouco mais do que esta de 2013, feita de trem, e o tempo de permanência no palácio não possibilitou uma boa exploração do local. Nesta segunda visita, pudemos ficar em Versalhes o tempo que quisemos, e conseguimos conhecer praticamente todas as atrações do complexo. Sabe quanto pagamos? Não mais que 22 euros, valor que incluiu o transporte de ida e volta de trem e a entrada para todas as atrações nas dependências do palácio. No more CVC!

Começamos a visita pelo próprio palácio. Diferentemente de 2010, nem todos os cômodos estavam acessíveis, e o trajeto foi limitado somente às principais dependências. Talvez o palácio estivesse sob reforma. Visitamos, entre outros, os aposentos dos reis e das rainhas e o esplendoroso Salão dos Espelhos. A Ana até saiu um pouco frustrada, pois o passeio lá dentro foi bem rápido. Só não foi mais rápido porque gastamos por volta de quinze minutos tentando nos desvencilhar dos trilhares de orientais espalhados por todos os cômodos. Na mesma proporção em que os brasileiros infernizam nas filas da Disney e os grupos de jovens italianos azucrinam pela cidade de Praga, os orientais apoquentam em Versalhes. Era impossível apreciar um lustre, pois lá estava uma chinesinha junto à peça decorativa, posando para uma foto de forma interativa. Ver a cama de Luís XV?! Sem chance, pois, bloqueando a visão, lá estava uma perua coreana de 70 anos com sua pele toda esticada fazendo a linha Vogue Gangnam Style. Admirar a prataria da sala de jantar?! Nem nos sonhos! Bem na frente, havia uma japonesa na posição egípcia “nada sei”: braços em “v”, cotovelos ao lado da cintura apontando para baixo e mãos espalmadas para cima. Vai entender!

Salão dos Espelhos, no Palácio de Versalhes

Salão dos Espelhos, no Palácio de Versalhes

Deixamos o palácio e começamos a explorar os imensos jardins. Seguimos pela Allée Royale (Passagem Real) em direção à espetacular Bassin d’Apollon (Fonte de Apolo).

Parterre du Nord (Plateia do Norte)

Parterre du Nord (Plateia do Norte), nos jardins do Palácio de Versalhes

Allée Royale (Passagem Real)

Allée Royale. Bassin d’Apollon e Grand Canal ao fundo, nos jardins do Palácio de Versalhes

Bassin d'Apollon

Bassin d’Apollon

Continuamos a caminhada até parte do Grand Canal. Impossível percorrer toda sua extensão, pois é gigantesco! Seu formato em cruz possui duas raias perpendiculares, uma com 1.670 metros de comprimento e a outra com 1.080. Na época da realeza, foi o local de inúmeros eventos náuticos promovidos nas estações mais quentes. Já no inverno, patins e trenós deslizavam sobre suas águas congeladas. A vida no Palácio de Versalhes era muito boa!

Grand Canal

Grand Canal

Do Grand Canal nos entranhamos pela Allée de la Reine (Passagem da Rainha) em direção ao Grand Trianon.

Allée de la Reine

Allée de la Reine

Também conhecido como Trianon de Marbre, o Grand Trianon foi um palácio construído a mando de Luís XIV, que queria um lugar para se refugiar da corte.

Galeria do Grand Trianon

Galeria do Grand Trianon

Galerie des Cotelles (Galeria das Cautelas), no Grand Trianon

Galerie des Cotelles (Galeria das Cautelas), no Grand Trianon

Salão da família de Louis-Philippe, rei da França
Salão da família de Louis-Philippe, rei da França

Na perspectiva de turista pagante munido de uma máquina fotográfica, de um mapa e de curiosidade, o Palácio de Versalhes me encantava à medida em que eu passeava por suas dependências. Era tudo lindo, maravilhoso, esplendoroso, majestoso, magnífico, cinematográfico e onírico. Já na perspectiva de cidadão contribuinte, toda aquela suntuosidade ia me provocando uma certa perturbação. Talvez esse meu manifesto involuntário fosse em solidariedade à burguesia que viveu nos tempos áureos do palácio, provavelmente revoltada com a gastança da realeza bonitona. É muito desperdício! Imagine algo do tamanho do Grand Canal, construído somente para o bel-prazer da nobreza! É de deixar qualquer descendente de vassalo tiririca da vida.

Do Grand Trianon, seguimos para o Petit Trianon, um pequeno palácio construído entre 1762 e 1768 por ordem do rei Luís XV para sua amada favorita, a ex-cortesã Madame de Pompadour. O que uma perereca de ouro não faz! A mulher era fortíssima, mandava em Versalhes como uma rainha, mesmo sendo uma plebeia. Entretanto, não chegou a morar no Petit Trianon, pois morrera antes da conclusão do palacete. Quem o estreou foi a também plebeia Madame du Barry, nova favorita do rei.

Petit Trianon, em Versalhes

Petit Trianon, em Versalhes

Com a morte de Luís XV, Madame du Barry foi gentilmente convidada a se retirar de Versalhes. Então Luís XVI, o rei sucessor, presenteou sua esposa Maria Antonieta com o Petit Trianon.

Salon de Compagnie do Petit Trianon, em Versalhes

Salon de Compagnie do Petit Trianon, em Versalhes

Aí ninguém mais segurou Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine, a “outra cadela”, como era conhecida pela corte francesa. Como toda perua que se preze, promoveu altas reformas no Petit Trianon e torrou boa parte do escasso orçamento de uma França em declínio.

Os jardins do Petit Trianon são lindos de morrer! Nos seus caminhos, existem pés de variadas frutas vermelhas. Assim como minha amiga Lívia, a macaca brasileira que comia todas as frutas que via pela frente em Santiago, experimentei tudo o que vi no bosque. Se Branca de Neve não morreu por causa de uma maçã envenenada, eu não cairia duro por causa daquelas delícias europeias.

Groselhas nos jardins do Petit Trianon

Groselhas nos jardins do Petit Trianon

Jardim inlgês do Petit Trianon. Destaque para o Templo do Amor.

Jardim inlgês do Petit Trianon. Destaque para o Templo do Amor.

Maria Antonieta também teve a “brilhante” ideia de mandar construir nos fundos do Petit Trianon a Hameau de la Reine (Aldeia da Rainha). Dizem que o local é uma réplica de uma vila onde ela vivera na Áustria. Ali, ela e seus amigos mais íntimos passavam momentos memoráveis longe do burburinho do Palácio de Versalhes. É, não é à toa que foi decapitada.

Tour de Marlborough (Torre de Marlborough), na Hameau de la Reine - Petit Trianon

Tour de Marlborough (Torre de Marlborough), na Hameau de la Reine – Petit Trianon

Celeiro da Hameau de la Reine, nas dependências do Petit Trianon

Celeiro da Hameau de la Reine, nas dependências do Petit Trianon

Já estávamos bem longe do Palácio de Versalhes, então precisávamos apertar o passo. Só de pensar em todo o trajeto de volta, eu arrepiava todos os cabelos. Lamentávamos amargamente o pão-durismo por termos rejeitado a praticidade do trenzinho que trafega pelo complexo, cujo bilhete custava pouco mais de 6 euros. Como o Élcio mesmo disse, foi economia na base da porcaria. Mas não acho que foi mesquinharia. Na verdade, queríamos explorar as redondezas do palácio a pé, conhecendo cada canto à nossa maneira. No entanto, isso nos custou muito caro. Estávamos muito longe. E perdidos! Levamos uns 20 minutos até nos localizarmos, e só não andamos feito pobre na chuva porque o sol brilhava imponentemente.

Finalizamos nossa jornada pelas dependências do Palácio de Versalhes com uma longa caminha pela Avenue de Trianon até a belíssima Bassin de Neptune (Fonte de Netuno). Dali, fomos embora.

Antes de pegar o trem de volta para Paris, almoçamos de frente para a estação. Demoramos um pouco para comer, e isso atrasou nosso roteiro. Ainda iríamos ao Centre Georges Pompidou, que estava fechado na manhã anterior, além de que tínhamos que cumprir outras pequenas pendências. Com a escassez de tempo, tivemos que fazer algumas escolhas. O Igor e a Maíra gostariam de retornar à Notre-Dame para comprar umas lembrancinhas nas lojas das imediações. A Ana queria muito adquirir um delicioso Cartier, que encontrou somente na Le Parfum de l’Opéra, a loja da Regina, próxima ao Opéra Garnier. Eu não abria mão da visita ao Georges Pompidou. Quanto ao Élcio, ele se contentava por apenas estar em Paris. Então, assim nos dividimos. Recebi um “vale museu” dos meus amigos e concedi a eles um “vale compras”. O Élcio preferiu ciceroneá-los na gastança.

Sozinho, fui ao Georges Pompidou. Jamais me perdoaria por deixar de conhecer seu museu! De antemão, digo que não foi minha exposição favorita, nem acho que aquele seja o melhor museu de arte moderna que eu tenha visitado, mas é visita obrigatória em Paris. Primeiro, pelo seu edifício, construído no estilo pós-moderno, inspirado nas tendências high-tech da arquitetura industrial da década de 70. Destaca-se ruidosamente em meio a edifícios clássicos e históricos, o que lhe rendeu muitas críticas na época em que foi construído, entre 1971 e 1977.

Fachada do Centre Georges Pompidou

Fachada do Centre Georges Pompidou

Segundo, o Georges Pompidou não abriga somente um museu. Possui uma biblioteca, teatros e uma excelente estrutura para receber diversos eventos culturais. Terceiro, a vista de lá é espetacular, tanto durante o dia quanto à noite.

Torre Eiffel vista do Centre Georges Pompidou

Torre Eiffel vista do Centre Georges Pompidou

Place Georges Pompidou vista do Centre Geroges Pompidou

Place Georges Pompidou vista do Centre Geroges Pompidou

Place Georges Pompidou vista do Centre Geroges Pompidou

Place Georges Pompidou vista do Centre Geroges Pompidou

Voltando à exposição do Georges Pompidou, além de ter visto obras de célebres como Dalí, Bonnard, Pollock, Paul Klee, Kandinsky, Warhol, Matisse, Picasso, Philippe Starck, Miró e Edvard Munch, fiquei super satisfeito por ter encontrado trabalhos de expoentes brasileiros disputando o mesmo espaço desses grandes nomes. Lá, estão expostas pinturas de Di Cavalcanti, de Portinari, de Vicente do Rego Monteiro e de Tarsila do Amaral. E é impossível não notar a obra We stopped just here at the time, de Ernesto Neto, dominando absoluta o fim de uma das principais galerias do museu. Senti orgulho.

Centre Georges Pompidou

Exposição no Centre Georges Pompidou

Detalhe da obra Dez Lizes, de Andy Warhol, no Centre Georges Pompidou

Detalhe da obra Dez Lizes, de Andy Warhol, no Centre Georges Pompidou (via Instagram)

Ainda bem que o Élcio não foi àquele museu! No meio de tanta coisa bacana, ele encontraria peças que são consideradas, por ele, uma afronta ao bom gosto, ao bom senso, à história da arte e à sua inteligência. E acredito que meus outros amigos também se sentiriam assim. Aliás, acho que o resto do mundo com um mínimo de alfabetização visual sentiria o mesmo. Tenho sempre receio em criticar esse tipo de coisa, pois detestaria ser apedrejado por artistas, curadores ou simpatizantes da arte contemporânea. Mas o fato de uma obra apresentar o mínimo de esforço – sim, duvido que alguns artistas refletem o suficiente – ou uma técnica pouquíssimo apurada é pretensão demais da conta. Na exposição do Georges Pompidou, na minha opinião, o trabalho sem título do artista Robert Ryman é o que melhor representa esse “pouco-caso”. A placa de identificação da peça diz que ele abandonou a música, sua maior paixão, para se dedicar à pintura. Mas que pintura? Aquilo eram três quadros brancos! Branquíssimos! Isso me faz lembrar das previsíveis divagações quando a pergunta é “o que é arte”. Dando um ponto final ao questionamento, simplistas respondem que se a arte chama a atenção, não importando se é por sua técnica, estética, conceito, forma etc., ela já faz seu papel. Se essa balela procede, Ryman conseguiu o que queria: fez-me gastar várias linhas atacando sua pálida obra-prima. Colega Ryman, volta para a música, s’il vous plaît. Ou não! Sei lá o que você tocava!

Obra sem título, de Robert Ryman, no Centre Georges Pompidou

Obra sem título, de Robert Ryman, no Centre Georges Pompidou

No geral, gostei bastante do museu, e indico a visita. Mas, amigo turista, se você não gosta de arte, dobre a esquina.

De lá, fui embora para o hotel. Peguei o metrô 11 na estação Rambuteau, no sentido Mairie des Lilas. Nessa linha, existe uma estação muito bacana chamada Arts et Métiers (Artes e Ofícios), que dá acesso ao museu de mesmo nome. Vínhamos tentando visitá-la há vários dias, mas a correria não o permitia. Como aquele era o último dia da nossa jornada em Paris, e tempo não era mais o problema, resolvi descer nessa estação.

Estação de metrô Arts et Métiers

Estação de metrô Arts et Métiers

Com escotilhas espalhadas por toda a plataforma, um revestimento de metal acobreado de fora a fora e engrenagens no teto sobre os trilhos, a Arts et Métiers é um museu subterrâneo que merece uma visita. Suas escotilhas abrigam maquetes ou outros tipos de miniaturas encantadoras. Essas pequenas obras não chegam a ser algo fenomenal, mas a forma como estão expostas, a beleza do lugar e o esforço da prefeitura em decorar uma estação daquela forma faz da Arts et Métiers uma genuína atração turística.

Novamente, peguei o metrô e segui para o hotel. Mais tarde, encontraria meus amigos para jantar. Desembarquei na Place République, onde parei por um instante e observei ao meu redor. Essa atitude nostálgica é sintomática, coisa de quem está indo embora.

Place République

Place République

Também na République, está o restaurante do KFC, onde tomamos nosso econômico e honestíssimo café da manhã de cada dia. Sentirei saudades disso.

De noite, a falta de entusiasmo estava estampada no rosto de cada um de nós, não só pelo cansaço daquele dia de longas caminhadas, mas também pelos nossos últimos momentos na Cidade Luz. Para dar uma alegrada na despedida, fomos até o desassossegado Le Balbuzard Café, que estava lotado, conforme o esperado. Sentamos a uma mesa no segundo andar, mas não foi a mesma coisa. A algazarra que procurávamos estava no andar de baixo, fora que o garçom que nos serviu lá em cima não foi muito com a nossa cara. Antes de jantar, queríamos beber umas e aproveitar aquele restinho de Paris, mas o rapaz insistia para que comêssemos algo logo, afinal aquilo não era um bar, e sim um restaurante. Enfim, bebemos, comemos e fomos embora.

No meu próximo retorno a Paris – tomara que eu volte lá sempre –, meu foco será outro. Já estive ali duas vezes, visitei a maior parte de suas atrações turísticas e observei um bocado do vai e vem dos seus cidadãos. Conforme previu meu pai, tive uma aula e tanto de civilização. Porém, ao regressar, não sei exatamente o que farei por aquelas bandas. Talvez eu conheça mais sobre Monet, meu artista favorito, ou faça um turismo mais voltado à gastronomia – quem sabe à boemia. Poderia também fazer um curso de francês, de história da arte ou de mixologia. Sei lá. O fato é que preciso de uma desculpa para voltar. Mas deixo isso para o futuro. Agora, desejo somente agradecer aos meus caros Élcio, Ana, Igor e Maíra por uma jornada tão especial. Sem essas adoráveis figuras, companheiros de chuva, de sol, de vento e, no pós-viagem, de garganta inflamada, Paris não teria sido a mesma.

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

contato@fuievouvoltar.com


Para ajudá-lo no planejamento do seu roteiro, marquei no mapa abaixo as atrações discorridas neste post e algumas não visitadas. Acesse o mapa e escolha os pontos turísticos desejados. Não se esqueça de calcular o tempo de permanência em cada local, levando em consideração se a visita é interna ou somente externa.

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Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. Muito bom Alessandro!
    Fiquei aqui suspirando enquanto lia seu relato, sonhando com um retorno a Paris.
    Suas fotos, como sempre, estão sensacionais… você fotografou momentos e lugares com um olhar bem bacana, com angulos muito bonitos.

    Parabéns pelo trabalho!

    grande abraço,
    Alessandro Batalha

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, Xará! Valeu demais pelo comentário! Paris foi bom demais, e voltar lá nunca vai ser demais, rsrsrs! Abraço e Feliz Ano Novo! Ah, vai ser em Santiago, né?! Traz bastante foto e informação pra gente. Eu tô indo pra Hong Kong. Tô muito curioso e ansioso. Acho que vai ser bem bacana. Ótima viagem pra vocês!

      • Pois é Xará! Estou fazendo as malas neste momento…
        To usando seu blog como referência, claro! Pode deixar que eu vou postar várias fotos em breve…

        E o seu ano novo hein? Vai começar antes de todo mundo… China??? Que iraaadoooo!
        Aproveite bastante e depois conte todas as histórias pra gente!

        Grande abraço e feliz ano novo pra você também!

  2. giuliano

    Parabéns pelo blog! Os dois posts sobre Paris estão sendo minha fonte para montar meu roteiro.Irei com minha esposa no fim de fevereiro e ficarei 7 dias. Você sabe se os passeio de barco no rio Sena são mais interessantes de dia ou de noite? Obrigado pela atenção e pelas dicas!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Giuliano! Obrigado pelo comentário! Quanto ao passeio do Sena, não o fiz, mas acredito que à noite seja mais bacana, por causa das luzes e do jantar que alguns desses passeios oferecem. Abraço e ótima viagem!

  3. O que dizer da viagem? O que dizer dos amigos da viagem? Casamento perfeito, embora eu não saiba bem o que é isso -: lugar lindo (passei a amar amarelo e suas tonalidades), gastronomia perfeita (ainda que perca um tiquim pra italiana), pessoas boníssimas (na acepção completa da palavra) e um cansaço gostoso de sentir no final da noite (coisa que o álcool dava um jeito – rsrsrs). Paris exala arte pra qq. caboclinho, mesmo os menos avisados. Como você disse, Alê, já havia sido batizada em outro destino e, por isso, fico com a sua máxima, a máxima de seu blog, a máxima de suas andanças mundo afora: retornar é o melhor elogio. Reviajar (rs), com vcs, é o melhor elogio. Faria isso milhares de outras vezes, quantas meu orçamento permitir, quantas mais forem possíveis. Pelas aulas de impressionismo e de história que vc e o Élcio ministram tão bem… Pelas risadas (e aí vou economizar na modéstia), que eu sei dar tão bem (sem medida ou culpa)… mesmo de manhã cedo, com um frio de matar e com a chuva incessante, entre outras coisas… O Élcio tb é bom nisso… Ah!, todos (vc, Élcio, Maíra e Igor) marcaram a viagem. Nos divertimos à beça, vivenciamos coisas engraçadíssimas, conversamos fiado, falamos de coisas sérias e de muitas bobagens. Quer coisa melhor?! E tudo poderia ter dado errado, em razão do rolo da estadia, mas, enfim, eu sabia que tudo caminharia bem… É sempre assim… Vida bpa! E voltei de lá, parece, uma pessoa menos apegada a coisinhas, mais encantada com o mundo e com as (boas) pessoas… Obrigada pela cia., pelo convite, pelas agradáveis visitas aos melhores museus onde pisei até hoje, pelos palpites diante da grande variedade de souvenirs de Parrí, pelas críticas quanto aos vários “Cartiers” (rs) que experimentei (e comprei bem – rs), pelas boas andanças, pelo roteiro tão flexível, que me permitiu seguir a sugestão de alguns colegas que por aqui ficaram na época. Isso, claro, extensivo aos demais “Coleg’s”, que pacientemente colaboraram para que todos se beneficiassem de alguma forma. Lindamente, nos despedimos da cidade mais bonita que conheci até hoje, mas com a certeza confortante de que voltarei… Bjs e obrigada! Ah!, que belo texto! Belas recordações. Revivi cada momento delicioso na cidade das luzes. Nada a retocar. Insaciavelmente, quero mais Paris, quero mais o amor de Paris… rsrsrs 

    • Alessandro Paiva

      Nossa, Ana, desse jeito me dá vontade de viajar de novo com você hj mesmo! Enquanto a gente não faz isso, bora pros bares, rsrssr!

  4. Parabéns Alessandro Paiva por seu blog, estive em Paris um mês depois de vocês, espero voltar logo, pois a cidade é realmente deslumbrante, se respira arte e história por toda parte e, eu amo história. Seu blog me acrescentou vários pontos que não conheci mas, espero visitar na minha próxima viagem a Paris.
    Amei
    Abraços

    • Alessandro Paiva

      Oi, Irene! Muito obrigado pelo comentário! E viagem é assim mesmo, fica sempre uma atração sem visitar. Graças a isso, a gente acaba voltando, rsrs! Abraço!

  5. Parabéns pelo blog e pelo post: muito útil e divertido!! Estou retornando a Paris agora no dia 20/03 depois de 10 anos!! Muita coisa sumiu da minha memória e imagino que muita coisa mudou!! Mas permita-me tirar uma dúvida: esses roteiros, quando você diz que de tal lugar vocês foram pra outro, isso era a pé? Não usavam muito o metrô? Pergunto pois agora estou voltando com minha mãe e minhas tias (50, 61 e 67 anos) e me preocupo em andarem tanto. Será que vale a pena comprar o Passe de metrô ou ir comprando os tickets individualmente? Vamos ficar só 4 noites. Abraços!!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Aline! Muito obrigado pelo comentário! Em Paris, procurávamos andar a pé o máximo possível. Utilizávamos mapas da cidade (impressos e dos smartphones) e mapas do metrô. Nas vezes em que não queríamos andar a pé, havia sempre um metrô por perto, pois o metrô de Paris vai a todas as partes da cidade. Aconselho então que você utilize o metrô. Não compramos um cartão. Preferimos comprar o combinado de 10 bilhetes, que sai mais barato.

      No mais, é isso. Qualquer dúvida, escreve que tento te ajudar. Abraço e ótima viagem para vocês!

  6. Indira

    Amo esse blog! Revivi paris com sua viagem e dei boas risadas!!!kkkkkk….Adoro pegar as dicas aqui do blog!!Estou programando Buenos aires, mas sem a animação que programo uma viagem para a europa! Já vou roubar seu roteiro de Praga!hahaha… Um beijo

    • Alessandro Paiva

      Oi, Indira! Muuuito obrigado! 🙂 E vou te falar uma coisa: Buenos Aires vai te surpreender! Adoro aquela cidade! Se der, dê uma esticada até Ushuaia. Estive lá na semana passada e estou sonhando com o lugar até hoje 🙂 Pode roubar meus roteiros o quanto quiser, rsrsr!

      Abraço e boas viagens!

  7. Nice

    Ola,
    Eu mega amei esse blog!!! Parabéns por todo acervo, é singular!!!
    Uma dúvida, você fez algum plano roaming junto á sua operadora, para que seu celular funcionasse em Paris? Uso a nextel 3G e verifiquei que não há cobertura da mesma na europa 😦

  8. Nice

    Obrigada Alessandro,
    Eu li e ja verifiquei que não há chip para iphone 5 😦
    Aproveitando a oportunidade, irei fazer outra pergunta rsrsrs, lendo suas experiências, percebi que você fez a viagem pela CVC? Ao seu ponto de vista, compensa?

    Obrigada pela ajuda e atenção 🙂

    • Alessandro Paiva

      Oi, Nice! Talvez hoje já exista chip para iPhone 5. O post já deve ser antigo, publicado na época em que esse modelo de iPhone era novidade. Quanto à CVC, nunca mais, rsrsrsrs! Sai bem mais caro. Eles não fazem nada mais que marcar a passagem e o hotel. E o transfer, que eles dizem ser gratuito, é o momento que o agente tem para vender os caros pacotes de passeios. Se você não compra os pacotes na mão deles, o roteiro fica todo por sua conta, pois eles não oferecem apoio. O negócio é comprar tudo pela internet, pesquisando preços das várias companhias aéreas e hotéis. Use o Decolar.com para fazer essa pesquisa, mas compre diretamente no site das operadoras, pois costuma ser mais barato assim. O booking.com e hoteis.com são bons para se pesquisar hoteis. Nesse caso, vale reservar as diárias por esse portais, que costumam dar bônus. Abraço!

  9. Nice

    Muito obrigada Alessandro,
    Irei ver tudo de forma particular, cogitei a CVC quando li sua estada em Paris em 2010. Mas sua atual experiência, fica de aprendizado e dica para mim. Você foi pela Air France ou Tam?

    Grande abraço 🙂

    • Alessandro Paiva

      Fomos de Tap, Nice. Às vezes, fica muito barato, tipo uns R$ 2.000,00. Além do programa de milhagem deles que é excelente.

    • Alessandro Paiva

      É, a Air France também costuma ter ótimas promoções, assim como a kLM. Pesquise também na Seissair. Estão em promoção!

  10. Nice

    Uma vez mais obrigada Alessandro por sua simpatia e cordialidade. Pude conhecer muitos pontos de Paris através de sua ótica. Amei, amei e amei!!! As fotos ficaram singularmente lindas!!!
    Irei fazer a cotação nessas empresas aereas que indicou-me 🙂

    Grande abraço

  11. Nice

    Olá Alessandro,
    Tudo bem? Eu novamente hahaha
    Então estava pensando em ficar num hotel, mas interei-me de uns apartamentos bem legais de uma empresa a La Parisiense. Amei!!! E também vi vários relatos de pessoas que alugaram. Minha dúvida seria e gostaria muito que me ajudasse, qual um bairro bacana para hospedar-se, Quartier Latin, St. Germain, Marais, Torre Eiffel? Não gostaria de ficar muito longe dos pontos turisticos.

    Obrigada desde já 🙂

    • Alessandro Paiva

      Oi, Nice! Adorei todos esse bairros! O único que não fica tão prático é a região no entorno da Torre, mas a Torre é a Torre :-). Acho que desses o St. Germain é o mais interessante. O Marais e o Quartier Latin são bons para quem gosta de vida noturna. De qualquer forma, todos possuem uma estação do metrô perto, aí tudo é mais fácil 🙂 Abraços!

  12. Nice

    Ola Alessandro,
    Obrigada uma vez mais por toda a ajuda. Ficaremos em um apartamento na rua Mouffetard, vi pelo google maps, parece ser um local tranquila, bem familiar e acima de tudo seguro hahaha.

    Abraços

    • Alessandro Paiva

      A Mouffetard é ótima! Você vai adorar os restaurantes da Ru du Pot de Fer, que cruza com ela.

      • Nice

        Que bacana, sua opnião me da um respaldo maior 🙂
        Por acaso é por lá que fica aquele farmácia que você cita no post acima? Vi uma muito parecida pelo google maps.

      • Alessandro Paiva

        Hum, não. Ela fica em St. Germain. Não é tão longe do Quartier Latin. Pegue o metrô e desça nas estações saint-germain-des-pres, saint-sulpice ou Mabillon. A Citypharma fica na Rue du Four, 26.

  13. Priscila Marcelino

    Oi Alessandro, tudo bem? Mais uma vez parabéns pelo belo trabalho, já havia me encantado com os posts sobre Berlim, e com Paris não foi diferente.
    Olha só, apesar de vc ter detalhado muito bem sua viagem, gostaria de tirar uma dúvida: você acha que o frio de alguma forma atrapalhou a viagem, tanto para Paris, quanto para Berlim?
    É que vou para Paris e Berlim em fev/2015, única data disponivel por causa do trabalho de meu marido, mas fico com receio de perder atrações ou algo assim, por causa do frio intenso. Moro na serra catarinense e estou acostumada, mas tenho receio do frio europeu.rsrs…. Pelas suas fotos e relatos tudo foi muito lindo e tranquilo, então só queria confirmar mesmo rs… Bj!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Priscila! Antes de mais nada, muito obrigado pelo comentário 🙂

      O frio jamais atrapalhou minhas viagens. É fato que as baixas temperaturas me fazem ir ao banheiro constantemente (rsrsr!), mas isso não atrapalha os roteiros. E nessas épocas existem bem menos turistas, o que diminui as filas, os viajantes sem noção e os preços. Eu que sou de BH, consigo passear tranquilamente nessas épocas. Estando bem agasalhado, o frio não será problema. Já tremi queixo, já trancei pernas, já endureci as pontas dos dedos e do nariz, e nem por isso os passeios foram menos bacanas. Até minha amiga Clarice, que é muito friorenta, suportou caminhadas em dias de neve e de ventos fortes (Praga e Amsterdam). Portanto, não se preocupe. O frio nada mais fazer do que deixar você e seu marido mais chiques nas fotos 🙂 No mais, você é da serra catarinense. Estás imbatível! Abraços e ótima viagem para vocês!

      • Priscila

        Muito obrigada Alessandro! É muito bom poder contar com tua opinião, pois já esteve lá, e descreve tudo muito bem, alem de ser muito gentil. Agora viajo mais tranquila! 😀 Sucesso pra vc, e, claro, muitas viagens!

      • Alessandro Paiva

        Eu é que agradeço, Priscila! Pode ir tranquila 🙂 Sucesso e muitas viagens para você também!

  14. Quezia Silbiger

    Parabéns pelo blog ! Estive em Paris em março/14 e pude relembrar vários lugares, chuva, fotos… Amei sua descrição. Reforço o comentário acima: voltar de Paris me deixou menos apegada às coisinhas e mais encantada com as coisas e pessoas boas e belas deste mundo.

    • Alessandro Paiva

      Falou e disse, Quezia! Paris é isso e muito mais 🙂 Obrigado pelo comentário e boa viagem sempre!

  15. Nice

    Ola Alessandro,
    Tudo bom?
    Gostaria de fazer umas perguntinhas básicas 🙂

    Aonde trocou real por euro, no banco ou casa de câmbio?
    Vi quer vocês foram no le quatre temps, é bacana e acessivel lá, pois queria fazer uma comprinhas tambem, e ouvi falar de um outlet que se chama Dunga.

    Desde já agradeço
    Abraços

    • Alessandro Paiva

      Oi, Nice! Tudo joia! Trocamos os euros em uma casa de câmbio de um shopping de BH. Chama-se Confidence. Quanto ao Les 4 Temps, é um pouco longe, mas de trem/metrô não demora muito, cerca de 40 minutos. Já o outlet, não sei te informar. Nunca estive em um em Paris. Tentei pesquisar aqui agora no Google e também não encontrei sobre essa loja.

      Abraço e ótima viagem 🙂

  16. Marcia

    Ola Alessandro
    Eu, marido e casal de amigos vamos a Paris, Londres e Amsterdam em abril/maio.
    Queremos parabenizar pelos textos, roteiros e todas as dicas.
    Tem servido de inspiração para nossa primeira viagem a Europa.
    Obrigada pela sua disposição em compartilhar.
    Um grande abraço e desejo a você muitas viagens.

    • Alessandro Paiva

      Olá, Márcia!

      É sempre bom ler comentários como o seu 🙂 Procuro sempre orientar minhas viagens por leituras que encontro na internet, programas de TV e sugestões de amigos. No final de cada passeio, compartilho minhas experiências não como um profissional de turismo (que não sou), mas como um viajante que conheceu um lugar e ficou super satisfeito. Saber que as pessoas estão lendo meus relatos e inspirando suas viagens é o que me motiva a escrever sobre minhas jornadas e querer viajar sempre.

      Grande abraço e uma excelente viagem para vocês 🙂

  17. ANDRE ROGERIO FERREIRA

    Olá Alessandro,
    Nunca vi um relato tão surpreendente e detalhista como esse…
    Parabéns!!! Isso nos encoraja ainda mais a visitar países que nos dão “choque de cultura”… rs
    Eu e minha esposa chegaremos em Paris dia 06/07 a tarde, ficaremos 04 dias inteiros…
    Meu grande medo é: o idioma… Eu só sei falar algumas coisinhas, mas entender, nada… Minha esposa, more or less… ou seja, nosso inglês é fraquíssimo… este é o nosso maior medo para esta viagem… apesar de já ter ido para Flórida/EUA duas vezes e ter se virado bem, mas Flórida é Brasil nos EUA.. rs… em Paris, em relação aos restaurantes, atendimento, etc.. como são estes serviços para quem tem dificuldades com o idioma como nós???? em relação ao metrô, acredito que não teremos dificuldades… Já fomos a Barcelona e Madrid e “turistamos” através dos ônibus citytour e metrô… só que lá é o Espanhol, então foi uma mão na roda né…rsrs … será que teremos muita dificuldade em Paris para turistar??? estou pensando seriamente em contratar excursão e tal, por causa deste problema (idioma)… espero que você me tire este medo para que possamos gastar menos…rsrsrs… Grande Abraço!!!!

    • Alessandro Paiva

      Oi, André! Muito obrigado pelo comentário! Engraçado que esta semana é a terceira mensagem que recebo de turista com medo de idioma, rsrsr! Mais do que normal. Não me esqueço de Istambul, quando fui em 2012. Fiquei tão assustado quando cheguei que voltei correndo para o hotel dormir, juro! No dia seguinte, foi traquilaço. Se lá na Turquia, que se fala menos inglês que em Paris, eu me virei facilmente, não será diferente com vocês. Paris é extremamente turística. A fama de cara fechada do francês não procede. São pessoas sérias, mas ninguém deixará de ajudá-los numa “emergência” linguística. Se ainda não estiver seguro do que estou falando, faz o seguinte: leva um dicionário português-francês, seja impresso ou digital (smartphone). Ajuda muito. E se no último caso vocês acharem as coisas muito complicadas, contrate um guia. Somente no ÚLTIMO caso, viu, rsrsr! Enfim, nada de pânico. Será fichinha para vocês.

      Abraço e ótima viagem 🙂 !!!

  18. alexandre

    Alessandro, estou lendo seu blog todo. Vou pra Hong Kong em agosto ou setembro e vou voltar pela Europa (não aguentaria aquela odisseia que vocês fizeram), aproveitando para dar uma turistada. Não sei ainda por qual cidade (ou quais cidades) devo passar, mas Paris está gritando. Ultimamente tenho lido muitos relatos de intimidações, furtos e roubos, principalmente no metrô e perto dos pontos turísticos, você presenciou ou sentiu alguma coisa assim? Abraço!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Alexandre! Eu também leio o seu sempre, rs! Seus textos são ótimos. Na verdade, não sou cinéfilo, mas é bom saber o que está pegando nas telas, rsrsr!

      Vamos lá: você vai adorar Honk Kong. Eu acho que todo mundo deveria dar uma passada lá pelo menos uma vez na vida. O mundo tem muito mais coisa além dos eixos Brasil-Europa e Brasil-EUA. Embora a cidade tenha uma aparência caótica – e isso foi o que mais gostei de lá –, é super organizada e dinâmica. E tem sua sofisticação, que digam os turistas que se aventuram pela Hollywood Road, minha parte predileta, especialmente à noite. O melhor de tudo, não é uma cidade cara.

      Acho ótima sua decisão de dar uma pausa em Paris. Eu confesso que venho adorando tomar chá de aeroporto/avião/rodoviária, rsrs, pois isso significa que estou viajando. Mas devo dizer que estou planejando voltar a HK, e dessa vez com um stop over na Europa, assim como você.

      Quanto a Paris, sim, em cidades como ela esses problemas são inevitáveis. À noite, não existe roubo à mão armada, isso já é uma grande vantagem. No entanto, os trombadinhas dissimulados estão por toda parte. Basta ficar a tento aos pertences, à posição das bolsas etc. Nada dramático, mas todo o cuidado é pouco. Na última vez em que estive lá, uma cigana tentou furtar sorrateiramente a bolsa da minha amiga. Mas ela (minha amiga) logo percebeu e a moça se mandou.

      Uma coisa que costuma a assustar os turistas é o comportamento exaltado de alguns habitantes. Isso se vê no metrô, principalmente. É uma pequeníssima minoria. Uns fazem farra, outros pulam roleta, mas tudo entre eles, é só não dar confiança. Tem também as tensões ligadas à imigração, que estão cada dia maiores e acredito que os parisienses não estão muito confortáveis com essa situação.

      Mas isso não é problema para turista 🙂 Você é brasileiro e sabe que por aqui a coisa é bem mais difícil. Eu não me importaria de estar lá agora, rsrsrs! Com certeza não me importaria! No mais, estou sendo pessimista, afinal, sei que infortúnios acontecem.

      Qualquer dúvida, é só trocar uma ideia.

      Abraço!

  19. alexandre

    Pois é, os trombadinhas estão fazendo a festa. Os funcionários do Louvre já fizeram greve porque estavam sendo roubados diariamente. No mês passado, a Torre Eiffel fechou pelo mesmo motivo. Sempre são jovens do leste europeu, meninas em grupo que dão estes golpes – anel, abaixo assinado, abraço… A polícia até consegue prender, mas precisa soltar porque elas não andam com documentos e a legislação permite (por supostamente serem menores de idade, todas declaram ter 13 anos) que elas neguem fazer qualquer tipo de exame ou ficha de identificação. Mas enfim, quem está acostumado com Rio/São Paulo (acho que todas as capitais) sabe que não dá pra bobear. Erro é achar que essas coisas não acontecem fora do país.

    Estou louco pra conhecer Macau também. E de Hong Kong, quero o caos, a feiura, a chiqueza e tudo mais. Bom, vou pesquisando por aqui!

    Abraço!

    • Alessandro Paiva

      Puts, Alexandre! Não sabia que estava nesse nível. Mas mesmo assim não se desanime. Abraço!

  20. Evangelina Camarão Telles Ribeiro

    muito bom teu interesse, mas ja pensastes em visitar Paris *Au fil du temps*?Começarias pela Arène de Lutèce, em seguida verias Les Thermes que fica no sub-solo do Museu du Moyen-Âge…e se quiseres mais informações é só me contactar :evangelinaseghir@hotmail.fr

    • Alessandro Paiva

      Que ótima sugestão, Evangelina! É um roteiro que não se vê na internet ou nas melhores revistas de viagem. Quando eu retornar a Paris, te escrevo para saber mais detalhes. Abraço e muitíssimo obrigado!

  21. Gostei muito dos teus 2 posts sobre Paris e pretendo usá-los como base para fazer o meu roteiro de 7 dias, pretendo viajar em novembro de 2016. Eu e meu marido ainda estamos decidindo se vamos levar nossa filha de 11 anos. Vejo que nesta última viagem vocês visitaram muitos lugares que tenho vontade de ir também, mas não sei se ficaria muito cansativo para quem vai com crianças. Eu pensando em fazer uma versão mais light deste roteiro caso a nossa filha nos acompanhe.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Akemi! Obrigado pela visita ao blog 🙂 Olha, sou empolgado, então Paris jamais me cansa! Sua menina está numa idade boa para viajar. Paris não é uma Disney, embora tenha uma versão desse parque por lá, mas é bem interessante. Acredito que ela vai gostar. Se decidir levá-la, faça, com ela, um tour na internet pelas maravilhas parisienses; mostre a Monalisa, o Louvre as obras de arte e sua importância, fale da Torre Eiffel, da Revolução Francesa, dos doces (hum!), da moda. Duvido que ela não vai animar a bater muita perna junto de vocês 🙂 E vou lhe contar uma coisa: quando eu tinha 11 anos, meu pai colocou minha mãe, eu e minha irmã nas costas e nos levou num tour pela Bolívia. Foi tão bacana que lembro o nome de todos os montes, das principais avenidas, das cidades. Lembro do roteiro, quanto tempo ficamos em cada cidade. A viagem foi praticamente feita de ônibus e trem, com pouquíssimo conforto. Ficamos em hotéis bem modestos e comemos em restaurantes pra lá de econômicos. Isso foi há 32 anos! Enfim, sua menina vai ser uma companhia e tanto!

      Abraço e ótima viagem para vocês!

    • Akemi

      Oi Alessandro,
      Quero agradecer pelas dicas super úteis do teu blog, usei teus roteiros em Paris como base para fazer o nosso. Estava em dúvida se deveria levar minha filha de 11 anos na viagem, mas quando descobri que a maioria das atrações são gratuitas para menores de 18 anos, decidimos levá-la também. Fomos em outubro de 2016, foram 6 dias maravilhosos, conseguimos aproveitar ao máximo. Foi bem cansativo, mas valeu muito a pena.

      • Alessandro Paiva

        Oi, Akemi!!! Muito obrigado! Que bom que pude ajudar. E você foi a Paris em um mês bom, sem filas, não muito frio e “menos” caro, rsrsr! Quanto à sua filha, é uma recordação marcante que ela vai ter para o resto da vida. Meus pais me levaram em uma viagem à Bolívia quando eu também tinha 11 anos. Foi sensacional, me lembro de tudo, do roteiro, dos nomes das ruas, dos edifícios, das montanhas… Enfim, você fez bem em levá-la junto 🙂

        Abraço e boas viagens sempre!

  22. Nice

    Ola Alessandro,
    Uma vez mais parabéns pelo acervo de informações e experiências compartilhadas.

    Terei poucos dias em Paris e gostaria de uma opnião pessoal, se fosse você optaria em conhecer Versailles ou iria até Londres?

    • Alessandro Paiva

      Oi, Nice! Muito obrigado 🙂 Pessoalmente, eu iria a Versailles. Mais do que maravilhoso, é parte importante da história francesa. Obviamente, Londres é um espetáculo, mas ir lá em bate-e-volta é um desperdício! Fiz isso e tive que correr muito, não aproveitando as atrações como deveria.

      Abraço e, mais uma vez, obrigado pelo prestígio ao blog 🙂

  23. Nice

    Certamente seguirei seu conselho, meu voto particular ja era Versailles, porem meu esposo sugestionou Londres. Irei usar a opnião de uma pessoa experiente nesse assunto para convence-lo 🙂

    Eu quem agradeço Alessandro,
    Sucesso, abraços

  24. Eliane Alvarenga Maia

    Vou ao Leste Europeu e na volta de Berlim vou parar em Paris por 2 dias só para minha colega conhecer alguma coisa pois eu já fui áParis por 4 dias.Será que seria bom a gente tomar aqueles ônibus de 2 andares descoberto?Vamos ficar no 10 arrodissemam e pensamos em tomar o ônibus na Ópera que é meio longe.Você sabe onde eles passam e se a gente pode descer e voltar a tomar outro ônibus com a mesma passagem?E qual o metrô que tomo do museu do Louvre para ir ao Trocadero.Ja anotei todas as suas dicas sobre Budapeste,Viena e Berlim,Obrigada por tudo.Abraços.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Eliane!

      Nunca peguei este ônibus em Paris, mas acho que será seu melhor recurso. Particularmente, não gosto muito dele, porque o turista fica preso a um itinerário/roteiro. Enfim, no seu caso, vale a pena. Não conheço o trajeto, mas você pode conferi-lo em http://www.city-sightseeing.com/tours/france/paris.htm. A Sight Seeing é uma das melhores empresas no mundo de ônibus hop on hop off, senão a melhor. Com um mesmo bilhete diário, você pode passear à vontade, embarcando e desembarcando nos pontos estabelecidos. Em algumas empresas, o bilhete é válido por 2 dias, não sei se acontece em Paris. Verifique isso no mesmo site que te indiquei. Olhe também esta empresa: http://www.hop-on-hop-off-bus.com/paris-hop-on-hop-off-bus-tours

      Em relação ao metrô, do Louvre, você pode embarcar na linha amarela (1), na estação “Palais Royal Museé du Louvre”, no sentido La Défense e desça na estação “Franklin D. Roosevelt”. Nesta mesma estação, embarque na linha verde (9) no sentido “Pont de Sèvres” e desembarque na “Trocaderó”.

      Muito obrigado pela visita ao blog. Abraço e uma excelente viagem para vocês 🙂

  25. Nice

    Olá Alessandro,

    Você poderia dar uma dica de como entender o metrô de Paris? Definitivamente não sei andar de metrô, moro em Rio Preto, interior da capital, e aqui não há estação de metro. Tive muitas dificuldades em minha primeira estada á Paris, achei muito confuso, então acabei usando mais táxi. Irei retornar no final do ano, e vi que todos os seus trajetos você fez uso do metrô, poderia ajudar-me? Pois gastei um dinheirão com táxi, que poderia ter feito outras coisas.
    Parabéns pelo blog, sobretudo para forma que escreve!!!
    Abraços

    • alexandre

      Oi, Nice. Eu vou ser meio mal educado e responder antes do Alessandro. Eu sei que pra quem mora numa cidade sem metrô, as várias linhas, estações e tipos de bilhete podem parecer complicado, mas não é. Baixe o aplicativo do RATP, o sistema público de transportes de Paris. Nele tem mapa das linhas e você ainda pode calcular sua rota (no site também dá pra fazer). Há sempre uma estação do metrô por perto. Veja de qual linha é a estação mais próxima de você e de qual linha é a estação mais próxima do seu destino. Se estiverem na mesma linha, é só ver pra qual direção você vai pegar o metrô (a última estação da linha), senão, você vê em qual estação as linhas se cruzam pra fazer a baldeação.
      Em relação ao bilhete, vai depender do quanto você vai utilizar o transporte público. Não importa qual bilhete, sempre valide-o e o guarde até sair da estação. Aqui tem um link que tira todas as suas dúvidas:
      http://expressoparis.com/metro-de-paris-o-guia-completo/

      Abraço!

      • Alessandro Paiva

        Ôpa! Muitíssimo obrigado, Alexandre! Eu não saberia explicar melhor 🙂 Abraço!

    • Alessandro Paiva

      Nice, explicação melhor que a do Alexandre não há 🙂 Assino em baixo. Abraço!

  26. Nice

    Deixo aqui meu sincero agradecimento a vocês, obrigada por clarificar meu ponto de vista sobre metrô hahaha, certamente seguirei seus conselhos. Ahhh e obrigada pela dica de matéria, amei o site também.

    Abraços queridos,
    E uma vez mais….muito obrigada. Volto depois para relatar minha experiência 🙂

  27. alexandre

    Como vocês têm pernas! Fui a Paris em novembro passado. Sozinho. Cheguei num final de tarde, comi alguma coisa na Grand Epicerie e fui ver o Louvre, a coisa mais perto do hotel. Choveu pra caramba naquela noite! Me molhei? Sim, fiquei ensopado, mesmo com guarda-chuva, mas foi lindo. Então eu sei o que é turistar na chuva, e também sei que andar pelas margens do Sena na chuva também não tem muita graça – um vento que vem sei lá de onde!
    Passando aqui só pra deixar uma dica: Paris Museum Pass. Um passe que valeu muito a pena pra mim, pois cobre Louvre, d’orsay, L’orangerie, Notre Dame (c/ cripta e torres), Arco do Triunfo, Quai Branly, Pompidou, Cluny e um monte de outros museus e monumentos.

    Concordo que vale muito a pena trabalhar as perninhas e subir as escadas da Notre Dame e do Arco (quase morri), as vistas são incríveis! E pode jogar pedra em mim porque eu almocei em Pigalle mas desisti de Montmartre por causa da chuva. Na próxima, conheça o Quai Branly, um dos meus museus favoritos. E o da Evolução, no Jardin des Plantes, que só perde pro de Luxemburgo no meu top jardins parisienses.

    • Alessandro Paiva

      Alexandre, fantástico! Obrigado pelas dicas! E sua descrição é bacana demais 🙂 Abraço!

    • Alessandro Paiva

      E chuva é uma coisa que ainda não consigo lidar bem, rsrsrs, mas como não posso fazer nada quanto a isso, vou pela água mesmo. Dois dias atrás estive em Erevan, na Armênia. Era pura neve! Gelo nas calçadas, escadarias, em todo lugar. Andar era um desespero! Bastava eu me distrair com alguma coisa pela rua e eu me esborrachava no chão! Tenso!

      • alexandre

        Armênia?! Não conheço nada sobre o país. Vou ficar ligado nos próximos posts!

      • Alessandro Paiva

        Olha, Alexandre, a Armênia é um lugar superespecial! A beleza é indiscutível, mas é a história que deixa qualquer visitante impressionado. Depois dê uma lida sobre o genocídio armênio. Tem um memorial em Erevan que trata o tema com uma riqueza de detalhes que deixa qualquer um com os olhos cheios d’água. É um povo caloroso, acolhedor, prestativo, enfim, a Armênia merece uma visita!

  28. alexandre

    E as autoridades turcas negam até hoje o genocídio…

    Os povos mais sofridos são geralmente os mais acolhedores e generosos.

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