Bruxelas sem cerveja

Atomium

Atomium, em Bruxelas

Como não aproveitar a oportunidade de conhecer uma cidade europeia, mesmo que em um único dia? No post sobre meu retorno a Paris, comentei que não sou muito a favor de viagens do tipo bate-e-volta a grandes cidades, afinal sobra pouco tempo para sorver tudo o que determinado lugar tem para oferecer. Entretanto, é impossível não sucumbir à tentação de dar uma chegadinha a Bruxelas. E assim fizemos. Eu e meus amigos Élcio, Ana, Igor e Maíra aproveitamos uma folga no roteiro da nossa belíssima estadia na Cidade Luz e seguimos rumo ao paraíso do waffle, das fritas, do chocolate e da cerveja. Não, não provamos nenhuma dessas delícias, mas considere-as atrações imprescindíveis da capital da Bélgica, patrimônios informalmente tombados naquele país.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaCompramos o bilhete para Bruxelas pela internet, um mês e meio antes da viagem. Contudo, não pagamos tão barato. O tempo ideal para conseguir bons preços é logo na liberação dos bilhetes pela companhia ferroviária, o que ocorre por volta de três meses antes do embarque. Enfim, pagamos 49 euros e valeu muito a pena. Caso você esteja em Paris ou em outra capital europeia mais próxima de Bruxelas, acesse www.thalys.com e adquira sua passagem.

Ana, na partida para Bruxelas

Ana, na partida para Bruxelas

Partimos de Paris bem cedo, precisamente às 6h25. A viagem durou exata 1 hora e 22 minutos, e rapidinho estávamos batendo perna em Bruxelas. Porém, cometemos um erro gravíssimo. Embora tivéssemos várias atrações em mente, as quais havíamos colocado no papel, não definimos as prioridades de visita nem mesmo estabelecemos um percurso preciso. Já na saída da Bruxelles-Midi, estação ferroviária onde desembarcamos, ficamos plantados tipo ventilador, com a cabeça abanando lentamente de um lado para o outro sem ter noção de que rumo tomar. E debaixo de chuva!

Mas não tínhamos outra escolha. Atravessamos o cruzamento Carrefour de L’Europe, subimos a pequena Rue Infante Isabelle e chegamos à Praça de l’Abertine (Place de l’Albertine). De lá, descemos a Rue de la Madelene até a Grasmarkt, onde tomamos o café da manhã para, em seguida, dar uma breve passada nas Galerias Reais Saint-Hubert (Galeries Royales Saint-Hubert), logo ao lado.

Place de l'Albertine

Praça de l’Albertine

Galeries Royales Saint-Hubert

Galeries Royales Saint-Hubert

As galerias consistem em duas seções maiores, cada uma com mais de 100 metros de comprimento, chamadas Galeria do Rei (Galerie du Roi) e Galeria da Rainha (Galerie de la Reine). Existe também uma galeria menor, chamada Galeria dos Príncipes (Galerie des Princes). Como ainda era cedo, as lojas estavam fechadas, mas isso não nos impediu de babar diante das vitrines e de seus produtos refinados, além de poder admirar a beleza do teto em vitral, que, junto às fachadas laterais, promove uma perspectiva sensacional.

Deixamos as galerias pela Rue des Bouchers. Eu não parava de imaginar aquela rua à noite, com seus bares e restaurantes fervilhando e pessoas trançando para cima e para baixo pelo seu charmosíssimo calçamento, ladeado por edifícios nos estilos barroco e neobarroco. Não sei se a cena aconteceria exatamente dessa forma, pois não tivemos tempo para vivenciar a noite na cidade, mas, bom de bar que somos, nossas expectativas não nos trairiam. No mais, se é na Bélgica, tem cerveja. E da boa!

Rue des Bouchers

Rue des Bouchers

Rue des Bouchers

Rue des Bouchers

Rue des Bouchers

Rue des Bouchers

Viramos à esquerda na Petite Rue des Bouchers e seguimos em direção à principal atração da cidade: a Praça Grande de Bruxelas (Grand-Place de Bruxelles).

Petite Rue des Bouchers

Petite Rue des Bouchers (via Instagram)

Eu na Petite Rue des Bouchers (via Instagram)

Eu na Petite Rue des Bouchers (via Instagram)

Petite Rue des Bouchers

Petite Rue des Bouchers

Torre do Hôtel de Ville vista da Petite Rue des Bouchers
Torre do Hôtel de Ville vista da Petite Rue des Bouchers

A Grand-Place é espetacular! Não sei exatamente sua dimensão, mas as proporções e excessos de detalhes de suas construções dão a sensação de miniaturização de algo imenso. Somente visualizando para entender. Seus belíssimos prédios, espremidos uns aos outros, possuem as fachadas assimétricas e inclinadas, o que talvez provoque essa ideia de conflito de proporções.

Grand-Place

Grand-Place

Grand-Place

Grand-Place

Na praça, destacam-se os edifícios Hôtel de Ville, sede da Prefeitura de Bruxelas, e o Museu da Cidade de Bruxelas (Musée de la Ville de Bruxelles).

Hôtel de Ville

Hôtel de Ville, na Grand-Place

Musée de la Ville de Bruxelles, na Grand-Place

Musée de la Ville de Bruxelles (à esquerda), na Grand-Place

Grand-Place

Grand-Place

Da praça, continuamos nosso trajeto ainda meio desnorteados. Visitamos rapidamente a igreja de São Nicolau (Église Saint-Nicolas), Passamos pelo edifício da Bolsa de Bruxelas (Bourse de Bruxelles) e fizemos uma pausa diante da estátua do Manneken Pis (garoto que urina), personagem mais célebre da cidade.

Igreja São Nicolau

Igreja de São Nicolau

Bourse de Bruxelles

Bolsa de Bruxelas

Boulevard Anspach

Boulevard Anspach, próximo à Bolsa de Bruxelas

Manneken Pis

Manneken Pis

A estátua do Manneken Pis possui apenas 30 cm de altura, mas atrai pequenas multidões. Durante as festividades, o mijãozinho ganha trajes diferenciados, o que aumenta mais ainda seu charme. No século 18, tentaram roubar a estátua inúmeras vezes, mas, somente em 1817, um bonitão da bala Chita obteve êxito. O ladrão não só roubou a estátua como também a despedaçou. Portanto, o garoto que urina que se vê hoje é uma réplica, feita um ano após seu roubo.

Do Manneken Pis, seguimos nossa caminhada. Difícil não notar as guloseimas expostas nas vitrines das redondezas.

Doces diversos

Doces diversos

Doces diversos

Doces diversos

Quando nos dirigíamos à igreja Nossa Senhora da Capela (Notre-Dame de la Chapelle), precisamente na Rue de la Chapelle, vimos uma instalação sanitária muito interessante, do tipo privacidade zero. Vi algo parecido em Amsterdam, mas lá o sujeito não fica 50% exposto como naquele mijadouro de Bruxelas. Enfim, no aperto, eu me travestiria de cidadão local e encararia um desses fácil!

Mictório público na Rue de la Chapelle

Mictório público na Rue de la Chapelle

A Notre-Dame de la Chapelle é uma igreja gótica românica fundada em 1134. Sua estrutura atual data do século 13, e foi danificada várias vezes ao longo de sua história. Ali, encontra-se sepultado uma das figuras mais importantes da história da arte, o pintor flamenco Pieter Bruegel, o “Velho”.

Notre Dame de la Chapelle

Notre-Dame de la Chapelle

Negócio de frente para a Notre Dame de la Chapelle, na Rue Joseph Stevens

Negócio de frente para a Notre-Dame de la Chapelle, na Rue Joseph Stevens

De lá, rumamos para a Praça do Grande Sablon (Place du Grand Sablon), onde demos uma pausa para almoçar.

Rue Lebeau vista da Place du Grand Sablon

Rue Lebeau vista da Place du Grand Sablon

Place du Grand Sablon

Place du Grand Sablon

Estávamos ensopados por causa da chuva. Meu mau-humor reinava absoluto, pois, além do roteiro sambado, minha câmera estava encharcada. Naquele dilúvio, era quase impossível coordenar o manuseio de mapa, guia, guarda-chuva, mochila e máquina fotográfica protegida por um saco plástico. E dei faniquitos introspectivos – sim, era preciso disfarçar a ira – quando percebi que a lente da minha câmera havia embaçado por dentro. Passeio considerado arruinado para mim! Mas bastou a lente desembaçar e a chuva dar uma leve trégua para eu me recompor e passar a adorar Bruxelas.

Do almoço, seguimos até o sempre em reforma Palácio de Justiça (Palais de Justice). Esse edifício foi construído entre 1866 e 1883, no estilo eclético. Uma pena que parte da sua estrutura estava coberta de andaimes. Dizem que está assim há anos.

Palais de Justice

Palácio de Justiça

De frente para o palácio, está a Praça Poelaert (Place Poelaert), de onde se tem um panorama bem bacana da cidade. De lá, pode ser avistada a Basílica Nacional do Sagrado Coração (Basilique Nationale du Sacré-Cœur). Infelizmente, não tivemos tempo para visitá-la, mas é atração indicadíssima em Bruxelas.

Basilique Nationale du Sacré-Cœur, vista da Place Poelaert

Basílica Nacional do Sagrado Coração, vista da Praça Poelaert

Palais de Justice visto da Rue de la Régence

Palácio da Justiça visto da Rue de la Régence

Do palácio, retornamos à Place du Grand Sablon, onde visitamos a igreja Nossa Senhora do Sablon (Notre-Dame du Sablon), um dos edifícios mais importantes de Bruxelas.

Notre-Dame au Sablon

Notre-Dame du Sablon

Construída entre os séculos 14 e 15, no estilo gótico brabantino, sua elegância e uniformidade arquitetônica são de uma beleza sem igual. Era preciso segurar o queixo diante dos vitrais que compõem praticamente todas as suas fachadas.

Interior da igreja Notre-Dame au Sablon

Interior da igreja Notre-Dame du Sablon

Da Notre-Dame au Sablon, rumamos pela Rue de la Régence até a Praça Real (Place Royale), onde encontra-se a igreja de Saint Jacques-sur-Coudenberg. Embora pareça um edifício recente, sua construção iniciou-se em 1776.

Igreja de Saint Jacques-sur-Coudenberg

Igreja de Saint Jacques-sur-Coudenberg

Place Royale

Praça Real de Bruxelas

Também na Praça Real, estão os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica (Musées Royaux des Beaux-Arts de Belgique), mas, como o tempo era curto, nada de exposição de arte para nós. Então seguimos para o belíssimo Palácio Real de Bruxelas (Palais Royal de Bruxelles), a um quarteirão dali.

Palais de Bruxelles

Palácio Real de Bruxelas

Embora não seja utilizado como residência real, o Palácio Real é a sede oficial do rei da Bélgica, que ali realiza suas atividades de Chefe de Estado, concede audiências e conduz os negócios do país. O interior do palácio também é usado para grandes eventos e para a recepção de chefes de Estado.

Guarda do Palais Royal de Bruxelles

Guarda do Palácio Real

Atravessando o Parque de Bruxelas (Parc de Bruxelles), localizado bem de frente para o palácio, chega-se à sede do Parlamento. Os dois edifícios simbolizam a monarquia constitucional, sistema de governo da Bélgica. Não atravessamos o parque nem visitamos o Parlamento, mas, para um turista com tempo, acredito que valham a pena as duas visitas.

Do Palácio Real, retornamos à Praça Real, onde pegamos a rua Couldenberg em direção ao Mont des Arts. Nessa rua, está situado o belíssimo edifício do Museu dos Instrumentos Musicais (Musée des Instruments de Musique), ou simplesmente MIM. Sua fachada no estilo art nouveau atrai a atenção de quem desce a Couldenberg.

Musée des Instruments de Musique

Musée des Instruments de Musique (MIM)

Mont des Arts é um jardim de onde se tem uma visão bem bonita da cidade. Antes, fora uma área densamente povoada, mas, no final do século 19, o rei Leopoldo II decidiu converter o lugar em um centro de artes, comprando toda a vizinhança. Sem recursos suficientes, após a demolição dos edifícios antigos, o Mont des Arts se transformou em um vazio urbano muito feio. Contudo, para receber a Exposição Universal de 1910, o rei ordenou ao paisagista Pierre Vacherot que construísse um jardim no local. Já em 1930, o jardim foi reprojetado, e, anos mais tarde, foram construídos ao seu redor a Biblioteca Real da Bélgica (Bibliothèque Royale de Belgique) e o Palácio do Congresso.

Mont des Arts

Mont des Arts

Mont des Arts. Destaque para a torre do Hôtel de Ville

Mont des Arts. Destaque para a torre do Hôtel de Ville

O Mont des Arts também abriga alguns museus e instituições culturais. Embora não os tivéssemos visitado, acredito que valha a pena conhecê-los. De lá, seguimos para o Atomium, um dos pontos turísticos mais fascinantes da cidade.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaPara chegar ao Atomium, basta pegar a linha 6 do metrô (azul) no sentido Koning Boudewijn – Roi Baudouin e descer na estação Heysel – Heizel. Como estávamos próximos à estacão Gare Centrale, lá, pegamos a linha 5 do metrô (amarela) no sentido Herrmann-Debroux e descemos na Art-Loi – Kunst-Wet, onde fizemos a baldeação para a linha 6.

O Atomium é uma das coisas mais interessantes que eu já conheci. Eu o havia visto em fotografias, mas não fazia a mínima ideia do que fosse ou de onde estivesse localizado. Achava que pudesse ser uma obra de arte futurista de média proporção, construída recentemente em algum parque para celebrar um futuro iminente ou qualquer coisa do tipo. Mas não é bem isso. Foi construído para ser o pavilhão principal da Feira Mundial de Bruxelas (Exposition Universelle et Internationale de Bruxelles), também conhecida como Expo 58, ocorrida em 1958. Com o fim da exposição, o Atomium deveria ser desconstruído, mas, assim como aconteceu com a Torre Eiffel, preferiram mantê-lo de pé.

Ana, Élcio, Igor, Maíra e eu, no Atomium

Ana, Élcio, Igor, Maíra e eu, no Atomium

Erigido no formato de um átomo, o Atomium simboliza a vontade democrática de manter a paz entre todas as nações, a fé nos progressos científico e tecnológico e, por fim, uma visão otimista de um mundo novo, supertecnológico e melhor para a humanidade. Mais do que toda essa perspectiva romântica, o Atomium destaca-se pelos seus 103 metros de altura e pelo seu formato inusitado. Quando se aproxima de sua estrutura composta por nove esferas metálicas interligadas por tubos, a possibilidade de visualizar o conjunto de várias formas é espetacular. É matemática fotográfica que não acaba mais!

Atomium

Atomium

Atomium

Atomium

Atomium

Atomium

Ah, cada esfera daquelas representa um cristal de ferro aumentado 165 bilhões de vezes.

Já dentro do Atomium, a impressão é completamente diferente. Embora seu propósito fosse abrigar uma exposição tecnológica, ali dentro, o futuro encontra-se conforme se imaginava na década de 50, ou seja, já virou passado há muito tempo. Mas quem sou eu para ironizar. Embora o estilo retrô da decoração e da identidade visual do Atomium sejam evidentes, sua exposição é muito bacana.

Exposição dentro de uma das esferas do Atomium

Exposição dentro de uma das esferas do Atomium

No interior do Atomium

No interior do Atomium

Maíra, Igor, Ana e Élcio, em uma das escadas-rolantes do Atomium

Maíra, Igor, Ana e Élcio, em uma das escadas-rolantes do Atomium

Interior do Atomium

Interior do Atomium

Escada-rolante iluminada, no interior do Atomium

Escada-rolante iluminada, no interior do Atomium

Como todo edifício alto, a vista que se tem de uma das esferas do Atomium é muito bacana.

Boulevard du Centenaire e Parque de Laeken vistos do Atomium

Parque d’Osseghem visto do Atomium

Era hora de voltar ao centro da cidade. Não via a hora de passar no Délirium Café, bar que, além de vender a deliciosa cerveja Délirium, possui mais de 2.400 rótulos à disposição. Eu me contentaria com apenas dois ou três rótulos (com a garrafa cheia de cerveja colada neles). Mas, antes disso, meus amigos resolveram comprar chocolates para trazer de lembrança. Rodaram o centro inteiro para isso. Nessa trajetória, passamos mais uma vez pela Grand-Place – estava linda! –, pela já iluminada Rue des Bouchers, pelas Galerias Reais Saint-Hubert e por tantas outras ruas do centro da cidade.

Grand-Place

Grand-Place

Grand-Place. Destaque para o Musée de la Ville

Grand-Place. Destaque para o Musée de la Ville

Grand-Place

Grand-Place

Grand-Place

Grand-Place

Hôtel de Ville, na Grande-Place

Hôtel de Ville, na Grand-Place

Grand-Place de Bruxelles

Grand-Place

Galeries Royales Saint-Hubert

Galeries Royales Saint-Hubert

Rue des Bouchers

Rue des Bouchers

Rue des Bouchers

Rue des Bouchers

Passamos também por um prédio da Rue de l’Étuve, entre a Rue du Lombard e a Rue du Chêne, onde existe um dos famosos murais de histórias em quadrinhos ao ar livre de Bruxelas. Nele, o personagem Tintim, seu cão Milu e o Capitão Haddock são ilustrados em uma cena de O Caso Girassol, da série As Aventuras de Tintim, escrita e desenhada pelo belga Hergé.

Mural que ilustra uma cena de O Caso Girassol, da série As Aventuras de Tintim

Mural que ilustra uma cena de O Caso Girassol, da série As Aventuras de Tintim

Aquele é apenas um dos quase 50 murais espalhados pela cidade. Isso porque a Bélgica é considerada um dos maiores produtores mundiais de HQs, berço de alguns dos personagens mais populares como os Smurfs e Lucky Luke. Os belgas são tão fãs dessa arte que muitas ruas do centro possuem dois nomes: o oficial e um segundo que homenageia algum personagem. Além dos murais, existem museus, bares temáticos e lojas especializadas no assunto. Eu achei que veria esses painéis à medida em que fosse caminhando por Bruxelas, mas, infelizmente, vi somente aquele da Rue de l’Étuve. Uma pena! Se eu tivesse um dia sobrando em Bruxelas, certamente o reservaria para um passeio pelas histórias em quadrinhos.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaCaso você vá a Bruxelas e queira fazer um tour pelos murais de HQs, tenha em mãos um mapa com as obras demarcadas, encontrado no escritório do departamento de turismo na Grand-Place (informações em visitbrussels.be).

No final das contas, não sobrou tempo para uma cerveja. Maldita procura por chocolates! Meus amigos ainda não sabem, mas vai chegar o dia em que minha ira irá se voltar contra eles e seus chocolates belgas, e, para amainar meus nervos, eles terão de comprar uma garrafa de Délirium cada um, seja na Bélgica, em Belo Horizonte ou na casa do carvalho!

Mesmo com todos os contratempos, conhecer Bruxelas foi muito bom. Tanto que não vejo a hora de voltar lá. Mais do que visitar seus pontos turísticos, preciso me envolver naquele cenário misterioso, cinzento e chuvoso e saber qual é a sua essência, que não tivemos tempo de descobrir. Também quero ter bem mais contato com a população, que percebemos ser formada de cidadãos extremamente educados. Adoro isso! Dá vontade de pedir um café atrás do outro, só para ser bajulado com cortesias. Por fim e moderadamente, é claro que não deixarei de tomar algumas cervejas. Amigos belgas, botem para gelar os mais de 2.400 rótulos que estou voltando!

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

contato@fuievouvoltar.com

Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. Alê, vc sabe que eu fiquei com ressaca de Bruxelas?! Explico melhor: dizem que, pra se curar dela, você tem de “tomar mais uma” no dia seguinte, o tal “rebater”… Só vou “melhorar” quando voltar a Brussel. rsrsrs
    E, além do mais, no paraíso Boipeba, conheci um casal cujo moçoilo é belga. Eles têm, além de uma creperia de crepes (rs) deliciosos e super adequados ao clima (a atração cool do lugar), uma pousada com pegada ecológica/sustentável. Só pelo estilão deles, pelo bon-vivant, pensei: pôxa, se todo mundo das bandas de lá (pq havia em Boipeba mais de um belgá – rs) for como os belgás de “cá”, quero demais passar uma temporada na terra do menino mijão, mas espero não pegar aquela chuva, aquele climão, pois deixa qq. alegre mal-humorado. Não há cristão que resista. Concordo que não dá pra vivenciar muita coisa em um dia (aliás, não dá pra vivenciar quase nada), mas a impressão que tive foi a melhor daquela cidade silenciosa (pq achei mais que La Defense), com edificação bacana, pessoas rhycas (kkkk), e, ao que tudo indicou, com um custo de vida mais baixo que em Parrí. Quero conhecer cada cantinho cultural e boêmio… Ah!!! As cervejas… Ah!, quero demais… E te devo as cervejas… Podexá (providenciá-las-ei kkkkkkkkkkkk). Bjs
    alguns segundos atrás · Editado · Curtir

    • Alessandro Paiva

      Ana, não cheguei a ficar de ressaca de Bruxelas, pois não bebi, rsrsrs! Precisamos fazer a linha dos seus conhecidos belgás e passar uma temporada boêmia na terra deles :-). E você já pagou sua dívida das cervejas. Aguardo a posição da Maíra, do Igor e do Élcio. Bjs!

  2. jane

    simplesmente lindo, e os guardas do palácio real, que fofos, parecem estátuas vivas, e essa escada rolante, dá uma sensação ruim, não?Abafado.Coisas de outro mundo mesmo.Muito lindo,tem mais?

    • Alessandro Paiva

      É realmente lindo, Jane. Na verdade, é mais lindo que isso, pois tem muita coisa bacaníssima que a gente não chegou a conhecer. Quanto à escada rolante do Atomium, embora provoque um efeito psicodélico, não é abafada. De Bruxelas não tenho mais coisas para contar ou mostrar, infelizmente. Nossa passagem por lá foi muito rápida. Mas já comecei a escrever sobre Hong Kong, que é sensacional!

      Abraço!

  3. Alessandro, cheguei de Bruxelas semana passada e queria lhe informar que você não perdeu muita coisa visitando a Basílica do Sagrado Coração, mas a cerveja belga, ah… você perdeu. Hehehe… parabéns pelo post. Bjs.

    • Alessandro Paiva

      Ah, Rafella! Você me paga, rsrsrsrsr! Já basta meu trauma 🙂 E aí? Gostou de Bruxelas? Eu tenho vontade de voltar lá para passar pelo menos uns três dias. Quero andar muito, ficar perdido, essas coisas, de preferência perto dos bares e restaurantes. Quero fazer um tour pelos murais, museus e, se sobrar tempo, comer um chocolate 🙂 Abraço e muuuuito obrigado pelo comentário!

      • Eu gostei sim! Só não gostei da Basílica do Sagrado Coração e do Atomium, mas do resto adorei!!! Seu blog serviu como inspiração pra minha viagem. Beijos!

      • Alessandro Paiva

        Ah, que bacana! Fico contente em ter ajudado. Bjs!

  4. Oi Alessandro. Gostei do post sobre Bruxelas. Explico – vou para lá em dezembro. Comprei passagens de 10 a 27 de dezembro, chegando e saindo por Bruxelas. Devo ficar uns três dias em Bruxelas, penso em um dia em Bruges, depois de trem, até Frankfurt (3 dias), seguindo para Paris, onde devo ficar até o dia 27, quando pego um trem de volta para Bruxelas e de lá para São Paulo. Tem alguma sugestão? Em Frankfurt já reservei hotel. Em Bruxelas e Paris, gostaria de alugar um estúdio pequeno e a bom preço. Se souber de dicas e puder me passar, agradeço. Será a minha primeira vez nesses países. da Europa, só conheço a Itália, centro e norte, para onde já fui duas vezes.
    Abraços.
    Augusto

    • Alessandro Paiva

      Oi, Augusto! Passei em Bruxelas muito rapidamente. Foi um roteiro bate e volta, portanto não dormi na cidade. Sonho com o dia em que voltarei lá para passar umas duas noites e me afogar nas cervejas, rsrsr! Como não contratei hotel em Bruxelas, não sei te informar um bom lugar para ficar. O Air BNB (airbnb.com.br) tem sido uma ótima opção para quem quer alugar apartamentos, quartos, estúdios ou casas. Os preços também são muito bons. Para hotéis, meu amigo sempre contrata pelo Booking.com ou pelo TripAdvisor. Primeiro, ele faz uma pesquisa em blogs e sites sobre um bom lugar para se hospedar (acesso, proximidade, atrações etc.). Em seguida, ele busca por hotéis nesses dois portais, procurando selecionar os localizados nos bairros sugeridos pelos blogs/sites. Obviamente, selecionamos os melhores preços e lemos todos os comentários postados pelos hóspedes.

      Em relação a Paris, ficamos num hotel um pouco distante dos pontos mais badalados, mas, com três estações por perto, a locomoção foi super tranquila. Fica perto da praça Republique. No mais, era o único dentro do nosso orçamento, rsrsrs! Chama-se Taylor Hotel (www.paris-hotel-taylor.com), que até pouco tempo se chamava Annexe (www.annexe-paris-hotel.com). Creio que se fundiram. Caso você não encontre um estúdio pelo Air BNB, tente um orçamento lá.

      Frankfurt e Bruges, infelizmente não conheço, mas a dica da pesquisa por hotéis é sempre a mesma. Para facilitar a montagem dos meus roteiros, pesquiso bastante no Google e uso aplicativios como o TripAdvisor City Guides, o Triposo e outros aplicativos sobre cada cidade que pretendo visitar. No final das contas, falta tempo para visitar tanta coisa.

      No mais, é isso. Se eu puder ajudar em alguma outra coisa, é só escrever.

      Abraço!

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