Lisboa é incomparável

Eu, no Elevador de Santa Justa, Lisboa

Eu, no Elevador de Santa Justa, Lisboa

Foram muitas idas à Europa, mas demorou até que eu conhecesse Lisboa. Embora a maioria dos voos em que embarquei com destino ao Velho Continente fizesse escala no aeroporto da capital portuguesa, somente neste ano decidi conhecê-la. Saí de lá encantado!

Em relação às mais célebres metrópoles europeias, Lisboa não fica para trás em quase nada. Como já conheço muita cidade daquela parte do mundo, a cada canto lisboeta visitado, as comparações surgiam inevitavelmente. Mas comparar para que e por quê? Assim como Paris é Paris, Roma é Roma e ponto final, Lisboa é Lisboa. É única e si mesma em tudo o que se propõe a ser. Sua arquitetura esbanja originalidade nas fachadas cobertas pelos mais belos azulejos. Seus diversos mirantes dão vista a todos os tipos de imensidão, delineados por horizontes que um dia desafiaram um povo sedento por descobrir terras e civilizações. Sua história é contada com a sabedoria de um pioneiro nas tecnologias da navegação e com o orgulho de uma população de cultura com heranças imperiais. Seus bondes recusam-se a receber uma roupagem mais moderna, talvez por respeito à tradição e à integridade estética de suas belas ruas e esquinas. Sua gastronomia põe à mesa uma culinária de sabores marcantes e oferece deliciosos doces com receitas sigilosamente trancadas a sete chaves. Seus vinhos, quase que incontestavelmente, são servidos como uns dos melhores do mundo. E sua vida noturna… Hum, Lisboa é definitivamente incomparável!

Nesta viagem, fomos somente eu e o Élcio. Lisboa foi o primeiro destino de um passeio que teve início em Portugal, passou pela Áustria e pela Eslováquia e terminou na Hungria.

PRIMEIRO DIA – Quinta-feira (6/3/2014)

Praça Marquês de Pombal, Parque Eduardo VII, Avenida da Liberdade, Praça dos Restauradores, Estação Ferroviária do Rossio, Praça D. Pedro IV, Igreja de São Domingos, Praça da Figueira, Rua Augusta, Arco do Triunfo, Praça do Comércio, Cais das Colunas, Igreja de Santo Antônio, Sé de Lisboa, Casa dos Bicos, Portal de Nossa Senhora da Conceição Velha, Alfama, Miradouro de Santa Luzia, Bairro Alto

Desembarcamos em Lisboa às 5h35. Não esperávamos por aquela neblina que encobria a cidade e impedia que víssemos 20 metros adiante. Esse cenário permaneceu por um bom tempo naquela manhã. Um pouco frustrados por isso, mas com o pressentimento de que céus azuis estavam por vir, às 8h40 começamos nosso roteiro, visitando a Praça Marquês de Pombal e o Parque Eduardo VII, atrações localizadas bem próximo ao hotel onde ficamos hospedados.

Praça Marquês de Pombal. No centro, ergue-se o monumento a Marquês de Pombal

Praça Marquês de Pombal. No centro, ergue-se o monumento a Marquês de Pombal

A vista do topo do Parque Eduardo VII, na altura da Alameda Cardeal Cerejeira, é certamente espetacular, mas, naquele dia esbranquiçado, restou-nos apenas uma perspectiva melancólica. Era bonito, mesmo assim.

Parque Eduardo VII

Parque Eduardo VII

Depois da caminhada pelo parque, seguimos descendo a Avenida da Liberdade. Seu 1,1 quilômetro de extensão abriga boa parte dos metros quadrados mais caros da cidade, ocupados por escritórios, restaurantes, hotéis e, principalmente, pelas grifes mais badaladas do planeta.

Avenida da Liberdade

Avenida da Liberdade

Travessa da Horta da Cêra, na esquina com a Av. da Liberdade

Travessa da Horta da Cêra, na esquina com a Av. da Liberdade

No final da Liberdade, está a belíssima Praça dos Restauradores, marcada pelo obelisco de 30 metros de altura, inaugurado em 1886 em comemoração à libertação de Portugal do domínio espanhol em 1º de Dezembro de 1640.

Praça dos Restauradores

Praça dos Restauradores

Entre as praças Restauradores e D. Pedro IV, está a Estação Ferroviária do Rossio, onde paramos apenas para algumas fotos. Impossível não se encantar com sua fachada no estilo manuelino.

Estação Ferroviária do Rossio

Estação Ferroviária do Rossio

Viajar e comer têm uma ligação muito forte para mim. Assim como a grande maioria dos brasileiros, prefiro a nossa gastronomia, mas basta colocar os pés fora do país para eu começar a pensar em comida. De frente para a estação, deparei-me com uma vitrine repleta de salgados, entre eles uma coxinha. Então aquele era o momento certo de unir a minha preferência pela culinária brasileira com a vontade de comer em Portugal. Como poderia dispensar meu salgado favorito?! Enfim, pedi a bendita coxinha, que estava meio encharcada, fria e além do ponto. Azar o meu, afinal ninguém deve ir a Lisboa para comer coxinhas. No mais, era preciso reservar espaço no estômago para outras delícias.

Seguimos para a Praça D. Pedro IV, mais conhecida como Rossio. Sua extensa história é marcada por grandes construções, terremotos, reconstruções, manifestos, execuções e eventos comemorativos. Hoje, encontra-se ornada por um belíssimo calçamento, onde se destacam a estátua de D. Pedro IV – conhecido em nossa história como D. Pedro I – e o Teatro Nacional D. Maria II.

Praça Dom Pedro IV (Rossio)

Praça D. Pedro IV (Rossio). Destaque para o Teatro Nacional D. Maria II

Ali no Rossio, fui abordado de uma maneira muito curiosa. Um cidadão me aparece afoito, abre rapidamente sua jaqueta e mostra um arsenal de deixar qualquer queima dedo estupefato. “Marijuana?! Marijuana?!” Perplexo, recusei a oferta, e o comerciante, mais que depressa, virou as costas e se distanciou olhando desconfiado para mim. Bem, eu é que deveria ficar cismado, pois a cena foi muito estranha. Mais adiante, na nossa estadia em Lisboa, eu e o Élcio começamos a achar que tínhamos pinta de maconheiro, pois fomos alvo desse tipo de situação outras poucas vezes. Cogitamos duas hipóteses: ou eram traficantes descarados, pois não tinham medo de serem vistos pela polícia ou pelas pessoas que circulavam por perto, ou eram agentes disfarçados, prontos para prender turista com segundas intenções. Erramos feio! Eram cidadãos quase inocentes.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaSe for a Lisboa e quiser ser preso, fume maconha, pois lá, assim como no Brasil, o consumo da droga é proibido. Agora, se quiser permanecer em liberdade, compre a tal Marijuana na mão dos comerciantes espalhados pelos principais pontos turísticos da cidade. Não precisa nem ficar com medo, compre a mercadoria tranquilamente. Preocupe-se apenas em olhar ao redor para ver se alguém vai estar rindo da sua cara, pois estará adquirindo nada mais nada menos do que erva medicinal, quiçá tempero, conforme nos contou um garçom brasileiro dias mais tarde. Caso você seja vítima do golpe, escolha entre denunciar à polícia o fato de lhe terem vendido camomila ao invés de um baseado – sim, você foi ludibriado! – ou preparar um chá. Prepare um chá.

Atrás do Rossio, no Largo de São Domingos, está a Santa Justa e Rufina, igreja também conhecida como São Domingos. Desde que foi construída no século 13, inúmeras obras modificaram completamente seu aspecto original, além dos terremotos de 1531 e 1755 e do incêndio de 1959, que destruíram grande parte de suas obras e imagens e arruinaram sua estrutura. Bastante danificadas, as colunas laterais do seu interior são uma herança dessas tragédias.

Igreja de Santa Justa e Rufina (São Domingos)

Igreja de Santa Justa e Rufina (São Domingos)

Desastres à parte, a São Domingos é uma das igrejas mais importantes do país. Nela, foram realizadas grandes cerimônias religiosas, batizados e casamentos reais.

Deixamos a igreja e demos uma passada na Praça da Figueira, de onde se tem uma bela visão do Castelo de São Jorge. No meio da praça, impera a estátua equestre de D. João I, quase sempre empoleirada por pombos despretensiosos.

Praça da Figueira. Destaque para a estátua de D. João I (foto tirada dois dias depois)

Praça da Figueira. Destaque para a estátua de D. João I e para o Castelo de São Jorge (foto tirada dois dias depois)

Em seguida, começamos uma caminhada pela Rua Augusta, famosa via pedonal que tem início no Rossio e se estende até o Arco do Triunfo. É quase sempre citada por possuir um comércio badalado e vários restaurantes, mas o que me encantou mesmo foi o desenho do seu calçadão e a perspectiva que culmina no belo arco.

Rua Augusta. Arco do Triunfo ao fundo

Rua Augusta. Arco do Triunfo ao fundo

O Arco do Triunfo da Rua Augusta foi construído em 1777. Suas esculturas retratam figuras célebres da história portuguesa, entre elas Vasco da Gama e o Marquês de Pombal, além daquelas que representam os rios Tejo e Douro. O orgulho da grandiosidade portuguesa em relação aos descobrimentos manifesta-se no texto em latim no topo do arco: VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD (Às virtudes dos maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas).

Arco do Triunfo da Rua Augusta, visto da Praça do Comércio (via Instagram)

Arco do Triunfo da Rua Augusta, visto da Praça do Comércio (via Instagram)

É possível subir ao topo do arco, mas preferimos apenas atravessá-lo. Assim como os pórticos mais notórios do mundo, aquele nos levou a um dos lugares de maior importância para a história portuguesa, a Praça do Comércio, situada às margens do Rio Tejo. Seu nome se deve ao comércio gerado pelos carregamentos que ali desembarcavam na época dos descobrimentos, provenientes das rotas marítimas.

Praça do Comércio (Terreiro do Paço)

Praça do Comércio (Terreiro do Paço)

Em 1511, o rei D. Manuel I construiu ali o Palácio da Ribeira, deixando sua residência no Castelo de São Jorge para morar junto ao Tejo, onde a realeza lusitana viveu por cerca de dois séculos. Nessa época, a praça passou a se chamar Terreiro do Paço. O palácio foi completamente destruído pelo terremoto de 1755. O então rei D. José, com medo de outro abalo sísmico, transferiu-se para o Palácio Nacional da Ajuda.

Atravessamos a imensa praça e chegamos aos degraus de mármore do Cais das Colunas, a entrada mais nobre de Lisboa, onde, antigamente, desembarcavam chefes de estado e demais figurões. Atualmente, serve de cais para os cacilheiros da Transtejo, barcos que ligam a cidade à extinta freguesia de Cacilhas, hoje pertencente à União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas.

Cais das Colunas, no Terreiro do Paço

Cais das Colunas, no Terreiro do Paço

Era impressionante como nosso passeio rendia! O tempo mal tinha passado (eram 10h30) e já havíamos conhecido bastante coisa em Lisboa. E a pé! Empolgados com a cidade, seguimos até a Igreja de Santo Antônio, onde dizem ter nascido o santo. O comentário que segue pode soar infame, mas nunca vi tanta mulher com cara de solteira em um só lugar.

Igreja de Santo Antônio

Igreja de Santo Antônio

Como aconteceu com quase todas as construções de Lisboa, o famigerado terremoto de 1755 destruiu a igreja quase que completamente. Para ajudar a reconstruí-la, as crianças pediram à população “um tostãozinho para Santo Antônio”, pagando por parte da obra. Por isso, o chão da capela está coberto de moedas.

O museu da igreja encontra-se bem ao lado, mas, infelizmente, estava fechado para reformas. Então seguimos para a Sé de Lisboa, a poucos metros dali.

Sé de Lisboa

Sé de Lisboa

A igreja é a sede do Patriarcado de Lisboa. O românico é o estilo arquitetônico predominante, notando-se elementos do gótico e do barroco. Começou a ser levantada em 1147 e foi terminada no início do século 13. É visita obrigatória para quem vai a Lisboa, seja o turista religioso ou não.

Detalhe de painel de azulejos da rua Cruzes da Sé 13

Detalhe de painel de azulejos da rua Cruzes da Sé, 13

Da Sé, descemos as ruelas das redondezas em direção ao Tejo para conhecer a Casa dos Bicos, um edifício construído em 1523. Sua fachada está coberta de pedras padronizadas pontiagudas que lembram bicos, daí a origem do seu nome. Hoje, abriga a Fundação José Saramago, onde está a biblioteca desse premiado escritor, bem como uma exposição permanente sobre sua vida e sua obra. Preferimos visitar a casa somente por fora.

Casa dos Bicos

Casa dos Bicos

À direita, na Rua da Alfândega, está o Portal de Nossa Senhora da Conceição Velha, construção remanescente da Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, também destruída pelo terremoto de 1755. O portal é decorado no estilo manuelino. Foi uma bela surpresa, pois essa belíssima atração não estava incluída no nosso roteiro.

Portal de Nossa Senhora da Conceição Velha

Portal de Nossa Senhora da Conceição Velha

Deveríamos ter tomado outro rumo, mas o Élcio, satisfeito por estar ali e pelo céu azul que começava a aparecer, sugeriu que seguíssemos pela Rua Cais de Santarém, que dá continuação à Rua da Alfândega. Passamos mais uma vez diante da Casa dos Bicos e caminhamos quase beirando o Tejo. A próxima atração pretendida seria o Miradouro de Santa Luzia, e, para chegar lá, deveríamos atravessar um bairro repleto de pequenos quarteirões e ruelas desordenadas. Entre os números 20 e 22 da Cais de Santarém, num trecho localizado ao lado do Largo Terreiro do Trigo, entranhamo-nos por uma escadaria superestreita. Impossível recusar aquele caminho!

Élcio na escadaria da rua Cais de Santarém (via Instagram)

Élcio na escadaria da rua Cais de Santarém (via Instagram)

Nossa intuição estava ao nosso lado. A escadinha nos levou a um dos lugares mais bacanas de Lisboa, o bairro de Alfama. Embora seja uma das atrações mais badaladas da cidade, eu não vi indicação desse lugar nos principais guias turísticos. Talvez minha pesquisa tivesse sido mal feita.

Rua de São Miguel, no Alfama

Rua de São Miguel, no Alfama

O Alfama lembra muito uma aldeia. Sua população é bem tradicional e os aspectos da vida cotidiana são notados em cada casa, em cada janela, em cada esquina. É um bairro seguro, e seus restaurantes e casas de fado são bastante frequentados por turistas portugueses e estrangeiros.

Alfama

Alfama

O bairro era tão interessante que decidimos nos perder. Já tínhamos certeza de que Lisboa seria uma das nossas cidades favoritas. Caminhamos sem rumo pelas ruelas do Alfama, planejando o momento de retornar ali para almoçar, jantar ou mesmo tomar umas. Naquele momento, poderíamos ter almoçado, mas, como estávamos mais empolgados do que famintos, decidimos seguir até o Miradouro de Santa Luzia.

O miradouro (mirante, em português brasileiro) é um dos meus locais favoritos em Lisboa. Quando chegamos lá, o céu estava azulzinho, o que nos rendeu uma vista espetacular. Não havia paisagem que fosse pouco bonita.

Bairro Alfama visto do Miradouro de Santa Luzia. Igreja de São Vicente de Fora ao fundo

Bairro Alfama visto do Miradouro de Santa Luzia. Igreja de São Vicente de Fora ao fundo

Bairro Alfama e rio Tejo vistos do Miradouro de Santa Luzia. Destaque para a Igreja de Santo Estêvão

Bairro Alfama e rio Tejo vistos do Miradouro de Santa Luzia. Destaque para a Igreja de Santo Estêvão

A certeza de que Lisboa já era uma de nossas cidades favoritas solidificou-se ali, no Miradouro de Santa Luzia. Eu me sentia inspirado para tudo! Desenterraria meus dotes de pintor para retratar o elétrico 28 (bonde) e toda a paisagem ao redor; sentaria com meu violão para tocar qualquer coisa que fosse, mesmo com incômodo do bendito corpo estranho que habita no meu dedo do meio há 17 anos (longa história); abriria minha bolsa de drinques para fazer vários coquetéis, como faço pour mes amis; até ginástica eu faria ali!

Miradouro de Santa Luzia

Miradouro de Santa Luzia. Igreja de Santo Estêvão ao fundo

A minha inspiração me levaria longe, mas optei pela culinária. Não que a vista de Santa Luzia tivesse me dado vontade de cozinhar. O fato é que já estávamos famintos. Era hora portanto de experimentar um prato genuinamente português.

Vivo pregando que todo turista deve se encorajar a experimentar o que cada região tem a oferecer em termos de gastronomia. E nada de frescura! Já que se está em determinado lugar, tem que colocar a cara a tapa e provar o que ele tem a oferecer, principalmente se a cultura local entende a recusa de uma comida ofertada como uma ofensa. Sinceramente – e você já deve ter percebido isso nos posts de outras viagens que fiz –, o que acabo de afirmar é a mais pura hipocrisia, pois guardo um rol de alimentos que odeio. Tem uns que não consigo nem sentir o cheiro quando estão cozinhando. Se minha mãe prepara dobradinha, nem entro em casa, pois o cheiro me dá ânsia de vômito. Contudo, em cada viagem, tento me adaptar à culinária local. Em Lisboa, prometi a mim mesmo que experimentaria o que houvesse de mais típico (menos frutos do mar), pois isso sim é fazer turismo. Pisoteando a minha frescura e de peito aberto para novas experiências gastronômicas, entramos em um restaurante chamado Farol de Santa Luzia, que fica pertinho do mirante, no Largo de Santa Luzia, 5.

Tive dificuldades para entender o cardápio, mesmo que ele estivesse na língua portuguesa. Lá, os alimentos têm nomes diferentes dos que estamos acostumados no Brasil. Porém, com a ajuda do garçom, entendi o que era frango, porco e boi, carnes de que gosto. O Élcio até alertou para o fato de que eu poderia não me agradar, mas eu não quis nem saber. Teria que comer aquilo e ponto final. Enfim, além da deliciosa sopa de entrada, meu prato era uma mistura de carnes com vegetais, arroz e feijão. Bem brasileiro, certo? Errado!

Refeição servida no restaurante Farol de Santa Luzia

Refeição servida no restaurante Farol de Santa Luzia

Antes de mais nada, isento da minha dificuldade com comidas (dengo), tenho certeza de que aquele prato é um dos mais espetaculares que se pode comer em Portugal. Ciente de que éramos brasileiros, o garçom, gentilmente, anunciou nosso pedido como uma “feijoada portuguesa”. Era tudo muito bem preparado, e o tempero certamente estava no ponto. Porém, longe dos meus padrões. O porco estava muito gorduroso, assim como as linguiças. Uma delas, uma espécie de chouriço alaranjado, tinha uma textura pastosa, que só aumentava o arregalar dos meus olhos. A quantidade dava para alimentar 5 pedreiros! Era muita comida! Muita carne, muito vegetal e muito arroz com feijão. Incoerentemente, eu estava achando aquilo fantástico! Para exaltar nosso quase banquete, o vinho que pedimos era formidável. Se a marca era boa, eu não sei, mas, como diz o Élcio, se o vinho é português, não tem como errar.

Comi boa parte do prato, e o Élcio me ajudou com o resto. Ainda sobrou gaveta no meu estômago para um cheesecake de frutas vermelhas, o melhor que já comi, conforme avaliei no TripAdvisor. E as outras avaliações nesse portal não me deixam mentir: o Farol de Santa Luzia é excelente, e seus preços melhores ainda! Deixo claro que não ganhei para isso.

Satisfeitíssimos, deixamos o Farol de Santa Luzia. Ainda era cedo, por volta das 13h30. Dava para fazer muita coisa, mas estávamos bem cansados. A viagem de ida não tinha sido das mais confortáveis e estávamos batendo perna desde as 8h40. Então descemos até a Praça da Figueira, pegamos o metrô e fomos para o hotel descansar.

Mais tarde, não muito descansados, aprontamos e fomos para o Bairro Alto, famoso por seus restaurantes, bares, casas de fado e vida boêmia em geral. Para chegar lá, caminhamos até a Praça dos Restauradores, onde pegaríamos o tradicionalíssimo Elevador da Glória até a Rua São Pedro de Alcântara. Todavia, o preço do bilhete era um pouco salgado, então preferimos subir a megaíngreme Calçada da Glória a pé. No mais, estávamos certos de que comeríamos e beberíamos, então era preciso uma dose extra de exercícios físicos.

Elevador da Glória

Elevador da Glória

Nas décadas de 70 e 80, o Bairro Alto abrigou diversos órgãos de imprensa, o que deu uma fomentada no seu atual estilo de vida noturno. É diversão para quase todas as idades (poupemos as crianças). Primeiro, começamos em um bar da Rua do Diário de Notícias. O movimento estava até bom, mas bastou subirmos dois quarteirões para ver que, no Bairro Alto, o buraco é mais em cima. Ali, o trem (ôpa, sou mineiro) ferve!

Fomos à Rua da Atalaia. Eu já estava animado com os 4 coquetéis que havia tomado, achando que tinha mais espaço no fígado para alguns goles. E não é que tinha?! Entramos em um bar, tomamos uma e seguimos para outro mais próximo. Nesse meio tempo, encontramos três adoráveis mocinhas: a Lu Schadek, uma fotógrafa brasileira, e as macaeneses Isabel e Victoriana. Como assim encontrar alguém de Macau por ali?! Estivemos naquela cidade em janeiro deste ano, e conhecer essas simpáticas chinesinhas foi muita coincidência.

Rua da Atalaia, no Bairro Alto

Rua da Atalaia, no Bairro Alto

Selfie com Élcio, Victoriana, Lu, desconhecido, Isabel e eu, no Bairro Alto

Selfie com Élcio, Victoriana, Lu, intruso, Isabel e eu, no Bairro Alto

Depois de uma selfie com as novas colegas, continuamos nossa trajetória em busca de mais bebida. Além dos bares e restaurantes, passamos de frente para algumas galerias de arte, lojas de artesanato, estúdios de tatuagem e piercing, entre outros. A cada quarteirão, o Bairro Alto se tornava um dos meus redutos prediletos! Até eu começar a passar mal por causa excessos. A princípio, questionei injustamente a qualidade das vodcas, para, em seguida, analisar infrutiferamente um histórico diário de muita caminhada exaustiva e vinho. Transtornada com essa tentativa de escusa, num grito implacável, minha consciência foi ao ponto: “Tá achando que seu fígado é bagunça?!”

É, meu problema foi única e exclusivamente o excesso. Lisboa se mostrara como um dos melhores lugares do planeta, então resolvi comemorar plenamente. Não sei como consegui caminhar de volta para o hotel.

SEGUNDO DIA – Sexta-feira (7/3/2014)

Elevador da Glória, Igreja de São Roque, Palácio Quintela, Igreja do Corpo Santo, Rio Tejo, Chiado, Museu do Chiado, Armazéns do Chiado, Convento do Carmo, Elevador de Santa Justa, Miradouro da Senhora do Monte, Tasca do Jaime, elétrico 28, Castelo de São Jorge

Cristo em cruz, que ressaca! Se não fosse uma golfada depois do café da manhã, eu não teria forças para cumprir o roteiro daquele segundo dia em Lisboa.

Na noite anterior, abrimos mão de um passeio no Elevador da Glória, mas, naquela manhã, ele era atração programada no roteiro.

Elevador da Glória, no Bairro Alto

Elevador da Glória, no Bairro Alto

Inaugurado em 1885, o elevador é, na verdade, um funicular que liga a Baixa (Praça dos Restauradores) ao Bairro Alto. É um ponto turístico imprescindível em Lisboa. Embora seu trajeto seja de apenas 265 metros, ajuda muita gente a evitar o morro perverso da Calçada da Glória, que os bonitões pães duros fizeram a pé na noite anterior para economizar 3,60 €. Esse valor é para o bilhete adquirido a bordo do funicular, com direito ao trajeto de volta. Justificando nossa mesquinharia, sabíamos que o retorno da noitada seria após o encerramento das atividades do Glória, então perderíamos meio bilhete. Enfim, economia porca.

Deixamos o elevador e seguimos poucos metros pela Rua São Pedro de Alcântara até a Igreja de São Roque.

Igreja de São Roque

Igreja de São Roque

Construída no final do século 16, a São Roque foi a primeira igreja de Portugal pertencente à Companhia de Jesus e uma das primeiras igrejas jesuítas em todo o mundo. Foi um dos pouquíssimos edifícios da cidade que resistiram à tragédia de 1755. À sua esquerda, no Largo Trindade Coelho, está o Museu de Arte Sacra de São Roque, mas preferimos não visitá-lo.

Da igreja, continuamos pela Rua da Misericórdia, sempre em direção ao Tejo. Passamos pelo Palácio Quintela, onde vimos exposições dos mestrandos em tipografia e dos alunos de fotografia e cultura visual do Instituto de Arte, Design e Empresa (IADE). Se era de graça, por que não?

Exposição dos alunos do IADE, no Palácio Quintela

Exposição dos alunos do IADE, no Palácio Quintela

Continuamos nossa descida em direção ao rio. Embora a ressaca fritasse meus ânimos, a caminhada estava bem agradável, pois aquela região é fascinante. Rumando pela Rua Alecrim, viramos à esquerda na Rua do Arsenal e seguimos dois quarteirões até a Igreja do Corpo Santo. Como já havíamos visitado várias igrejas em Lisboa, aquela não era mais um atrativo, então dispensamos conhecê-la.

Igreja do Corpo Santo

Igreja do Corpo Santo

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaJá dei esse tipo de dica em outro post, mas vale reforçar. Como Lisboa possui infinitas igrejas, o turista deve evitar de ir a várias delas em um curto período de tempo. Por mais importantes que sejam, chega-se ao ponto em que se tornam cansativas e banais. Até o mais carola dos visitantes perde o interesse. O mesmo digo para os museus. Então, amigo viajante, procure mesclar seu roteiro com atrações diversificadas, a não ser que você esteja pagando promessa e precisa rezar um terço em cada capela lisboeta.

Estávamos bem próximos ao Tejo, então seguimos em direção às suas margens. Só aquele sol mesmo para amenizar minha dor de cabeça!

Escultura às margens do Tejo

Escultura às margens do Tejo

As pessoas que tomavam sol por ali me lembraram a cidade de Natal, onde adoro sentar-me numa cadeira de praia para ficar olhando o mar com uma redução de 70% do ritmo sináptico.

Às margens do Tejo. Ponte 25 de abril ao fundo

Às margens do Tejo. Ponte 25 de abril ao fundo

Deixamos o Tejo e seguimos em direção ao Chiado, um dos bairros mais badalados de Lisboa. Enquanto visitei o Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), localizado na Rua Serpa Pinto, 4, o Élcio preferiu passear pelas redondezas.

O MNAC, ou Museu do Chiado, abriga a mais importante coleção de arte portuguesa do período de 1850 aos dias atuais. Não é uma das melhores exposições que já conheci, mas vale a pena a visita, principalmente se for levado em conta o preço do bilhete, que custou pouco mais de 4 € .

Assim que saí de lá, o Élcio me aparece eufórico contando sobre o bairro. Visitou os largos de Camões e de São Carlos, provavelmente tomou um café (ou uma cerveja) em algum estabelecimento mais tradicional e descobriu uma loja chamada A Vida Portuguesa, que vende produtos no estilo retrô.

O Chiado é indiscutivelmente fascinante! Ali, há quem reserve um tempinho para ir ao Café A Brasileira, frequentado pelo poeta Fernando Pessoa, um alucinado pela região. Na nossa opinião, o café é um estabelecimento pega turista, mas, para muitos, é atração obrigatória em Lisboa.

Ali, também encontram-se os Armazéns do Chiado, tão citados nos guias turísticos. A princípio, aparentam ser um shopping center comum, mas sua história, marcada por ocupações, desocupações, terremoto e incêndio, confere ao edifício uma aura muito maior do que a de um charmoso centro comercial. Demos apenas uma chegadinha na sua entrada pela Rua do Carmo.

Armazéns do Chiado

Armazéns do Chiado

Dos armazéns, subimos por um minúsculo trecho da Rua Garrett, onde viramos à direita na Calçada Sacramento e seguimos até o Convento do Carmo, uma das mais encantadoras atrações de Lisboa.

O convento já foi a principal igreja gótica da capital. Sua monumentalidade foi ao chão com o terremoto de 1755 e, infelizmente, não foi reerguida. Mas nada mais belo do que suas ruínas. Hoje, os arcos que antes sustentavam a igreja são um espetáculo à parte.

Ruínas do Convento do Carmo

Ruínas do Convento do Carmo

A entrada para as ruínas é paga e dá direito à visita ao Museu Arqueológico do Carmo, situado no corpo principal da igreja e no coro, que não tiveram o telhado destruído pelo terremoto.

Do convento, fomos ao Elevador de Santa Justa, localizado bem ao lado.

Elevador de Santa Justa

Elevador de Santa Justa

É uma das atrações mais visitadas na cidade. Na minha opinião, encanta muito mais pela vista que seu terraço oferece do que pelo subir e descer de seu ascensor de ferro e madeira. O acesso ao observatório, que se dá por um pequeno lance de escadas em caracol, custou-nos, se não me engano, 1,50 €. Entretanto, para fazermos duas viagens no elevador, teríamos que desembolsar salgados 5 €. Para nós, importava somente estar no topo do monumento, e, já que lá estávamos, deixamo-nos hipnotizar pelo panorama magnífico, com vistas para o Rossio, a Baixa de Lisboa, o Castelo de São Jorge, o Rio Tejo e as ruínas do Convento do Carmo.

Lisboa vista do Elevador de Santa Justa. Destaque para o Rossio

Lisboa vista do Elevador de Santa Justa. Destaque para o Rossio

Lisboa vista do Elevador de Santa Justa.

Lisboa vista do Elevador de Santa Justa.

Lisboa vista do Elevador de Santa Justa. Rio Tejo ao fundo

Lisboa vista do Elevador de Santa Justa. Rio Tejo ao fundo

Eu, no mirante do Elevador de Santa Justa

Eu, no mirante do Elevador de Santa Justa

Deixamos o elevador, rumamos em direção ao Largo Martim Moniz, caminhamos alguns metros pela Rua Palma e, à direita, nos embrenhamos morro acima por algumas ruelas, tudo isso para chegar ao Miradouro da Senhora do Monte. É… preciso rever meu conceito de bater perna. O fato é que defendo o turismo praticado dessa forma, em que se frui as nuances culturais e cotidianas que só uma caminhada a pé provê. Mas, naquele caso – e considerando o latejar da minha cabeça em ressaca –, a andança mal planejada não nos agregou quase nada. Pelo contrário, só forçou nossas articulações, que deveriam ter sido poupadas para os passeios dos próximos dias (como se sabe, Lisboa é um morro só).

Gastamos preciosos 70 minutos para chegar àquele mirante. Talvez a preguiça tenha me impedido de pesquisar melhor sobre o transporte até lá, fazendo com que eu traçasse o roteiro daquela maneira. Somente quando deixamos o Miradouro da Senhora do Monte é que descobrimos que o elétrico 28, bonde mais célebre de Lisboa, tem seu ponto final no Largo da Graça, perto do mirante.

A vista do Senhora do Monte abrange, principalmente, o Mar da Palha, o Rio Tejo, o Castelo de São Jorge, a Baixa de Lisboa e o Bairro Alto. A meu ver (leve em consideração o mal estar em que eu me encontrava), não é o melhor dos mirantes de Lisboa, mas, caso o turista tenha um tempinho de sobra no roteiro, vale a visita.

Lisboa vista do Miradouro da Senhora do Monte. Destaque para o Castelo São Jorge

Lisboa vista do Miradouro da Senhora do Monte. Destaque para o Castelo de São Jorge

Já passavam das 14h30 e eu não melhorava. Caminhar horrores e escalar ladeiras naquelas condições físicas não foi uma ideia muito sensata. Prostrar daquele jeito longe de casa não era novidade para mim. Já fui irresponsável em outras viagens, arruinando, de certa forma, parte do roteiro (ai, Berlim! Ai, Natal!). Então não queria que a minha imprudência da noite anterior quebrantasse aquele dia em Lisboa. Resolvi portanto não deixar me abater e fingi uma carinha menos amarelada. Pensei que minha debilidade seria resolvida com um leve prato de comida. Rumamos pois a um restaurante ali perto.

Na Rua da Graça, 111, a três quarteirões do Miradouro Senhora do Monte, encontramos um pequeno restaurante chamado Cantinho da Fátima. Antes de discorrer sobre nosso almoço, abro parêntesis para uma dica:

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro Paivao fado é um estilo musical português. Em Lisboa, existem várias casas de fado, muitas delas funcionando especialmente para turistas, que, enquanto assistem a uma bela apresentação, degustam uma deliciosa refeição tipicamente portuguesa acompanhada por um vinho de ótima qualidade. Se você for a Lisboa e deseja incluir esse tipo de atração no seu roteiro, acesse portais como Fado.com (www.fado.com) e Portal do Fado (www.portaldofado.net) e terá um leque de estabelecimentos bem distintos. Outra ferramenta de pesquisa é o TripAdvisor (www.tripadvisor.com.br), onde os frequentadores postam seus comentários e avaliações acerca dos lugares. Nele, procure por “Casas de Fado”.

O Cantinho da Fátima é uma taberna bem simples, de comida deliciosa e preços bem em conta. Sentamos ao lado de uma mesa de oito amigos muito animados que comemoravam o aniversário de um deles. Tinham em média uns 68 anos. De repente, cada um fez sua performance particular de fado, impecavelmente afinados. Era uma farra só! Eu, com minha cabeça pulsante, não conseguia usufruir do espetáculo gratuito, chegando a pensar que as outras mesas estavam incomodadas com a algazarra. No entanto, todos os clientes se sentiam bem à vontade, tirando proveito de cada momento do show. Custamos a entender, mas aqueles fadistas não estavam ali por acaso. Somente agora, em que leio relatos na internet, é que entendi que esse restaurante é um dos pontos mais tradicionais da cidade, onde cantores entram espontaneamente e entoam seu fado. Nesse momento, os clientes se calam e prestam atenção no artista, que expressa rios de emoções e saudades através da cantoria. Obviamente, a apresentação é seguida de calorosos aplausos.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaPortanto, caro amigo turista, se você procura por uma bela cantoria genuinamente portuguesa, pode ir às mais diversas casas de fado da cidade, conforme já indiquei. Mas se está a fim de um show quase particular, com cantores ultratradicionais e num lugar fora do circuito turístico, não hesite em dar uma chegada ao Cantinho da Fátima. Outra taberna do tipo é a Tasca do Jaime, a poucos metros dali, no número 91 da Rua da Graça, onde, aos sábados, domingos e feriados, as apresentações são mais frequentes, geralmente das 16h às 20h.

Deixamos a Tasca do Jaime. Iríamos ao Castelo de São Jorge, então procuramos por um táxi. Um cidadão nos sugeriu que fôssemos caminhando, mas meu mal estar não permitia. Também não estávamos tão perto assim do castelo. Continuamos portanto nossa procura pelo táxi, até que avistamos o ponto final de um bonde. Ao aproximarmos, vimos que se tratava do elétrico 28, que passa próximo ao São Jorge. Ótimo! Conforme já contei, o ponto final localiza-se no Largo da Graça. Aproveitando, seguem algumas das dezenas de fotos que fiz do sempre fotogênico 28.

Elétrico 28

Elétrico 28

Elétrico 28, no ponto do Miradouro de Santa Luzia (via Instagram)

Elétrico 28, no ponto do Miradouro de Santa Luzia (via Instagram)

Elétrico 28

Elétrico 28

Elétrico 28

Elétrico 28

Durante as paradas do 28, a maquinista não mencionava os pontos turísticos. Pensamos que o castelo estaria bem visível, por isso não nos preocupamos. Até que chegamos ao outro ponto final do bonde, na Praça da Estrela. Perguntei à bunita: “Este elétrico não passa pelo Castelo de São Jorge?”. Ela disse “Sim, ficou para trás”. Afe! Tivemos que descer e embarcar de volta, pagando por outro bilhete, que custava 2,85 €. O ponto do castelo fica de frente para a Sé de Lisboa, de onde caminhamos seguindo a sinalização até a fortificação.

Diz-se que o Castelo de São Jorge data do século 6 a.C.. No entanto, alguns relatos históricos remontam a 139 a.C., quando a fortificação serviu de base para as operações do cônsul Décimo Júnio Bruto contra os núcleos de lusitanos dispersos após o assassinato de Viriato, seu líder. Desde então, o castelo vem assistindo a várias batalhas e sofrendo algumas conquistas. Hoje, oferece uma série de atrações, entre elas a Olisipónia (espetáculo multimídia), a Câmera Obscura (na Torre de Ulisses), um espaço de exposições e uma loja de souvenirs.

Castelo de São Jorge

Fortificação do Castelo de São Jorge

Fortificação do Castelo de São Jorge. Torre de Ulisses à esquerda

Fortificação do Castelo de São Jorge. Torre de Ulisses à esquerda

O Castelo de São Jorge possui uma vista de cair o queixo, seja de seus mirantes ou de dentro da fortificação. Ver Lisboa contornada por toda aquela estrutura medieval é uma experiência única!

Lisboa vista do Castelo de São Jorge

Lisboa vista do Castelo de São Jorge

Lisboa vista do Castelo de São Jorge

Lisboa vista do Castelo de São Jorge

Rio Tejo Visto do Castelo de São Jorge

Rio Tejo visto do Castelo de São Jorge

O que eu mais gostei no São Jorge foi da Câmera Obscura, um sistema ótico de lentes e espelhos que permite observar a cidade numa projeção em tempo real, com destaque para seus monumentos e pontos mais emblemáticos. Essa projeção percorre 360º e é melhor visualizada na luz mais clara do dia. Como eram 16h50, o sol já não estava tão forte em um lado da cidade, fazendo que a visualização dessa região ficasse um pouco comprometida. Se não me engano, aquela seria a última exibição do dia.

Câmera Obscura, no Castelo de São Jorge. (Foto: www.castelodesaojorge.pt)

Câmera Obscura, no Castelo de São Jorge. (Foto: www.castelodesaojorge.pt)

Deixamos o castelo e fomos embora. Acredite, eu não havia melhorado quase nada. Dormi pelo resto do dia, enquanto o Élcio deu uma volta pela região do hotel para comer alguma coisa. Coitado, não é a primeira nem a segunda vez que atrapalho seu passeio por causa de minhas leviandades. Moderação é a chave!

TERCEIRO DIA – Sábado (8/3/2014)

Parque das Nações (Gare do Oriente, Oceanário de Lisboa, Passeio de Neptuno, Telecabine de Lisboa, Torre Vasco da Gama, MEO Arena, Rossio dos Olivais, Centro Vasco da Gama), Igreja de São Vicente de Fora, Panteão Nacional, Feira da Ladra, Rua da Escola Politécnica, Miradouro de São Pedro de Alcântara, Bairro Alto

Eu estava melhor, mas minha cabeça ainda doía um pouco. Pelo menos consegui comer no café da manhã.

Praça Marquês de Pombal, com Parque Eduardo VII ao fundo

Praça Marquês de Pombal, com Parque Eduardo VII ao fundo

Que dia maravilhoso! O céu estava ainda mais azul, propício para o passeio daquele sábado. Iríamos ao Parque das Nações, uma vasta área multifuncional onde se realizou a Exposição Mundial de 1998. Hoje, simboliza uma Lisboa contemporânea, onde as pessoas se divertem, assistem a espetáculos, fazem compras, praticam esportes, trabalham e – os mais abastados – vivem.

Gare do Oriente

Gare do Oriente

Fomos para lá de metrô, descendo na belíssima Gare do Oriente. Seguimos direto para o Oceanário de Lisboa, um dos maiores aquários públicos do mundo. É a atração mais visitada da cidade, e não é por menos. Com uma área de 20.000 m², tem cerca de 7.500.000 litros de água, abrigando mais de 500 espécies diferentes de animais e plantas.

Oceanário de Lisboa

Oceanário de Lisboa

Oceanário de Lisboa

Oceanário de Lisboa

Do oceanário, tomamos um cafezinho e seguimos caminhando pelo Parque das Nações. Mais uma vez, o mundo me sentou um tapa na cara exibindo um lugar de extrema qualidade de vida. Tudo bem que a atmosfera daquele dia ensolarado, como numa estratégia de marketing da natureza, ajudava a moldar minhas impressões, mas é incontestável o quanto se vive bem por ali.

Parque das Nações

Parque das Nações

Fizemos uma caminhada pelo Passeio de Neptuno, onde quem não estava caminhando, estava correndo, patinando ou andando de bicicleta. Aquilo só aumentava a minha “inveja” de Lisboa. Ah, Belo Horizonte, você até tem potencial, não fossem seus criminosos!

Parque das Nações

Parque das Nações

Em seguida, embarcamos na Telecabine de Lisboa, um teleférico que atravessa praticamente todo o complexo. O bilhete de ida e volta custava 5,90 €, mas fizemos apenas um percurso (3,95 €), desembarcando próximo à Torre Vasco da Gama. Para quem gosta de fotografar, é a atração mais indicada do Parque das Nações.

Telecabine de Lisboa

Telecabine de Lisboa

Ponte Vasco da Gama, vista do teleférico

Ponte Vasco da Gama, vista do teleférico

Torre Vasco da Gama

Torre Vasco da Gama

Assim que desembarcamos, demos uma pausa para almoçar de frente para o Jardim Garcia de Orta. Ali pertinho do teleférico, um restaurante chamado Ilha Doce exibia um quadro negro bastante atraente, oferecendo bacalhau assado a um bom preço. O Élcio não pensou duas vezes! Era tudo o que ele queria. Eu fiquei com um simples, mas delicioso filé com ovo, fritas, arroz e salada.

Bacalhau assado servido no restaurante Ilha Doce

Bacalhau assado servido no restaurante Ilha Doce

Filé com ovo, fritas, arroz e salada, servido no restaurante Ilha Grande

Filé com ovo, fritas, arroz e salada, servido no restaurante Ilha Doce

O estabelecimento era bastante simples, e o proprietário uma simpatia de pessoa. Ele não era o único. Em Lisboa, fomos muito bem recebidos pelos portugueses, que deram um show de cordialidade. Nada melhor do que uma boa comida, um bom vinho e uma abordagem cortês.

Depois do almoço, mais adiante no Jardim Garcia de Orta, encontramos restaurantes mais sofisticados e repletos de clientes. Ofereciam um cardápio mais variado e eram aparentemente melhores do que o Ilha Doce. Os preços também estavam muito bons. De qualquer forma, nossa comida estava ótima, e o simpático proprietário fez valer o pouco que pagamos a mais.

Caminhamos mais um bocado pela região. Passamos pelo pavilhão da MEO Arena, atravessamos o Rossio dos Olivais – o Élcio cabeção conseguiu identificar os países de cada bandeira – e terminamos o passeio pelo Parque das Nações com uma circulada pelo Centro Vasco da Gama, um shopping localizado bem ao lado da Gare do Oriente.

Rossio dos Olivais e pavilhão da MEO Arena

Rossio dos Olivais e pavilhão da MEO Arena

Além dos pontos turísticos que visitamos, o Parque das Nações possui outras atrações interessantes como o Casino Lisboa, o Pavilhão do Conhecimento e o observatório da Torre Vasco da Gama.

Já de volta ao centro histórico da cidade, embarcamos no elétrico 28 para ir à Igreja de São Vicente de Fora, também conhecida como Mosteiro de São Vicente de Fora. Sua construção teve início no reinado de D. Filipe I, em 1582, no local onde D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, erguera um templo em honra a São Vicente, santo padroeiro de Lisboa. A obra dessa imponente igreja foi concluída somente em 1627.

Igreja de São Vicente de Fora

Igreja de São Vicente de Fora

É um dos principais cartões postais da cidade, marcando a silhueta do Alfama com sua robustez e simetria.

Da São Vicente, seguimos até o Panteão Nacional, templo que abriga túmulos de alguns dos heróis da história portuguesa, entre eles Pedro Álvares Cabral e Afonso de Albuquerque, além de presidentes da República e escritores. Antes de chegar lá, e hipnotizado pelas peculiaridades da região, gastei um tempinho entre fotos e postagens no meu diário, o que me fez perder preciosos 3 minutos no Panteão. Dirigi-me à entrada às 16h59 e o encerramento das visitas se deu às 17h. Já na portaria, o Élcio me gritava “Anda que está fechando!”. Corri bastante, mas aquele frustrante 1 minuto me rendeu apenas o registro fotográfico de um altar visível da entrada.

Panteão Nacional

Panteão Nacional

Habitações que ladeiam o Panteão Nacional

Habitações que ladeiam o Panteão Nacional

Nosso roteiro estava bem montado, com datas bem definidas e horários pesquisados minuciosamente. A ida ao Panteão estava prevista para o primeiro dia da viagem, quando decidimos encerrar a jornada mais cedo e retornar para o hotel (estávamos muito cansados). Dessa forma, postergamos a visita ao templo para uma outra oportunidade. No entanto, esqueci-me do seu horário de fechamento. Uma pena.

Nas redondezas do Panteão, havia um mercado de pulgas bem interessante. Nas minhas pesquisas, que a cada dia em Lisboa fui notando serem deficientes, não vi relatos sobre essa feira. Dando uma mão de sal grosso na minha frustração, a Feira da Ladra, como é conhecido esse mercado ao ar livre, havia encerrado suas atividades por volta das 17h. Tudo o que vimos foram mercadores e artesãos desmontando suas barracas. Restaram apenas os vendedores de produtos made in China.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaPortanto, amigo turista, fica a sugestão: planeje bem seus roteiros. Leia muito, mas muito mesmo, porque quando você acha que já sabe o suficiente sobre um determinado lugar, algo bacana provavelmente fica de fora. Em Lisboa, “graças” ao nosso desconhecimento, fomos surpreendidos positivamente pelo Alfama, porém deixamos de experimentar a essência da Feira da Ladra. Aproveitando, caso você seja um amante de antiguidades/artigos de segunda mão como móveis, ferro-velho, livros, revistas, roupas, discos de vinil, quadros e de tantas outras quinquilharias – por que não de muamba? –, se for a Lisboa, não deixe de dar uma passada na Feira da Ladra, que funciona às terças e sábados, do nascer do sol até o fim da tarde. Está localizada no Campo Santa Clara, entre o Panteão, o Jardim Botto Machado e a Igreja de São Vicente de Fora.

Da feira, fomos embora descansar. À noite, retornaríamos ao Bairro Alto. Embora estivesse estabelecida uma medida protetiva entre mim e qualquer destilado – juro, minha cabeça ainda não estava 100%! –, queríamos muito retornar àquela região boêmia, que hoje coroamos como nosso ponto favorito em Lisboa.

Nosso hotel ficava próximo à Praça Marquês de Pombal, ponto nobre da cidade e servido pelo metrô. Mas, turisticamente, deixava a desejar. Para ir ao Bairro Alto, caminhávamos uns 15 minutos até a Praça dos Restauradores, trajeto que poderíamos fazer de metrô, mas pagar 1,40 € pelo trecho entre duas estações não compensava. Na Restauradores, começávamos uma escalada à lagartixa pela Calçada da Glória até o bairro boêmio. Sim, existe o Elevador da Glória, mas já contei que custava 3,60 €? Juntando esse valor ao do bilhete do metrô, tem-se a quantia 5 €. Isso dava para tomar umas duas cervejas. Pão-durismo à parte e tentando evitar morros, aventuramo-nos por outro trajeto. Subimos a Rua Alexandre Herculano até a estação Rato (metrô), de onde seguimos pela Rua da Escola Politécnica. Dez pontos para o pão-durismo! Caminhamos por uma parte superbacana de Lisboa, que culminou no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Ver a Baixa de Lisboa e o Castelo de São Jorge daquele mirante, mesmo à noite, é atração imperdível na cidade, principalmente para os mais românticos, que podem se acomodar em um dos bancos do Jardim de São Pedro de Alcântara e contemplar um panorama a dois.

Lisboa vista do Miradouro São Pedro de Alcântara

Lisboa vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara. Castelo de São Jorge ao fundo

Jardim de São Pedro de Alcântara, no Miradouro de São Pedro de Alcântara

Jardim de São Pedro de Alcântara, no Miradouro de São Pedro de Alcântara

Na verdade, a forma mais fácil de se chegar ao São Pedro de Alcântara é pelo Elevador da Glória (ou escalando a Calçada da Glória). Fica bem à direita do desembarque do elevador, na Rua São Pedro de Alcântara. No primeiro dia em que estivemos ali no Bairro Alto, nem percebemos o mirante.

Depois de jantar, enveredamos pelo Bairro Alto. Aquelas ruas lotadas de gente pareciam se multiplicar! Para dizer que não procuramos por algo além da diversão, circulamos brevemente pela região para conhecer um pouco da sua rotina extraboêmia. Ok, muito interessante, muito tradicional e muito histórico. Mas voltemos ao que interessa: vadiagem em doses responsáveis!

Bairro Alto

Bairro Alto

Prudentemente, bebi como um passarinho. Cada gota de destilado foi dividida entre os bares da Rua das Salgadeiras (que nome sugestivo!), da Rua da Atalaia, da Rua da Barroca, da Rua do Diário de Notícias e das adjacências. É claro que em alguns tive que pedir uma Coca-Cola light e em outros uma água mineral. O importante era frequentar!

QUARTO DIA – Domingo (9/3/2014)

Palácio Nacional da Ajuda, Belém (Mosteiro dos Jerônimos, Museu de Marinha, fábrica dos Pastéis de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Torre de Belém), Largo de São Carlos, Bairro Alto, Miradouro de São Pedro de Alcântara

Naquela manhã de domingo, o sol não deu seu ar da graça. Não importava, pois aquele seria um dos dias mais históricos da minha vida de turista semiprofissional. Finalmente, eu provaria o doce mais emblemático da face da Terra: o Pastel de Belém. Mas ainda era cedo para isso. Programei a ida à fabrica de pastéis para mais tarde, quando estaria arado de fome.

Seguimos portanto para a freguesia do Belém, atração obrigatória em Lisboa. Para chegar lá, pegamos o comboio (trem em português de Portugal) para Cascais, na estação Cais do Sodré, e descemos na estação Belém.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaOs comboios e metrôs de Lisboa são integrados. Para utilizá-los, o passageiro pode comprar o bilhete individual nas máquinas de venda automática ou nas bilheterias. Existem também o cartões recarregáveis. Para o turista, o mais indicado é o viva viagem, em que o usuário pode efetuar quantas recargas quiser. Também pode ser adquirido e carregado nas máquinas de venda automática ou nas bilheterias. Tem um custo de aquisição de 0,50 €, sendo recarregável quantas vezes for necessário, durante 1 ano após a compra. Depois de carregado, o cartão está pronto para ser utilizado. Basta aproximá-lo do validador e aguardar que as portas se abram. O viva viagem é individual, não podendo ser usado por mais de uma pessoa num mesmo percurso. É prático, mas tem só um probleminha: o valor carregado não é reembolsável. Se o turista deixar Lisboa e tiver créditos no cartão, perderá esse valor. Eu deixei para trás uns 5,50 .

Cartão viva viagem

Cartão viva viagem

Em Belém, começamos o roteiro pelo Palácio Nacional da Ajuda, situado um pouco mais afastado das demais atrações do bairro. Na verdade, como o próprio nome diz, localiza-se na freguesia da Ajuda. Para ir lá, poderíamos ter pegado o ônibus 729 na Praça Afonso de Albuquerque, bem próximo à estação Belém. Contudo, fomos a pé, iniciando a caminhada nessa mesma praça, seguindo direto pela Calçada Ajuda até o palácio, num percurso de 1.300 metros. A cada oportunidade, o Élcio resmungava “Deveríamos ter pegado o ônibus.” Vinte passos mais e “Que furada, deveríamos ter pegado o ônibus!” Outros poucos metros e “Droga, olha o ônibus vindo!” Ok, meu amigo tinha um pouco de razão. Mais pelo tempo que gastamos do que pelo esforço da caminhada. Eu não me incomodava com a subida, aliás, queria que ela fosse mais severa, assim gastaria muitas calorias, o que me daria mais fome e direito a ingerir quantos pastéis de Belém eu quisesse.

Palácio Nacional da Ajuda

Palácio Nacional da Ajuda

Salão de baile do Palácio Nacional da Ajuda

Salão de baile do Palácio Nacional da Ajuda

Sala do Trono, no Palácio Nacional da Ajuda

Sala do Trono, no Palácio Nacional da Ajuda

O Palácio Nacional da Ajuda foi construído entre os séculos 18 e 19. Serviu, durante várias décadas, como residência da Família Real portuguesa. Hoje, abriga um museu, a Biblioteca Nacional da Ajuda, o Ministério da Cultura, e o Instituto dos Museus e da Conservação. A entrada para o museu custa 5 €, mas, aos domingos, das 1oh às 14h, é de graça. Nada como não pagar para entrar!

Fachada interior do Palácio Nacional da Ajuda

Fachada interior do Palácio Nacional da Ajuda

Embora o bairro de Belém estivesse abarrotado de visitantes, no palácio, não havia muita gente. Algo inacreditável, pois é atração imprescindível em Lisboa. Impossível não se encantar com sua arquitetura neoclássica e com a decoração exuberante de seus infinitos cômodos.

Do palácio, descemos (de ônibus) de volta para Belém. Fomos direto ao Mosteiro dos Jerônimos. A fila para visitá-lo estava grande, mas andava rápido. Para nossa felicidade, assim como no Palácio Nacional da Ajuda, a entrada é gratuita aos domingos, das 10h às 14h.

Mosteiro dos Jerônimos

Mosteiro dos Jerônimos

Erigido no século 16, o mosteiro é uma construção manuelina, estilo arquitetônico existente desde o reinado de D. João II, mas que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte. Esse estilo é uma versão portuguesa do gótico e da arte mudéjar, com motivos ornamentais próprios e quase sempre imponentes, simbolizando o poder régio. Entre seus elementos, nota-se a alusão aos descobrimentos portugueses.

Primeiro, visitamos o claustro do mosteiro. Espetacular! Em um de seus salões encontra-se o túmulo de Fernando Pessoa.

Claustro do Mosteiro dos Jerônimos

Claustro do Mosteiro dos Jerônimos

Deixamos o claustro e seguimos para a Igreja Santa Maria Belém, também parte do complexo do monastério. Belíssima!

Igreja Santa Maria Belém, no Mosteiro dos Jerônimos

Igreja Santa Maria Belém, no Mosteiro dos Jerônimos

Minha atenção foi toda para o teto. Meticulosamente trabalhado, possui um dos desenhos arquitetônicos mais belos e mais simétricos que eu já vi. Logo na entrada, estão os túmulos de Vasco da Gama e Luís Vaz de Camões.

Túmulo de Camões, na Igreja Santa Maria Belém

Túmulo de Camões, na Igreja Santa Maria Belém

Maravilhados, deixamos a Santa Maria Belém e seguimos caminhando por toda a extensão do Mosteiro dos Jerônimos até a ala oeste, onde se encontra o Museu de Marinha. Essa atração não estava prevista no nosso roteiro, mas o Élcio se interessou pela exposição e quis conhecê-la. Ademais, naquele domingo gratuito de Belém, seria um pecado dispensar um museu desse calibre.

Museu de Marinha

Museu de Marinha

O acervo do Museu de Marinha é constituído por modelos de embarcações desde os descobrimentos até o século 19, bem como de uma vasta coleção de armas, fardas, instrumentos de navegação e cartas marítimas. Não é meu tipo de atração predileta, mas devo concordar que sua exposição é de uma curadoria fora do comum. A impressionante riqueza com que as informações são tratadas dá a sensação de não haver detalhe esquecido.

Finalmente, chegara a hora de degustar os deliciosos pastéis de Belém! Eu me sentia com uma certa culpa, não da gula, mas de desejar aqueles pastéis de nata mais do que qualquer outra atração do bairro. Infelizmente – ou felizmente –, essa é minha natureza.

Vimos pastéis de nata em muitos cafés de Lisboa. Até em Macau, ex-colônia portuguesa na China, eu comi um. No entanto, a receita original é um segredo da fábrica dos Pastéis de Belém, guardado a sete chaves. Eu achava que tudo isso era uma bem articulada estratégia de marketing, que eleva à apoteose um mero pastel de nata por meio de críticas tendenciosas e avaliações exageradas. Dei a primeira mordida naquela coisa quentinha e polvilhada de canela e açúcar e o meu despeito por sua aura publicitária foi para o espaço. Aquele pastel de nata é o melhor da Terra! Tive uma daquelas sensações que só se veem em filmes ou novelas, em que um doce ou outra iguaria qualquer têm o poder inexplicável de enfeitiçar quem os experimenta. As fadas do sabor faziam uma rave dentro da minha boca!

Pastéis de nata produzidos na fábrica dos Pastéis de Belém

Pastéis de nata produzidos na fábrica dos Pastéis de Belém

A receita do pastel de nata é oriunda do Mosteiro dos Jerônimos, onde alguns clérigos fabricavam e vendiam a guloseima em um pequeno comércio local. Por causa da Revolução Liberal de 1820, em 1834 os conventos de Portugal foram fechados e o clero e os trabalhadores foram expulsos do mosteiro. Para sobreviver, o pasteleiro dos Jerônimos decidiu continuar a fabricação do pastel de nata, vendendo a receita poucos anos mais tarde ao empresário Domingos Rafael Alves. Em 1837, a fábrica iniciou suas atividades, prosperando até hoje com sua belezura fabricada artesanalmente na “Oficina dos Segredos”.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaMinha chefe me deu essa dica, que ela ouviu da dona da pousada onde ficou hospedada em Lisboa: ao chegar na fábrica dos Pastéis de Belém, não se acomode na enorme fila que se estende pela calçada. Entre e sente-se a uma das mesas. Você terá dificuldades de encontrar uma logo na entrada, mas se se entranhar pelo estabelecimento, poderá achar lugares vagos. Bem nos fundos, existe um salão enorme, repleto de mesas. Ou seja, lugar para sentar, ali não falta. O atendimento é rápido e eficiente. Além dos deliciosos pastéis, lá, são vendidos salgados iguais aos que comemos aqui no Brasil. Minha chefe me indicou a empadinha de frango, mas, naquele dia, esse salgadinho havia se esgotado. Comi uma coxinha.

A fábrica está localizada na Rua de Belém n.º 84 a 92.

O Élcio não é nada chegado a doces, então o Pastel de Belém passou longe de ser uma atração para ele, que ainda estava com muita vontade de comer. Mesmo que tivéssemos degustado alguns salgados, muitas de nossas gavetas estomacais ainda estavam vazias, portanto seguimos caçando outra refeição. Não andamos muitos metros Pela Rua de Belém e entramos na Padaria Portuguesa, uma panificadora que se encontra espalhada por toda a cidade. Devoramos um sanduíche, e eu arrematei a comilança com uma torta de nozes.

Com os abdomens estufados, continuamos o roteiro por Belém. Na verdade, nosso trajeto estava um pouco esquizofrênico. Meio que ziguezagueando, não seguíamos por um itinerário muito prático. O certo seria ir à Pastelaria de Belém primeiro, para depois visitar o Mosteiro dos Jerônimos, rumando na direção da Torre de Belém. De qualquer forma, o roteiro estava funcionando.

Passamos pelo Padrão dos Descobrimentos, um monumento erguido às margens do Tejo para homenagear os envolvidos nos processos dos descobrimentos portugueses. Construído em 1960, é uma réplica da obra erigida em 1940 para a Exposição do Mundo Português, a qual foi desmontada 18 anos mais tarde.

Padrão dos Descobrimentos. Ponte 25 de Abril ao fundo

Padrão dos Descobrimentos. Ponte 25 de Abril ao fundo

Pode-se subir ao topo do Padrão dos Descobrimentos, a 50 metros de altura, mas preferimos seguir adiante, caminhando rente ao Tejo até a notável Torre de Belém.

Construída em 1520 no estilo manuelino, a Torre de Belém é uma fortificação que destaca-se pelo nacionalismo típico da época em que Portugal era uma potência global. Impressiona por dentro e por fora, sendo atração obrigatória em Lisboa.

Torre de Belém

Torre de Belém

Deixamos a torre e andamos até o Museu do Combatente, logo ao lado. Não animamos a entrar. De lá, decidimos ir embora.

Museu do Combatente

Museu do Combatente

Estávamos um pouco longe da estação Belém. Para voltar lá, poderíamos ter pegado o ônibus 729, no ponto da Av. Torre de Belém esquina com Rua Bartolomeu dias, a dois quarteirões da fortificação. Porém, orientados pelo mapa do meu smartphone (stupidphone), procuramos pela estação Pedrouços, cuja localização parecia estar a uns duzentos e poucos metros do Museu do Combatente. No final das contas, a estação não existia. Para piorar, havíamos nos afastado mais ainda da estação Belém. Só depois de caminhar bastante é que acabamos na estação Alges.

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaFomos embora de Belém satisfeitíssimos, mesmo não tendo conhecido algumas de suas atrações. Caso você vá lá, indico uma ida ao Museu de Arte Popular, situado ao lado do Padrão dos Descobrimentos. Seu acervo inclui, entre outros, máquinas agrícolas, cerâmicas, cestos, trajes, instrumentos musicais, ourivesaria, pintura e escultura, que retratam a diversidade das várias regiões de Portugal. Agora, se for um apreciador das artes moderna e contemporânea, vá ao Museu Berardo, localizado de frente para o Jardim da Praça do Império, a poucos metros do mosteiro. Sua coleção conta com obras de expoentes como Picasso e Duchamp, além de exposições inseridas em uma linha cronológica que passa pelos mais significativos movimentos artísticos das neovanguardas e segue até os dias atuais.

De Belém, atravessamos a cidade até o Chiado para usufruir do seu movimento de fim de tarde. Havíamos estado ali dois dias antes, conforme já relatei, mas o bairro merece mais de uma visita. Primeiro, tomamos um vinho no Café no Chiado, situado no Largo Picadeiro. Em seguida, atravessamos a rua e fomos ao Largo de São Carlos. O Élcio passou lá no dia em que visitei o MNAC, mas eu ainda não conhecia o local.

Largo de São Carlos

Largo de São Carlos. À esquerda, está a casa onde nasceu Fernando Pessoa (4º andar)

Ali, estão o Teatro Nacional de São Carlos e a casa onde nasceu Fernando Pessoa. De frente para a casa, encontra-se uma escultura em bronze intitulada Hommage à Pessoa, do artista belga Jean Michel Folon.

Escultura Hommage à Pessoa, em homenagem ao poeta Fernando Pessoa

Escultura Hommage à Pessoa, em homenagem ao poeta Fernando Pessoa

Continuamos circulando pela região, com as bússolas biológicas sempre apontando para o Bairro Alto. Esse lugar tinha um magnetismo impressionante sobre nós!

Ainda era cedo para uma festinha, então demos prosseguimento à caminhada. Nossa freguesia favorita encantava até à luz do dia.

Bairro Alto

Bairro Alto

Fomos mais uma vez ao Miradouro de São Pedro de Alcântara. De noite, a vista é bonita, e de dia, não poderia ser diferente.

Lisboa vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara. Rio Tejo ao fundo

Lisboa vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara. Rio Tejo ao fundo

Detalhe da grade do Miradouro de São Pedro de Alcântara

Detalhe da grade do Miradouro de São Pedro de Alcântara

Lisboa vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara

Lisboa vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara

Lisboa vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara

Lisboa vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara

Ali perto do mirante, na Rua D. Pedro V, existe um pub muito atraente chamado El Gordo, que anunciava a venda de tapas, os famosos tira-gostos à espanhola. Entramos e fizemos nossos pedidos, mesmo sabendo que gordo era o custo das coisas ali dentro. Achei o bar meio pega turista, além de que não consegue competir com o charme dos estabelecimentos portugueses.

Deixamos o El Gordo de bolsos magros e demos uma passada rápida no miolo boêmio do Bairro Alto para um drinque apenas. De lá, seguimos até a Calçada da Glória, por onde descemos até a Praça dos Restauradores. Ver o elevador nunca cansava.

Calçada da Glória

Calçada da Glória

Elevador da Glória

Elevador da Glória

Encerramos o dia um pouco mais cedo, pois, na manhã seguinte, partiríamos para uma viagem bate-volta até Sintra.

QUINTO DIA – Segunda-feira (10/3/2014)

Sintra

Escolhemos aquela segunda-feira para conhecer Sintra, vila situada na região metropolitana de Lisboa. Se for à capital portuguesa, amigo turista, reserve um dia para uma chegadinha naquela cidadezinha, que é uma das coisas mais fantásticas da Europa. É pequena, mas comporta atrações monumentais, próprias de contos de fadas, quase que literalmente.

Palácio Nacional da Pena, em Sintra

Palácio Nacional da Pena, em Sintra

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaIr lá é muito simples. Pegue o comboio na Estação Ferroviária do Rossio. O trem parte a cada 20 ou 30 minutos (depende do horário) e a viagem dura cerca de 40 minutos. O bilhete custa 3,60 € e pode ser pago com o cartão viva viagem.

Para ler sobre essa curta, mas maravilhosa jornada em Sintra, clique aqui.

Já de volta a Lisboa, não animamos esticar noite afora. Entretanto, o Élcio queria muito comer um leitão à bairrada, um dos pratos mais conhecidos da cozinha portuguesa. Perto do hotel, fomos a um restaurante chamado Marisqueira Marisqueira Quebra-Mar, na Av. Liberdade, 75. O estabelecimento não é de luxo, mas o atendimento é excepcional. A comida também é muito boa.

SEXTO DIA – Terça-feira (11/3/2014)

Coimbra e Bairro Alto

Estávamos crentes que iríamos ao Porto, uma das mais belas cidades portuguesas. Muito tranquilos de si e achando que Portugal é do tamanho de um ovo, deixamos para decidir como faríamos esse passeio já em Lisboa. Todavia, nem toda prática costumeira dispensa planejamento, principalmente o turismo. A atitude de última hora nos deixou com as calças na mão, visto que não estávamos muito a par da distância entre Porto e Lisboa. Descobrimos que ir e voltar em um mesmo dia não compensava, então tivemos que abortar o passeio. Depois de muita procura e ponderações, o Élcio sugeriu uma ida a Coimbra, cidade historicamente universitária por causa da Universidade de Coimbra. Mil pontos para o colega! Quisera ele converter isso em milhas…

Coimbra vista do Rio Mondego

Coimbra vista do Rio Mondego

Dica - Fui e Vou Voltar - Alessandro PaivaA viagem a Coimbra pode ser feita de trem ou de ônibus. Escolhemos a segunda opção, que era bem mais barata, custando 14,5 € (ida e volta tem 10% de desconto). O trajeto demora cerca de duas horas e meia, pouco mais que o percurso feito de trem. A rodoviária de Lisboa fica ao lado do metrô Jardim Zoológico (antiga estação Sete Rios). Para chegar até ela, basta sair da estação pela Rua Professor Lima Basto e se dirigir à passarela sinalizada pela placa “Terminal Rodoviário”. Embarcamos no ônibus das 8h30. Ah, o ônibus tem wi-fi, e a conexão é excelente!

Clique aqui e leia sobre nossa ida a Coimbra. Adianto que foi sensacional!

À noite, já de volta a Lisboa, retornamos mais uma vez ao Bairro Alto. Ok! Tudo bem! Não precisa virar os olhos! Somos repetitivos, pessoas de um lugar só. Mas entenda que há uma cidade de bares dentro daquela freguesia, uma espécie de parque temático devasso. São precisos vários dias para conhecer boa parte de seus botecos. Nem mesmo um pub crawl à irlandesa daria conta de tanta opção.

SÉTIMO E ÚLTIMO DIA – Quarta-feira (12/3/2014)

Cascais (Praia da Rainha, Praia dos Pescadores, Cidadela de Cascais, Praça 5 de Outubro, Casa Lencastre, Praia da Duquesa, Palácio do Duque de Palmela e o Forte de Nossa Senhora da Conceição, Piscina Alberto Romano), Queijaria Nacional

Ah, que tristeza! Tínhamos somente mais um dia em Lisboa. Já havíamos conhecido bastante coisa, mas dava vontade de ficar por lá. Eu estava certo de que sentiria saudades do Bairro Alto, dos mirantes, dos bondes amarelos, dos Pastéis de Belém, do caldo verde (hum!) e da cortesia dos lusitanos. É, tenho vários motivos para voltar.

Caldo verde, prato tipicamente português

Caldo verde, prato tipicamente português

Escolhemos aquele dia para acordar mais tarde. Ainda tínhamos muita Europa pela frente, então era preciso dar uma relaxada. Decidimos que a jornada seria livre, sem rumo definido. Mas, na hora hora do almoço, deu aquela vontade de bater perna. Olhamos no mapa e escolhemos a cidade de Cascais para encerrar nossa estadia em Lisboa. Pegamos o comboio (o mesmo que vai a Belém) das 13h, na estação Cais do Sodré. A viagem durou 33 minutos.

Cascais está situada junto à costa. Muito de seu patrimônio está relacionado com a defesa e a navegação. Até o século 19, seus fortes foram de extrema importância para a proteção de Lisboa. Há pouco mais de um século, dizia-se “Cascais, uma vez e nunca mais”, devido à dificuldade de acesso à cidade. Hoje, é bastante procurada por turistas portugueses e estrangeiros, que desfrutam de sua estrutura de veraneio, com clima mais agradável, paisagens encantadoras e gastronomia variada.

Completamente desprovidos de roteiro, indicações ou qualquer outra orientação turística, rumamos pelas ruas de Cascais. No início, seguimos o fluxo dos passageiros que desembarcaram do trem. Alguns estavam tão perdidos como nós. Tinha surfista canadense perguntando onde era a Praia do Guincho, que, mais tarde, descobrimos ser bem longe dali. Mas Cascais estava muito convidativa e não metia medo nenhum. O negócio seria andar livre, leve e solto, conforme inspirava aquele dia superazul e de clima ameno.

Primeiro, demos uma passada na pequena Praia da Rainha, próxima à estação.

Praia da Rainha, em Cascais

Praia da Rainha

Em seguida, caminhamos por um pequeno trecho da Rua Frederico Arouca, virando à esquerda na Rua da Saudade.

Rua Frederico Arouca

Rua Frederico Arouca

Rua da Saudade, em Cascais

Rua da Saudade

Depois, andamos pelo Passeio D. Luís I, que tem uma bela vista para a Praia dos Pescadores.

Praia dos Pescadores

Praia dos Pescadores

Subimos a Av. D. Carlos I (continuação da D. Luís I) até a Cidadela de Cascais, um complexo formado pelo Forte de Nossa Senhora da Luz de Cascais e pela Torre de Santo Antônio de Cascais. Sua construção se iniciou no reinado de João II de Portugal (1481-1495), sendo ampliada em 1681, no reinado de João IV de Portugal. Hoje, abriga uma pousada e o Cidadela Art District, um centro de exposição de arte ao ar livre, com galerias culturais e estúdios abertos, onde os artistas expõem suas obras e trabalham às vistas do público.

Estátua de Dom Carlos I, no Passeio de D. Maria Pia, junto à Cidadela de Cascais

Estátua de D. Carlos I, no Passeio de D. Maria Pia, junto à Cidadela de Cascais

Passeamos rente à Cidadela até o Clube Naval de Cascais, de onde retornamos. Descemos a D. Carlos I até a agradável Praça 5 de Outubro, entranhando pelas redondezas e comprando alguns souvenirs.

Praça 5 de Outubro, em Cascais

Praça 5 de Outubro

Praça Costa Pinto, no Passeio D. Luís

Praça Costa Pinto, no Passeio D. Luís

Eu já havia almoçado antes de embarcar para Cascais, mas o Élcio não. Já era um pouco tarde, e a fome bateu no meu amigo – e em mim também! Paramos para almoçar no Snack-Bar Ponto Final, situado na Praça Costa Pinto. O lugar é bem simples, comum e sem apelo turístico. Mas saímos de lá bem contentes. A comida, embora estivesse muito boa, não era nada especial. No entanto, a garçonete (infelizmente, esqueci seu nome) reafirmou toda a gentileza com que fomos tratados nestes sete dias em Portugal. Enquanto nos servia, seu senso de humor e sua cortesia só aumentavam nossa recém-adquirida paixão por Lisboa. Quanta simpatia!

Deixamos o restaurante e passeamos pelas imediações. Depois, seguimos para a costa, onde, na altura da Casa Lencastre (Rua Frederico Arouca, 107), iniciamos uma caminhada à beira-mar.

Casa Lencastre

Casa Lencastre

Passamos pela Praia da Duquesa, contornando o Palácio do Duque de Palmela e o Forte de Nossa Senhora da Conceição.

Praia da Duquesa, em Cascais

Praia da Duquesa. Palácio do Duque de Palmela e o Forte de Nossa Senhora da Conceição ao fundo

Já na Praia da Conceição, passamos diante da Piscina Alberto Romano e seguimos rente ao mar, terminando nossa jornada em Cascais na estação Monte Estoril, onde pegamos o trem às 16h45.

Piscina Alberto Romano

Piscina Alberto Romano

Dias mais tarde, descobri que deixamos de conhecer muita coisa em Cascais, que, além de suas fortificações, destaca-se pelas ruínas romanas e visigóticas, pelas igrejas e pelas casas que abrigaram a antiga nobreza. Mas nosso passeio foi excelente, mesmo assim. Nada mal para um roteiro sem programação!

Já de volta a Lisboa e com saudades antecipadas da cidade, glorificamos a nostalgia da nossa despedida na Queijaria Nacional, localizada na Rua da Conceição, 8, a três quarteirões da Praça do Comércio. Há alguns dias, vínhamos comendo em lugares mais econômicos – parte da nossa filosofia turística –, então reservamos o último fim de tarde em terras lusitanas para fazer a linha “viajante sofisticado”. Na Queijaria Nacional, degustamos deliciosos queijos e embutidos, tomamos um vinho espetacular e finalizamos com uma saborosa queijada de Sintra.

Tábua de queijos e embutidos servida na Queijaria Nacional

Tábua de queijos e embutidos servida na Queijaria Nacional

Quando a linha “viajante sofisticado” começou a ceder espaço a uma fala mais embolada, retornamos para o hotel e arrumamos as malas. Nosso passeio por Lisboa havia chegado ao fim.

Conforme mencionei em algumas publicações deste blog, o mundo é meu quintal. Tentarei viajar sempre que possível para os lugares mais interessantes deste planeta. Todavia, existe um grupo seleto no qual incluo as cidades que, enquanto eu tiver saúde e dinheiro para viajar, serão sempre visitadas por mim, repetidamente e incansavelmente. Com mérito incontestável, Lisboa tornou-se uma delas. Que os bons ventos e a TAP me levem lá.

Fui e vou voltar - Alessandro Paiva

contato@fuievouvoltar.com


Para ajudá-lo no planejamento do seu roteiro, marquei no mapa abaixo as atrações discorridas neste post e algumas não visitadas. Acesse o mapa e escolha os pontos turísticos desejados. Não se esqueça de calcular o tempo de permanência em cada local, levando em consideração se a visita é interna ou somente externa. Para visualizar o mapa no Google Maps, clique em “View Larger Map“.

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Sobre Alessandro Paiva

A graphic designer who loves cocktail and travelling. Check my cocktail blog at pourmesamis.com, my travelling blog at fuievouvoltar.com and my graphic design portfolio at www.alessandropaiva.com.

  1. Gerson

    Alessandro,

    Sensacional seu relato.

    Gerson

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, valeu, Gerson! Em breve publico sobre Sintra e Coimbra, que também são muito bacanas. Abraço!

  2. Giselle

    Ahhhh… queria mais. Amei tudo e me senti lá também. Bom saber que já conheci um dos seus “fui e vou voltar”.

  3. Daiana F. L. Ariotti

    OI!! Estamos indo a Lisboa e suas dicas serão muito importantes! Então gostaria de ter acesso ao mapa de Lisboa. Obrigada!!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Daiana! Obrigado pelo comentário 🙂 Enviei o link do mapa para seu e-mail.

      Abraço e ótima viagem para vocês!

  4. Renata Gonçalves

    Olá, Alessandro. Sou leitora do blog há um tempinho já, mas nunca tinha comentado antes. Adoro os seus relatos que são bem detalhados e sempre me perguntava o porquê de Lisboa/Portugal não aparecer aqui no blog, pois mesmo sem conhecer, acho o país incrível e pretendo conhecer um dia. Sensacional o seu relato! Parabéns pelo blog!

    • Alessandro Paiva

      Pois é, Renata! Um absurdo, rsrs! Mas fui a Portugal e adorei! Lisboa é sensacional! Uma pena que não fomos ao Porto, mas Sintra e Coimbra deram um toque extra especial à nossa viagem. Estou escrevendo sobre essas outras duas cidades e posto em breve. E muito obrigado por seguir o blog 🙂

      Abraço!

  5. WAGNER ARTUR

    “Gostaria de ter acesso ao mapa de Lisboa”

  6. Martha

    Alessandro, excelente relato. Estive em Lisboa o ano passado e realmente também fiquei apaixonada por esta cidade. Foi muito bom relembrar tudo que vivi lá. Continue colocando o pé na estrada e nos brindando com leituras tão agradáveis das suas andanças. Abraços.

    • Alessandro Paiva

      Pôxa, Martha, muuuuuito obrigado! 🙂 E exatamente agora estou revisando um post sobre Coimbra. Provavelmente postarei até amanhã.

      Grande abraço e boa viagem sempre!

  7. Debi

    Adorei seu relato! Fiquei com vontade de ir hoje prá lá! Mas, por enquanto, vou curtir o planejamento. Você poderia me dar acesso ao mapa, por favor? Muito obrigada!

    • Alessandro Paiva

      Olá, Debi! É assim mesmo que funciona: planejar a viagem, além de organizar o roteiro, dá uma vontade imensa de estar nos lugares a cada parte definida no trajeto. E muito obrigado pelo prestígio ao blog. Enviei o link do mapa de Lisboa para seu e-mail. Acho que escrevi na mensagem “mapa de Toledo”, então desconsidere, rsrsr! É de Lisboa mesmo 🙂

      Abraço e ótimo planejamento (com ótima viagem :-))

  8. Rogelia

    Gostei muito das suas observações sobre Lisboa. No que respeita a comida, acho uma pena que não tenha comido peixe fresco: um sargo/ dourada/ salmonete ou mesmo carapau ( o bacalhau não conta, porque não existe nas nossas águas). Sabe que Portugal tem o melhor peixe do Mundo?ou não gosta?
    Continuação de boas viagens e destes excelentes relatos.
    Um abraço,
    Rogélia

    • Alessandro Paiva

      Oi, Rogélia! O que você disse é a mais pura verdade: Portugal tem o melhor peixe do mundo! Mas, como você mesmo perguntou, não gosto de peixes, rsrsr! Aliás, odeio tudo que nada – inclua aí os patos –, seja em águas doces ou salgadas. Sou uma vergonha turística 🙂 Minha frescura com comidas me faz perder cada oportunidade que você não tem ideia! Enfim, muitíssimo obrigado pela mensagem e pela dica.

      Ah, daqui a alguns minutinhs posto sobre Coimbra. Que cidade fascinante!

      Grande abraço e boa viagem sempre 🙂

  9. Thiago Vinícius

    Olá, tudo bem! Tenho sido um leito assíduo das viagens de vocês! Estou indo para Lisboa, Mardi, Barcelona e Paris em outubro deste ano. Gostaria de receber o mapa de Lisboa, será muito útil pois irei fazer Lisboa sozinho.
    Enfim agradeço se puderem me enviar.
    Grande abraço
    Thiago

    • Alessandro Paiva

      Olá, Thiago! Muito obrigado pelo prestígio ao blog! Pelo visto, sua viagem será sensacional! Aproveite bastante. Enviei o link do mapa para seu e-mail.

      Grande abraço e uma ótima viagem!

  10. Suzeli Sarmento

    Olá, adorei seu post, irei para Lisboa no próximo mês, e me ajudou bastante, parabéns!!!!Gostaria de ter acesso ao mapa de Lisboa, obrigada.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Suzeli! Muito obrigado! Ah, que vontade de voltar a Lisboa… Daqui a pouco envio o link do mapa para seu e-mail.

      Abraço e ótima viagem 🙂

  11. Roberta Gadea

    Oi, ontem te pedi o mapa de Toledo e hoje, o de Lisboa!! É que em setembro estou indo para lá e estou me programando. Estou adorando todos teus comentários, são todos muito produtivos!

    • Alessandro Paiva

      Ah, obrigado, Roberta! Já já envio o link do mapa de Lisboa para você. Sempre que possível, leia os comentários dos outros leitores. O pessoal costuma dar umas dicas interessantes. Abraço 🙂

  12. Parabéns! Adorei suas dicas.Moro em Lisboa e você postou o que há de melhor.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Patrícia! Muitíssimo obrigado! Vi que você deu uma força para o Fui e Vou Voltar no blog do Capibaribe ao Tejo. Valeu mesmo 🙂 Irei acompanhar e compartilhar seu blog, que achei excelente e muito bem escrito. Preciso de mais informações sobre Lisboa, e ele será bastante útil. Quero voltar lá urgentemente! Amo aquele lugar!

      Abraço 🙂

  13. Claudia

    Olá, me senti novamente em Lisboa com seu relato, realmente Lisboa é fascinante. Pena que não deu tempo para vocês visitarem a Cidade do Porto, estive lá esse ano, você vai ficar encantado quando conhecer. Uma vilazinha muito linda e aconchegante também é a Vila de Óbidos, parece coisa de conto de fadas. Tenho algumas fotos da Cidade do Porto e da Vila de Óbidos, se interessar a você, é só dizer para onde eu envio.
    Ah, continue com seus relatos por favor, está quebrando uma árvore para planejar minha viagem do próximo ano.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Cláudia! Muito obrigado pela visita ao blog e pelas dicas 🙂 Quando eu voltar a Portugal, certamente irei a Óbidos e Porto. Todo mundo diz a mesma coisa: são lugares imperdíveis! Gostaria de ver as fotos sim. Se der, envia para o contato@fuievouvoltar.com. Adoro ver fotos de viagem!

      Abraço e, mais uma vez, muito obrigado.

  14. Claudia

    Olá ,
    Conseguiu visualizar as fotos? Espero que sim.
    Caso seja de algum interesse, quando estivemos em Lisboa, nos hospedamos no A.S. Lisboa na Avenida Almirante Reis, bom custo benefício, não é um hotel de luxo, mas nos atendeu perfeitamente,com supermercado e “pastelarias” próximas e também restaurante.E o essencial, você sai do hotel anda uns 5 metros e está no metrô.
    Abraço.

    • Alessandro Paiva

      Oi, Cláudia! Só agora vi as fotos de Óbidos. Lindas de morrer! Sempre ouvi falar bem de lá, mas não sabia que era bonito assim. As de Porto, ainda não consegui visualizar. Você precisa autorizar meu acesso. Cliquei pedindo. Em relação ao A.S. Lisboa, muito obrigado pela dica. Localizei ele no mapa e realmente é muito bom. Tendo metrô por perto, não tem como errar, certo? 🙂 Fico no aguardo da liberação das fotos de Porto. Abraço e, mais uma vez, obrigado por compartilhar suas experiências.

  15. Obrigado pela referência ao Restaurante Farol de Santa Luzia! 😀 Ficamos muito contentes que vamos publicar na nossa pagina do facebook!
    os melhores cumprimentos de todo o pessoal do Farol de Santa Luzia

    • Alessandro Paiva

      Oi, Ricardo! Não tinha como não fazer referência ao Farol de Santa Luzia. O restaurante é um espetáculo de cardápio, sabores e atendimento. Quando eu voltar a Lisboa, certamente passarei aí para mais uma típica refeição portuguesa. Abraços!

  16. mardapalha1975Jorge Gonçalves

    Portugal é bem pequenino, mas tem tudo o que ou outros têm e mais o que os outros gostariam de ter e não têem. Impredivel: Porto e Guimarães a norte, no Alentejo:Évora, Monsaraz, Marvão…

    • Alessandro Paiva

      Exatamente Jorge! É uma país minúsculo, mas grandioso! São tantas cidades fantásticas que seriam necessários meses de férias para conhecê-las. A vontade que tive foi de ficar por lá. Abraço e obrigado pela visita ao blog.

  17. Katya Freire

    Saudações de uma Lisboeta! Tive de comentar depois de esbarrar com o seu relato da viagem por Lisboa iniciada exactamente à um ano atrás… Coincidência! Gostei muito de olhar para Lisboa na perspectiva de um turista! Sigo o seu blog de perto desde que comecei as minhas viagens em 2012, tem dicas óptimas e fico desde cedo a saber o que esperar em várias situações. Já viajei no meu computador a olhar para as suas fotos lindas, inspirei-me nelas para tirar algumas eu própria e o que me ri com algumas situações descritas.. Especialmente aquela em que o Élcio usa o voucher no sanitário em Roma 😀 Muito bom este blog!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Katya! Que bela mensagem 🙂 Fico feliz em saber que tenho leitores em Lisboa. Amo sua terra! E tirar foto é muito bom, né?! Quase morro só de pensar que algum dia minha máquina fotográfica pode pifar durante uma viagem, rsrsrs! Aliás, já aconteceu, em Florença. A bateria acabou, e o mesmo aconteceu com minha alegria, rsrs!

      Muito obrigado por seguir o blog. Agora, estou começando um relato sobre Seul, uma das cidades mais espetaculares que já conheci. Na sequência, escreverei sobre Atenas, Veneza, Cracóvia e Varsóvia. Hum, tenho muito serviço! 🙂

      Grande abraço e boas viagens sempre!

  18. Vanda de Oliveira

    Olá, Alessandro
    Tudo bem?
    Acabei de ler esse relato sobre Lisboa e mais uma vez gostei muito. Me divirto com seus comentários bem humorados mesmo quando as coisas não dão muito certo.
    Também adorei o Bairro Alto, e como você, também subi algumas vezes aquelas escadarias. Aliás, também sou uma andarilha. Meus companheiros de viagem não sabem como eu aguento.
    Abraços,
    Vanda de Oliveira

    • Alessandro Paiva

      Oi, Vanda! Agora há pouco respondi um comentário de uma portuguesa do Porto. Ela me fez sentir mais saudades ainda de Lisboa e deu altas sugestões de cidades para serem visitadas em Portugal. AMO aquele lugar! Todo brasileiro deveria dar uma passada por lá, não é verdade?!

      Mantenhamos nossa vida de andarilho 🙂 Abraços e ótima viagem sempre!

  19. raul martins

    Olá, Alessandro.Lindo trabalho,bem ducommentado e tudo!A proxima vêz vesite a Madragoa,Lapa e Estrela.Chapeau ,do azarento de Montreal.

    • Alessandro Paiva

      Ôpa! Valeu, Raul! Eu não conhecia esses lugares. Tô vendo que preciso de muitos dias em Lisboa, pois todo dia tenho recebido ótimas sugestões. Abraço e muito obrigado!

  20. Jose Oliveira

    Cara parabens, otimo relato, estou indo em fevereiro de 2016, 10 dias para portugal, pelo .que voce viu la em lisboa, qual a melhor regiao para um turista se hospedar. Tem algum hotel de sugestao. obg

    • Alessandro Paiva

      Ôpa! Valeu, José Oliveira! Quando fui a Lisboa, fiquei num hotel próximo à Praça Marquês de Pombal. A localização não é ruim porque tem uma estação de metrô perto. O Hotel chama Jorge V. No entanto, para sair à noite, não dava para ir a pé, pois os pontos mais badalados estão um pouco distantes de lá. Na verdade, não é tão longe, seria uma caminhada de uns 20 minutos até o Bairro Alto, por exemplo, mas gosto de praticidade, rsrsrsr! Enfim, eu indico. Mas os locais onde eu gostaria de ficar mesmo são o Chiado, que é bem movimentado e também tem estação (também é pertinho do Bairro Alto!), e a região do Rossio, que é bastante acessível a muitas das atrações e bem estruturado (restaurantes, lojas etc.). Quanto à indicação de hotéis nessas duas regiões, eu não tenho, mas vá ao TripAdvisor e consulte pelo preço e pelos comentários dos hóspedes que ficaram por ali. Isso ajuda muito.

      Abraço e ótima viagem!

  21. eliene

    olá, encantada com seu relato, estarei indo dia 6 de outubro a portugal me envia o mapa por favor, ainda meio perdida sobre as atrações… obrigada … abraços

    • Alessandro Paiva

      Oi, Eliene! Muitíssimo obrigado 🙂 O mapa está disponível no final deste relato. Abraço e ótima viagem!

  22. Rogerio

    Parabéns pelo relato. Eu também estive dezenas de vezes na Europa e sempre fazendo escala em Portugal, decidi visita-la e hoje penso em morar lá.

    • Alessandro Paiva

      Obrigado, Rogério! Lisboa foi uma ótima surpresa. Meus amigos que moram ou moraram lá adoram. Se decidir ir morar lá, boa sorte 🙂 Abraço!

  23. Alessandro Paiva

    Obrigado, Pedro.

  24. Cláudia

    Alessandro, eu sou só elogios com os seus relatos. Com um português impecável e uma narrativa prosaica tão talentosa e espontânea, você me encantou. Estou em Portugal há quase 90 dias. E vc conheceu a região em que eu estou em 7 dias. E pude constatar que todos os seus relatos são verdadeiros e produzem uma leveza literária típica de um talentoso escritor. Através da sua narrativa da viagem à Lisboa é que pude conhecer literalmente a região de Lisboa. Mesmo estando aqui não a conhecia. Sinto-me agradecida pela sua objetividade no passeio e nos relatos, mas sem deixar para trás a poesia, a arte de narrar, sendo fiel aos 3 principais caracteres; tempo, espaço e personagem. Só tenho a lhe a agradecer pelo seu talento compartilhado conosco, leitores aqui da Rede. Obrigada. Abs Cláudia

    • Alessandro Paiva

      Cláudia, poesia tem é seu comentário! Muitíssimo obrigado por tanta gentileza! Ultimamente, os acessos ao blog foram reduzidos, talvez por causa da alta do dólar. Dá um desânimo… 😞 Aí, aparecem comentários como o seu, um combustível para me manter firme nos relatos! 😊 Eu é que agradeço! Retornei a Lisboa no mês passado, e minha paixão pela cidade só duplicou. Tanto que já estou de viagem marcada pra lá em março de 2016! Abraço, mais uma vez muito obrigado e ótimas viagens sempre 😊

      Alessandro

  25. Manoela

    Alessandro, que “viagem” ler seu relato! Também estou de malas prontas para ir agora em Março/2016. Como irei sozinha, seu roteiro me ajudará muito!! Parabéns pela narrativa extremamente elucidativa! Um grande abraço!

    • Alessandro Paiva

      Oi, Manoela! Muito obrigado!! Também vou lá em março com a família e alguns amigos! Estive lá em novembro, no início e no final de uma viagem que fiz ao Países Bálticos. Lisboa está melhor ainda! É hoje minha cidade favorita, 🙂

      Abraço e ótima viagem!

  26. Gustavo

    Você tem razão,Alessandro, Lisboa é uma cidade apaixonante. Estive lá em agosto de 2013. Fiquei apenas dois dias, pois iria de ônibus pra Espanha. Consegui conhecer a Torre de Belém, Mosteiro dos Jerônimos, Cassino, Oceanário e Teleférico. Vou voltar em setembro e conhecer outros pontos. Já colhi dicas importantes aqui. Obrigado.

    • Alessandro Paiva

      Ôpa, Gustavo! Valeu! Hoje posso dizer que Lisboa é minha cidade favorita. Depois deste relato, voltei lá duas vezes! E retornarei em março deste ano, rsrs! Abraço e muito obrigado pela visita ao blog! Ótimas viagens para você!

  27. Gustavo

    Muito obrigado. Aproveitando a ocasião,você conhece o Lisboa Card? É muito útil para andar nos transportes lisboetas e ter descontos nas atrações turisticas e museus. Afinal, você já andou muito a pé lá. Rs.

    • Alessandro Paiva

      Conheço sim, Gustavo! Vamos inclusive adquiri-lo nesta próxima viagem. Obrigado por reforçar a sugestão!

  28. Paulo

    Seus relatos são ótimos, cheio de detalhes esclarecedores. Estão me ajudando muito na minha próxima viagem. Valeu!!!

    • Alessandro Paiva

      Ôpa! Eu é que agradeço Paulo! E te adianto uma coisa: estive em Lisboa no domingo passado. Está ainda mais bonita, bem restuarada, colorida etc. Uma ótima viagem pra você!

  29. Gustavo

    Ótima noticia, Alessandro. Setembro estarei lá.

  30. Oi, Alessandro, saudações de Lisboa/Almada!
    Só hoje descobri o seu blog e *adorei* este relato sobre Lisboa e arredores 🙂 🙂 🙂
    A qualidade dos seus relatos é *fantástica*!
    Textos claros e bem articulados, fotos bonitas e bem enquadradas, legendas informativas, preços/horários/mapas e links úteis, boas dicas e, acima de tudo, uma simpatia e um humor que cativa.

    Os meus sinceros parabéns e tudo de bom!

    • Alessandro Paiva

      Ôpa!!! Um comentário vindo de um lusitano! Fico duplamente lisongeado! Muito obrigado, Ricardo! Sua terra é minha favorita! Tanto que estive lá na semana passada e outras duas vezes em outubro e novembro do ano passado. Lisboa é a melhor! E voltarei em novembro, rsrs! Grande abraço e muito obrigado pelo prestígio ao blog.

  31. Oi Alessandro. Ainda não conheço Lisboa. Irei para lá em dezembro próximo. Gostei das dicas.
    Abraços.
    Augusto

    • Alessandro Paiva

      Abraço, Augusto! Muito obrigado pelas visitas ao blog. Aproveitando, compartilhei o post dos pães chilenos na página do FB do Fui e Vou Voltar. Muito bom o texto!

  32. Gustavo

    Caro Alessandro:
    Por favor,qual a melhor maneira de se chegar ao Cristo Rei?
    Muito obrigado.

    • Alessandro Paiva

      Olá, Gustavo! Não estive lá, e pensava que táxi seria a melhor maneira. Mas veja o que esse blog diz: http://www.viajecomigo.com/2014/07/26/cristo-rei-lisboa/

      “COMO CHEGAR
      De comboio: saia na estação do Pragal e apanhe o autocarro até Cacilhas. Em Cacilhas, tem de apanhar o autocarro 101 que vai mesmo até à porta do Cristo Rei. De barco: depois de atravessar de barco, em Cacilhas vai apanhar o autocarro 101 que vai mesmo até à porta do Cristo Rei”.

      Uma olhadinha no site do monumento também é uma boa: http://cristorei.pt/

      Abraço e ótima viagem!

  33. Gustavo

    Obrigado de novo!!!

  34. Dezembro estarei lá. E vou seguir o seu roteiro. Abraços.

    • Alessandro Paiva

      Ôpa! Valeu, Augusto! Gostei tanto de lá que já voltei outras 3 vezes e irei agora em novembro também, rsrs! Abraço!

  35. Gustavo

    Estive lá de 7 a 11 de setembro e depois fui para o Porto. O Padrão dos Descobrimentos está em reforma da parte externa. Como sempre a fidalguia do povo português se destaca. Vou voltar em 2017.
    Alessandro, fui ao Cristo Rei de barco( desconto com o Lisboa Card) saindo do Terreiro do Paço e pegamos ônibus em Cacilhas até lá. Ótimos passeios a todos!

    • Alessandro Paiva

      Ah, bacana, Gustavo! Muito obrigado pelas dicas! Também estou indo no mês que vem, pela 6ª vez, rsrsrs! Adoro Lisboa!!!! Abraço!

  36. Gustavo

    Se puder ir ao Porto(3h de trem), não desperdice a oportunidade. Você fez juras de amor a Istambul e agora a trai? KKKKK. Não te culpo, Lisboa é apaixonante!

    • Alessandro Paiva

      Pois é, Gustavo, Istambul já era, kkkk! E certamente irei a Porto! Já passou da hora de dar uma esticada até lá. Obrigado pela sugestão 🙂

  37. Gustavo

    Em tempo, trem pro Porto no inter-cidades, na segunda classe,custou 24,30 euros.

  38. Gustavo

    Confira em http://www.cp.pt os horários e preços. Em Lisboa, você escolhe se sai da Santa Apolônia ou Oriente.

  39. Rosa Lychnos

    Grande viagem por Lisboa, cantinhos que eu conheço muito bem, porque é aqui que vivo e adoro, como diz o Alessandro no inicio desta excelente reportagem, cada cidade é única e tem o seu encanto, concordo inteiramente consigo, as suas viagens fazem-nos viajar também, mesmo virtualmente é tão bom ler os seus post’s obrigada .

  40. priguglielmin

    Nunca a expressão “fui e vou voltar” fez tanto sentido. Antes de ler esse relato- que praticamente decorei, tantas vezes que o li – eu pensava que Lisboa não era uma cidade interessante para um casal jovem (pode julgar meu preconceito e desconhecimento). Então aliei o interesse despertado pelo seu relato a uma passagem barata e fomos no início deste ano. Tô apaixonada, sério, preciso voltar e quiçá um dia morar um tempinho nessa cidade tão encantadora. Nunca caminhamos tanto , e em compensação, nunca comemos tão bem. Achamos uma capital relativamente barata, ainda mais se compararmos com outras poucas capitais europeias que conhecemos. Também fomos abordados por moçoilos oferecendo haxixe, e quando meu marido questionou se tínhamos pinta de maconheiros ri alto – e contei sua experiência pra ele.
    Enfim, o textão foi só pra agradecer e dizer que suas dicas foram muito preciosas e seu entusiasmo nos contagiou.
    P.s. Li há pouco o relato sobre Dubrovnik,e ri. Muito. Desculpa. haha
    Abraços!

    • Alessandro Paiva

      Nossa, Pri!!! Eu é que agradeço!!! E se eu pudesse, reescrevia todo o texto, porque ele não trata de Lisboa com o devido mérito. Lá, sinto uma emoção tão inexplicável que preciso me concentrar às vezes para falar de cada coisa, de tão peculiares que são. Omitir detalhes sobre Lisboa é um crime, rsrsr! Hoje, é sem dúvidas minha cidade favorita. Me sinto confortável por causa da nossa semelhança cultural, da língua e da comida. Os vinhos são excelentes, a arquitetura é sensacional e tem atração pra todo gosto. E cá pra nós: adoro o senso de humor do português, rsrsr! São figuraças!

      Desde essa primeira viagem, já voltei lá 6 vezes! E estou indo no mês que vêm, rsrsr! Já, quanto a morar lá, eu e meus amigos brincamos sobre a criação de um grupo no whatsapp “Aposentandos em Lisboa” 😀 O plano é mudar todo mundo pra lá assim que nos aposentarmos, rsrsr! Mas acho que vou ficar por aqui mesmo, assim tenho desculpas para ir sempre a Lisboa.

      Sobre Dubrovnik, deixemos assim, rsrs! Foi tenso, mas foi ótimo 🙂 Em breve começo a escrever sobre Saraievo. Será um relato um pouco “pesado”, porque a história deles é muito triste, mas a viagem foi sensacional. Não vejo a hora de voltar àquelas bandas.

      Abraço e muuuuito obrigado pelo prestígio ao blog. Desejo ao jovem casal ótimas viagens e retornos sempre que desejarem.

  41. Gustavo

    Caro Alessandro:
    Aguardo seus relatos sobre a ida a Lisboa e se foi ao Porto.

    • Alessandro Paiva

      Ôpa! Blz, Gustavo?! Irei ao Porto em abril. Vai demorar um pouco para eu relatar sobre a cidade, pois estou bem atrasado com meus posts, rsrs!! Mas prometo que será caprichado!

      Abraço e muito obrigado pelo prestígio ao blog!

  42. Gustavo

    Está combinado então.

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